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"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens." (Fernando Pessoa, em "O Eu Profundo")
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Mensagem

RE: RE: RE: ...RE: analise

De Fernando em 30/07/2003 11:18:20 a partir de 200.207.55.229-200.207.55.229
Como nao achei a Ode Natural, vai a Ode a Loucura.
Ode a Loucura
23/04/1919 16:11h
As verdades são dimensões
Por onde transitam o nosso conhecimento,
É o espaço onde vivemos.
Elas são o nosso universo.
E todo produto linear é verdade.
Quanto mais o controle
Maior a permissão
Quanto maior a razão
Maior a loucura
O acordar na noite, perdas das dimensões básicas: existir.
Perdas das referencias, distorções do momento:
O mundo reduzido a um latido;
O quarto ao lençol de baixo do corpo;
O vazio, coisa que não existe.
O universo sentido como uma bola de criança e as paredes curvadas, a corpo esférico a palavra um ponto o raciocínio uma circunferência a mão que não se enxerga, a visão a orbitar os olhos, um cair que flutua entre o aqui e o infinito que se multiplicam na superfície da bola e o agora que desconheço.
E a realidade refletida numa lagrima mostra o caleidoscópio cardíaco das estrelas impossíveis,
O sentimento quase esquecido torna-se a dimensão referencial,
O sentimento quase esquecido torna-se a via Láctea ,
a musica o alimento de um corpo que se lança numa fornalha,
a carne o estampido de um canhão irreal,
o nome dela a imagem da virgem a parir a realidade,
a janela que se abre a mostrar o mundo iluminado mostra no ali os infinitos infinitos,
e no aqui a realidade inexorável, vazia, inexplicável, escura: a existência.
O existir aqui igual ao existir do outro lado do universo,
esse universo tão misterioso como qualquer outro universo,
o agora eterno preso nesse momento
e o desejo desejando tornar-se mortalmente real como uma vida que se morre.
E nesse janela que se mostra o universo inteiro feito uma montanha coberta por um canavial envolto, mostra-se infinitos universos numa infinidade de raios de luz e moléculas e átomos diferentes da mesma energia: amor.
O universo entrou dentro do minha cabeça, deito louco. Não há verdade, só há beleza, só há realidade.
Não existe certo ou errado, só existe ser.
Ser como uma pedra redonda ou lascada, ser esta folha ou aquela.
E ser é estar existindo e isso é impessoal, isso involuntário, ser é.
Ser aquele grão de areia na estrada deserta, ser um raio de luz num dia ensolarado.
Ser o próprio mistério de ser,
Ser a consciência da matéria que é.
Ser a consciência da matéria de um deus que se desconhece.
E a loucura é ser o deus pasmo,
É, por um momento, ser a matéria que deixa de ser para querer se compreender.
Loucura de ser este momento para ser todos os momento ligados através dos fatos, das evidencias ,
Dos riscos deixados nas coisas,
o eco do gritos,
a dores a doer na carne da alma,
ser todas as poesias,
todos os sons reverberando na matéria,
todos os soluços gravados nas paredes.
Saber que somos feitos de fotons de luz condensados em Quarks, em Leptons, em elétrons em prótons. Nós somos energias, somos luz opaca que devemos brilhar através da existência.
Somos!
Eu sou Napoleon!
Eu sou Jesus! , o filho que gera pai, o momento que cria o tempo, o universo que cria a matéria
O ato que vive,
A vida que vive de vida,
A vida que se delicia de beleza,
Que se enche de amor que se alegra com o momento,
Que transborda de realidade e que morre de amor por ela ,
Por ela, que minhas mão viveram para carregar pedras,
Por ela, que minha mente viveu para projetar uma casa,
Por ela, que meus pés caminharam em busca de matéria,
Através dela que meu corpo adquiriu forma,
Ela que me trouxe a loucura de matar-me para sobreviver,
De enlouqueço-me para conhecer a verdade,
De tornar-me matéria para me ligar às essencia.
E de noite acordo.
E o universo fala-me por um sussurro noturno:
Recordo-me dela, ela que foi a melhor coisa, e adormeço-
Aquele que nasceu para morrer de amor

Em resposta a:

...RE: analise (Silvia Moreira silviacmoreira@hotmail.com - 29/07/2003 23:34:52)
Querido amigo, volta para o Fórum, por favor! "Mestre, meu mestre querido! /Coração do meu corpo intelectual e inteiro!/ Vida da origem da minha inspiração! / Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?? Não cuidaste se morrerias, se viverias, nem de ti nem de nada, (Alvaro de Camp...(ver)

Respostas:

...RE: analise (Silvia Moreira silviacmoreira@hotmail.com - 30/07/2003 22:58:05)
Caro Fernando Eu gostaria de saber a referencia bibliográfica de Ode a Loucura.Você pode me dizer? Até lá. Silvia.( PS. o texto é magnifico,magnifico, magnifico....(ver)

Responder a esta mensagem

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