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Mensagem
Data: 29/02/2004 15:50:20
De: Alexandre Mariano da Silva
IP: 66.119.33.135-10.100.3.119
Assunto: Re: Resumo o que é sociologia

Re: Resumo o que é sociologia

O que é Sociologia Bibliografia: MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia. 55 ed. São Paulo: Editora Brasiliense,2000. 98 p. CAPÍTULO PRIMEIRO: O Surgimento O surgimento da sociologia ocorreu num momento de grande expansão do capitalismo, desencadeado pela dupla revolução – a industrial e a francesa. O triunfo da indústria capitalista na revolução industrial desencadeou uma crescente industrialização e urbanização, o que provocou radicais modificações nas condições de existência e nas formas habituais de vida de milhões de seres humanos. Estas situações sociais radicalmente novas, impostas pela sociedade capitalista, fizeram com que a sociedade passasse a se constituir em "problema". Diante disso, pensadores ingleses da época procuraram extrair dessas novas situações temas para a análise e a reflexão, no objetivo de agir, tanto para manter como para reformar ou modificar radicalmente a sociedade de seu tempo. Isto foi fundamental para a formação e a constituição de um saber sobre a sociedade. Outra circunstância que também influenciou e contribui para a formação da sociologia se deve às transformações ocorridas nas formas de pensamento. As transformações econômicas que o ocidente europeu presenciou desde o século XVI, provocaram modificações na forma de conhecer a natureza e a cultura. A partir daí, o pensamento deixa de ter uma visão sobrenatural para a explicação dos fatos da natureza e passa a ser substituído pelo uso da razão. O emprego sistemático da razão representou um avanço para libertar o conhecimento do controle teológico, da tradição, da revelação e para a formulação de uma nova atitude intelectual diante dos fenômenos da natureza e da cultura. Essas novas maneiras de produzir e viver, propiciaram um visível progresso das formas de pensar e contribuíram para afastar interpretações baseadas em supertições e crenças infundadas, abrindo conseqüentemente um espaço para a constituição de um saber sobre os fenômenos histórico-sociais. Esta crescente racionalização da vida social não era um privilégio somente de filósofos e homens que se dedicavam ao conhecimento, mas também, do homem comum dessa época, que renunciava cada vez mais os fatos submetidos às forças sobrenaturais, passando a percebe-los como produtos da atividade humana, passíveis de serem conhecidos e transformados. A revolução francesa ocorrida em 1789, também contribui para o surgimento da sociologia. O objetivo dessa revolução era mudar a estrutura do Estado monárquico e, ao mesmo tempo, abolir radicalmente a antiga forma de sociedade; promover profundas inovações na economia, na política, na vida cultural, etc; além de desferir seus golpes contra a Igreja. Tais atitudes ocasionaram profundos impactos, causando espanto aos pensadores da época e à própria burguesia, já instalada no poder. Diante disso, esses pensadores se incumbem à tarefa de racionalizar a nova ordem e encontrar soluções para o estado de "desorganização" então existente. Mas, para estabelecer esta tarefa seria necessário, segundo eles, conhecer as leis que regem os fatos sociais e instituir uma ciência da sociedade. Assim, pensadores positivistas da época concluíram que, para restabelecer a organização e o aperfeiçoamento na sociedade, seria necessário fundar uma nova ciência. Essa nova ciência assumia, como tarefa intelectual, repensar o problema da ordem social, ressaltando a importância de instituições como a autoridade, a família, a hierarquia social, destacando a sua importância teórica para o estudo da sociedade. A oficialização da sociologia foi, portanto, em larga medida, uma criação do positivismo que procurará realizar a legitimação intelectual do novo regime. CAPÍTULO SEGUNDO: A formação Com o surgimento da sociologia, surge também, a falta de um entendimento comum por parte dos sociólogos em torno ao objeto e aos métodos de investigação desta ciência. Fato este, que se deve ao caráter antagônico da sociedade capitalista, que por sua vez, deu margem ao nascimento de distintas sociologias. A sociologia positivista concebia a sociedade como um fenômeno com maior importância em relação aos indivíduos que a integram. Comprometeu-se com a defesa da manutenção e da preservação da ordem instalada pelo capitalismo. Encontrou no pensamento conservador um ponto de referência para a formulação de seus principais conceitos explicativos da realidade. O pensamento conservador exerceu grande influência entre autores positivistas como: Saint-Simon, Auguste Comte e Emile Durkheim, que modificaram algumas concepções das idéias dos conservadores, adaptando-as às novas circunstâncias históricas. Saint-Simon, um dos fundadores do positivismo, via a sociedade francesa pós-revolucionária como "perturbada", com um clima de "desordem" e de "anarquia" e o problema a ser enfrentado por ele era o da restauração da ordem. Para ele a ciência da sociedade era vital para o estabelecimento dessa nova ordem social. Esta ciência deveria utilizar em suas investigações, os mesmos métodos das ciências naturais, que deveria descobrir as leis do progresso econômico e do desenvolvimento social. Auguste Comte retomou várias idéias de Saint-Simon, embora sendo um pensador menos original, mas mais sistemático que este. Segundo Comte, as sociedades européias se encontravam em profundo estado de caos social e para haver coesão e equilíbrio na sociedade seria necessário restabelecer a ordem nas idéias e nos conhecimentos, criando um conjunto de crenças comuns a todos os homens. Procurou, então, estabelecer os princípios que deveriam nortear os conhecimentos humanos. Tinha como ponto de partida a ciência e o avanço que vinha obtendo em todos os campos de investigação. A filosofia deixava de ser para ele, uma atividade independente e passava a ser uma disciplina auxiliar da ciência. Segundo ele, faltava fundar uma ciência "físico social", ou seja, a sociologia. Ela deveria utilizar em suas investigações os mesmos procedimentos das ciências naturais. Comte considerava como destaque de sua sociologia a reconciliação entre a "ordem" e o "progresso", pregando a necessidade mútua destes dois elementos para a nova sociedade. Durkheim também se preocupou com a questão da ordem social. Para ele a sociedade poderia ser analisada da mesma forma que os fenômenos da natureza. Com isso, os sociólogos deveriam utilizar em seus estudos os mesmos procedimentos naturais e precisavam utilizar e se encontrar durante as suas investigações em um estado de espírito semelhante ao dos físicos ou químicos. Insistia que para restabelecer a "saúde" da sociedade seria necessário criar novos hábitos e comportamentos no homem moderno e assim, obter o bom funcionamento da sociedade. Segundo ele, a sociologia teria a função de detectar e buscar soluções para os problemas sociais, se convertendo assim, numa técnica de controle social e de manutenção do poder vigente. Através dele, a sociologia penetrou a Universidade e seu pensamento marcou decisivamente a sociologia contemporânea. A sociologia positivista preocupou-se contudo, com a manutenção e a preservação da ordem capitalista, mas é a sociologia do pensamento socialista de Marx e Engels que procurará realizar uma crítica radical à sociedade capitalista, colocando em evidência os seus antagonismos e contradições. A teoria crítica, criada pelo aparecimento da classe dos proletariados, assume uma tarefa teórica à explicação crítica da sociedade e para a sua superação. É, no entanto, através da perspectiva teórica do pensamento socialista que a sociedade capitalista passa a ser analisada como um acontecimento transitório. Marx e Engels assimilaram, de maneira crítica, as três principais correntes do pensamento europeu do século XIX: o socialismo, a dialética e a economia política. Através desta assimilação, cuja operação intelectual é bastante complexa, constituiu-se a formação teórica e o desenvolvimento do conhecimento sociológico crítico e negador da sociedade capitalista. A função da sociologia nessa perspectiva, era ao contrário do pensamento positivista, a de contribuir para a realização de mudanças radicais na sociedade. O pensamento marxista comprometeu-se com a transformação revolucionária da sociedade e procurou tomar as contradições do capitalismo, derivadas do antagonismo entre proletariados e burguesia, como um de seus focos centrais. A teoria social de Marx e Engels ofereceu à sociologia uma série de temas para posteriores pesquisas. Ambos contribuíram para a análise da ideologia, para a compreensão das relações entre classes sociais, para o entendimento da natureza e das funções do Estado, para a questão da alienação, etc. A sociologia encontrou inspiração para se tornar um empreendimento crítico e militante, desmistificador da civilização burguesa e um compromisso com a construção de uma ordem social, onde fossem eliminadas as relações de exploração entre as classes sociais. Marx Weber, outro marco de referência, também conferiu à sociologia uma grande reputação científica. Insistiu em estabelecer uma distinção entre o conhecimento científico e os julgamentos de valor sobre a realidade, isolando a sociologia dos movimentos revolucionários. A busca de uma neutralidade científica levou-o a estabelecer uma rigorosa fronteira entre o cientista e o político. Essa posição de Weber constituiu um dos momentos decisivos da profissionalização dessa disciplina. A neutralidade da ciência social abria a possibilidade de conceber a sociologia como um conjunto de técnicas neutras e seria um argumento útil e fascinante àqueles que viviam ou iriam viver da sociologia como profissão. A produção da obra de Weber ocorreu com o surto de industrialização e crescimento econômico em que vivia a sociedade alemã da época. A formação da sociologia desenvolvida por ele, teve influencia do contexto intelectual alemão de Kant, Nietzche, Sombart, Heidelberg, Treltsch, etc. Recebeu também forte influencia do pensamento marxista. A sociologia desenvolvida por Weber considerava o indivíduo e a sua ação como o eixo da investigação. Salientava que o ponto de partida da sociologia era a compreensão da ação dos indivíduos, ressaltando a necessidade de compreender as intenções e motivações dos indivíduos que vivenciam as situações sociais impostas pelo capitalismo. Através de sua intensa atividade de pesquisa elaborou uma importante reflexão sobre a metodologia a ser utilizada nas ciências sociais. Ao estudar e pesquisar a religião desejava compreender a sua influencia sobre a conduta econômica dos indivíduos e procurou assinalar em sua pesquisa que uma das causas do capitalismo foi a ética de algumas seitas protestantes. Apesar de viver em uma nação retardatária quanto ao desenvolvimento capitalista, procurou um conhecimento profundo do capitalismo moderno. Para ele, o capitalismo parecia a expressão da modernização e uma forma de racionalização do homem ocidental. Sua visão sociológica dos tempos modernos desembocou numa apreciação melancólica e pessimista, capitulando de forma resignada diante da realidade social. As obras de Weber, Simon, Comte, Durkheim, Marx, Engels, Toqueville, etc, constituíram um momento decisivo para a formação da sociologia. Os clássicos da sociologia, independentemente de suas filiações ideológicas, procuraram explicar as grandes transformações pelo qual passava a sociedade européia, principalmente as provocadas pela formação e desenvolvimento do capitalismo. Forneceram informações sobre as condições da vida humana, sobre o problema do equilíbrio e da mudança social, sobre os mecanismos de dominação e sobre a burocratização e a alienação da época moderna. Estes estudos clássicos, ao examinarem os problemas históricos de seu tempo, forneceram uma imagem do conjunto da sociedade da época. Suas análises estabeleceram uma relação entre as situações e uma importante contribuição para a compreensão da vinculação entre a biografia dos homens e os pensadores históricos. TERCEIRO CAPÍTULO: O desenvolvimento Se a grande expansão do capitalismo difundiu otimismo em diversos sociólogos com relação à sociedade capitalista, os acontecimentos históricos como o monopólio das grandes empresas, a eclosão de duas guerras mundiais, a intensificação da organização política do movimento operário e as revoluções socialistas em diversos países, eram realidades que permearam o desenvolvimento da sociologia, abalando as crenças de vários sociólogos quanto a perfeição da civilização capitalista. Esses acontecimentos fizeram com que a civilização capitalista em nosso tempo mergulhasse em uma profunda crise, provocando sensíveis repercussões no pensamento sociológico contemporâneo,m fazendo com que o conhecimento científico fosse submetido aos interesses da ordem estabelecida. O sociólogo de nosso tempo passou a desenvolver o seu trabalho em complexas organizações provadas ou estatais que financiam suas atividades e estabelecem os objetivos e as finalidades da produção do conhecimento que possua uma autonomia crítica e uma criatividade intelectual. A sociologia de inspiração crítica foi, em grande escala, ignorada no meio acadêmico e marginalizada pelos institutos de pesquisa. /o apoio e o incentivo institucional em nossa época têm sido dados a sociólogos e a um tipo de sociologia que estão a serviço de mecanismos de integração social e de reprodução das relações existentes. A absorção da luta do sociólogo moderno pela manutenção das relações de dominação foi um acontecimento datado a partir da Segunda Guerra Mundial. Diga-se de passagem, que a burocratização do trabalho intelectual nas três primeiras décadas deste século não era ainda uma realidade viva e concreta que aprisionava e inibia a imaginação dos sociólogos. Durante aquele período, a sociologia conheceu uma de suas fases mais ricas em termos de pesquisa. Na França e na Alemanha foram efetuadas numerosas pesquisas por vários pesquisadores. Eram analisados diversos aspectos da vida social e a reconstrução de fatos históricos. Durante esse período, vários estudiosos buscaram formular e classificar os diferentes tipos de relações sociais que ocorrem em todas as sociedades. A sociologia americana realizada após a Primeira Guerra Mundial, desenvolvida pela Universidade de Chicago, possibilitou um grande levantamento de dados empíricos. Personagens desta Universidade desenvolveram trabalhos famosos na sociologia e dois destes também foram responsáveis pela formação de uma atuante geração de sociólogos. A preocupação dos estudos com a classificação dos diferentes tios de relações sociais existentes em todas as sociedades, desvinculou de certa forma as relações humanas de sua realidade histórica viva e concreta, produzindo uma interminável e árida parafernália de conceitos. As grandes transformações ocorridas nas três primeiras décadas também foram estudadas por alguns teóricos que mantinham ligações com o pensamento socialista. O desenvolvimento da sociologia foi afetado na segunda metade do século nosso, devido a eclosão das duas guerras mundiais. Estas interromperam os trabalhos que vinham sendo efetuados no intercâmbio de conhecimentos entre as nações. Os Estados Unidos através do amadurecimento das forças econômicas e militares assim como a destruição infringida aos seus rivais na guerra, tornou-se a grande potência do mundo capitalista e com isso os seus centros de pesquisa passaram a dispor de um grande apoio institucional e financeiro para levar adiante as suas investigações, assumindo assim, a liderança nos estudos sociológicos. A partir dos anos 50, a sociologia lutou pela contenção dos movimentos de libertação das nações subjugadas pelas potências imperialistas e pela manutenção da dependência econômica e financeira destes países dos centros metropolitanos. O desenvolvimento empírico que a sociologia americana experimentou, influenciou várias gerações de sociólogos americanos e também outros centros de investigações dos países centrais do capitalismo e periferia, representando uma profunda ruptura com o estilo de trabalho que realizaram os clássicos da sociologia. Estes novos estudos empíricos, abandonaram o trabalho em problema histórico para a compreensão da vida social e passaram a concentra-se em aspectos irrelevantes. Tudo isso possibilitou à sociologia se firmar como ciência de uma prática conservadora. Os dinamismos que comandaram o seu avanço daí em diante foram motivados pela sua capacidade de resolver os problemas sociais da sociedade profissional, que passa a desenvolver as suas atividades de correção da ordem, adotando uma atitude cientifica neutra e objetiva. A profissionalização do sociólogo moldada pela lógica de dominação, acarretou-lhe, a sua conversão em assalariado intelectual e a domesticação do seu trabalho. Vários sociólogos manifestaram uma posição de crítica e questionamento com a preservação da ordem, tanto ao nível de suas técnicas e métodos de investigação quanto ao nível da prática profissional. A sociologia moderna teve importantes contribuições proporcionadas pela sociologia crítica. Alguns dos questionamentos mais severos das suposições básicas da sociologia, tem partido dos sociólogos da periferia do sistema capitalista, estes questionavam da ordem a que estes povos estão submetidos e os rumos que a sociologia tomou em diversas sociedades. Para a eficácia prática da disposição de imprimir uma orientação crítica à sociedade, a de recuperar o pensamento socialista clássico e incorporar o pensamento socialista clássico e incorporar os resultados das novas expressões deste pensamento, é necessário que o sociólogo estabeleça uma relação com as forças e com os movimentos sociais, é fundamental, nesse sentido, que o sociólogo quebre o seu isolamento e passe a interagir com grupos, as classes e as organizações que procuram recriar a sociedade. A função dos sociólogos de nossos dias é liberar sua ciência do aprisionamento que o poder burguês lhe impôs e transformar a sociologia em instrumento de transformação social. Deve colocá-lo ao lado dos interesses daqueles que se encontram expropriados material e culturalmente e juntos deles construir uma sociedade mais justa e mais igualitária que a presente.
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Em resposta a:

Resumo o que é sociologia (micheli - 14/02/2004 08:58:09)
preciso de um resumo sobre o que é sociologia ainda hoje obrigado ...(ver)

Respostas:

Re: Re: Resumo o que é sociologia (camila de brito almeida - 27/03/2004 11:40:10)
quero receber o teu resumo achei contudente e suscinto.parabéns ...(ver)

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