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"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens." (Fernando Pessoa, em "O Eu Profundo")
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Por favor, leiam...

De Fernando em 09/10/2003 11:06:22 a partir de 200.207.55.229
Bom dia Ornella
Sim que escrever bem é bonito, mas é dificil. O ato de escrever deve ser consciente e crítico e tambem constante.
Voce fala e escreve em italiano que tenho uma adimiracao muito grande porem, nao sei nada, um pecado. Considero o italiano a lingua-mater, a lingua mais bela do mundo, a lingua dos meus avós, da minha raça.

Ophelia Queiroz
O mistério duma pessoa
Maria da Graça Queiroz
Não existe só em cartas mas não gosta de aparecer nem de falar da sua relação com ele, com aquele correspondente comercial que conheceu nos anos vinte.
Ophelia Queiroz: antes e depois de Pessoa (1948)
Não é fácil escrever sobre uma pessoa quando se lhe está ligado por qualquer forte sentimento, porque há com certeza o perigo natural de a vestir com os mais bonitos vestidos ou pintá-la com as mais belas cores. Assim, quando me pedem que fale de uma Ophelia-Mulher, a minha primeira ideia é saltar para cima de um escadote e espreitá-la lá de cima, na esperança de a ver só por fora e poder dizer, sem sombra de sentimento: ela é baixa, magra, cabelo e olhos castanhos; nasceu em Lisboa, na Rua das Trinas, no dia 14 de Junho no ano de 1900.
Falar, é sempre mais fácil, pois há sempre aqueles gestos que substituem palavras, trejeitos que falam por emoções, ou um faiscar de olhos que substitui vírgulas e pontos nos ii. Agora, escrever, mais a mais quando se não é escritor, o que não é preciso de arte para descrever um suspiro, um grito, ou um arrepio (de que a vida dela está cheia), que ficam assim perdidos para sempre nas entrelinhas da sensibilidade de quem lê!
Mas não posso deixar de falar sobre Ela como me pedem. Devo-lhes, a Ela e a Ele Fernando, o retrato, o mais perfeito e parecido possível de quem foi e é, para além da sua relação com o Poeta, uma Mulher verdadeiramente Mulher.
Assim, puxo de uma cadeira mental, chego-me para junto d'Ela, olho-a bem de frente e pergunto: - Quem és tu Ophelia?
– Como eu já contei no relato da minha relação com o Fernando no livro «Cartas de Amor», sou a mais nova de oito irmãos, quatro rapazes e quatro raparigas e chamo-me Ophelia, porque minha irmã Joaquina, mais velha que eu 20 anos e que foi um pouco minha segunda mãe, estava a ler «Hamlet», na altura em que eu nasci.
Os meus pais eram ambos do Algarve, de Lagos. O meu pai tinha um escritório de exportação de produtos algarvios. E quando os meus irmãos chegaram à idade de estudar, vieram viver para Lisboa.
Éramos uma família muito alegre e aberta. Lia-se e conversava-se muito. O meu pai tinha muitos amigos e embora muito divertido era muito exigente connosco. Lembro-me que um dos meus irmãos tinha muito jeito para o teatro, foi até convidado por Eduardo Brazão para ir trabalhar com ele para o Teatro Nacional mas o meu pai não deixou.
Estudei Português em casa com uma professora e Inglês, com uma senhora inglesa, a casa de quem ia dar as lições. Francês, estudei com «mademoiselle» Déchant, uma senhora muito culta com quem fiz o 5.º ano singular e fui uma aluna brilhante no meu 1.º grau. Depois não estudei mais, a não ser Francês e Inglês para me manter actualizada.
– E o que gostaria de ter sido se tivesse estudado?
– Uma coisa que ninguém imagina! Gostaria de ter tirado o curso de matemáticas e ser professora. Tinha muito jeito para números. Em cálculo mental era óptima aluna e os próprios professores se admiravam com a minha rapidez de raciocínio. Chegavam a dizer por brincadeira que eu não sabia, adivinhava o que eles iam perguntar.
1920. Ophelia conhece Fernando, e aqui a sua vida poderá ler-se, através não só do relato que faço em «O Fernando e Eu», mas mais concretamente ainda, nas cartas do Fernando para Ela, que então, juntamente com David-Mourão Ferreira, fiz publicar na íntegra.
É claro que, falta uma metade deste relato, pois, infelizmente, não tive nunca acesso às cartas d'Ela para Ele mas que sei que existem no espólio do Poeta e algumas até já foram publicadas contra vontade d'Ela, devo dizer. Como sabem, Ophelia nunca quis falar de Fernando em vida d'Ela, nem aparecer publicamente. Disse sempre: «Faz de conta que morri também.» Só em 1978, a meu pedido, Ela consente que se publiquem as cartas, mas na condição de se manter «ausente» embora tenha acompanhado, com a maior das emoções, todo o trabalho.
Aproveitarei aqui para explicar as razões pelas quais achei que era chegado o momento de trazer a lume este bocadinho da vida de um Homem, de um Poeta, de um Génio, que se mantinha oculta. E penso, que não será assim um bocadinho tão bocadinho. Não será antes um bocadão imenso, saber-se que este Homem amou de verdade, que teve as sensações naturais de um homem apaixonado, dêem-lhe os nomes que derem, traduzam, pesquisem, miuçalhem, intelectualizem este sentimento tão simples mas tão complicado, chamado Amor?
É evidente que um homem – homens, como Ele, com a natureza d'Ele, não nos esqueçamos como Ele amou Ophelia, pelos menos como Fernando Pessoa e como Álvaro de Campos, não poderia agir como um homem banal. Ele não era banal. Assim como em Ophelia também nada era banal, a começar pelo nome.
Tudo o que lhe acontece na vida é realmente um acontecimento. Não sei se por eles em si, ou se porque Ela assim os apresenta e vive: É a mais nova de oito irmãos. Provoca as maiores paixões. Tem as piores doenças. É tratada pelos melhores médicos. Namora o mais genial dos Poetas. Espera por Ele os mais longos nove anos. Casa com o melhor dos homens. Sofre os maiores desgostos. Tem a maior das fés. Quando fala, fala com o corpo todo. Quando diz: Dei uma corrida.... corre-nos imediatamente a imaginação atrás d'Ela. Senti um cansaço... e imediatamente se fica ofegante. Isto são imagens que me vêm de pequena, desculpem, esqueci-me de correr a cortina sentimental. Mas lembro-me como se fosse hoje, do acontecimento em que se transformava sempre, uma visita sua lá a casa.
– Quando Ela vinha, nunca vinha só. Primeiro porque vinha carregada de histórias e depois, eram todos os preparativos para a sua chegada. A espera ansiosa à janela e a corrida pela escada abaixo, para ir ajudar a trazer os embrulhos que eram sempre muitos e pesados. A subida até lá acima era sempre demorada com paragens em cada patamar para respirar um pouco «e descansar o coração». Houve um dia que até se levou uma cadeirinha para Ela descansar a meio do caminho! E depois era a chegada propriamente dita. Os ais muito lá do fundo do coração cansado e feliz, o tirar cuidadoso do alfinete do chapéu e finalmente o lançar-se para cima da cadeira que a esperava, logo à entrada da porta da rua. As pernas não chegavam bem ao chão e os ais, os uis, os suspiros e principalmente a certeza da sensação causada, a mão no peito, os olhos semifechados e uma voz fraca: – Não posso falar, não posso falar por enquanto, deixem-me descansar um pouco... Tudo em volta à espera em transe. O espectáculo tinha começado. Era então a alegria dos beijos e exclamações numa mímica redobrada: «dá cá os embrulhos... onde estão os meus sacos?... a minha carteira?... – Estão aqui tia, estão aqui». E começava a distribuição. Mas não era propriamente a distribuição das coisas que nos emocionava. Era a vida, os gestos das mãos pequenas e roliças que davam e falavam. A vivacidade do olhar que ria e chorava, e o tom da voz, principalmente o tom da voz, as nuances da voz, ora alegre de alegria, ora triste de fazer chorar, zangada, alterada, meiga, a voz do homem do táxi, a resposta do polícia em voz de polícia, e depois eu respondi, e vai ela e diz assim... A família inteira de volta e em silêncio, olha-a, escuta-a, segura-lhe os gestos. – Isto é para o lanche, uns bolinhos de chocolate muito frescos ali da Riviera. Isto é para ti, o presente de anos que ainda não te tinha dado. E continuava a distribuição onde não faltava nada nem ninguém, seguida do cerimonial do dobrar dos papéis de embrulho que ninguém rasgava e do desembaraçar dos cordéis que às vezes durava a tarde inteira, mas que acabava sempre num rolinho muito bem feitinho para fazer «pegas». Depois eram as histórias, seguidas, ora antigas, ora recentes, onde cada protagonista tinha a sua própria voz; as crianças fala de criança, os polícias voz de polícia, os cães ladravam de verdade e os cavalos cavalgavam de certeza absoluta porque ela batia com os dois pés no chão e dizia: - cataplam, cataplam, cataplam...
É nesta casa, no Largo D. João da Câmara, ao Rossio, que Ela vive grande parte da sua vida. Primeiro, ainda em vida dos pais, passava lá grandes temporadas, ou a pedido da irmã que adorava a sua companhia, só tinha um filho, ou porque Ela própria gostava muito mais de lá estar do que em casa, onde não a deixavam fazer nada.
Adorava o sobrinho, Poeta Carlos Queiroz, com quem mantém uma relação de amizade verdadeiramente extraordinária e rara. Tia, mais velha que ele sete anos, são contudo, mais que irmãos. Amigos, e há entre eles uma intimidade tão natural e pura, uma unidade mental tão completa como uma conversa a dois que se prolonga pela vida fora.
– Diga-me Ophelia, e como viveu a sua vida nesse intervalo de 1920 a 1929?
– Depois de deixar o último emprego onde estive, Casa C. Dupin na Rua Morais Soares, não voltei a trabalhar. Fiquei então a viver definitivamente em casa de minha irmã e com minha mãe, pois meu pai tinha morrido então.
– E durante estes nove anos? Nunca namorou ninguém?
– Não. No fundo nunca mais gostei de ninguém. E olhe que tive muitos e muitos apaixonados. Eu era muito viva, muito brincalhona mas sabia muito bem o que queria. Tenho um caso engraçado, que acabou por não ter graça nenhuma. Dois irmãos, ambos estudantes das Belas-Artes, um em Pintura outro em Escultura, apaixonaram-se por mim e andavam a namoriscar-me. Por brincadeira comecei a dar mais atenção a um deles, chamava-se Eduardo Cunha, mas o outro nunca perdoou e acabaram por se odiar. O Eduardo fez até o meu retrato, a óleo, muito bonito por sinal. Tenho pena de não ter ficado com ele. Hoje, estará por aí, pendurado nalguma parede, sem sentido. E tive muitas mais paixões. Em Coimbra o próprio Menano me fez uma serenata a pedido de um apaixonado.
– E o que fazia? Com que se entretinha?
– Ah! Tinha uma vida muito cheia. Ajudava a minha irmã na orientação da casa, saía muito, lia muito, íamos muito ao teatro e depois tinha a companhia do meu sobrinho, que era já um homem nessa altura e tinha sempre a casa cheia de amigos; todos artistas como é natural. Carlos Botelho, o Olavo, Mário Eloy, Bernardo Marques, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, António Navarro, Teixeira de Pascoaes que ainda lá foi muitas vezes, José Régio, que me ofereceu um dia um livro seu de poemas, com a dedicatória: «À menina Ophelia, de um Poeta que poucas mulheres lêem.» Ele admirava-se de eu o ler. Mas eu lia tudo o que o Carlos tinha e trocávamos impressões sobre tudo. Era muito divertido. Eu era a «tia de todos» como me chamavam.
– E do Fernando nunca mais soube nada?
– Soube, sabia sempre pelo meu sobrinho que nessa altura já era seu amigo e davam-se até muito bem.
– E como recomeçaram em 1929?
– Em 1929, e conforme já contei, recomeçámos através de um retrato que o meu sobrinho levou para casa. Era Ele a beber, no Abel Pereira da Fonseca. Eu achei muito engraçado e disse ao Carlos que também gostava de ter um. Alguns dias depois recebi realmente o retrato com a dedicatória: «Fernando Pessoa em flagrante delitro». Agradeci-lhe numa carta, ele respondeu-me e recomeçámos assim o «namoro». Esta segunda fase, vem também relatada, no livro Cartas de Amor e conforme contei, o F. Estava muito diferente. Muito mais velho, nervoso, bebia muito. Vivia para a sua obra e eu sentia-o. Deixámos de nos escrever e depois de nos ver. Estávamos em 1930.
– E depois?
– Depois, talvez tenha vivido sempre um pouco com a esperança que ele voltasse. Por que é preciso ver, que eu nunca senti que Ele tivesse deixado de gostar de mim. Antes pelo contrário. Eu, no fundo, sabia também que a sua vida já não lhe pertencia, estava entregue a outros Mestres, como Ele próprio o disse. E assim deixei correr o tempo sem nunca responder à sua última carta.
1935. Ophelia está em casa com a irmã. Toca o telefone. A irmã atende. Quem era? pergunta. – Era o Carlos a dizer que o Fernando Pessoa morreu. Levei a mão à cabeça, dei um grito. Chorei muito, por muito tempo. Não fui ao enterro, não quis aparecer mas se tivesse sabido que ele estava no hospital doente, tenho a certeza absoluta de que o tinha ido visitar.
Sensível, um coração enorme embora prática, dócil mas firme, caprichosa mas humilde, é inigualável confidente. É uma mulher apaixonada pela Vida, pelas Pessoas, pelas Coisas. Está aberta a tudo. Gosta da Novidade. Olha, vê, aceita. É uma resignada, contudo não se esconde atrás da vida, põe-se à frente dela e vive-a. Doentíssima uma vida inteira, parece que vende saúde. Tão depressa está à morte como anda por aí, por essas ruas de Lisboa que Ela adora, faz compras, toma chá, vai à missa e reza e se os olhos deixassem não perdia, com certeza, um filme bom.
Pergunto-lhe: – E os seus gostos Ophelia? Quais são os seus gostos? Olha-me, sorri e com um mar muito doce e antigo diz-me: – Vou responder-lhe com uns versos que fiz há muitos anos que podem falar-lhe melhor do que eu. São uns versos de pé quebrado, não têm valor nenhum, mas ouça:
Gosto de ver as estrelas / Gosto de ver o luar / Gosto das coisas belas / Gosto das ondas do mar. / Gosto de ver os montes / Gosto de ver as serras / Gosto da água das fontes / Espalhadas pela terra. / Gosto de ver os moinhos / do tempo dos meus avós / também gosto dos bombeiros / que dão a vida por nós / Gosto muito de crianças / Gosto de as ver brincar / Gosto das suas danças / Gosto de as ouvir falar Gosto dos passarinhos / Gosto dos animais / Gosto muito dos burrinhos / e de muitas coisas mais.
Estávamos em 1936. Um dia o meu sobrinho chegou a casa e contou que tinha arranjado um emprego, no SNI, para um amigo. Por brincadeira disse-lhe:
– Também podias arranjar um para mim.
– Estás a brincar ou a falar a sério? perguntou ele.
– Olha, estava a brincar mas agora estou a sério.
E assim foi. Arranjou-me um lugar no SNI, onde ele estava também.
Fui trabalhar para as filmagens do «28 de Maio», do António Lopes Ribeiro. Era um serviço que hoje chamariam de secretariado. Fazia de tudo. Lá, fui encontrar o Olavo d'Eça Leal de quem era amiga. Ele era na altura assistente do Lopes Ribeiro. Estive então um ano a trabalhar na Tobis durante as filmagens e foi lá que conheci Augusto Soares, um homem de Teatro, com quem casei dois anos depois, 1938.
Era um homem encantador e foi um marido exemplar. Da minha parte não posso dizer que tenha sido uma paixão, mas através das suas enormes qualidades, nasceu uma admiração e uma amizade que durou inalterável até à sua morte. Tentei dar-lhe sempre a felicidade que ele merecia. Fiz de todos os meus dias uma festa. Passeámos muito, conversámos, ríamos por tudo. Ele era alegre, comunicativo, bom.
Quando acabaram as filmagens, voltei efectiva ao SNI, onde trabalhei com o Francisco Avilez e com o dr. José Alvelos. Exerci várias funções lá dentro até que, por excesso de trabalho (eu era fraca), adoeci e fui para casa. Estávamos em 1955, ano em que o meu marido vem a morrer.
– Diga-me Ophelia, e em relação Fernando, o seu marido nunca se pronunciou?
– O meu marido era um homem muito inteligente e culto e acima de tudo punha a sua admiração por mim. Ele sabia perfeitamente quem era Fernando e admirava-o. Sempre que se falava d'Ele na telefonia ou aparecia qualquer artigo nos jornais, ele era o primeiro a chamar-me a atenção. Penso até que teria uma ponta de orgulho em mim!
– E como conservou as cartas uma vida inteira?
– O mesmo tenho perguntado a mim mesma muitas vezes. Rasguei tanta coisa quando casei! Tanta recordação! Mas penso que para mim elas eram mais do que uma recordação. Quando casei, por uma questão de sensibilidade, não quis levá-las para minha casa e dei-as ao meu sobrinho Carlos Queiroz. É nas mãos de uma sua filha, Maria da Graça, que elas vivem ainda hoje.

In JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias. Lisboa, 12-18 de Novembro de 1985.



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Em resposta a:

Por favor, leiam... (ornella - 09/10/2003 04:36:06)
Bom dia muito obrigada para suas palavras, faz muito tempo que nao falo portugues e acontece que esqueço os verbos, as regras basicas etc.gostaria muito de ouvir o CD de Maria Bethania, mas como vai devolver? com correio? eu com certeza tenho que viajar pela Cidade Maravilhosa d'aqui a pouco mas nao...(ver)

Respostas:

Por favor, leiam... (hannah - 09/10/2003 19:58:06)
Desculpem , mas a ophelia de fernando pessoa é somente uma criação, um deslize......Todos podem , até os gênios. Ophelia de hamlet era outra tonta....eu preferiria ser a sombra. Este nome é amaldiçoado : ophelia ...(ver)

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