Data: 23/12/2002 00:55:09
De: Casulo
IP: 200.226.225.60
Assunto: Páginas 116 & 117 do Catatau!
De: Casulo
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http://igspot.ig.com.br/sonetario/carrasco.htm
http://www.geocities.com/ekklesiabr">
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- Catatau, p.leminski – página 116:
"(...) O canto dessas aves cantando de qualquer jeito, êsse canto simula o lacro do desabar de algo ou os cantos desabam no desarvorar? Ao que pensa bem, constrói em volta seus malabarbáries tessalonicenses, lhe bastam seus constos: o mundo, excessão que o corpo segrega e cegonha, como quem se encarrega de sonhar a regra do dia, três vai um, siga-o e virgulem-lhe os menos movimentos entre seus frêmitos: é suspeito de ter negociações entaboladas com o zero. Estou ficando sábio de nôvo, serve ou está difícil e não pode ser, salve-me ou me valse? A trindade, por exemplo, pura questão de dióptica, Narciso: desapareci do para si por algum tempo movido a formas superiores de que minhas fôrças. O amor de si e o ensimesmamento que se lhe segue aí introduz a discórdia no seio da trindade, Tristis unitas, unica Trinitas! Zarábatana, batava roxo – o barato até debaixo dágua! A águia acéfala cacareja em Haia, galinheiro exposto aos despautérios de quantas toupeiras se fizerem necessárias: alárminas| Distraídos pela amargura das ruas, nanto sabem quanto tem| Não dá final sem sim: rumo ao muro, e no paredão escrito perdão. Apenas ondas oriundas de Órion a tresmilhar a tessitura do augusto sidéreo podem dar luz à vontade e à luz a verdade| A vastidão salgada faz a doçura dos açúcares, Parinambuca refaz e rarefaz a amargura das amnésias. Açúcar, alimento sem substância, sem quê! Abrestração do gosto, qualidades segundas, só um lado do polígono, só um aspecto do problema. A superfície angaria fundos: pernaltes! O que é que está acontecendo aqui, agora e sempre? Precisa deixar de ser feliz se quiser viver mais, isto é. Não há palavras: a perdê-las, preferi engoli-las, as espadas bem temperadas com espécimes da Bahia! A meta em cena, a zoeira em vista, pisa em cima. Modus vivendi sicut alter qualiscumque, lampsus linguaticus: ração diária, revista semaneira, batata saporema e água salôbra. Para expremer o que símbolo, prefiso resgotar meu súsio da merúmia em que o sesforcofagam! Canárias cantando, Açores dança entre archotes, trocando o bom senso tão bem distribuído no reino por especiarias periféricas. Cada navio do reino pimenta olhos canários da terra. Ab aplusbetis! Tacape de meia pataca, patakov phareyna! Nada único nesta experiência universal da multiplasticidade: por si só – só se fôr a ser mais que êste sim! Nuances quais se nuam por todos os quatros lados nunca iguais ou quanto mais: Exatlas! Ninfa em salmoura de água salôbra, talismãs na glande pineal, banhos maria! (...)" - Catatau, p.leminski – página 117: "(...) Donde vem êste desejo de conhecer senão da incapacidade de sermos tudo o que bem quisermos? Pulsa lápis, compulsa lupas, consulta as lousas. Olha em volta se vê a gravata o enforcando entre as paredes azulmarinhas. Cristóforos aos lestrigões! Pescando em águas catalinas, pôs a alma na zona – as catalumbas! Sic et ut llion| Trata a terra a fogo e ferro, se afogam nas últimas áreas do pélago num copo, procela de todo lume falto. Presta fogo, santelmo? De baldes o oceano está cheio, que foram atrás das águas e a língua o regato lhes comeu como se pisando por lebres! E êle de vigia. E êle de luto. E êle de baldes: terra fátua, falta água. Aos seus não sai quem degenera: tudo repercussões daqui nos fluxos do firmamento. Mesmo assim, tudo isso continua aquilo tudo! Isto era um bom menino, jamais seria algo assim como um herói: nunca fazia o que mandavam, só vendo as interpolias que aprontava quando ninguém estava olhando de repente ou de soslaio. Como o sei? Ora, desde que está assim, não tem dado outra. Me isenta de pormenores, a agulha maluca: miximáxina dos macrodismos, - me poupa de minúcias. Allons, o bicho mais chato que o feijão prêto da terra santa já criou, falou, valeu| Salta uma cruz a capricho aqui para o cristo neste capricórnio| Velho poço, o sapo salta num| Bom de achar isso é S. Hermes Trimegisto. Cristovam os lombos de todos os grilhermes, irradiando nobreza por todos os polos, onze avos e outros gustavos: omnia vaga, vana, vulgivaga, quibusdamque Deum rebus| Numa infração de segundos, para menoscabo de terceiros, o principal interessado dá de úmbrias: o rei cíprico não deixa por mais, retribui o dom dos gregos com alguma simetria. Quando vier com êsse tique, o truque é baixar-lhe o cacoete, olha o trôco| Pudéramos ir não interrompendo adiante, barriga já dando horas para que a tirem da miseria humanae conditionis, summa nostri temporis disputationes| Se nossos superiores disseram que o espêlho gera a trindade, que demais tentarmos fazer o mesmo? Como pode haver mais de um deus se sou só um eu, um sou? Tu a prencher-lhe lacuna ao eu, invertebrada substância vocálica: sua eternidade, avêsso de minha irremediável temporalidade. Só com outras consciências retroagindo existe a impostura do eu, lógico e infere-se nos trabalhos da comunicação que sendo comercial a consciência, o conjunto das consciências engendrasse seu desalhures. Momento: no exato que o descobre. Nox, nobis plusultrat| (...) página 118 amanhã! Abraços, Casulo >>> http://igspot.ig.com.br/sonetario/carrasco.htm http://www.geocities.com/ekklesiabr |



