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Este fórum serve para registrar informalmente trechos de mensagens recebidas via e-mail (vieira.sor@terra.com.br) pelo historiador, genealogista e sociolingüísta Dr. Sílvio Vieira de Andrade Filho, autor destes livros:   I - Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores, ISBN 85-89017-01-X, 2000, Secretaria da Educação e Cultura de Sorocaba II - Um Estudo Sociolingüístico das Comunidades Negras do Cafundó, do Antigo Caxambu e de seus Arredores, ISBN: 85-904104-2-0, 2009   III - Guareí, ISBN 85-904104-1-2, 2004, Prefeitura Municipal e Câmara Municipal de Guareí   IV - Itapetininga, ISBN 85-904104-3-9, 2006   V - Notas e Documentos Complementares, ISBN 978-85-904104-4-7, 2015   Observação: O autor escreveu também a monografia "Uma contribuição para o estudo das famílias Mascarenhas, Araújo, Toledo, Martins, Graça, Camelo, Cruz e Queiroz", 2013   O autor agradece as mensagens que são respondidas via e-mail.   O autor tem dois sites diferentes com estes endereços:   http://www.cafundo.site.br.com   http://inforum.insite.com.br/8400/
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Giros da "cupópia"

De M C em 18/03/2006 16:24:08 a partir de 201.43.91.81-
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Giros da cupópia
Acabo de ler um breve e interessante artigo ("A polissemia e a perífrase na cupópia", de Sílvio Vieira de Andrade Filho - Revista da Universidade de Sorocaba, dez. 2005) sobre algo que deve desaparecer em breve... a cupópia: dialeto falado em antigos quilombos brasileiros, ou por escravos entre si, para que seus senhores não os compreendessem (leio que a cupópia era o dialeto peculiar de uma única fazenda em Caxambu, mas desconfio que em todo o Brasil ocorresse fenômeno semelhante). Notável é o modo como os poucos conhecedores remanescentes desse dialeto (são oito!) se referem a coisas modernas, que não existiam quando se fixou o vocabulário da cupópia: com perífrases que lembram o modo das sagas nórdicas estudadas por Borges (veja o ensaio "As kenningar", na "História da eternidade"). Alguns exemplos:
Motorista: "tata que curima o ingômbi do andaru" = "homem que trabalha o cavalo de fogo".
Ambulância: "ingômbi do andaru do injó do maiêmbi" = "cavalo de fogo da casa do remédio".
Caneta: "tenhora da curima da mucanda" = "instrumento de trabalhar a escrita".
Mas o gênio da cupópia se mostra também na nomeação de coisas mais telúricas e imemoriais:
Minhoca: "mucuazinho do túri" = "cobrinha da terra".
Limoeiro: "orofim do malara nâni do ique" = "árvore da laranja sem doce".
Padre: "tata que cupopeia a cupópia de Jambi" = "homem que fala a língua de Deus".

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