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"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens." (Fernando Pessoa, em "O Eu Profundo")
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Mensagem

Autopsicografia

De Zorba em 23/01/2003 12:33:24 a partir de 200.207.55.229
Fernando Pessoa
"O poeta mente a verdade"
(Bertus Afjes)
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Uma visão breve sobre a vida e a obra do maior poeta da língua portuguesa: 1888: Nasce Fernando Antônio Nogueira Pessoa, em Lisboa. - 1893: Perde o pai. - 1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul. - 1904: Recebe o Prêmio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. - 1905: Regressa sozinho a Lisboa. - 1912: Estréia na Revista Águia. - 1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu. - 1918/21: Publicação dos English Poems. - 1925: Morre a mãe do poeta. - 1934: Publica Mensagem. - 1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa.
Os versos acima foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 164
O poeta não descreve o indescritível,
Não pesa o imponderável,
Não mede o vazio.
Se voce é poeta e quiser dizer o que sente: a literatura te permite.
Se voce é poeta e quer escreve em versos decassílabos e rima rica, voce será admirado.
Se voce quiser escrever em versos livres, também pode.
Porem,
Há poetas que se tornam universais e atemporal, Por que?
Porque eles fazem uso de metáforas, de imagens que são comuns a uma população muito grande, utilizam-se de idéias que não são hodiernas, que por serem antigas, elas continuam sobrevivendo ao longo do tempo.
Fernando Pessoa, na grande maioria das suas poesias,
Cria um cenário onde a pessoa é levada a sentir.
Sentir o que?
Ora, sentir qualquer coisa, sentir é o importante.
Quando ele cria, escreve, imagens e metáforas, ou imagens metafóricas, ou metáforas pictóricas, ele acaba fazendo algo aproximado ou algo ao contrario do que sentia. Por outro lado, que o lê, acaba sentindo uma terceira coisa, mas nunca se esqueçam: O importante é sentir.
O objetivo do poeta é de mexer na água, levantar poeira, fazer barulho, chutar a lata, berrar a ouvir-se de longe, ser eterno, tocar os corações, acariciar o âmago, ser a mosca na sua sopa...
...
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração
-Brincadeira de quem é inteligente.
Zorba

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