| Termo | Significado |
| A Águia |
Revista mensal de literatura, arte, ciência, filosofia e crítica social, importante órgão da Renascença Portuguesa.
Foi publicada entre os anos 1910 e 1932, conhecendo a sua fase áurea entre 1912-1916 sob a direcção de Teixeira de Pascoaes, "o teorizador do saudosismo metafísico". Salientam-se Mário Sá-Carneiro (com passagem efémera pelo Modernismo), Fernando Pessoa (o "lúcido crítico da revista"), Afonso Duarte, António Cobeia, João de Barros, Sampaio Bruno, Teixeira Rego, o pintor António Carneiro (director artístico da revista), Armando Corte Rodrigues e ainda correspondentes estrangeiros (como Philéas Lebesgue em Paris e Miguel de Unamuno em Salamanca). |
| Alberto Caeiro |
Pretenso mestre dos outros heterónimos e do poeta ortónimo, Caeiro pretende surgir-nos como um homem de visão ingénua, instintiva, gostosamente entregue à infinita variedade do espectáculo das sensações, principalmente visuais, por hipótese desfrutáveis por um rural clássico reinventado. Em teoria, Caeiro defende que o real é a própria exterioridade, que não carece de subjectivismos. Proclama-se antimetafísico, é contra a interpretação do real pela inteligência porque, no seu entender, essa interpretação reduz as coisas a simples conceitos. Caeiro é fácil de reconhecer por um certo objectivismo visualista que faz lembrar Cesário Verde, pelo interesse pela Natureza, pelo ritmo lento. Fonte: (in Edições Sebenta) |
| Álvaro de Campos |
Engenheiro naval "franzino e civilizado", o mais fecundo e versátil heterónimo de Fernando Pessoa, é também o mais nervoso e emotivo, que por vezes vai até à histeria. Com algumas composições iniciais que algo devem ao Decadentismo, Álvaro de Campos é, sobretudo, o futurista da exaltação da energia , da velocidade e da força da civilização mecânica do futuro, patentes na "Ode Triunfal". É o sensacionalista que pretende "sentir tudo de todas as maneiras", ultrapassar a fragmentaridade numa "histeria de sensações". Fonte: (in Edições Sebenta) |
| Cesário Verde |
José Joaquim Cesário Verde (1855-1886) nasceu em Lisboa. Matriculou-se no curso de Letras da Universidade de Lisboa, mas desistiu, indo trabalhar para a loja de ferragens que seu pai tinha na Rua dos Bacalhoeiros. Começou a publicar poesias no Diário de Notícias, no Diário da Tarde, no Ocidente, entre outros. Adoecendo gravemente, fixa-se na quinta da família em Linda-a-Pastora. Morreu tuberculoso ainda muito novo. Foi graças aos esforços do seu amigo Silva Pinto que as suas poesias são postumamente publicadas em volume com o título O Livro de Cesário Verde (1887). A sua estética literária anda próxima do Parnasianismo. Fonte: http://www.ipn.pt/literatura/ |
| Edgar Allan Poe |
Nasceu em Boston, nos Estados Unidos, e morreu, na miséria, em Baltimore. Seus contos sobre morte, perversões e delitos não lhe deram muita fama em vida. Foram os poetas simbolistas franceses, a partir de Baudelaire, que apreciaram e divulgaram sua obra. Entre seus contos se destacam: A Queda da Casa de Usher e Os Crimes da Rua Morgue. Allan Poe captura a atenção do leitor com enredos misteriosos e aterrorizantes, em que retrata o lado perverso da alma humana. Fonte: http://users.sti.com.br/efres/poe.htm |
| Futurismo |
Este movimento revela-se em Paris, em 20 de Fevereiro de 1909 com o manifesto de Marinetti publicado na revista le Figaro. O seu objectivo era, não apenas renovar a poesia, mas chamar a atenção para um novo conceito de vida e fazer a apologia do mecanicismo da civilização contemporânea. A técnica nova, que defendia a liberdade de expressão ao serviço de uma vida agitada, impetuosa, carregada de energia, contrariamente ao clima mórbido e melancólico do Romantismo tardio, repudia o academismo - uma forma de literatura aburguesada - e o sentimentalismo. O manifesto de Marinetti é, pois, a apologia do novo ritmo de vida dinâmica das máquinas, do trabalho. Nesta estética, o passado é abolido e a psique subestimada perante o dinamismo do corpo. A literatura tem, pois, de se ajustar a esta visão eufórica - dissolve-se a unidade da linguagem, desmantela-se a sintaxe, desvaloriza-se o valor expressivo da palavra. Em Portugal, onde a revolução industrial que o motivou não foi vivida, o movimento surge depois do Paulismo, do Interseccionismo, do Sensacionismo, e tem curta duração, seguindo-se-lhe o Dadaísmo, o Cubismo e o Surrealismo. Encostando-se, embora, a Marinetti, cria raízes em Almada-Negreiros e Álvaro de Campos. Futurismo e Sensacionismo interligam-se, gerando um movimento de reacção que passa à música, à pintura - Sá-Carneiro, Álvaro de Campos, Almada-Negreiros, Fernando Pessoa, Santa Rita Pintor e Souza-Cardoso. Futurista é, também, o Manifesto Anti-Dantas de Almada Negreiros e, em grau mais baixo, o Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX, do mesmo autor, e os Apontamentos para uma Estética não Aristotélica de Álvaro de Campos. O Futurismo anuncia-se em revistas como Exílio (1916)
e Centauro (1916). O aparecimento do Ultimatum de Almada provoca escândalo e sai um artigo em A Capital, com o título "Elogio da Loucura". O Futurismo opõe-se ao Decadentismo, ao tradicionalismo; é sensacionista e faz a apologia do mecanicismo dinâmico, ao mesmo tempo que anuncia "o advento da palavra em liberdade". Pode considerar-se um dos aspectos do movimento convencionalmente designado Modernismo. A sua repercussão atinge a pintura e outras formas de arte. Álvaro de Campos apresenta o Sensacionismo adulto, tendo escrito ao gosto do Futurismo a Ode Triunfal e a Ode Marítima. Pois é com estas Odes, com prosas e versos de Almada Negreiros, o mais «acintosamente futurista», com o poema Manucure de Sá-Carneiro, que se voltam para o Futurismo numa aderência exuberante à euforia do progresso industrial, do progresso da máquina. O Cubismo, designação criada por Apollinaire, é uma técnica pictural, seguida entre nós por Amadeo de Souza-Cardoso, resultante da evolução do Impressionismo e do Expressionismo e que surge do movimento futurista. Fonte: http://www.terravista.pt/bilene/2465/pessoa12.htm |
| Heterônimos | Alberto Caeiro da Silva, Álvaro de Campos e Ricardo Reis |
| Interseccionismo |
O Interseccionismo é um processo do Modernismo com ligação à pintura futurista nas suas sobreposições do aqui e do além, do
agora e do passado, do real e do onírico, exemplificado por Pessoa no segundo número da revista Orpheu nos seis momentos do poema Chuva Oblíqua, onde a inteligência estética se conjuga com a natural capacidade do poeta inovador. É o que se vê em:
"Atravessa esta paisagem [o real] o meu sonho [o onírico] dum porto infinito" - o aqui e o ausente - / "E a cor das velas é transparente de as velas dos grandes navios que largam do cais..." - paisagem presente e ausente. "Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia" - a luz, o som, o interior, o exterior - / "E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça..." Como estão divididos o tempo e o espaço, também está dividida a alma do poeta e, daí, as sensações que transmite. De pouca duração foi este processo lúdico pessoano. Fonte: http://www.terravista.pt/bilene/2465/pessoa12.htm |
| Lord Byron |
George Gordon, o Lord Byron, encarna a imagem do poeta romântico rebelde e independente. Não se pode separar sua vida pública, repleta de escândalos e atos de heroísmo, de seu trabalho literário, influenciado por Wordsworth e Coleridge. Escreveu um extenso poema de confissão pessoal, Peregrinação de Childe Harold, que conta a viagem de um personagem pelo Mediterrâneo. Outras obras de Byron foram inspiradas em diversos temas românticos, da exaltação da liberdade à grandeza do indivíduo. Fonte: www.klick.com.br |
| Metafísica |
Segundo Aristóteles, estudo do ser enquanto ser e especulação em torno dos primeiros princípios e das causas primárias do ser. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Modernismo |
Designação genérica de várias correntes artísticas (Expressionismo, Cubismo, Futurismo, Surrealismo) que eclodiram nas primeiras décadas deste século e se caracterizaram por seu empenho inovador, revolucionário. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Niilismo |
Redução a nada, aniquilamento; descrença absoluta. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Ontologia |
Disciplina filosófica que encara o ser em geral como substância comum a todos os seres. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Orpheu |
Nome mitológico onde radica o termo orfismo, era no panorama nacional, uma revista trimestral de literatura, destinada a Portugal e ao Brasil e de que veio a lume o primeiro número, em 1915, correspondente a Janeiro, Fevereiro e Março.
Um segundo número sairia em Julho do mesmo ano, com conteúdos bem mais futuristas; um terceiro número foi organizado e mesmo impresso parcialmente, mas não se publicou. Era mais uma revista literária que morria à míngua de recursos. Não bastara o talento e o arrojo dos seus colaboradores para prolongar-lhe a vida; eram os financiamentos de Sá Carneiro (ou antes, de seu pai, que lhos mandava para Paris) que a sustentavam. Uma reviravolta nos negócios, a cessação da mesada, e fica no nascedouro o que viria a ser o Orpheu 3. No Orpheu revelaram-se tendências várias, que vão desde a permanência do simbolismo e do decadentismo até às tendências inovadoras como o futurismo. Álvaro de Campos/Fernando Pessoa publica a Ode Triunfal (1915) e a Ode Marítima, Sá Carneiro, a Manucure (1915), Almada Negreiros, O Manifesto Anti-Dantas (1916) e Ultimatum Futurista às Gerações Portuguezas do século XX. O grupo entretanto continuou a publicar noutras revistas e, em 1917, surgiu a revista Portugal Futurista, onde foram reproduzidos quadros de Santa Rita Pintor e Sousa Cardoso, juntamente com poemas futuristas de Sá Carneiro (póstumos) e Pessoa, sobretudo sob o seu heterónimo de Álvaro de Campos. No rasto do Orpheu surgiram as revistas literárias Exílio 1916, Centauro 1916, Portugal Futurista 1917, Athena 1924-1925 e Presença 1927-1940, que iniciou o denominado segundo modernismo. |
| Ortônimo | Fernando Pessoa, ele mesmo. |
| Padre Antônio Vieira |
O ponto alto da arte literária barroca em Portugal é a obra sermonária do Padre Antônio Vieira, de vida atribulada como pregador e político. Dividido entre dois mundos — o europeu e o brasileiro —, Vieira sintetiza como ninguém os conflitos e a inteligência apurada do homem barroco.
"... Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta, que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? ..." Neste fragmento do Sermão da Sexagésima, o Padre Antônio Vieira critica ao uso exagerado da antítese, típico do cultismo barroco Considerado por Fernando Pessoa o "imperador da Língua Portuguesa", Vieira leva ao extremo todos os recursos retóricos da época: conceptista virtuoso, é, ao mesmo tempo, claro e engenhoso, imaginativo e convincente. Fonte: www.klick.com.br |
| Panteísta |
Relativo a (ou adepto do) panteísmo, doutrina segundo a qual o mundo é um conjunto de manifestações ou emanações de Deus. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Parnasianismo-Simbolismo |
Parnasianismo (culto da forma) e Simbolismo (culto do vago), surgidos na França respectivamente em 1866 e 1886, foram as duas correntes dominantes da poesia no final do século XIX e inicio do XX, e tenderam a se mesclar na maioria dos poetas que a elas aderiram. Por isso é comum, nos anos 20, os modernistas de referirem aos poetas do passado recente como parnasiano-simbolistas, englobando-os numa só tendência, conservadora. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Paúlismo |
Fernando Pessoa tentaria bem cedo aquilo a que chamou o estilo paúlico (do poema "Paúlis"). Poetas paúlicos foram também,
entre outros, Luís de Montalvor, Armando Cortes-Rodrigues, notando-se ainda claros vestígios de pós-simbolismo. O Paúlismo
caracteriza-se por: Voluntária confusão do subjectivo e do objectivo; Associação de ideias desconexas; Frases nominais
exclamativas; Aberrações de sintaxe, vocabulário expressivo de tédio, do vazio da alma, do anseio de outra coisa, do vago; Uso
de maiúsculas, que traduzem a profundidade espiritual de certas palavras. Fonte: http://www.terravista.pt/bilene/2465/pessoa12.htm |
| Percy Bysshe Shelley |
De família destacada, rompeu com a sociedade burguesa de seu tempo por suas idéias atéias e revolucionárias. Esse espírito rebelde revela-se em sua obra Prometeu Libertado (1820), símbolo da luta do homem frente ao poder absoluto. Uma das mais importantes obras de Shelley é Adonais (1821), dedicada a Keats. Fonte: www.klick.com.br |
| Presença |
Revista literária fundada, dirigida e editada por Branquinho da Fonseca (que abandona a direcção no nº 27, em 1930. Colaboraram na Presença, entre outros, Adolfo Rocha (aliás, Miguel Torga) Edmundo de Bettencourt, João Gaspar Simões e José Régio. O primeiro número sai a 10/3/1927, e a partir do nº33 a revista passa a contar com Adolfo Casais Monteiro na direcção, até Novembro de 1938. No ano seguinte inicia-se uma nova série, com um formato maior e maior número de páginas, com o secretário Alberto de Serpa, mas publicam-se apenas 2 números (Novembro de 1939 e Fevereiro de 1940).
Elegendo como "mestres" os artistas de "Orpheu" (muitos dos quais ainda colaboram na "Presença"), a revista foi importante na difusão de uma segunda fase do Modernismo, mais crítica que criadora. Na revista divulgam-se as principais obras e escritores europeus da 1ª metade do século Marcel Proust, André Gide, Paul Valéry, Guillaume Apollinaire, Pirandello. Defende a criação de uma literatura mais viva, livre, oposta ao academismo e jornalismo rotineiro, primando pela crítica, pela predominância do individual sobre o colectivo, do psicológico sobre o social, da intuição sobre a razão. Destaca-se o espírito crítico não só dos fundadores, como também de Albano Nogueira e Guilherme de Castilho, e como colaboradores doutrinários, José Bacelar, José Marinho, Delfim Santos, Saul Dias, Fausto José, Francisco Bugalho, Alberto de Serpa, Luís de Montalvor, Mário Saa, Raul Leal e António Botto. Como figuras tutelares, são de salientar as personalidades de Fernando Pessoa e Afonso Duarte, contando ainda com a colaboração de António de Sousa, Irene Lisboa (com alguns poemas já em prosa), Vitorino Nemésio, Pedro Homem de Mello, Tomaz Figueiredo e Olavo de Eça Leal. Todos eles se destacam sobretudo na poesia (marcada por um certo "lirismo provençal"), sendo António de Navarro quem mais directamente prolonga a herança poética de "Orpheu" nesta revista. As páginas da Presença serviram também para promoção - à margem de iniciativas oficiais - e intercâmbio literário com vários poetas e prosadores brasileiros. |
| Pseudônimos | Charles Robert Anon, Raphael Baldaya, A.A.Cross, Thomas Crosse, Maria Jose, Pantaleão, Chevalier de Pas, Charles Search, Jean Seul de Méleuret, David Merrich e Adolph Moscow. |
| Ricardo Reis |
De formação clássica, "pagão por carácter", segue Caeiro no amor da vida rústica, junto da natureza. Mas, enquanto o Mestre, menos culto e complicado é (ou pretende ser) um homem franco, alegre, Reis é um ressentido que sofre e vive o drama da transitoriedade doendo-lhe o desprezo dos deuses. Afligem-no a imagem antecipada da Morte e a dureza do Fado. Daí, ele buscar o refúgio dum epicurismo temperado de algum estoicismo, tal como em Horácio, seu modelo literário: "Abdica e sê rei de ti próprio". Lúcido e cauteloso, constrói, para si urna felicidade - relativa, mista de resignação e moderado gozo dos prazeres que não comprometam a sua interior. Trata-se de fruir, muito consciente e ponderadamente, as coisas acessíveis sem demasiado esforço ou risco. Latinizante no vocabulário e na sintaxe, o seu estilo é densamente trabalhado e revela ainda, muito claramente, o seu tributo à tradição clássica no uso de estrofes regulares, quase sempre de decassílabos nas referências mitológicas, na frequência do hipérbato, na contenção e concisão altamente expressivas e 1úcidas. Fonte: (in Edições Sebenta) |
| Semi-heterônimos | Fausto, Pêro Botelho, Vicente Guedes, António Mora, Coelho Pacheco, Alexander Search,Bernardo Soares, Barão de Teive e Frederico Reis. |
| Sensacionismo |
Visto por fora, o sensacionismo é a vivência das sensações tanto do sujeito poético como das pessoas e coisas que o rodeiam, isto numa plenitude total, até o paroxismo (apogeu). Depois do contacto com as coisas ou com os factos e notícias, a única realidade em nós, segundo o sensacionismo, é a sensação, acto de conhecimento, fenómeno psíquico e, por isso, dotado de uma certa imaterialidade (abstracção). Esta é uma teoria de difícil entendimento e mesmo quase contraditória. Esta sensação não é um dado imediato de consciência, até porque os sentidos facultam apenas um conhecimento muito fragmentário. À sensação associam-se outros dados já anteriormente adquiridos pela memória, pelos hábitos. Deste modo, a actividade sintética da consciência é fruto de uma elaboração mental feita por selecções e associações, realiza-se a partir de um processo interseccionista. Fonte: http://www.terravista.pt/bilene/2465/pessoa12.htm |
| Ultimatum |
Forma latina de ultimato, exigência que, caso não cumprida, implica a declaração de guerra; Manifesto assinado por Álvaro de Campos, em 1917, denunciando a decadência da civilização européia. Fonte: Roteiro de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos de Fernando Pessoa. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Editora Ática, 1998. |
| Walt Whitman |
Nascido em West Hills, Nova York, publicou seus poemas nas sucessivas edições do livro Folhas da Relva, sempre com o acréscimo de novos poemas, entre 1855 e 1889. Dedicou-se a cantar o povo norte-americano: acreditava na democracia, na iniciativa individual e na liberdade pessoal. Defendeu abertamente o homossexualismo. Também buscou a liberdade na forma: usou o verso livre, sem métrica regular, e o branco, sem rimas. Sua obra influenciou muito os autores do final do século XIX e início do XX, como Oscar Wilde, Fernando Pessoa e Federico García Lorca. Foi uma das forças propulsoras da Arte Moderna.
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| William Shakespeare |
Lido e encenado através dos tempos, William Shakespeare nasceu em Stratford-on-Avon. Foi autor, diretor e ator de seus próprios dramas e comédias. Foi empresário de seu próprio teatro londrino, The Globe (O Globo). É considerado por muitos o maior gênio da literatura universal. A riqueza e a variedade de seus personagens, dos argumentos, das criações psicológicas, dos conflitos e das paixões são inigualáveis.
Não há traço de caráter do ser humano que Shakespeare não tenha tratado em seus personagens. Fonte: www.klick.com.br |