Espaço de contribuição ao debate sobre direitos reprodutivos e sexualidade frente ao posicionamento da hierarquia católica.

14/11/2003 01:01
De: Felipe
IP: 200.100.185.35-

Re: Vc percebeu

Marcus
O que eu acho que deve ficar bem claro, é que a posição da Igreja sobre o uso de métodos contraceptivos independe da sua eficácia. Se eles fossem 100% seguros ainda sim a Igreja seria contra o seu uso. A linha de raciocínio que a Igreja segue é a seguinte: Tudo que não é natural não é moral! Simples e direto. A questão em jogo não é a eficiência da camisinha, é como vc disse, ela induz o jovem à transa, ao sexo desregrado, promíscuo e irresponsável.
Existe um remédio contra a AIDS, a sífilis, a gonorréia e tantas outras doenças sexualmente transmissíveis: CASTIDADE. Difícil? Talvez, mas correto e moral. É só isso que a Igreja quer, apenas seguir o que Jesus ensinou.
O quarto mandamento é: Não pecar contra a castidade, algo utópico, quase ilusório nos dias de hoje, pois na maioria das vezes os jovens só tem valor dependendo de quantas pessoas ele já transou, desculpe a sinceridade, mas vivo nesse mundo também e sei o que gira ao meu redor. É bom esclarecer uma coisa, eu tenho 17 anos, luto para ter uma vida casta, pura, seguindo os preceitos da Infalíve Igreja de Cristo. Acho que é possível viver a castidade até o casamento, acho mais que correto que os jovens NÃO usem camisinha, ou melhor, que não precisem dela.
10/12/2003 10:49
De: Pedro
IP: 200.158.179.63-

Re: Re: SEMPRE HÁ UM CONSENSO !

PESQUISA REALIZADA NO MÉXICO MOSTRA QUE HÁ UM DISTANCIAMENTO ENTRE A CÚPULA DA IGREJA E OS CATÓLICOS


Na última semana aconteceu em Atibaia, SP, a Assembléia do Grupo Católicas Pelo Direito de Decidir, uma organização feminista de caráter ecumênico que luta pela justiça social e pelo direito sexual e reprodutivo e busca mudanças dos padrões culturais e religiosos. Estiveram presentes sete grupos de seis países da América Latina, entre eles México, Colômbia, Bolívia, Chile, Brasil e Argentina, com representantes de Buenos Aires e Córdoba.
Durante o encontro as representantes da organização Católicas redigiram uma carta rechaçando o pronunciamento do Vaticano em relação a condenação do uso de preservativos. No documento as ativistas determinaram que: “Ao fazer essas afirmações a hierarquia católica conservadora revela as verdadeiras razões pelas quais se opõe ao uso da camisinha: é sua concepção restritiva da sexualidade que leva a afirmar que só a castidade, a fidelidade,a abstinência constituem medidas eficazes para prevenir a transmissão do vírus mortal”. Elas não páram por aí e ainda afirmam que as “as autoridades de nossa igreja não podem seguir pretendendo ser a instância ética que fala ao mundo, quando esta tem sido protagonista de escândalos de abuso sexual de menores (...). Confiamos nas determinações da Organização Mundial de Saúde e reafirmamos a necessidade de que os governos promovam políticas e programas de educação sexual (...) e ponham a disposição da população o preservativo como meio seguro para reduzir o risco da transmissão desta infecção mortal”.
Esse documento será distribuído para outras ONGs, meios de comunicação e representantes da igreja e governo dos países participantes.
No México, entre junho e julho deste ano, a ONG Católicas Pelo Direito de Decidir realizou uma pesquisa entre os católicos, que representam 90% da população do país, para ver o que pensam os religiosos a respeito de assuntos polêmicos e condenados pela igreja, tais como: aborto, preservativo, separação entre Estado e Igreja, métodos anticoncepcionias, entre outros. Segundo Guadalupe Cruz Cárdenas, membro do CDD, a pesquisa foi feita com 2328 pessoas de zonas rurais e urbanas que se declararam católicas, em 14 estados do país. Segundo Guadalupe, essa é a primeira pesquisa realizada só com católicos. A enquete foi feita pela empresa mexicana Estadística Aplicada e tem uma margem de confiança de 95%.
Os resultados confirmaram o que Católicas Pelo Direito de Decidir chamam de revolução silenciosa. Nela há um distanciamento entre o que prega a hierarquia da Igreja e a prática dos seguidores. Os católicos não adotam as recomendações da Igreja e agem conforme o seu direito de escolha, e isso não interfere em sua crença na instituição. Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados são a favor da distribuição de preservativos pela Secretaria de Saúde e 91% acham que tanto adultos quanto jovens devem ter acesso a métodos contraceptivos; e ainda, 60% acham que o aborto deve ser permitido em algumas circunstâncias.
A pesquisa sugere que há uma nova identidade católica que exige mais autonomia para suas opções morais. 84% consideram que podem continuar sendo bons católicos e católicas e utilizar anticoncepcionais. 85% pensam ainda que podem ser crentes e pedir suspensão de sacerdotes que abusaram sexualmente de crianças. Para 93% dos entrevistados deve haver independência entre os poderes legislativo, executivo e judiciário e a Igreja, e 80% acham que a Igreja Católica não deve influenciar nas políticas públicas do país. E por último, mas não menos importante, 85% dos católicos acham que a igreja deveria permitir o uso de preservativos para prevenir o HIV/AIDS.
Com os resultados da pesquisa, as Católicas pelo Direito de Decidir do México estão fazendo uma agenda comum que busca a democratização da Igreja, a justiça social e mais autonomia na questão dos direitos sexuais e reprodutivos. Junto a isso há um abaixo-assinado que será encaminhado para a Conferência Episcopal Mexicana e ao Vaticano. Essa pesquisa esta sendo realizada na Colômbia e Bolívia. No Brasil ainda não há previsão para sua realização.

12/03/2008 23:55
De: VALERIA LEITE SOARES (valerialeitesoares@hotmail.com)
IP: 201.51.241.83

PESQUISAS COM CÉLULAS TRONCO-EMBRIONÁRIAS

A posição da Igreja em relação as pesquisas é completamente desumana.
Há anos os embriões são descartados em clínicas de fertilização, e agora que a Ciência acena com a possibilidade de cura para doenças degenerativas, a Igreja se manifesta condenando o uso desses embriões nas pesquisas. A igreja já interferiu de forma errada em outras questões e depois veio pedir desculpas a humanidade. Imagina se as outras religiões interferissem também??????????????
Existem muitas coisas que a Igreja proíbe............e com isso muitos problemas tem surgido.......
Eu acho que ela deveria repensar..........Não faz sentido..... É muita hipocresia.............
O que a Igreja sugere, quanto aos embriões que são descartados?????????
Levá-los para o Vaticano????????????
Para fazer o quê com eles???????????
23/09/2003 13:31
De: Judite
IP: 200.198.194.146

O ex rei do aborto declara

Eu fiz cinco mil abortos
Dr. Bernard N. Nathanson
Este texto é de uma conferência proferida pelo Dr. Bernard N. Nathanson no "Colegio Médico de Madrid", publicada pela revista FUERZA NUEVA, de onde se transcreveu. O testemunho é sumamente valioso tendo em conta a personalidade do autor, um dos mais importantes defensores do aborto em seu país (EE.UU.)
É importante que vocês se dêem conta que fui um dos fundadores da organização mais importante que "vendia" aborto ao povo norte-americano. Havia mais outros dois membros: o Sr. Lawrence Lader e uma senhorita que pertencia ao movimento feminista.
Em 1968, quando organizamos o movimento calcula-se que menos de 1% era partidário da liberação do aborto, ou seja, de 100 pessoas, 99 estavam contra e nosso orçamento era de 7.500 dólares anuais enquanto em 1982 já se aproximava de um milhão de dólares.
Vou explicar-lhes como estabelecemos o plano para convencer essas 199 milhões de pessoas em um país de 200 milhões para que o aborto fosse aceito.
As táticas que vou explicar são seguras e além disso são as mesmas que se estabeleceram em outros países e também as que se utilizam na Espanha e nas demais nações.
Serviram-nos de base duas grandes mentiras: a falsificação de estatísticas e pesquisas que dizíamos haver feito e a escolha de uma vítima que afirmasse que o mal do aborto não se aprovaria na América do Norte. Essa vítima foi a Igreja Católica, ou melhor dizendo, sua hierarquia de bispos e cardeais.
Quando mais tarde os pró-abortistas usavam os mesmos "slogans" e argumentos que eu havia preparado em 1968, ria muito porque eu havia sido um de seus inventores e sabia muito bem que eram mentiras.
Falsificação das estatísticas
É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.
Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda.
É importantíssimo que vocês se preocupem com os meios de comunicações sociais porque, segundo explicam os fatos, assim se infiltrarão as idéias entre a população. Se na Espanha esses meios não estão dispostos a dizer a verdade, vocês se encontram na mesma situação que criamos nos EE. UU.em 1968/69, quando contávamos através desses meios todas as mentiras que acabo de mencionar.
Outra prática eram nossas próprias invenções. Dizíamos, por exemplo, que havíamos feito uma pesquisa e que 25 por cento da população era a favor do aborto e três meses mais tarde dizíamos que eram 50 por cento, e assim sucessivamente. Os americanos acreditavam e como desejavam estar na moda, formar parte da maioria para que não dissessem que eram "atrasados", se uniam aos "avançados".
Mais tarde fizemos pesquisas de verdade e pudemos comprovar que pouco a pouco iam aparecendo os resultados que havíamos inventado; por isso sejam muito cautelosos sobre as pesquisas que se fazem sobre o aborto. Porque apesar de serem inventadas têm a virtude de convencer inclusive os magistrados e legisladores, pois eles como qualquer outra pessoa lêem jornais, ouvem rádio e sempre fica alguma coisa em sua mente.
A Hierarquia Católica eleita como vítima
Uma das táticas mais eficazes que utilizamos naquela época foi o que chamamos de "etiqueta católica". Isso é importante para vocês, porque seu país é majoritariamente católico.
Em 1966 a guerra do Vietnam não era muito aceita pela população. A Igreja Católica a aprovava nos Estados Unidos. Então escolhemos como vítima a Igreja Católica e tratamos de relacioná-la com outros movimentos reacionários, inclusive no movimento anti-abortista. Sabíamos que não era bem assim mas com esses enganos pusemos todos os jovens e as Igrejas Protestantes, que sempre olhava com receio a Igreja Católica, contra ela. Conseguimos inculcar a idéia nas pessoas de que a Igreja Católica era a culpada da não aprovação da lei do aborto. Como era importante não criar antagonismos entre os próprios americanos de distintas crenças, isolamos a hierarquia, bispos e cardeais como os "maus". Essa tática foi tão eficaz que, ainda hoje, se emprega em outros países. Aos católicos que se opunham ao aborto se lhes acusava de estar enfeitiçados pela hierarquia e os que o aceitavam se lhes considerava como modernos, progressistas, liberais e mais esclarecidos. Posso assegurar-lhes que o problema do aborto não é um problema do tipo confessional. Eu não pertenço a nenhuma religião e em compensação estou lhes falando contra o aborto.
Também quero dizer-lhes que hoje nos Estados Unidos a direção e liderança do movimento antiabortista passou da Igreja Católica para as Igrejas Protestantes. Há também outras igrejas que se opõem, como as Ortodoxas, Orientais, a Igreja de Cristo, os Batistas Americanos, Igrejas Luteranas Metodistas da África, todo o Islã, o judaísmo Ortodoxo, os Mórmons, as Assembléias de Deus e os Presbiterianos.
Outra tática que empregamos contra a Igreja Católica foi acusar seus sacerdotes, quando tomavam parte nos debates públicos contra o aborto, de meter-se em política e de que isso era anticonstitucional. O público acreditou facilmente apesar da falácia do argumento ser clara.
Dirigi a partir de 1971 a maior clínica de aborto do mundo
Foi o Centro de Saúde Sexual (CRANCH), situado ao leste de Nova York. Tinha 10 salas de cirurgia e 35 médicos sob minhas ordens. Realizávamos 120 abortos diários, incluindo domingos e feriados e somente no dia de Natal não trabalhávamos. Quando assumi a clínica estava tudo sujo e nas piores condições sanitárias. Os médicos não lavavam as mãos entre um aborto e outro e alguns eram feitos por enfermeiras ou simples auxiliares. Consegui modificar tudo aquilo e transformá-la em uma clínica modelo em seu gênero, e como Chefe de Departamento, tenho que confessar que 60.000 abortos foram praticados sob minhas ordens e uns 5.000 foram feitos pessoalmente por mim.
Lembro que numa festa que organizamos algumas esposas dos médicos me contaram que seus maridos sofriam pesadelos durante a noite e, gritando, falavam de sangue e de corpos de crianças cortados. Outros bebiam demasiadamente e alguns usavam drogas. Alguns deles tiveram que ser visitados por psiquiatras. Muitas enfermeiras se tornaram alcoólatras e outras abandonaram a clínica chorando. Foi para mim uma experiência sem precedentes.
Em setembro de 1972 apresentei minha demissão porque já havia conseguido meu objetivo, que era colocar a clínica em funcionamento. Naquela época, digo sinceramente, não deixei a clínica porque estivesse contra o aborto; deixei-a porque tinha outros compromissos a cumprir. Fui nomeado Diretor do Serviço de Obstetrícia do Hospital de São Lucas de Nova York, onde iniciei a criação do serviço de Fetologia. Estudando o feto, no interior do útero materno, pude comprovar que é um ser humano com todas suas características a quem deve ser outorgado todos os privilégios e vantagens que desfruta qualquer cidadão na sociedade ocidental.
Do estudo do feto vivo no interior do útero tirei esta conclusão Talvez alguém pense que antes de meus estudos devia saber, como médico, e além disso como ginecologista, que o ser concebido era um ser humano. Evidentemente sabia disso, mas não o havia comprovado, eu mesmo, cientificamente. As novas tecnologias nos ajudam a conhecer com maior exatidão sua natureza humana e não considerá-lo como um simples pedaço de carne. Hoje, com técnicas modernas, pode-se tratar no interior do útero muitas doenças, inclusive fazer mais de 50 tipos de cirurgias. Foram esses argumentos científicos que mudaram meu modo de pensar. O fato é que: se o ser concebido é um paciente que pode ser submetido a um tratamento, então é uma pessoa e, se é uma pessoa, tem o direito à vida e a que nós procuremos conservá-la.
Gostaria de fazer um breve comentário ao Projeto de Lei sobre aborto apresentado na Espanha (Nota: esse projeto de lei já foi aprovado.)
É a mesma que está em vigor no Canadá, ou seja, em casos de estupro, sub-normalidade e nos casos de risco à saúde da mãe.
O estupro é sem dúvida uma situação muito dolorosa. Afortunadamente poucos estupros são seguidos de gravidez. Mas mesmo nesse caso, o estupro, que é um terrível ato de violência, não pode ser seguido de outro não menos terrível como é a destruição de um ser vivo. Portanto tratar de apagar uma horrível violência com outra também horrível não parece lógico; é simplesmente um absurdo, e na realidade o que faz é aumentar o trauma da mulher ao destruir uma vida inocente. Porque essa vida tem um valor em si mesma ainda que tenha sido criada em circunstâncias terríveis, circunstâncias que nunca poderiam justificar sua destruição.
Posso assegurar-lhes que muitos dos que estamos aqui fomos concebidos em circunstâncias que não foram as ideais, talvez sem amor, sem calor humano, porém isso não nos modifica em absoluto nem nos estigmatiza. Portanto, recorrer ao aborto em caso de estupro é algo ilógico e desumano.
Vou me referir à saúde da mãe. Sempre disse que defenderia o aborto se a saúde física da mulher estivesse em perigo imediato de morte caso continuasse sua gravidez. Mas hoje, com os avanços da medicina, esse caso praticamente não existe. Portanto o argumento é enganoso, porque simplesmente não é certo.
Finalmente vou considerar o caso do feto defeituoso. Esse é um assunto muito delicado porque significa que aspiramos uma sociedade formada por pessoas fisicamente perfeitas, e sem medo de me equivocar posso assegurar que nesta sala não há uma única pessoa que seja fisicamente perfeita. É perigosíssimo aceitar esse princípio porque desembocaria num holocausto.
Posso assegurar-lhes que inclusive as crianças mangólicas são queridas.` Vou contar-lhes uma história. Quando estive na Nova Zelândia com minha esposa, um dia almoçamos com o Sir William Lilley, que é um dos fetologistas mais importante do mundo e nos contou que tivera quatro filhos que já eram maiores, e ao ficar o casal sozinho adotaram uma criança mongólica, disse-me que esse filho adotivo lhes havia proporcionado mais alegria que qualquer um dos outros quatro filhos.
Posso assegurar-lhes que se esse tipo de lei for aprovada na Espanha se abusará dela e será utilizada para justificar o aborto em todos os casos.
Isso foi o que ocorreu no Canadá. Os médicos, simplesmente colocam uma etiqueta nos pedidos de aborto e todo mundo acha graça deles e da lei.
Penso que quando se permite o aborto, permite-se um ato de violência mortal, um ato deliberado de destruição e portanto um crime.
Posso assegurar-lhes que se a Espanha seguir o caminho do aborto, os três Selos do Apocalipse que são a delinqüência violenta, a droga e a eutanásia não tardarão de aparecer em seguida, como está se sucedendo na América. Quero terminar com estas palavras:
Como cientista, não é que eu acredite, mas é que sei que a vida começa no momento da concepção e deve ser inviolável.
Considere que não professo nenhuma religião, penso que existe uma Divindade que nos ordena por fim neste triste, inexplicável e vergonhoso crime contra a humanidade.
Se não saímos vitoriosos e omitimos nossa completa dedicação a esta causa tão importante, a História nunca nos perdoará.
16/11/2003 11:02
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.100.109.14-

Re: Re: Re: Re: Re: Re: Vc percebeu

Felipe
como era de se imaginar, vc mais uma vez se fez de desentendido. Se falamos de direito de decidir, as pessoas tem esse direito. A hora certa ou errada não somos nós que decidimos pelo outro. Se as pessoas acharam que era a hora, quem somos nós para dizer o contrário. Ou melhor, obrigar o contrário. Se esperamos que alguma dia as pessoas respeitem nossos pontos de vista, (dogmas e crenças aí inclusos), devemos aprender a respeitar as decisões alheias. Salvo, há que se ressaltar, aquelas que não violem os preceitos estipulados na Lei. Afinal em um Estado de Direito a lei é fundante e fundamental. Falo da Lei mutuamente aceita e consentida. Afinal Igreja e Estado estão separados.
Vc vem me falar que apresentou estudos. Citações dados. Não estou cobrando normas da ABNT e em o livro do Severino. Mas estou apenas trabalhando com os seus dados apresentados. A camisinha apresenta eficiência sobre o seu não uso. Isso está escrito nos trabalhos que vc apresentou. Eu até não concordo com os valores apresentados, mas estou trabalhando com eles.
A não ser que vc seja de alguma religião com o "valor cristão do menosprezo pela saúde públca".
Estamos falando em uma epidemia de dimensões mundiais e que não trafega apenas pelos caminhos da pauperização.
Temos milhões de pessoas morrendo, e acho que isso não é de seu desconhecimento.
Se vc acha que o caminho é pregar a castidade como única proteção, sou forçado a classifica-lo como um desrespeitador da saúde pública. Salvo vc achar que apenas "propalando" o seu conceito as pessoas vão parar de ter relações sexuais e vão acabar as DST Aids. Se esse for o seu caminho vislubmrado, acho que vc deveria "escrever carta para papai noel e pro coelho da páscoa". Perceba, são vidas em jogo. Tire a bunda da cadeira e faça algo além do discurso.
O que vc chama de castidade já foi citado em contestação minha anterior; caso vc tenha lido com o cuidado necessário quando falei do suco de laranja; como "como método 100% efieiente".
Não sei qual credo vc professa, caso professe algum, mas se em seu credo é permitido deixar as pessoas morrerem por falta de informação, seturamente esse não é o meu credo.
Sim, podemos mudar o mundo no campo das idéias, mas temos de sair à luta para isso e não podemos ficar apenas vendo as coisas acontecerem e dizendo "eu falei, mas elas ""cometeram o pecado"" e se ferraram".
Vivemos em um mundo de exclisivedades (dentro de cada exclusividade existe a contrapartida da exclusão). Vivemos em um mundo de preconceitos, onde as pessoas tem prévio coneeito do outro.
Excluímos de nossas agremiações os que "não nos interessam" e vez por outra, fazemos o mesmo em nossas isntituições.
Ficar no nível dos discursos é professar algum esses "credos assosciativos".
Ficar no discurso do "diga não à camisinha (acho estranho vc não falar da camisinha feminina), diga sim à (nesse caso com crase) castidade é um discurso "bonito", mas de eficiência duvidosa. E se as pessoas ficarem só na primeira parte do "slogam" (o que acho provável)? Como fica? Elas que se danem (castigo da danação para a fornicação?).
Recentemente li em um estudo uma visão de uma senhora do interior de Minas que dizia "dona, eu não vou usar esse negócio de camisinha pois isso dá Aids".Claro, minha primeira reação foi de riso. Mas longo "num acesso de lucidez" percebi que provavelmente ela não seria a única a ter entendido errado ou em partes as mensagens. Sabemos muitos de nós da realidade educacional de nossas populações. E percebemos que isso não é tão improvável. Acrescento que essa senhora ouvida havia apenas "ganho 9 filhos e era soronegativa". "Meno male!"
Então, Felipe, se vc acha que o nível dos discursos salva as pessoas, temos crenças de saúde diferentes. Crenças sociais diversas. Credos aparentemente incompatíveis. E seguramente formações científicas diversas.
De nada adianta vc terminar sempre com o seu slogam (veja ,não estou dizendo que ele não funciona, mas apenas que ele é de dificílima consecução), isso equivale a se esconder atrás de crenças, credos e dogmas, e deixar que "um castigo divino" se abata sobre os infiéis.
O "Santo" Ofício já não mais funciona. As Cruzadas já são findas (creio). A humaindade precisa de um senso coletivo de mútuo respeito.
Não sei quais são seus referenciais teóricos em Educação, mas leia o Jaques Delors e o Edgard Morin. Não são textos religiosos, sacros ou algo parecido. Mas falam de humanidade e da condição humana. Leia sem conceitos prévios.
Ah! mas não são pessoas que ficaram no nível dos discursos apenas. "Foram à luta" por seus ideais.
[]s
Marcus
03/05/2006 17:41
De: branco (brfigueiredo@ig.com.br)
IP: 200.222.101.155-192.168.0.7

Peço ajuda

peço encarecidamente ajuda de voces , pois perdemos tudo nas  enhchentes  , temos  fotos  e o que sobrou  de  nossas vidas....21   37774815  
09/04/2004 16:42
De: jayne
IP: 200.193.235.246-

Re: Poema

Fui apresentada recentemente a essa poema extraordinário de Fernando Pessoa.E em um momento oportuno,na Semana Santa.Quizera todos tivessem esse previlégio!!!!!
17/12/2003 19:46
De: Amanda Cecilia (amandacecilia17@hotmail.com)
IP: 200.216.145.192-

Mulheres

Mulheres

Certo dia parei para observar as mulheres e só pude
concluir uma coisa: elasnão são humanas.
São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós. Pare
para refletir sobre o sexto-sentido. Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher,
entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você,
que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o
relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar
um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você nãoleva. O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas
horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você
pisa numa poça..." Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...
O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta
com Deus! Assim é muito fácil...
As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente
dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um
reles mortal?
E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em
ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de
mãe"... Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de
mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança.).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam?
Homens também choram, mas é um choro diferente.
As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer
chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto
com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E
apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam
os homens.
En-fei-ti-çam!
E tem mais! No tocante às profissões, por que se
concentram nas áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro! Embora algumas
disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele,
que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as
mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso
seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles
nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda
são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser
anjos. E levitam.
Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento
que os faz dormir nessa hora..

(Luis Fernando Veríssimo)
05/04/2007 07:38
De: Mariane (nick_semprebom@yahoo.com.br)
IP: 200.164.80.150

POr favor me ajudem!!!

Gente por favor preciso muito da ajuda de vcs,
preciso de uma monografia com urgência sobre aborto,
ou então exploração sexual ou até mesmo algum tema ligado a area da religião...
por favor me ajudem entrem em contato com o meu e-mail...
abraços
18/11/2003 18:27
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.100.109.252-

Re: CAMARA VOTARÁ HOJE 19 ABORTO LIVRE NO BRASIL DURANTE OS 9 MESES DA GRAVIDEZ

Segue o artigo 128 que não está em pauta.
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
[]s
MARCUS
Seu IP: 23.20.240.193 (os IP's são armazenados por questões de segurança)
Seu nome:
Seu e-mail:
Assunto:
Mensagem:
  Não quero que meu e-mail apareça na mensagem (apenas o nome)