Data: 25/03/2008 09:45:04
De: Ana Paula Pinheiro
IP: 200.138.46.148
Assunto: DENGUE NO PARANÁ!!
De: Ana Paula Pinheiro
IP: 200.138.46.148
Assunto: DENGUE NO PARANÁ!!
|
Fonte:Gazeta do Povo,25 de Março de 2008
Pelo menos 157 dos 399 municípios paranaenses apresentaram casos suspeitos de dengue nos primeiros três meses deste ano. O número já supera as 147 cidades com notificações ao longo de 2007. Caso não haja controle por parte dos agentes públicos e cuidados da população, a epidemia que atingiu o Paraná ano passado pode se repetir. Conforme o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até dia 10 de fevereiro haviam sido notificados 2.835 casos suspeitos de dengue nos 157 municípios. O presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Paraná (Consen/PR) e secretário de Saúde de Maringá, Antônio Carlos Nardi, alerta que o ciclo do mosquito da dengue, considerando a postura de ovos e a contaminação da água, dura cerca de oito dias. Por isso, não pode haver descuido por parte dos municípios e da população. “Em oito dias você pode mudar um prognóstico da situação da dengue no estado. É só a comunidade e as prefeituras descuidarem”, afirma. Para Nardi, o fato de um maior número de municípios paranaenses apresentar notificações este ano em relação a 2007 deve-se a melhoria do sistema de diagnóstico no estado, devido a treinamentos realizados com os profissionais da saúde. “Com certeza, ano passado houve mais casos confirmados que não foram notificados”, salienta. A região com maior número de casos é a Norte, seguida da Noroeste e Oeste. Londrina registrou até dia 10 de fevereiro 12 casos. Em Maringá tinha 12 casos confirmados até ontem e em Foz do Iguaçu, 10. No mesmo período no ano passado, havia cerca de 600 casos notificados em Foz do Iguaçu. Agentes atuam diariamente na orientação de moradores e limpeza de quintais na tríplice fronteira.Cascavel tinha até ontem cinco casos confirmados. Mas o índice de infestação do mosquito transmissor Aedes aegypti na cidade é quase três vezes acima do limite aceito pelo Ministério da Saúde ou seja, 2,6 casas para cada grupo de 100. O tolerável é uma casa em cada grupo. Em alguns bairros, o índice chega a ser cinco vezes acima do limite. O Programa de Controle de Endemias realizou nesta segunda-feira (24) um mutirão de limpeza em um acampamento de sem-terra. Um grupo de 30 agentes visitou 220 barracos do acampamento do Movimento de Libertação dos Sem-terra (MLST), que fica às margens da BR-369. Em três pontos foram encontrados criadouros de larvas de mosquito, mas será preciso aguardar exames laboratoriais para confirmar se eram do Aedes aegypti.Segundo um dos coordenadores dos sem-terra, Joaquim Ribeiro, a iniciativa foi válida. “Nunca nos repassaram informações de como eliminar o mosquito e o que fazer contra a dengue”, conta. |



