Discussões sobre Filosofia, Religião, Ateísmo, Agnosticismo, Política, Literatura, Ecologia, Internet e Atualidades.

Tags: internet religiao ecologia deus literatura politica filosofia atualidades meio-ambiente ceticismo
08/10/2008 05:08
De: EVANDRO (evangom2000@yahoo.com.br)
IP: 200.157.222.194

DIFERENÇAS

ACHO Q QUALQUER EMACONHADO,TEM O DIREITO DE SER DIFERENTE,
DE VIVER DIFERENTE,MAS NINGUEM TEM O DIREITO DE IMPOR SEU ESTILO DE VIDA.
AQUI ESTAMOS PARA DEBATER IDÉIAS,MOSTRAR BONS ARGUMENTOS.
MOSTRAR O SEU MODO DE VIDA,INSINUANDO Q DEVE SER MODELO DE VIDA IDEAL,NÃO É BOM ARGUMENTO.
O ATEU COERENTE É AQUELE Q SE DEDICA A BOEMIA E PRAZERES SIMPLES.
MAS ATÉ O ATEU DEVE TER ÉTICA NO RELACIONANTO HUMANO.
POREM O ATEU NÃO TEM ONDE ADQUIRIR ÉTICA.
A FAMÍLIA NÃO CONSEGUE EDUCA-LO,
A ESCOLA NÃO ENSINA ÉTCA ALGUMA,
SÓ O RELIGIOSO TEM UMA FONTE DE ÉTICA MUITO BOA Q É OS ENSINAMENTO DE JESUS.
QUEM VIVE EM SOCIEDADE NECESSITA DE ÉTICA PARA SUAVISAR A CONVIVENCIA DE TANTAS
MENTALIDADES EXÓTICAS Q ENCONTRAMOS NO MUNDO.
25/07/2009 21:18
De: Ivo S. G. Reis - Adm.
IP: 189.11.219.87

Senado Federal - Resposta para Luciano

Luciano:
Seu desabafo político é muito apropriado. Saiba que a sua idéia não é absurda e que muitas outras pessoas já pensaram nisso, inclusive algunspoucos políticos sérios, como o Senador Cristrovam Buarque, que chegou a aventar essa possibilidade.
Visite o blog "Formou? Disseca e Publica!" e leia a matéria sobre o assunto. Se não me engano, ainda está na primeira página. Se não estiver, não passa da segunda.
18/06/2009 14:35
De: BENIGNO ARAUJO DIAS
IP: 200.152.34.77

Re: Re: Re: Marcha para Jesus 2008 x Parada Gay 2008 - Quais foram os objetivos?

A FACE “CAPETALISTA” DO PROTESTANTISMO
Apesar de muitos definirem o protestantismo, no Brasil, como alguma coisa messiânica ou uma profecia consumada, o pano de fundo dessa corrente religiosa esconde a voracidade do imperialismo ianque (Estados Unidos e Grã-Bretanha), em transculturar os povos de credos diferentes. Quanto mais esses dois países inculcarem  nas demais nações o espírito protestante, maior será o número de “igualados” a se identificarem e absorverem a ideologia ianque. Noutras palavras: cada elemento que se “converte”, consciente ou inconscientemente, “é um esterco que está adubando a erva daninha semeada por esse império internacionalista”. E o pior: as criaturas manipuladas não se dão conta de que estão servindo de vetor de propagação para uma peste mundial. Durante a ditadura militar, entidades como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) teriam recebido milhões de dólares para investir na manipulação da consciência nacional, tendo como principal agente as seitas oriundas dos Estados Unidos.
Ao longo desse período totalitário, bastava surgir uma liderança popular, progressista, para que a mesma fosse enquadrada na Lei de Segurança Nacional. Se o trabalho de conscientização fosse pregado no campo, o crime seria tipificado de: “Incitação a camponeses”.  Igual punição não era aplicada a padres e/ou pastores que usurpavam e encabrestavam seus sequazes. Óbvio, ao sistema opressor, é utilíssimo alguém que o ajude a controlar a massa subjugada, porém, é por demais pernicioso e ameaçador quem tentar retirar as amarras da mesma.
Organicamente, a hierarquia dentro das facções evangélicas, embora informalmente, reproduz, de certo modo, a pirâmide verificada nos quartéis. Ou por que não dizer: a estrutura do estrato social. Numa corporação militar, o posto, o qual ninguém gostaria de exercê-lo, seria o de recruta. Entretanto, como pessoas pobres mal escoladas não têm muitas opções, a função de soldado acaba sendo atraída pela ralé, até por uma questão de sobrevivência desta. Uma vez constituída a base, de suas proporções suscitam as graduações verticalmente superiores. Exemplo: para cada efetivo de 100 praças, urge a necessidade de 8 cabos, 4 sargentos 2 tenentes e assim sucessivamente. Como sargento e tenente (acesso ao oficialato) já detêm cargo de mando, o ingresso a ambos não exige a via-crucis pela qual deve passar um recruta. A seleção dos dois é feita mais pela via intelectual do que pelo tirocínio penoso. Pois presume-se serem seus postulantes mais bem qualificados; perfil abundante nas classes sociais mais aquinhoadas.
Assim sendo, por vezes, a vitória ou derrota de uma batalha depende mais da versão dada por aqueles que têm vez e voz - os graduados – e menos das baixas de um lado e outro. Apesar de ser o soldado o combatente que prova das agruras do front.
Nas seitas protestantes, igualmente, à medida que a comunidade, inicialmente composta pela escória, incha, vai-se tornando uma clientela atrativa para as mais diversas corjas de exploradores (numa relação presa/predador): ícones da mídia, vendedores de motivos religiosos, cantores, escritores, políticos inescrupulosos etc. De tal modo que, investir numa comunidade cativa é um negócio, até então, seguro; graças à fidelidade imposta pelo pastor às suas ovelhas a tudo que diz respeito à doutrina apregoada. Só para ilustrar, um caso típico: alguém tentou a vida como “cantor mundano”, mas não logrou êxito. Então, ele se converte em um cantor evangélico. Suas probabilidades de sucesso passam a ser imensas, já que o mesmo vai vender sua pandorga (música chula) a uma clientela que considera divino tudo o que sai da boca daquele “canteiro”. Esse método de recrutar  clientes, “isolando-os”  do  mundo (marketing fechado),  é aplicado por empresas como a estadunidense AMWAY.
A propósito, em período eleitoral, os candidatos investem maciçamente, aliciando os pastores, pois subentende-se que os templos evangélicos ainda são currais eleitorais, cujo cabresto está na mão do seu dirigente espiritual. E isso parece ter um fundo de verdade, porque se não houvesse o retorno esperado, o político não iria aplicar seu dinheiro em vão. E para reforçarem o “recado divino”, os reverendos ainda invocam Mateus 7:6  “Irmãos, não dêem vossas pérolas aos porcos; povo santo deve votar somente em candidatos revelados por Deus!” Tamanha incoerência peculiar aos hipócritas mais descarados! Percebendo se tratar de uma exploração politiqueira em nome de Deus, o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça-STJ, Nilson Naves, em entrevista, sugeriu que o parlamento criasse um instrumento legal capaz de frear a enxurrada de pastores ao poder político, em detrimento das outras lideranças da sociedade civil desprovidas  de uma máquina de manipulação dessa ordem. -Ora, se creio em um Deus onipotente, por que eu tenho de recorrer a recursos mundanos (como dinheiro, política, medicamentos) para solucionar os meus simplórios problemas existenciais?! É uma forma indireta de negar a fé professada. Isso seria como afirmar: eu resido em um conjunto de 4 unidades habitacionais -  não moro na residência 1 nem na 2 nem na 4 – por exclusão habito na  casa 3. Ou por inclusão direta: resido na moradia 3! O caso anterior de fé de araque é análoga à de um certo papa, quando encenou enfrentar a gripe espalhola:
“Porque, para a maioria das pessoas, uma epidemia ou seja, o surto de uma doença infecciosa era um castigo divino, que vinha diretamente do céu ou, quem sabe, do inferno. Por isso, no auge da epidemia da peste, o papa Clemente VI conclamou os fiéis de toda parte a pedir clemência em Roma. Acredita-se que 1,2 milhão de peregrinos tenham atendido ao pedido, informa o epidemiologista Afonso Dinis Costa Passos, professor da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Mas, no meio do caminho, nove em cada dez pessoas caíram mortos. Quem chegou em Roma, por sua vez, não viu o papa, que preferiu ficar encarcerado, com medo de se transformar em mais uma vítima.”
A exemplo das casernas, a imagem próspera e positiva dos “convertidos” passa a ser publicamente impingida como algo comum ao rebanho inteiro. Por quê? Porque os membros que têm vez e voz de falar em nome da congregação são os privilegiados , os quais vivem de usurpar a “receita” arrancada da base majoritária e cega. Vale ressaltar que tais figuras notáveis são por demais bem vindas à comunidade e, muitas vezes, até mesmo cooptadas pelas lideranças. Haja vista que, se por uma lado elas sugam os seus pares, por outro, as mesmas servem de garotos-propaganda à seita. Há situações também, quando as ovelhas inferiores aparecem dando testemunhos, porém, não raramente, são pagas para isso.
Atualmente, com a onda da Doutrina da Prosperidade (JE$U$ é REAL, Templo é Dinheiro, Pequenas Igrejas Grandes Negócios,  JE$U$ com CIFRÃO), sempre que surge um segmento significativo dentro da sociedade, logo aparece um heresiarca (fundador de seita falsa) para criar uma igreja capaz de arrebanhar e explorar o filão de mercado representado por aqueles dizimistas, em potencial, ainda sem rebanho. Para alguns estudiosos, tal prática protestante seria uma herança da Igreja Católica; consta que São Benedito e Nossa Senhora Aparecida teriam sido “pintados” de preto para que a comunidade negra se sentisse representada dentro do catolicismo e assim se debandassem dos ritos candomblecistas/umbandistas. Os métodos para arrancar dízimos e ofertas dos cativos da fé são os mais diversos: carnês mensais, depósito em conta corrente, campanhas arrecadatórias para um determinado fim etc. Na maioria dessas igrejas, no ato de catar o dízimo, o pregador põe um cântico relaxante, deixando o ofertante em estado de entrega total. Em outros templos, o missionário submete os fiéis a constrangimento: "Apresente sua oferta ao Senhor Jesus, irmão!” E todos são obrigados a exibir à assembléia o valor do dízimo a ser ofertado. Essa tática tem como objetivo induzir uma competição entre os doadores; ninguém quer ser visto como um ofertante mesquinho, claro!  A contrapartida: aquisição de terreno no céu, recebimento de uma graça especial, promessa de ficar milionário (somente àqueles que se despojarem de todos os seus bens em prol da igreja). O contra-censo: a venda de indulgências, por parte da igreja católica, foi um dos pretextos que levou Martinho Lutero a promover o racha contra o domínio papal ou Reforma, como ficou conhecida. Agora vimos as seitas de Lutero cometendo os mesmos erros. Então vem-nos a indagação: o cisma dos protestantes foi para moralizar ou para abocanhar o rico “mercado” outrora monopolizado pela igreja romana?
Durante o 2º semestre de 2.005, a Câmara Federal esteve envolta por CPI’s, com fins de apurar casos de roubalheiras sem precedentes, na história da República, cujos protagonistas foram os próprios pares daquela Cada Legislativa que tinham como comparsas alguns empresários inescrupulosos. Aproveitando aquela “cortina de fumaça”, nos aeroportos, pastores-políticos também foram flagrados atravessando muitos malotes abarrotados de dinheiro, eventualmente, resultante da coleta de dízimo. O que entre os deputados ficou conhecido por MENSAMALÃO, à versão pastoral da aludida gatunagem deu-se o nome de DIZIMÃO DE GRUDE. Por ser o dízimo isento de comprovação de procedência, a cada dia crescem mais as suspeitas de que muitas seitas estariam servindo de lavanderia para as finanças do crime organizado.
Em conversa reservada com um pregador membro da minha família, ele me confidenciou que nada melhor para incrementar a colheita de dízimo como uma profecia catastrófica. Se na noite anterior a mídia divulga uma matéria apocalíptica, nos dias seguintes, temendo serem atingidos pela praga prenunciada, os “irmãos” escancaram as suas carteiras e derramam grana abundantemente na sacolinha da coleta, talvez uma tentativa de comprar a custódia de Deus. Ele me falou, ainda, que soube tirar o máximo de proveito do BUG do milênio, pane que acometeria todos os computadores na virada do milênio. Eis que o meu parente de mente fértil deu uma significação satânica e  escatológica à sigla BUG (Beast Undercover God) = Deus Disfarçado de Besta (fera), isso deixou seus asseclas em polvorosa.  Nada a ver com o significado de bug em inglês: percevejo, inseto etc. Agora o meu familiar prodigioso está aterrorizando os seus lacaios, valendo-se do Verichip: um microcircuito digital que introduzido na região subcutânea, contendo dados da pessoa portadora, pode servir ao governo como controle logístico da população. “Sangue de Jesus, irmãos, isso já é própria  Besta 666!” Alerta o pregoeiro espertalhão. Uma piada assim é tão ridícula quanto a explicação demonológica apresentada por um “bispo” da Igreja Universal, para o tsunami ou onda gigante que avassalou o sul da Ásia, em 26/12/2004, cujo número de mortos deve ter superado a casa dos 300.000. No dia seguinte à catástrofe, em um programa matutino da TV Difusora, profetizou o apóstolo iurdiano: “Meus irmãos, maremotos de tamanha magnitude são causados por um ‘encosto’  habitante das profundezas oceânicas!” -Santa manipulação! Cá pensei comigo: opa, o que tal nós, humanos, capturarmos esse monstro fortíssimo e utilizarmo-lo para mover as nossas turbinas, nas centrais hidrelétricas?! Seria o fim da crise energética mundial! Durante a programação, eram exibidos flashes de “obreiros”, sob o comando de um pastor, varrendo a escadaria da “catedral da fé” da Igreja Universal em São Luís-MA, uma imitação burlesca à lavagem das escadarias da catedral do Senhor do Bonfim em Salvador-BA. Na ocasião, o “bispo” fez questão de enfatizar que o banho utilizado pelos “obreiros” era composto de sete ingredientes, e que fora preparado por uma “ex-mãe-de-encostos” ou Mãe-Cida. O programa humorístico, Casseta e Planeta da Rede Globo, que se cuide!  
Por conta do crescente número de lésbicas e gays dentre as populações, surgem  seitas da estirpe: Sinos de Belém, cujo dogma é o homossexualismo, já conta com 120 templos. E as igrejas: Adventistas Gays, Igreja Comunitária Metropolitana (fundada pelo pastor Luís Fernando Pereira Guarupe),  Outras Ovelhas (do pastor homossexual, Victor Soto Orellana) a Gays de Cristo, Igreja Acalanto, Comunidade Cristã Nova Esperança e outras seitas antinomistas (sem ética cristã). Nesses picadeiros, truques conseguidos à base de hipnose e auto-segestão chegam a impressionar os incautos: é ação do Espírito Santo, segundo os taumaturgos (milagreiros de araque), expulsão de demônios etc.
Aliás, recentemente, tivemos a oportunidade de assistir a um bizarro show de hipnose. A reportagem exibida  pelo Fantástico da Rede Globo, mostrando a “façanha” do pastor, Marcos Pereira da Silva (da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, apóstata  da legítima Assembléia de Deus), no Presídio de Benfinca-RJ, em 31/05/2.004. Aos olhos de um fanático, aquela patarata foi uma  verdadeira Armagedon (as mãos do Espírito Santo agindo contra Satanás). Todavia, a uma pessoa racional, o acontecido ali nada mais foi que uma demonstração de hipnose coletiva; prática bastante explorada, em programas de TV, por padre Quevedo, Uri Gueller, pelo hipnólogo Fábio Fuentes etc. Meras emboscadas para arrancar dízimos de otários.
No caso dos amotinados cariocas, o operador (o pastor) contou com um aliado poderoso: o fato de os presidiários estarem mais de 3 dias sem comer. É fato comprovado:  a abstinência alimentar, por períodos longos (o famoso jejum como preparação  para o fiel receber o “espírito santo”), constitui a receita básica das seitas, durante os trabalhos de lavagem cerebral em seus seguidores. Trata-se de um fenômeno humanamente explicável: quando estamos com muita fome, o nível de glicemia (açúcar) cai drasticamente, em nossa massa sangüínea. Carente de açúcar, o cérebro fica “desenergizado” e muito vulnerável a sugestões, alucinações, comandos externos etc. Ademais, na cadeia, os presos estão em um ambiente por demais hostil e assombrado: psicologicamante eles vivem em permanente estado crítico (borderline). Nessas ocasiões, a equipe de psicólogos prefere vestir as cores branca ou azul (por serem desaceleradoras). Os detentos drogados, em geral, resistem ao processo de hipnose, pois a droga (em sua maioria) é uma bloqueadora mental, dificultando a recepção das sugestões emitidas pelo hipnotizador.
- Mas a hipnose só não ocorre quando o paciente ou sugestionável permite?!
- Sim, isso é uma verdade. Porém, cumpre lembrar: pessoas acabrunhadas e fragilizadas não têm poder de escolha, não resistem; suas mentes estão quase sempre permissivas e desorganizadas, sobretudo, quando a chave ou  engodo do processo persuasivo é o nome de Jesus (um socorro universalmente invocado em caso de desespero). Aliás, no seus jogos de sedução, as seitas proselitistas imitam muito bem os urubus: seus agentes procuram ludibriar as pessoas quando estas estão numa situação de “fundo-de-poço”, no auge da angústia, com poucas chances de reagir a uma cilada dos fariseus tentadores. Para um náufrago aflito, até uma galho de espinhos serve de tábua de salvação.
Onde há facções rivais, num mesmo presídio, o sugestionador deve sugerir a todos um inimigo comum: o DIABO é um ótimo nome. Assim, na luta de todos contra  “satã”, os desafetos encarcerados acabam se unindo em prol do mesmo objetivo: derrotar o “diabo”. “Quando a floresta pega fogo, coelho e onça buscam abrigo na mesma moita, e ninguém come ninguém”.
* Conforme noticiou a imprensa carioca, outros negociadores, como: padres, psicólogos, sociólogos etc., já se haviam  oferecido para intermediar o conflito. Mas o secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro e pastor, Anthony Gatinho, alegando “questões de segurança” vetou a todas as cortesias. Mais tarde, ligou ao pastor Marcos Pereira da Silva, que aceitou o convite.  Garotinho sabia que, naquelas alturas,  um êxito logrado pelo reverendo seria creditado a todo o segmento protestante, do qual ele é parte.  Depois de toda a bravata descrita, o que se sabe sobre o pastor “miraculoso” é que a polícia o está investigando para tentar confirmar a suspeita de que o mesmo receberia dinheiro do crime organizado, em contrapartida, Marcos Pereira homiziara bandidos em uma fazenda pertencente a sua seita.
Entretanto, para um povo que se autoproclama de “santo”, o mais difícil deve ser para explicar os contrastes a seguir:
*Alemanha, quase 100% protestante. Segundo os ex-goleiro da seleção alemã, Schumacher, 90% dos jovens alemães usam drogas (inclusive os atletas). Ele teve que sair às pressas de sua pátria para não ser assassinado. Além de ser a nação onde se consome mais cerveja no planeta. Quem bebe essa cervejada toda? E em número de racistas e neonazistas só perde para os Estados Unidos! Quantos foram os judeus trucidados, durante a 2ª Guerra Mundial, pela Alemanha, berço do protestantismo?!
*Holanda, com o mesmo percentual evangélico da vizinha Alemanha: país mais depravado do mundo, família lá é uma instituição extinta. A eutanásia e algumas drogas já foram legitimadas pelo governo, casamento entre homossexuais etc.
*Estados Unidos, outra potência protestante, responde pelos primeiros lugares em: consumo de drogas, homossexualismo, alcoolismo (2º lugar; 1º Rússia), prostituição, satanismo, heresia, racismo e neonazismo. Além de ser o país que mais perpetra genocídio contra os outros povos para roubá-los e escravizá-los. É a nação que mais investe na produção de armas de destruição em massa.
*Africa do Sul, 24% de evangélicos, descendentes de holandeses (böers) impuseram um regime segregacionista, crudelíssimo (apartheid), por muitos anos, contra a maioria negra (76%). Inclusive, o  médico sul-africano, Wouter Basson, produziu, em   laboratório, uma bactéria específica para matar só negros.
*Inglaterra, outra nação assassina (vide história). A última pesquisa mundial acerca de fé, divulgada pela rede globo, 33% (1/3) da população confessou-se ser atéia. Recordista global.
* Finlândia, 98% protestante, mas é o país que se destaca no 1º lugar em números de suicídios. E o alcoolismo entre os finlandeses inicia aos 15 anos de idade.  
Quanto ao esfacelamento das seitas, isto pode ser aquilatado sob três aspectos:
a)  A própria palavra seita já significa fragmentada, Reino Dividido, Mt. 12:25 e Lc 11:17, e o termo "satanás", no hebraico, quer dizer opositor, contestador; e no grego, a palavra "diabo" encerra..."aquele que divide, divisor”.
b)  A saga pelo monopólio de todos os dividendos político-financeiros, por parte da cúpula, do tudo que o rebanho pode render.
c)  Neste estágio de superpolução, o ser  humano vive uma profunda crise de identidade; a cada dia UM vai sendo eclipsado pelo anonimato. Em contrapartida, pertencendo a um grupo não muito grande, o sectarista vai sentir sua unicidade menos ofuscada ( talvez para tomar carona na esteira do atendimento personalizado, do kitnet ou noutra forma de auto-afirmação como ente único). Tal escolha do seguidor entra em choque com a gana das lideranças, as quais querem ver sua religião crescer e se expandir indefinidamente. Daí por que o freqüente troca-troca de doutrinas entre os adeptos.
d)  Trata-se da questão do constante “renovar”, na tentativa ilusória de não se tornar obsoleto. Indivíduos partidários desta tendência, em geral, são arrastados por modismos coletivos, em busca de uma Pasárgada (reino fictício de Manoel Bandeira). Eles são panurgistas ou panúrgicos: seguem seus líderes cegamente.
Isso só nos leva a convir: O PROTESTANTISMO É A VERSÃO CONFESSIONAL DO CAPITALISMO!
4. COMO AS CRENÇAS LESAM AS MENTES
4.1 Psicose Divina
Certa vez, eu vinha sendo perseguido por um “fantasma”. Ao perceber meu drama, um pastor propôs que me convertesse ao protestantismo; era a minha única saída, segundo ele.
Aí, pensei comigo: meu problema pode ser um ótimo passaporte para eu adentrar as entranhas dessas igrejas prodigiosas, e assim compreendê-las melhor. Acolhido como um novo irmão, vi o pastor escalar dois exércitos antagônicos, que vivem travando uma armagedon espiritual. De um lado, uma legião de demônios cujo caudilho era Lúcifer. Do outro, uma ordem de anjos capitaneada por Jesus; a banda pela qual fui recrutado.
Depois de servir de bumerangue por algum tempo, pressenti que o meu fantasma que outrora era um, agora se havia multiplicado numa falange. Como entrei na seita, partindo do princípio de que eu tinha inimigos invencíveis, e que para continuar resistindo-os, eu teria que viver em combate permanente. O mundo tornou-se mais hostil  e conflitivo para mim: eu trombava contra tudo e contra todos. Minhas doenças psicossomáticas e problemas existenciais de toda sorte vinham-se agravando, à medida que eu me afunilava naquele processo de paranóia; via a presença do diabo em tudo que viesse de encontro a minha doutrina. E o  pastor me advertia: “Resisti o diabo e ele fugirá de vós; mas se desertardes do quartel de   Cristo, o número de capetas que levareis convosco, será sete vezes maior!” Mas para que me mantivesse imune aos adversários, eu teria que comprar uma “vacina”, cuja dosagem era paga em dízimos e trabalhos semi-escravos, e o pior: seu efeito não durava 12 horas.
Então, foi que despertei, enfim; voltei à “vida mundana”, não fui obsediado por espírito algum. Conclusão: eu teria montado uma batalha cujo campo era a minha mente e o cavalo dela era eu mesmo.
 
4.2 Navegando na Infernet
Estávamos no ano 3.273 (do calendário judaico), quando, de repente, caí em profundo torpor. Dali, então, senti minha mente mergulhar em delírios: vi-me sentado no sopé duma montanha, que era contornado por um riacho de água corrente. Ao volver para a linha do horizonte, vislumbrei uma tremenda fresta que se abriu nas nuvens, e por aquela abertura o Anjo do Senhor descendo dentro duma redoma, uma espécie de garrafa com a inscrição 51.
Tamanha foi a minha surpresa, quando surgiu diante de mim um trem fantasmagórico, serpenteando a cordilheira com um “balacobaco” azucrinante. Ao passar por mim aquela carruagem, fui abduzido para o seu interior. Dos passageiros, falante, só havia eu; os demais se comunicavam por telepatia. Ali eu dividia o espaço com seres monstrengos. Perplexo, procurei saber do maquinista, onde seria o paradeiro daquele camboio. Ele me respondeu: “Sheol, Ades, Hell, Nara, Inferno!” Então, exclamei: Basta! Agora já entendi!
Na parada final, estacionamos perante um gigantesco portão de ferro, ladeado por uma guarita, dentro dela havia um cão-de-guarda de dez cabeças – era um cachorro afalado – um recepcionista muito cavalheiro, que atendia pelo nome de Cérbero. Em seguida, cada visitante recebeu um crachá, no qual constava um código de barras sobreposto pelo número 666. O maldito credencial era indispensável para que pudéssemos trilhar inferno adentro.
Distando uns cinqüenta metros da entrada, deparamos com um delta – a nascente de três rios – Geena, Estige e Baratro. Defasados entre si por um ângulo de 120 graus, pelos seus meandros abismais corria uma calda de lavas incandescentes. À meia-noite, a pino, horário local, fomos arrecadados por um barco que aportou à margem do Baratro, cujo timoneiro era o Sr. Aqueronte. E assim zarpamos rumo a uma jornada horripilante.
À medida que velejávamos, nas orlas, ia surgindo um aglomerado de galpões em forma de baias; pois lá as almas penadas são alojadas conforme as suas categorias. Na linguagem infernal, aqueles depósitos são chamados de biotérios, as criaturas que neles agonizam são denominadas de cobaias. Acolá, todos vivem sob os cuidados das Fúrias (entidades infernais), e estas, por sua vez, recebem a supervisão do médico alemão, Dr. Joseph Menguelli (ex-manipulador génetico dos Campos de Concentração Nazistas). O tédio só foi quebrado quando os navegantes avistaram um suntuoso anfiteatro à esquerda do rio, ali a tripulação foi obrigada a ancorar a fim de que pudéssemos apreciar a maravilha à vista. Adentramos, sentamos e aguardamos o início do espetáculo. –Adivinhem quem era o dramaturgo?  -Pasmem, Dante! Com a sua Divina Comédia.
No primeiro ato: assistimos a um juiz sendo empalado por um espeto abrasante, cuja extremidade pontiaguda transfixava o casco de sua cabeça (escalpo).
A segunda encenação: exibia como protagonista um advogado chicaneiro que tinha 80% do corpo carcomidos por um cranco maligno. Ainda restavam 20% do seu corpo deplorado.
O terceiro drama: apresentava o cadáver de um pastor com 90% do seu total sendo dizimado por uma nuvem de gafanhotos; os 10% restantes, os insetos pouparam; temendo indigestão.
Finda a sessão, despedimo-nos com a tradicional saudação dos teatros terrenos: Merda! Merda! Merda!
Tomado por acesso de pânico, pus uma venda nos olhos para não seguir assistindo àquelas alucinações macabras. Todavia, ainda tive nervos para solicitar ao cicerone, o meu maior desejo, qual seja, o de contemplar a trindade satânica: Lúcifer, Belzebu e Aschtaroth. Tive, enfim, a glória de chegar à ante-sala que dava para o bunker (porão blindado), onde está assentado o trio onipotente. Frustrante! Ao fim duma longa sabatina, o chefe-de-gabinete e selecionador, Lunguinho, concluiu, alfim, que eu não era digno de me entrevistar com aquelas três sumidades, porque, segundo ele, aqui na terra eu teria status de um sujeito phodido. De imediato, ouvi, simultaneamente, uma descarga de sifão, entoada por um murmúrio que me parecia ser do John Lenon: The dream is over!” (o sonho acabou).
Quando dei por mim, foi com os solavancos da empregada, sacudindo freneticamente a minha rede. Ainda em madorna, pude entrever numa das mãos da “secretária” – uma xícara contendo chá de boldo com casca de laranja – na outra mão, uma notinha deixada pelo garçom da noite anterior. Mas, só despertei para valer, com os toques do telefone: era o meu chefe ligando pela sexta vez! Vade retro satana!
5. A SAGA PELO PODER
Claro que essa sanha em nome de Deus objetiva, como último estágio, o poder, necessariamente o poder político. Hoje, no Brasil, já é possível experimentar o ranço de algumas republiquetas sob o jugo teológico, administradas pelos iatolás protestantes. Partidos como o PL, (de orientação protestante)  e o PSDC, de tendência cristã (católico-evangélica), vêm sendo substituídos por agremiações partidárias de denominações específicas, a exemplo do PMR, da Igreja Universal, o qual conseguiu cooptar até o vice-presidente da República, José Alencar.  
Municípios com espaços privativos só para o “povo de Deus”, trens com vagões especiais, apenas para os “escolhidos” etc. Anthony Garotinho, quando governador do Rio de Janeiro, foi acusado de  privilegiar os evangélicos com programas assistenciais patrocinados pelo Estado. Fiel seguidor do Senhor que não faz acepção de pessoas, (Tg. 2:1 e 2:9 e outras passagens), o ex-governador teria rasgado este preceito tão cristão.
Da base à cúpula, nota-se entre os evangélicos uma tendência à conversão forçada e a um patrulhamento implacável do comportamento alheio: escárnios, sabotagens às crenças diferentes, uma violação flagrante do Artigo 208 do Código Penal. Nas entidades filantrópicas de caráter protestante, ao ser admitido, o assistido é induzido e até forçado a se “converter”, do contrário, pode ser despejado dali, e se permanecer será uma eterna “ovelha negra”. E por citar assistencialismo, percebam que quanto mais suspeita for uma seita, mais ela presta ações sociais ao carentes; uma indubitável intenção de aliciar a opinião pública e as autoridades punitivas. O narcotráfico também é muito generoso no atendimento aos comunitários dos morros. Michael Jackson e Mike Tyson, sempre que eram acusados de mais um estupro, saiam distribuindo cesta básica e dinheiro às criaturas indigentes. Em nações africanas, paupérrimas, como Angola e Moçambique, a seita norte-americana,  S. Hill era acusada de recrutar adeptos sob o slongan: “A conversion for each kilo of beans” (Uma conversão por um quilo de feijão). Simplesmente humilhante!
Morei com um casal: o marido pastor; a mulher, dirigente. Lembro, certa ocasião, quando uma doméstica se apresentou para trabalhar, a mesma portava um crucifixo pendente ao pescoço; os novos patrões fizeram-na se despojar do adereço e de pronto se converter, (uma transgressão à liberdade de credo assegurada pelo Inciso VI do Artigo 5º da Constituição Federal).  No Congresso Nacional, já existe o lobby dos evangélicos ou bancada evangélica, a qual age como um pelotão de choque, dentre outras coisas, para tornar as seitas imunes a crimes, tais como: calúnia, difamação e injúria (Artigos 138, 139 e 140), estelionato (Art. 171), exercício ilegal da medicina e curandeirismo (Artigos 282 e 284) respectivamente, do Código Penal Brasileiro; são  ilícitos cometidos freqüentemente nos templos da intolerância. O bloco parlamentar, evangélico, também serve para legislar e articular manobras que venham a propiciar a sobreposição da minoria protestante à maioria formada pelas demais confissões.
- Um caso cada vez mais corriqueiro: ele era um atleta famoso, procedente de família católica. Porém, por influência da esposa acabou virando “crente”. Morre, e seu cadáver transforma-se em objeto de disputa entre os familiares de fés opostas: cada um querendo fazer os funerais conforme os preceitos de uma religião e outra. Diante desse tipo de dilema, eu e meus parentes ficamos, no dia em que minha mãe pereceu: nenhum dos dois lados queria abrir mão de suas homenagens fúnebres rendidas aos entes queridos que voltam à inexistência.
Tudo sugere a intenção de se instaurar um apartheid (separação) religioso no Brasil. Já há políticos protestantes apresentando projetos, prevendo a troca de nomes de lugares e ruas que os associem às religiões não-protestantes. Assim como projetos garantido aos “crentes” apresentarem petições junto à Justiça para alterarem seus nomes, do tipo: Maria do Rosário de Fátima. Esse rebanho cartelizado confere poder de pressão e político-eleitoral aos “caciques ungidos”, influenciando todas as esferas sociais e institucionais, inclusive, a Justiça.
Os homossexuais também são alvos preferenciais da rotulagem dos legisladores protestantes. Até o primeiro decêndio de dezembro/2.004, estava tramitando na Assembléia Legislativa Carioca um projeto-de-lei do pastor evangélico e deputado, Édino Fonseca, fundamentado na moral evangélica, cujo dispositivo previa terapia psicológica a gays, paga pelo erário público do Rio de Janeiro, a fim de que os tratados voltassem a ser machos. Ao saber que o projeto estava em vias de aprovação, a comunidade gay reagiu, disparando pétalas para todos os lados e os parlamentares enfim recuaram. Mais uma vez fica aqui comprovada a negação da fé professada. –Oh, se o Deus por eles apregoado tudo pode, então para que apelar a psicólogos mortais?!
Em meio a essa caçada aos “joios”, pobre Lula, na luta pela Presidência da República, seu coordenador de campanha, Duda Mendonça, aconselhou o então candidato a não mais se identificar como católico em seus pronunciamentos, isso poderia repelir os votos da comunidade evangélica. Imitando um camaleão ecumênico, Lula encontrou um meio-termo para agradar a gregos e troianos: passou a se apresentar simplesmente como CRISTÃO. Politicamente correto, doravante, Luís Inácio da Silva está credenciado para participar de missas, cultos, pajelanças etc.
Estereotipado publicamente pela sua vocação, Dom Mauro Morelli, bispo católico da Baixada Fluminense,  não pode recorrer ao mesmo disfarce de Lula, embora tenha sido o idealizador do Comitê Contra Fome, portanto, seria o presidente natural da entidade na esfera federal,  mas não o foi; pois seu nome teria sido preterido pela “bancada evangélica”.
Devido a tamanho peso, pastores já podem chutar “imagens sagradas” e ficarem impunes, refiro-me ao bispo da Igreja Universal, Sérgio Von Helder, que, durante um programa de TV, em rede nacional, deu socos e pontapés em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida,  dia 12/10/1.995, propositadamente, o sacrilégio foi perpetrado na data consagrada à santa dos católicos. Criminosos, após cometerem seus delitos, aparecem perante o juiz “convertidos” e com uma bíblia na mão. Atualmente subentende-se que a “conversão” se tornou um atenuante aos acusados dos mais hediondos crimes. Se um sujeito enriquece sob suspeição, estrategicamente, ele forja uma “conversão”, e daí passa a atribuir ao Senhor Jesus a razão do seu sucesso material; todo o ganho desonesto será lavado no sangue do Cordeiro. Assim também procedeu um conhecido ex-tenente da PM carioca, acusado de mais de 280 homicídios, agora, pastor evangélico, prestando assistência espiritual nos presídios do Rio de Janeiro. Outros dois célebres bandidos, brasileiros, Escadinha e Gordo, poucos anos antes de serem assassinados, tornaram-se “crentes”: mas, idêntico ao que aconteceu com o papa, a fé de ambos não foi capaz de transformar seus corpos em couraças para fazerem ricochetear as balas que os transfixaram.
Não é por acaso que a Igreja Universal do Reino de Deus – IURD tem um monte de processos contra si no Superior Tribunal de Justiça, no Supremo Tribunal Federal e em outras Instâncias Judiciais, porém, nenhuma dessas demandas têm um desfecho punitivo de larga conseqüência contra a legião do Edir Macedo. O próprio bispo Macedo  foi preso em (24/05/1.992),  num dos cárceres da Polícia Federal,  Rio de Janeiro, acusado de alguns delitos. E atualmente a IURD vem sendo investigada em diferentes países, inclusive no Brasil.  Na Inglaterra, uma mostra apenas: o polícia Scotland Yard ainda estaria investigando a morte de uma menina de 8 anos, Victoria Climbie, que após ter sido diagnosticada por um pastor da IURD, afirmando que ela estava possuída pelo demônio, a garota fora assassinada pela sua tia e guardiã, em 26 de fevereiro/2.000. O crime culposo, imputado a Igreja Universal, cuja tradução para o inglês é: Universal Church of the Kingdom of God, revoltou a sociedade britânica. Em contraste, o bispo Macedo lançou um livro, detratando  o   catolicismo,  o  espiritismo,  o esoterismo e  a umbanda. As Federações destas doutrinas achincalhadas conseguiram, através de medida judicial, embargar a distribuição da obra difamatória, mas Edir recorreu e derrubou o veto, e ainda se vangloria por já ter vendido mais de dois milhões de exemplares.
No Brasil, o mais recente escândalo, envolvendo figurões da Igreja Universal, foi o assassínio do pastor e deputado federal-PSL, Valdeci de Paiva, dia 24/01/2.003, no Rio de Janeiro - tendo como um dos principais suspeitos o bispo Rodrigues, também deputado federal -, ora, afastado dos quadros da IURD. À época, a polícia acusava vítima e suspeito de integrarem a máfia dos bingos. Outra mácula para a imagem da IURD são as graves revelações publicadas por alguns dos seus ex-pastores, com ênfase para Mário Justino, em seu livro: Nos Bastidores do Reino: A Vida Secreta na Igreja Universal do Reino de Deus, onde o delator aponta os mais variados crimes praticados, segundo ele, pela igreja do bispo Macedo. Uma dada oportunidade, José Saramago, escritor português, ganhador de prêmio nobel de literatura, disparou: “A Igreja Universal do Reino de Deus é uma organização criminosa, uma quadrilha que se dedica ao crime e ao roubo”. Frase daquele que pretendia ser o líder evangelical (uma espécie de papa) de todas as seitas protestantes no Brasil, Caio Fábio: “Edir Macedo é uma águia. Montou uma igreja baseada no sincretismo, para saquear o bolso das pessoas[...] não se pode associar o pentecostalismo à picaretagem, a esse saqueamento psicológico e espiritual feito ao bolso das pessoas”. (Estas duas citações estão hospedadas no site: www.lusotopie.sciencesporbodeaux.fr).
O pastor Davi Miranda, dono da Igreja Deus É Amor, também já foi indiciado pela CPI da Assembléia Legislativa Paulista, de combate ao crime organizado, diante da qual o mesmo foi acusado de fazer remessas financeiras, ilegais, para o exterior e de participar de um esquema de narcotráfico. (Conforme noticiou o jornal Folha Online, de 10/05/2.000).
Salta aos olhos a preocupação número um das seitas, com a aquisição de instrumentos estratégicos: gigantescos meios de comunicação de massa (hoje a mídia é a “cabeça” que conduz todas as “trouxas”),  universidades, instituições financeiras etc., deixando, mais uma vez, bastante patente as  sagas dos seus líderes em abocanharem o domínio político, econômico e cultural do país; compelidos pela força de uma cultura invasora, que pretende soterrar e substituir todos os traços da identidade nacional.
Na década de oitenta, o comércio das seitas foi dominado por dois charlatães transcontinentais. O reverendo coreano, Sun Myung Moon, líder da Igreja da Unificação, um dos maiores magnatas do planeta, seduziu muitas cabeças, sobretudo dentre os jovens. Tem sido expulso de diversos países pelas mais graves acusações: sonegação fiscal, aliciamento de menores, tráfico de armas e drogas etc.
Paripasso ao reverendo Moon concorria o missionário norte-americano, Jimmy Swaggart – o primeiro “pregador eletrônico” de abrangência mundial – ele se utilizava de canais de TV para ludibriar gente nos mais longínquos pontos da terra. Por muitos, visto como um semideus, caiu em desgraça; quando a polícia federal americana-FBI descobriu que o farsante tinha várias amásias e milhões de dólares, em contas secretas, nos mais diferentes bancos espalhados pelo mundo.
À vista de tudo aqui exposto, faz sentido o censo do IBGE, o qual assinalou um crescimento no número de ateus, no Brasil: na década de 90 eram 5,1%, atualmente já somam 7,3%. E no planeta a média aritmética é 10%,  destaque para Grã-Bretanha com 33% e Coréia do Sul com 30% de indivíduos céticos.
* Advertência: em novembro de 1.978, na Guiana Francesa, o reverendo estadunidense, Jim Jones, levou ao suicídio coletivo cerca de 913 fanáticos de sua seita, Templo do Povo. Depois desse genocídio, vários outros já foram registrados, o mais recente de grandes proporções foi conduzido pelo líder lunático  Koresh, da seita Ramo Davidiano, em Wacco-Texas, Estados Unidos, a 19 abril de 1.993. Isto se tratando do mundo dito civilizado, pois em nações africanas, como Uganda, essa variante de autodestruição maciça já se tronou rotineira. No último morticínio, patrocinado pela seita, Movimento para a Restauração dos Dez Mandamentos, em 17/03/2.000, morreram cerca de 900 fanáticos.
6. TROCA DE FARPAS ENTRE RELIGIÕES
6.1 A Meretriz da Bíblia já esta entre nós?
A ESPOSA. A legítima esposa é de natureza invicta e pioneira, como primitivo foi o casal Adão e Eva. Adão, até pela ausência de outras mulheres para estabelecer uma relação extraconjugal, manteve-se como um varão fiel a seu laço matrimonial.
A ESPOSA é a PROMETIDA, a PROMESSA; alguém que se preservou casta por toda a sua mocidade, para se tornar digna de um homem que seja só SEU. Por isso, merecidamente, ela luta pela sua UNICIDADE e pela INVIOLABILIDADE da ALIANÇA. Enfim, Adão, (homem, em hebraico), é o sopro de Deus que ganhou forma humana. Ao passo que, Eva, a varoa, é a mulher que quer ter seu LAR edificado SOBRE PEDRA, (Mt. 16:18).
A PROSTITUTA. Por seu turno, é a tentadora, a qual, na  saga de querer destruir os LARES: difama, pinta-se, maquia-se e apela aos mais sórdidos expedientes para emboscar os maridos alheios. A MERETRIZ se multiplica em muitas faces (reino dividido, Lc. 11:17 e Mt 12:25), a fim de atender ao maior número de homens das mais diversas preferências e, ao mesmo tempo, para dificultar a sua identidade enganosa. Ela rouba o máximo de pessoas, num menor espaço de tempo, pois é consciente de que seu comércio de prostituição é breve; dura enquanto a sua carne for capaz de atrair e seduzir. A PROSTITUTA tem uma preocupação extrema pela sua autopropaganda e auto-oferecimento, porque precisa “vender” a todos, de forma impingida, a podridão contida dentro do seus TÚMULOS CAIADOS, (Mt. 23:27). Por fim, ela é libertina, promíscua, fornica com um e com outro. Porquanto, não admite um comando ÚNICO: tem a certeza de que seus negócios são ilícitos e pecaminosos. E, quem vive à sombra da clandestinidade, está sempre fugindo de uma supervisão imediata.
Conforme profetiza o Apocalipse, a MERETRIZ está sobre uma besta escarlate (vermelha), (Apoc. 17:3),  e vestida de púrpura (também vermelha). A besta tem 7 cabeças e 10 chifres.
COINCIDÊNCIAS: as 7 nações por onde o protestantismo foi lançado simultaneamente - Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, Hungria, Polônia e Estados Unidos – todas têm a cor vermelha em suas bandeiras (roupagem, vestimenta etc). As teses de Martinho Lutero foram fixadas no castelo (moradia de REI, Apoc. 17:2), de WITTENBURG (10 letras), a 31/10/1517: (3+1+1+1+5+1+7=19; (9+1=10, outro dez). “A BESTA que era e já não é”, (Apoc. 17:8) : trata-se do poderio da Inglaterra, ressuscitado no seu filho (colonizado), Estados Unidos, ambos protestantes; este último é o que sucumbirá no ABISMO. “Uma vez caída a Grande Babilônia, ela vai virar albergue de AVES HEDIONDAS e ABOMINÁVEIS”, (Apoc. 18:2).  Estados Unidos, país que monopoliza o capitalismo no mundo, e sob o qual estão “submetidos todos os MERCADORES DA TERRA”, (Apoc. 18:1-3), ele têm como símbolo uma ÁGUIA. E a Estátua da Liberdade, na cidade norte-americana, NEW YORK (7 letras),  tem 7 diademas (chifres)  sobre a cabeça. Do mesmo modo, a bandeira estadunidense tem 7 listras VERMELHAS, horizontais.
Notem, ademais, que o primeiro cisma ocorrido na Igreja Católica, patrocinado por Acácio de Constantinopla, foi no ano 484, cuja soma 4+8+4=16; 1+6=7. Se subtrairmos 484 do ano do segundo cisma, 1.517 (da reforma protestante), teremos como resultado 1.033. Mais uma vez o número sete presente: 1+0+3+3=7. Enquanto 1.517 (ano do 2º cisma) tem como soma 1+5+1+7=14, que é duas vezes sete; 2 referente ao 2º cisma. Somando o 7 obtido de (484) mais o 7 de 1.033, acharemos 14, que somado ao 14 resultante de 1.517,  fica: 14+14=28; 2+8=10; este, para reforçar a interpretação, pode ficar subentendido como as 10 cabeças da besta. Diante destas evidências, podemos prever o próximo cisma na Igreja Católica para o ano 2.199. Isto porque: se a soma do 1º cisma (484) é 7; do 2º cisma, em 1.517, dá 14 ou 2 x 7. Logo, o 3º cisma será um número cuja soma será 3 x 7. E é 2.199: o ano seguinte que satisfaz o total de 21= (3 x 7), ou seja, 2+1+9+9=21. A diferença entre a soma de um ano antecedente, quando ocorreu um desses eventos,  e de um ano conseqüente, segue uma progressão aritmética cuja razão é sete.
* Daí podemos inferir: a MERETRIZ que pretende destruir a Igreja Católica está sobre uma BESTA de 10 cabeças e 7 chifres. Ela nasceu com o “racha” de 484, fortaleceu-se em 1.517 (ao promover a Reforma Protestante) e, provavelmente, em 2.199, tentará o golpe fatal contra a Igreja Romana.
Seu IP: 54.145.83.79 (os IP's são armazenados por questões de segurança)
Seu nome:
Seu e-mail:
Assunto:
Mensagem:
  Não quero que meu e-mail apareça na mensagem (apenas o nome)