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Tags: respeito
18/06/2009 19:11
De: ANGELA MARIA ALVES PERES
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Abuso de autoridade

Meu nome é Ângela, tenho um filho de 13 anos que é aluno da 7ª série na Escola Pe  Alexandre Grigoli em São Caetano do Sul – SP, por várias vezes ele foi submetido a constrangimento como forma de punição e exemplo  para outros alunos da sala de aula. Ele é um adolescente tranqüilo, mas com os hormônios fervilhando como todos da sua idade. Todas as vezes que a escola solicitou a presença dos pais, estávamos lá. Nenhuma das vezes fui chamada por motivo grave que envolvesse outra pessoa, seja professor ou colega de classe. As reclamações sempre foram de: ...o M não fez a lição... o M anda pela sala de aula...o M não me “obedece”. Ontem dia 17/06/09 ele recebeu uma suspensão de dois dias, devendo retornar à Escola somente na segunda-feira 22/06/09. Hoje 18/06/09 estive na escola na intenção de reverter a situação, pois não houve um motivo grave que justificasse a suspensão. No último horário a professora de matemática faltou e a sala estaria sob a supervisão da coordenadora, a mesma observava duas salas ao mesmo tempo, nesse mesmo dia outros professores haviam faltado e a Vice-Diretora comentou ter deixado a sala onde estava para atender um rapaz da Polícia Federal, a escola tem problemas com alunos vendendo droga nos arredores, mas voltando ao assunto em questão, a sala estava agitada e como meio de demonstração de autoridade meu filho foi suspenso por dois dias. Eu pergunto: por que punir um único aluno se a sala toda estava agitada, e pelo que entendi o M não fez nada de tão tenebroso. Durante minha conversa com o Diretor, por várias vezes ele alegou ser muito grave o fato do aluno conversar e que estava amparado pela lei seguindo o regimento escolar, e pior ainda, escreveram na ata que a punição foi uma somatória de ocorrências. Para finalizar quero deixar aqui o meu apelo às autoridades competentes, por favor, façam um levantamento sobre o fato e irão perceber que meu filho não é nenhum delinqüente que põe fogo na escola ou agride os colegas e professores, ele não agride os professores e colegas nem verbalmente. Estou indignada porque ele está com vergonha de voltar à escola e quer de todo jeito ser transferido. Sei que não poderei reverter a questão da suspensão, mas não posso deixar que esses jovens continuem sob a tirania desses que se dizem educadores. A escola deve ser um ambiente acolhedor e de respeito e não uma casa de detenção, o fato de o meu filho ficar em casa dois dias dormindo até meio dia não mudará sua personalidade e nem fará com que suas atitudes sejam como eles querem o máximo que conseguiram com isso foi um aluno que não quer mais ir a escola e que está desacreditando na educação. Infelizmente a grande maioria dos pais acha que a escola deve educar seus filhos e esquecem que a educação vem de casa e por isso muitas vezes aplaudem esses atos de autoritarismo, como se isso diminuísse sua responsabilidade porque “já que não sabem mais o que fazer com o filho, frase horrorosa e dita por muitos pais, permite que as pessoas o façam como querem”. Eu quero que meu filho sempre me respeite e admire seus mestres, para isso é preciso reciprocidade, eu acredito na educação pública e espero que os jovens vejam um cenário diferente no futuro. Que fique bem claro que não sou uma mãe como a personagem da novela das oito que vê as barbáries que o filho faz e acha normal, meu filho assume a responsabilidade pelos erros dele, como por exemplo uma nota baixa, mas essa responsabilidade é dosada e com propósito final.  
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