Data: 23/05/2009 15:15:08
De: Ana Paula Lemos Pinheiro
IP: 189.75.215.59
Assunto: Breve Histórico do Nado Crawl
De: Ana Paula Lemos Pinheiro
IP: 189.75.215.59
Assunto: Breve Histórico do Nado Crawl
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Breve Histórico do nado Crawl Em 1859, o nadador Payton apareceu nadando numa competição em Baths (hoje Lamberth) num estilo que lhe valeu a desclassificação por não ser considerado ortodoxo. Este estilo foi o mesmo que 10 anos mais tarde, era apresentado por Trudgen valendo-lhe a anexação do seu nome ao novo estilo, não se sabe por que razões (Cureton). Ficou criado novo estilo, que rapidamente se espalhou por todo o mundo pois apresentava as vantagens de ser mais rendoso e mais veloz que o nado peito. Veio então o ‘crawl’ australiano em 1902 com Dick Cavill nadando as cem jardas em 58”2/5, tempo fantástico para a época. Os irmãos Cavill imitaram este estilo dos nativos do Ceilão, que o nadavam já conhecido como nado indiano, cujas características principais eram o grande deslizamento na água, com as pernas extendidas e movimentos alternados da braçada. Logo depois, os americanos tomaram já o famoso ‘crawl’ australiano e introduziram-lhe algumas modificações que trariam mais tarde o celebre ‘crawl’ americano, que tantas glórias esportivas levou para os Estados Unidos. Nos países europeus as piscinas eram de água salgada. As competições se realizavam no mar ou em piscina com o mesmo elemento líquido salgado. Nos Estados Unidos, começou-se a introduzir o uso das piscinas de água doce. No crawl australiano os movimentos de pernas são insignificantes, fácil de manter os pés em flutuação, portanto, na água salgada, o que não se dá na água doce. Daí os americanos terem imaginado um meio de melhorar o ‘crawl’ australiano, introduzindo a movimentação muito maior das pernas, conhecido por ‘flutter kick’, como o objetivo de manter o corpo aproximadamente horizontal, com fácil flutuação e deslizamento. Mais tarde, em 1906, depois em 1913 e 1917, quando os nadadores foram abaixando os tempos, o crawl adquirira prestigio mundial, não havendo mais quem duvidasse das suas possibilidades. No entanto, muita gente supunha que ele era bom para velocidades somente, sendo necessário que se comprovasse a sua eficiência também para distâncias longas, como na travessia do Canal da Mancha por Gertrudes Ederle, num tempo excepcional e Martha Norelius na maratona das 10 milhas. |



