Data: 25/12/2002 14:31:08
De: Casulo
IP: 200.226.74.248
Assunto: Página 118 &119 do Catatau!
De: Casulo
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http://igspot.ig.com.br/sonetario/carrasco.htm
http://www.geocities.com/ekklesiabr
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- Catatau, p.leminski – página 118:
"(...) A fisga me belisca, com dedalicadência me fiscaliza: faço fiúza e perco barriga, após umbigadas contra barricadas e espingardas carregadas desde o comêço até a bôca: permita-me observar que a bonécula está que é uma libélula de madrepérola| Assim que fôr, explanja um transferômeno no perímetro, uma diábase através de séries protéticas, uma hipótese sincopa, o por não vir continua acolado, mas o pretérito é sempre se multando. Cada ramo – afecto às quatro manias da lua, fluir, luzir, refletir e fazer uma fézinha numa trindade qualquer a desfolhar o tema batido da distância. Praguejem-me com oitocentos caracóis, pelas barbas possuidônicas, pela alma do elemento água, embora, deslua-se a onividência e a oniciência desarmadas, os três| Sabem que soube? Isso é o que pensam? Penso que isso não sabem. Juntos vamos ficar sabendo ao tempo mesmo do evento: sempre tem um que sabe o que se passa, sempre alguém que pensa saber mais e esquece o principal. E sempre assim, sempre é assim, o assim de sempre| Visto sob o ângulo esquerdo do travessão – Occam, um princípio de justiça, desabordem| Desordem, não nesta grandeza| Ab ordine recondita ad origine restituta? Sabe que não sei? Tive a exressão mais completa da impressão, manifesta que se trata de um impostor despitando com latim, tentando hipócrita grangear simpatias com mostras de devoção às línguas mortas, ou um coletor de impostos cobrando o lixo e taxanto até os restos de nossos deixames: a referência é cristalina, horresco referens. Vence mas não recompensa, em convencimento, deduz mas não dá um dedo de luz, assinala mas não assassim, comenta mas não acomete, represa mas não representa, aguento mas não garanto| Ida de noite e volta do dia, só penso em ti, quero me alistar: para cá, para lá, é só tu que voa. Em alguém tão longe como posso pensar tanto mas talvez assim foi o melhor: de perto ou lado a lado pensaria menos em quem ali estivesse, visto para ser, pensado não. Pensar me deixe que estou exatamente nesse teu ali e saber que não estás tão minha neste aquizinho. Eu: o último sabedouro, primeiro em pensar que não estamos indo bem ao encontro um do outro no nosso relacionamento. (...)" - Catatau, p.leminski – página 119: "(...) O mundo não deixe pensar que soubemos de tudo: doutrarte, o crivo de perguntas não nos deixaria prosseguir com a sorte que até aqui nos bafejou de fumos de vaidade, emboscadas tártaras, ataques de corsários, caixas pandóricas, precipitações pindáricas, paradoxos suspeitos, apatias peripatétricas e das inarredáveis prolixidades preliminares| Já que outra coisa não faço que penetrar a adiante dentro donde estás sendo pensada a fundo, saiba-me interesseiro em tudo que te diz: respeito| Caso contrário: que fazer quando em noite longa já pensei todos os teus teus, e começo a falar bobagem e o que é mais, sòzinho| - como se já não bastasse o estado em que me tem a postos tempos e tempos. Fôsse imã e tu-vontade férrea, meus pensamentos te trouxessem até a mim| do qual ai, que não passo de oficial da Companhia. Aqui passou o pente fino, o pau vai a pique: de pequenino me torceram o pepino. Puxa dos sacos que estão por cima do açúcar, joão tão ninguém que desvia da chuva, quando está de frente parece de lado, e de lado que já foi embora| O resto saiba. Não gostas de restos, me lembra. Manda que eu pense numa parte muito tua, mesmo íntima, e terei muito menos prazer em estuprá-la| Fulcro da fibra mais firme e filtro da fábrica mais conforme, por atrax dêste ponto, o extrabismo não se cansa de contemplar o exibicionismo. É fichinha comparado: cheguei aqui, calças na mão segurando pandorga em plena atividade. Não consigo despregar o ôlho, parece que foi hoje, embora atualmente faça um sol tudo o que dêle se espera: primórdios, um saco górdio, um nó a código omisso, um abaixa-aqui, levanta lá, um abacaxi| No cala-te a bôca e pernas para que vos quero, nenhum lourenço para assobiar o narciso. Passa pelo teste de Salomão: mãozinhas para cá em cima, perninhas que para lá vos quero - /\/\/\(.)/\/\/\ Da Babilonha à Catalunha – nem mais um passo| Desta cláusula saio por porta secreta. Do ser a não ser que. Janus tricéfalo a me antepassar, às outras dos seus arredores, à velia e revelia de mim ciente. Lá se foi projetando-se afundando na água dizendo hein a cada bôlha atrás da última, amém de Sá| Como se para com seus parceleiros, exerce nêles o dever do guarda onde é que já civil| Esmigalham, esmagam, esmam erre a erre, wirkt erregeln| Um rosnado cheio de mesuras, enredeios e descartes, trinado enquadrado em compasso binário, reinando na calmaria que atraiu a cavalaria para esta sesmaria| Caquicutuba| Aqui a turma maltrata, a turbamulta por um zás-tris tumul é a tua| Retrógados, peripáticos e precursores, o conto real estocado em vésperas da alta valera dez vêzes mais que essas patacas de meia tijela, águas furtadas a meio tijolo, todo mundo a meio soldo, meio mundo a sôlto, interêsses dispersos, inversões com a onzena no baixo, investidores investigando, iniciativas recém-natifeitas| (...)" – página 120 amanhã! Abraços, Casulo >>> http://igspot.ig.com.br/sonetario/carrasco.htm http://www.geocities.com/ekklesiabr |



