INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR E SERVIÇO SOCIAL DO BRASIL
NÚCLEO DE SÂO DOMINGOS DO CAPIM-PA
CENTRO DE ENSINO E APOIO AO ESTUDANTE-CEAE
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA
MARLENE DE JESUS ARAÚJO DO NASCIMENTO
MARIA SELMA MATOS QUEIROZ
DIVERSIDADE CULTURAL: UM ESTUDO SOBRE A REALIDADE SÓCIO ECONOMICO E CULTURAL DA
COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBOLAS SAUÁ MIRIM
São Domingos do Capim-PA
2011
MARLENE DE JESUS ARAÚJO DO NASCIMENTO
MARIA SELMA MATOS QUEIROZ
DIVERSIDADE CULTURAL: UM ESTUDO SOBRE A REALIDADE SÓCIO ECONOMICO E CULTURAL DA
COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBOLAS SAUÁ MIRIM
Trabalho de conclusão
de curso
em História.
SÃO DOMINGOS DO CAPIM - PARÁ
2011
MARLENE DE JESUS ARAÚJO DO NASCIMENTO
MARIA SELMA MATOS QUEIROZ
DIVERSIDADE CULTURAL: UM ESTUDO SOBRE A REALIDADE SÓCIO ECONOMICO E CULTURAL DA
COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBOLAS SAUÁ MIRIM
São Domingos do Capim – PA, 22 de setembro 2011
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________________________________
Orientadora Profº Mauro Èden Raiol Amóras
_________________________________________________________________
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Dedicamos este trabalho ao senhor supremo que, de um poder misterioso e presente, mantém nossa
disposição pela vida para alcançarmos os nossos objetivos; aos familiares pela dedicação e
compreensão de nossos atos, principalmente por nossas ausências e aos amigos com o seu entusiasmo
muitas vezes representaram a renovação de nossas forças.
AGRADECIMENTOS
Somos agradecidas a Deus que nos permitiu alcançar essa meta que é de fundamental importância
para nossa vida.
Somos agradecidas aos nossos filhos Agnes, Abigail, Thiago, Weslen e Jhonatan Queiroz, ao
companheiro Francisco Sales, a titia Raimunda Queiroz aos pais Rofano José Soares dos Nascimento e
Maria de Fátima dos passos Nascimento.
Somos agradecidos a todos os educadores deste instituto de ensino que são dotados de conhecimentos
e humildade, e sempre estiveram disponíveis e compreensíveis para nos atender em nossas
dificuldades.
Resumo
É indiscutível que o processo de conquista do continente americano, especialmente o território da
América latina, foi marcado por um processo intenso de exploração e violência contra as nações
indígenas, e mais tarde contra as populações negras retiradas violentamente do continente africano. No
que se refere ao Brasil, percebe-se que a formação cultural é reflexo dessa diversidade e pluralidade
de culturas, constituída a partir desse quadro de exploração e violência, teoricamente contra as
minorias. As populações negras foram prioritariamente utilizadas como mão de obra escrava nas
lavouras, primeiramente de cana de açúcar, e mais tarde nas lavouras de café, estabelecendo ao
mesmo tempo o início do processo de formação da sociedade brasileira, historicamente representada
pela relação entre a casa grande e a senzala, entre as elites e as massas exploradas. Todo esse
cenário de exploração possibilitou o surgimento de áreas que foram batizadas de Quilombos, abrigos
para os negros que conseguiam fugir do chicote, do açoite e do tronco da oligarquia agrária, que
tratava tais populações como propriedade privada. Essas áreas, que abrigavam os “negros fujões”, ao
longo da história tiveram papel fundamental na formação do modelo cultural brasileiro, e
fundamentando hoje as áreas regulamentadas por lei federal, denominadas de remanescentes de
Quilombos, também denominados de Quilombolas, como é o caso da comunidade de Sauá Mirim,
localizada às margens do rio Capim, jurisdição do município de São Domingos do Capim, objeto
de pesquisa da referida monografia.
Palavras-chave: Cultura, Diversidade Cultural, Pluralidade Cultural, Qilombo, Quilombolas, Sauá Mirim.
A pesquisa como ferramenta de validade teórica tratou do tema: Diversidade Cultural: um
estudo sobre a realidade sócio econômico e cultural da comunidade remanescente de Quilombolas Sauá
Mirim, na qual se destinou a uma leitura da realidade destes indivíduos, destacando as falas
significativas e os aspectos de sua vidas em geral.
A analise partiu da construção da sociedade brasileira, assim como a cultura, foram resultados de um
processo histórico pautado na violência e na exploração, num primeiro momento das nações indígenas,
e num segundo momento da raça negra retirada da maneira mais deplorável e degradante de seu
continente de origem.
Esse processo foi resultado direto da política de expansão territorial da Europa e do fortalecimento dos
Estados Nacionais, uma conquista brutal, mas com a tentativa de uma justificativa teórica. Para
Sepulvera, o Homem do novo mundo era um bárbaro, desalmado e que não conhecia a civilização, e
dessa forma precisava ser dominado, se não por vias pacificas, era justo que fosse pelas armas; já
para Las Casas, o Homem do novo mundo havia construído sociedades complexas, conhecia a ciência,
principalmente a astronomia, for europeias construídas durante a idade média, com modelos religiosos
específicos e que precisavam ter sido respeitadas. Sobre os quilombos foram analisados formação,
perseguição e esquecimento dos quilombolas em São Domingos do Capim. Estes são pesquisados como
movimento social, em uma visão étnico-cultural e politico-racial, comprovando através do senso comum
as formas de vida, territorial e a identidade dessa comunidade.
O presente trabalho se deu através da metodologia utilizada na antropologia (história oral, observação
participante, estudo de caso). Realizamos ainda pesquisa de campo, revisões bibliográficas, foram
usados aportes teóricos críticos. A Comunidade Sauá Mirim, foco de nosso estudo possibilitou um olhar
ampliado sobre o tema quilombola nos moldes atuais. Partindo da construção na solidificação
introdutória, e no decorrer dos capítulos as abordagens foram sendo discorridas na identidade indígena
em âmbitos gerais, na construção da identidade negra no Brasil e as discursões políticas da raça negra
antes e depois da constituição de 1988. A comunidade Sauá Mirim-São Domingos do Capim/PA,
acolheu a presente pesquisa para que tivéssemos uma abordagem geral, na práxis da vivência em
comunidade. Por meio de um levantamento, através de dados, entrevista, registros através de
documentos e a receptividade foi possível fundamentar a pesquisa de cunho qualitativo e quantitativo e
sentimentalmente. Em diretrizes relacionadas no campo da educação, território e identidade,
subdivididos em eixos articulados, entre direito constituído/achado no quilombo constituiu o modo de
vida do Brasil Colônia, citação histórica que possibilitam uma melhor compreensão das desigualdades
raciais no país, e também aprofundar a hierarquização dos direitos mais elementares e a concepção a
sociedade e do real da pessoa humana.
ABSTRACT
Não fizemos pedir ao professor informações sobre alguém que possa fazer.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO............................................................................................................. PESQUISA
DE CAMPO................................................................................................
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS.........................................
CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES..........................................................................
REFERÊNCIAS.............................................................................................................
APENDICE....................................................................................................................
ANEXOS.........................................................................................................................
INTRODUÇÃO
O Brasil é um país composto por diversas faces, tanto no que diz respeito a formação étnico
racial, quanto na composição dos costumes como: religião, culinária, economia, vestimenta, lazer,
comportamento em fim. Quando tratamos da formação do povo brasileiro, já nos deparamos com uma
complexidade de comportamentos, pensamentos, entendimentos e estudos onde pensadores,
estudiosos, antropólogos e muitos outros tentam desvendar a composição desse universo conhecido
como Brasil.
Sabemos que a população brasileira, teve sua formação iniciada a princípio pelos índios que por
sua vez já representavam certa diversidade por que eram várias tribos com costumes e
comportamentos diferenciados. Havia tribos que praticavam o canibalismo, por exemplo, (consumo de
carne da mesma espécie), outras que se dedicavam mais à guerra e havia aquelas que já ensaiavam a
prática da agricultura. Com a chegada dos europeus e dos negros africanos essa diversidade cresceu e,
do cruzamento desses povos surgiu o caboclo (Índio/ europeu), o cafuzo (índio/negro) e o mulato
(negro/europeu). Do resultado desse cruzamento foram surgindo outros seres que não são índios, não
são brancos nem negros, muito menos mulatos, cafuzos ou caboclos. Os índios, os europeus e os
negros tinham costumes, crenças, e comportamentos próprios, os mulatos, os caboclos e os cafuzos
herdaram os costumes, as crenças e os comportamentos desses três povos e então a confusão ficou
bem mais complicada, porque não sabemos também como se chama o resultado do cruzamento do
mulato com o caboclo nem o resultado do cruzamento do cafuzo com o mulato e, muito menos do
cafuzo com o caboclo. Mas nós existimos. Estamos aí presentes e atuantes na sociedade brasileira.
Quem somos? Onde vamos chegar? Não sabemos exatamente. Buscamos o reconhecimento, a
valorização e o espaço que não sabemos direito onde encontrar.
“O povo brasileiro surgiu da confluência do entrechoque, do caldeamento do invasor português com o
índio silvícola e com o negro africano. Somos uma cultura sincrética, um povo novo, que apesar de
fruto de matrizes diferenciadas, se comporta como uma só gente. Somos um povo novo, nascidos de
um povo milenar. Uma índia emprenha de um europeu, nasce um ser que não é índio, mas que
também não é europeu. Então é nada, é ninguém, foi assim que fomos surgindo”.
(Documentário de Darci Ribeiro).
Na composição do povo brasileiro existem, ainda, os descendentes dos negros que não se
deixaram ou que não permitiram se escravizar nem se abater pelos europeus. E que em consequência
dessa resistência tiveram que se refugiar em locais insalubres conhecidos como quilombos e assim
poderem escapar da tirania dos senhores de escravos. Esse movimento ocorreu no Brasil por
consequência da grande necessidade de mão de obra barata para trabalhar na plantação de cana de
açúcar. Os negros eram ideais para esse tipo de trabalho pôs eram fortes, imunes a algumas doenças,
aguentavam o trabalho pesado, ao contrario dos índios que não eram acostumados a práticas de
esforços físicos de tamanha densidade. Mas para chegar até aqui eles passaram por muitas provações,
primeiro que mesmo em seu país de origem alguns já eram escravos, pois por ocasião de uma guerra,
os perdedores eram aprisionados pelos vencedores e levados como escravos e muitos eram vendidos
pelos próprios irmãos negros e levados para diversas partes do mundo inclusive para o Brasil. Na
viagem eram presos em navios negreiros que traziam os negros já escravos em porões em condições
desumanas, pois eram muitas pessoas e pouco espaço, sem comida, sem lugar para fazer as
necessidades fisiológicas, sem contar com as doenças que alguns já traziam e as que contraiam na
viagem, devido ser longa demais. Os que não aguentavam morriam e eram jogados ao mar. Os que
conseguiam chegar vivo eram vendidos no desembarque levados para as fazendas e obrigados a
trabalhar como escravo nas lavouras de cana de açúcar ou nas casas dos senhores de escravos como
cozinheiras, amas ou mães de leite e os homens iam para o trabalho pesado no campo.
Nesse ensaio acadêmico pretendemos abordar a existência dos descendentes desse povo
africano conhecido como Remanescentes de Quilombolas que hoje existem (habitam) na comunidade
Sauá Mirim, neste município. Pretendemos nos aproximar ao máximo de sua realidade, e nos apropriar
do contexto que vivem atualmente, para que possamos está contribuindo para a percepção da
necessidade de se reconhecer e dar a esse povo o devido valor de que eles realente têm para a
formação da sociedade capimense e para a formação da nossa identidade sócio, econômico e cultural.
Ao realizarmos a nossa pesquisa de campo na comunidade Sauá mirim, pretendemos
investigar acerca de como estão vivendo hoje os remanesc ente de Quilombolas. Se estão
conseguindo acessar as políticas publicas que lhes são de direito, se são consciente dos seus direitos e
deveres, de que maneira estão organizados para conseguir acessar as politicas para a coletividade e o
desenvolvimento de todos.
Como já sabemos, a sociedade brasileira e a sua diversidade cultural vêm sendo construídas
num processo marcado pela exploração e violência. Pois primeiro os europeus escravizaram os índios,
que viviam em seu espaço natural trabalhando em comum com os outros irmãos, mas por causa de sua
ganancia por dinheiro e poder corromperam os mesmo e, para justificar suas atitudes cruéis e
desumanas disseram que os índios não eram gente e que não tinham alma, por isso podiam ser
usados, explorados, escravizados e até servidos como ração para cães, depois quando perceberam que
os índios não davam os resultados esperados como mãos de obra escrava lançaram mão da mão de
obra negra, estes eram experientes no trabalham da lavoura, eram acostumados a usar a força física
para realizar as mais diversas atividades. Dessa forma não teriam dificuldades para desenvolver a
agricultura no Brasil colônia. Foi assim que aqueles que não concordaram com a exploração dos
senhores de escravos fugiram e formaram comunidades conhecidas hoje como remanescentes de
Quilombolas como, por exemplo, a comunidade Sauá mirim que iremos investigar em nossa pesquisa
de campo.
NAÇÕES INDÍGENAS
Historicamente a sociedade brasileira, vem passando por constantes transformações, lutas decorrentes
de invasões de seus territórios e pela aculturação de seu povo, a busca pela identidade e pela cultura
perdida, o resgate de seus valores e de suas raízes, que vem sendo decimados ao longo dos tempos
pelas classes antes burguesas, hoje emergentes e capitalistas, sendo que a mesma foi corrompida e
exterminada por inúmeros anos de esquecimento e abandono.
A presença dos indígenas no território brasileiro é muito anterior ao processo de ocupação estabelecido
pelos exploradores europeus que desembarcaram nas terras brasileiras.
No entanto, os portugueses ao chegarem a solo brasileiro encontram não só uma raça, mas a aplicação
das atividades sociais, de sub existência, um modo particular e rudimentar, de vida em contato e
harmonia com a natureza, vistas como necessárias e indispensáveis à manutenção do processo de
resgate da revitalização de suas comunidades.
No entanto, logo lhe é introduzido um novo modo de vida e também lhe são atribuídas e impostas as
leis deste outro povo, alarmantemente lhe foram tomando seus território seus costumes e suas
tradições. Em decorrência desta invasão, os índios passaram de donos da terra a agregados, pois não
havia mais espaço para duas culturas, entre lutas e revoltas, os índios foram sendo atraídos,
chantageados e influenciados diretamente, com um mundo novo que lhe era apresentado, e
aparentemente com sub tás e indiscutíveis melhora na qualidade de vida e em contato com o
desenvolvimento de uma grande e carente nação.
Com os Jesuítas e o Padre Antonio Vieira, foram introduzidos as primeiras letras aos índios, havendo
assim a catequização e domesticação dos índios, o comercio de troca de seus bens primários, (iguarias
da região, plantas medicinais, ouro dentre outros), com produtos industrializados ( jóias, tecidos e
outras mercadorias), com a extração e o comercio do Pau-Brasil, gerando lucros e divisas para os
portugueses.
Com tudo, estes ficaram sem nada, foram explorados, escravizados, muitos morreram e outros foram
expulsos. O que restou foi o coas, violência e resquisos da exploração.
Segundo Sepulvera:
Do ponto de vista político, as comunidades indígenas não possuíam nenhum tipo de organização estatal
ou hierarquia política que pudesse diferenciar seus habitantes. Apesar disso, não podemos deixar e
ressaltar que alguns guerreiros e chefes espirituais eram valorizados pelas habilidades que detinham e
pelo respeito eles adquiridos, por suas habilidades, força e coragem. Diversas tribos mantinham relação
harmônica entre si em busca da manutenção de alguns laços culturais ou em razão da proximidade da
língua falada que facilitava e fortalecia a relação existentes entre eles.
Sobre as tarefas cotidianas poderia variar segundo o gênero e a idade de cada um dos integrantes da
aldeia. As mulheres eram obrigas a desenvolver as atividades agrícolas, fabricar peças artesanais,
processar os alimentos e cuidar dos menores. Enquanto que os homens eram responsáveis pelo
preparo e beneficiamento das terras e as atividades de caça e pesca. Tinha um modelo diferente de
organização familiar, os índios organizavam casamentos e, em algumas situações, a poligamia era
aceita.
No tange a religião, alguns desses povos acreditavam na existência dos espíritos, reencarnação dos
seus antepassados e nos fenômenos naturais como divindades. Nas situaçãoes em que os índios vivam
esse corolário de crenças era fonte de inspiração e explicação para a origem da terra ou a passagem
de algum evento comemotrativo. Havia momentos em que os índios praticavam a antropofagia, um
importante ritual em que os guerreiros da tribo supriam as energias e as agilidades dos inimigos
capturados.
No contexto histórico, a situação dos índios é um constate complexo que oxilou entre o completo
abandono, perseguição e miséria. O encontro com outras raças nada mais foi do que um grande
massacre de vidas e de uma vasta e rica cultura. Desaparecendo línguas, mitos, lendas costumes,
técnicas e artefatos, conhecimentos de valores incalculáveis. Com certeza um patrimônio cultural e
imaterial que nunca será recuperado. Na verdade podemos constatar que desde a chegada dos
portugueses até os dias de hoje, no Brasil tem se travado uma luta permanente contra o índio. Luta
esta na qual só poderia existe um vencedor. E este é o que se denomina culto e civilizado.
No entanto, para Las Casas:
Neste contexto, um outro fenômeno importante de se deve levar em consideração é o fato de que na
verdade, nesta luta não existe vencedores, pois todos os envolvidos perdem e muito mais a
humanidade, as pessoas, que morreram lutando por seus ideais, por aquilo que acreditavam.
Com tudo é de suma importância ressaltar, que sabe-se pouco sobre os índios, seu modo de vida, seus
costumes e suas tradições, seus hábitos, crenças e sobre seus valores e suas raízes. Estima-se que
hoje só existam aproximadamente 300 mil índios em solo brasileiro, número que reflete e nos leva a
pensa nos quase 6 milhões que viviam no Brasil antes da invasão dos colonizadores.
Os índios até os dias atuais sem dúvida fazem parte do imaginário popular, uma cultura, constituída por
antigas tradições que persistiram à influência de outras raças (brancos, negros) e por outro lado por
contribuir para os moldes da sociedade contemporânea.
Permanecem como mito e lenda em nossa cultura, mas na prática nunca foram dados a este o seu
devido valor e respeito. Pelo contrário, muitos deste foram ridicularizados como o Cacíque Mario
Juruna, político a quem nunca foi dado voz nem vez em Brasília.
Porem, há urgentemente a necessidade de compreende-los e respeita-los. Compreender que a raça
indígena são formadas por populações muito diferentes entre si e que esta classe não se constitui
somente por oposição aos brancos ou como um grupo igual. São diferentes nos ponto de vista de
identitarios, tradições, costumes, organização, estruturas, habitação, línguas, fisicamente e vários
outros aspectos que em sua maioria são à base de sustentação para dessiguiná-los e classifica-los,
como uma raça heterogênea.
Também os primeiros desbravadores desinguivam assim, primeiro Américo Vespúlcio ao descobrir a
América:
Segundo, foi Colombo, desembarca no caribe e descobre também o paraíso:
Essa problemática vem sendo discutida e abordada desde outras épocas, no século XIV, já se abordava
sobre a questão dos indios,como um problema a ser solucionado. Ela definitivamente viria a tona
apenas dois séculos mais tarde.
Este foi o período em que começam a rabiscar as duas ideologia que concorreria no decorrer da
história, no oposicionismo declarado, uma que acredita que, o Homem do novo mundo era um bárbaro,
desalmado e que não conhecia a civilização, e dessa forma precisava ser dominado, se não por vias
pacificas, era justo que fosse pelas armas; outra defendia que o Homem do novo mundo havia
construído sociedades complexas, conhecia a ciência, principalmente a astronomia, formas europeias
construídas durante a idade média, com modelos religiosos específicos e que precisavam ter sido
respeitadas.
Os pensamentos ideológicos que comtemplam estes dois discursos, mesmo que em outras vertentes e
não mais religiosas, permanecem enraizadas até os dias de hoje, mesmo quatro séculos depois da
polêmica entre Las Casas a Sepulvera. Temos ainda muita dificuldades de nos livrarmos dos
estereótipos, de suas polemicas contribuições e resquisos que permanecem presentes no estudo da
história.
Todos estes conflitos ocorridos no decorrer da historia contra os índios, acreditava-se que até meadas
do século XX, segundo inúmeros especialista haveria a dizimação da raça indígena e que a presença
desta chegaria ao fim. Em suma, estipulados em aproximadamente uma população de um milhão de
indivíduos, os índios atualmente lutam pelo reconhecimento propriamente dito de seus direitos mais
elementares e ainda sofrem inúmeros obstáculos no busca por sua autonomia.
RAÇA NEGRA
É possível afirmar que um dos momentos mais tristes e vergonhosos da história é constatar que os
escravos foram responsáveis pela produção de todo ou quase todas as riquezas da América.
Tudo iniciou com os índios, os portugueses os escravizaram, mas em outro momento da história, estes
foram gradativamente sendo substituídos por negros trazidos do continente Africano.
Lundin descreve sobre constituição da sociedade africana:
Segundo estudo essa substituição se deus pelo fato de eu os negros africanos, se adaptarem melhor as
condições de trabalho realizado na colônia, visto que o trabalho braçal exigia força e virilidade.
O comércio de africanos, gerou grandes lucros para os europeus e uma excelente oportunidade de
crescimento econômico, com geração de rendas e alternativas de capital e de transação ilegais para a
Europa.
Foram feitos grandes investimentos na escravidão de negros, pois a mesma era mais rentável do que a
do índio, com um alto lucro valia apena o investimento.
Em 1550, deu-se inicio a presença da raça negra na America. No entanto, os negros escravos eram
tratados como um simples objeto, uma mercadoria com pouco valor, porém a escravidão com um
crescimento constante já se tornava indispensável para o desenvolvimento e crescimento país. Como
um comercio propriamente dito os navios negreiros, eram ancorados e os escravos eram expostos nos
portos para os compradores pudessem analisa-los e assim estipular o preço de cada um, mas cada
compra obedeciam algumas exigências, não compravam escravos que pertenciam a mesma família ou
a mesma tribo, motivo evitar possíveis rebeliões ou conflitos.
O lugar onde os escravos moravam eram chamados de senzalas, neste local os mesmo ficavam presos
nas horas em que não estavam no trabalho, sob sua responsabilidade ficava o trabalho braçal em geral
a ser realizado nas fazendas. Trabalhavam de sol a sol e não tinham quase tempo para descansar.
A expectativa de vida dos escravos adultos era de aproximadamente 10 anos, (causa a grande carga
de trabalho ao qual eram submetidos, a falta de alimentação de qualidade e os cuidados com a saúde
que não tinham), com a morte seus filhos lhes substituíam automaticamente.
Os escravos que não obedeciam a seus senhores e as regras impostas nas fazendas eram castigados e
submetidos a horríveis torturas e severas punições. Muitos não aguentavam as pressões e o grande
sofrimento e se suicidavam; outros, rebelavam-se e acabavam matando seus feitores, haviam ainda
aqueles que sem opções e desesperados fugiam para os chamados quilombos.
Os quilombos,eram lugares onde se reuniam os negros que não tinham onde morar (sua localização era
de difícil acesso, para impedir a captura), nestes os escravos viviam totalmente diferente em plena
liberdade, trabalhavam somente na produção de seus produtos de subsistência(alimentos para o
consumo pessoal), confeccionavam seus vestuários( roupas), construíam moveis e instrumentos que
utilizavam no trabalho, e no campo da religião, cultuavam e preservavam também crenças, tradições
e os costumes herdados e trazidos da Africa . Porém eram passivos de algumas regras, por exemplo,
a traição, furto, e o assassinato (homicídio) eram proibidos e quem os cometia recebiam a pena
máxima a morte.
No entanto havia aqueles escravos que pela dificuldade de acesso e pelo cansaço não chegavam aos
quilombos e eram capturados, pelo caminho ou na mata, pelos chamados capitães-do-mato que
exerciam a função de vigiar e captura os escravos fujões e eram pagos por essa função.
No decorrer deste processo entre humilhação tortura e morte dos escravos, não haviam outro saída a
não ser os quilombos estes estavam espalhados por todo o território colonial, com tudo, a falta de
bibliografia e registros impedem que especialista e estudiosos, tomem estes como objeto de pesquisas.
Com todas as dificuldades historicamente constatadas, é possível encontramos ainda comunidades
remanescentes de quilombolas, no interior do Brasil.
Entre todos os quilombos erguidos, o mais famoso, chamava-se Palmares e localizava-se no estado de
Alagoas. Segundo estimativa o mesmo possuía respectivamente 20 ou 30 mil habitantes. Existiam
vários líderes dentre este destacava-se Zumbi. No decorrer de todo o século XVII, mutiplos governos
entre eles (portugueses e holandeses) lutaram para o seu fim . Em um período de 80 anos de conflito,
houveram muitas tentativas que resultaram em insucesso, porque Palmares persistia bravamente, em
sua luta derrotou cerca de 30 expedições que foram enviadas, justamente para destruí-los.
E somente com a ajuda do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho depois de assiradas e
incansáveis tentativas, homens treinados e fortemente armados, com um pomposo material bélico,
alcançaram seu objetivo, e em 1695 Palmares foi completamente destruído.
O chefe maior de palmares Zumbi, depois de um ano da destruição do quilombo, foi aprendido e outro
ano mais tarde morto.
No entanto, este não foi o fim da luta de escravos negros, somente, com a Independência (1822), as
pessoas assumiram o papel de antiescravista. Porém as ideais iluministas, a qual muitos se basearam,
teve uma importante contribuição, (pois suas raízes filosóficas consideravam o ser humano como a
obra prima de Deus), o pensamento de muitos era que em uma humanidade independente, não
poderia haver lugar para opressão( escravidão). Neste mesmo período e por consequência (séc. XIX),
aumentavam as forças internacionais e coações pela extinção do tráfico de negros.
Com absoluta prioridade em 1821, a Assembléia Geral aprova a lei que considera como livre todos os
africados que entrassem no país a partir da presente data, com tudo esse direito não foi efetivado, ou
seja, não saiu do papel.
Outros países, também aderiram a ideologia libertária e a Inglaterra em 1983, aboliu a escravatura
(sendo este um dos maiores traficantes de escravos da história até o século XVIII), tornando –se após
a abolição um importante aliado na luta pela libertação dos escravos.
Outros acontecimentos marcaram esta época a Revolução Industrial, foi uma destes grandes
momentos, neste período a procura pelo mercado de compra e vendo passava por um grande
aumento. No entanto a procura por trabalhadores assalariados era extensa, mas os escravos não eram
pagos por seus trabalhos e por isso não tinham como comprar nada. Os inglese iniciaram protesto
pedindo o fim a da escravatura. Neste mesmo período o Brasil se situava entre o maior comerciante de
escravos da época, e por conseguinte estes protesto se intensificaram, também em solos brasileiros.
No ano de 1845, foi sancinada o Bill Aberdeen – Lei esta que dava plenos poderes a esquadra britânica
de prendera os navios que traziam negros e tosos os outros embarcadiços. Porém, o Brasil se oposta
a tal decisão, mas em 1850, (por causa das pressões dos ingleses), a Assembléia Geral tomou uma
importante decisão e sancionou a Lei Eusébio de Queirós, que tinha como objetivo principal extinguir o
comércio ilegal de negros.
Já em 1860, a manifestações contrarias a escravidão tornavam-se ainda mais presentes, pois os
meios de comunicações e a imprensa em geral, se mobilizavam e organizavam empreitadas contra a
escravidão.
Todos estes acontecimentos sensibilizaram muitas pessoas que se consideraram abolicionistas, dentre
outros, Castro Alves (poeta da Terceira Geração Romântica – da Poesia Social), conhecido como “Poeta
dos Escravos”. Dentre sua biografia podemos destacar obras como: “Navio Negreiro” e “Vozes d’Africa”
e “Os Escravos”.
Com a eliminação da escravidão nos Estados Unidos, em 1865, os únicos dois países que insistiam
nesse regime eram: Brasil e Cuba.
Esse foi um momento na história, em que a circunstância se agravava ainda mais, e no ano de 1871,
foi firmada a Lei que considerava que os filhos de escravos que tivessem nascidos após a presente
data seriam considerados livres, foi a chamada Lei do Ventre Livre.
Ainda foram criados, em 1885, a Lei dos Sexagenários, que deu aos escravos de 60 anos ou mais a
liberdade. Esta foi uma das leis que causou muitas revoltas entre os abolicionistas, pois muitos
consideram como um afronto, porque na verdade a perspectiva de vida de um escravo em sua idade
adulta não passava de 10 anos aproximadamente.
E em 13 de maio de 1888, foi subscrevida a Lei Aurea, pela Princesa Isabel, a mesma decretou o fim da
escravidão no Brasil. Esta decisão foi tomada devido inúmeros fatores dentre esses podemos citar, os
conflitos criados pela rebeldia e pelo descontentamento dos escravos com a situação sub-humanas em
que viviam e também pela grande massa de abolicionista que realizavam suas campanhas pelo fim da
escravidão.
Chegou graças a muitas lutas o fim da escravidão no Brasil, mas a liberdade dos escravos, não os
garantia direitos de uma vida digna, embora existissem “livre”, agrega-se a eles outros problemas
sérios, como sobreviver sem nenhuma garantia? Sem emprego, e sem pelo menos alguma
possibilidade de viver e usufruir da tão sonhada liberdade.
Foi então que se deu inicio a uma outra luta que permeia até os dias atuais e que ainda os mantem
escravos, seu nome: preconceito.
A história da escravidão no Brasil é muito complexa, e por todos os sofrimentos que hora os mesmo
passaram em solo brasileiro, sua contribuição é inegável, haja vista que, viviam de uma cultura
extremamente rica e a raça negra constituía-se de um legado étnico cultural diversificado, podemos
perceber que em nosso cotidiano, identificamos a presença marcante: nas comidas típicas (culinária)
como a feijoada, vatapá, acarajé, dentre outros, na religião umbanda e candomblé e todos os
misticismos trazidos da África, nas composições (música), as festas tradicionais do Brasil que
constituem as nossas regiões de diversas cores representam as múltiplas culturas do povo africano e
ainda no modo de se vestir (vestuário), etc.
Oficialmente a história do Brasil reservou a raça negra um espaço que se inicia, se desenvolve e se
conclui com a escravidão e que se espalhou sobre toda a civilização negro-africana uma neblina de
abandono e esquecimento, de ficção, exotismo que são narradas no dia a dia do cotidiano das pessoas,
muitos identificam e ainda posicionam as tradições culturais da raça africana e da raça indígena como
bárbaras, incivilizada, selvagens e incultas. Com o fim da escravidão, o que resta da figura negra são
as simples lembranças, o mesmo desaparece dos prontuários e dos folhetins de histórias reais e se
insere de maneira cruel no fantasmagórico mundo utópico.
No entanto, a concepção nítida do processo histórico do Brasil, nestes mais de 5000 anos, não se dará
se não estudarmos profundamente a vida negra na sua essência, na sua origem. Os seus costumes,
sua raízes, seus modo de pensar e suas razões para agir, no entanto estes estão inseridos no modo de
viver, pensar e trabalhar do povo brasileiro resquícios da matriz africana. Que não se limitam somente
aos modos citados acima, mas se estendem, na língua, na fala, gestualidade, da religiosidade; é
impossível não percebermos que muito do que somos são essências da mão e da alma negra naquilo
que orgulhosamente nomeamos de cultura brasileira. E é de suma importância que tomados pelo
sentimento de indignação com a história negra no país abordemos frequentemente estão questão.
Porque é impossível entender; a exclusão que sente a raça negra, apesar de ter passado 511 anos e os
negros representarem 45,8% de sua população.
No entanto, temos que perceber, que a nossa formação nós da uma visão muito superficial, demanda
um olhar retrocedido para valorizarmos sempre o que não faz parte de nós e sim, o que na verdade
não é nosso; e mesmo essa era o motivo para que os colonizadores europeus estivessem vivos e
atuantes entre o nosso povo.
Se realizarmos um estudo sobre ciência, as pesquisas feitas no Brasil, tem um respaldo e um valor
maior no exterior do que pelos próprios brasileiros, dai parte a reflexão se os setores mais importante
e de ponta, são desvalorizados, imaginem o idealismo da sociedade negra.
Muitos dos militantes que lutam em defesa dos negros reconhecem que a "princesa Isabel assinou a lei
Áurea, mas se esqueceu de assinar a carteira de trabalho". Uma afirmação que com tom de ironia
representa a real situação de crueldade. Fazendo uma analise geral, podemos perceber que os negros
escravos exerciam um papel muito importante como mão de obra, por todos os brasileiros e por todos
que aqui chegavam, pois bem, se também neste momento se dava a libertação da maioria dos
escravos, porque então ao se construir um novo modelo econômico os mesmo não foram incluídos
também nesta outra situação econômica?
É notável, com esse feito o único designo era que os brancos tomassem conta do país, pois já naquela
época os cientista previam a humildade dos negros e os mesmo queria fugir desse risco. Exemplos
claro, foi que houve relatos de que na década de 1920, agricultores negros estadunidense, conseguiram
comprar um uma quantidade de terra na Amazônia(brasil), a noticia se espalhou e quando chegou nos
ouvido do governo que os mesmo eram de cor negra, o negocio foi desfeito, o dinheiro de volvido aos
agricultores e os mesmo não poderiam entrar no Brasil, nem morar e muito mais usufruir da terra. Mas
quando se trata de imigrantes vindos da Europa, a situação era totalmente diferente as terras eram
doadas e a chegada no país era incitada, e os mesmo eram muitos bem vindos.
O alvedrio, que chegou com a libertação, além de excludente, facilitou a república a colocar em prática
a o ideal de eurocêntrico, jogando de forma desumana para os subúrbios dos grandes centros urbanos
a maioria negra sem emprego e sem perspectiva de vida digna.
Grande parte do desenvolvimento do processo de branqueamento do Brasil, verificamos no
branqueamento das personalidades nacionais, aquele que era inevitável perceber sua descendência
advinda da raça negra, havia clareamento de imagem, fotografias, desenhos de personagens pardos e
trigueiros, coma ajude de editorias e com o passar do tempo, tornaram-se brancos que, com o tempo e
esforço editorial, passaram a ser brancos, como aconteceu com Machado de Assis.
Porém, muitas dessas alternativas não davam certo, a outra era transformar negros famosos e
importantes em invisíveis, um processo que acontece até os dias atuais, em muitos meios comunicação,
nas academias e faculdades e também na esfera profissional, o preconceito é presente e atuante.
O Brasil, nos derradeiros anos do século XIX e nos inicio do século XX, desvendaram as intensas
oposições da sociedade brasileira. Que, até 1888, mantem-se no domínio da escravidão negra.
A designação de nação/raça contribuiu para a identidade no século XIX e no inicio do século XX. O
conceito elaborado unido ao julgamento dos fatos ocorridos neste período da história contribuíram para
uma analise e reflexão, dos envolvido no processo tanto para os imigrantes escravos que aqui
chegaram ou daqueles do século passado que nasceram no Brasil, e muito colaboraram para
formação a nação brasileira que temos nos dias atuais.
A história da escravatura, ficou obscurecida pela supremacia das abordagens e dos princípios das
hierarquias dos ocidentes, que não reagiram as conjunturas igualitária das classes dominantes.
No entanto neste processo histórico, é de suma importância uma abordagem sobre a contribuição da
raça negra para educação do Brasil, as manifestações como cultura e religião advindas da África
portam procedimentos educacionais que expressam na prática as representações no instante das festas
e dos ritos religiosos. Mas, em outras representações, como: a música, a dança, o tocar dos
instrumentos musicais, nos movimentos. Características pertinentes que estão gravadas nas
expressões corporais e nas ações concretas, através do aprendizado e dos conhecimentos orais.
Entre as múltiplas fontes do conhecimento, encontram-se as instituições negras constituídas no século
XX, principalmente as que trabalham com projetos contemporâneos, como por exemplo: os
movimentos negros e os movimentos de mulheres negras. Outras que também merecem destaque são
as construções das universidades formadas por Núcleos Afro-Brasileiros e similares, onde grande parte
de seu público são acadêmicos (as) negros (as). Destacamos ainda, em 2000, a criação da Associação
Brasileira de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros (ABPN), realizando de dois em dois anos
encontros. Destaque para os diversos artigos científicos que são escrito pelos mesmos pesquisadores, e
que são indicados como leitura obrigatória.
Adotou-se uma educação com práxis alienadas ao social e a cultura, com intuito de continuar a
exploração, no entanto, por vínculos culturais, estas são utilizadas como exemplo de culto e de
desenvolvimento, justificadas com uma visão unidimensional e egocêntrica do que realmente é história
e cultura.
A busca por uma autonomia, foram inúmeros gritos de desabafo, dores históricas que foram sufocados
no decorrer de uma vida, esta cercada de opressão; é de fundamental importância uma retomada
desses fatos pra que possamos realizar uma analise democrática da educação. Portanto é
indispensável, ter como obrigatório para a concepção desses saberes as intrínsecas entre educação e
cultura, visto que uma não vive sem a outra, as duas são alicerçadas e alicerçando-se no campo da
arte e da memória.
Respeitar as diferenças é uma questão indispensável na constituição de uma sociedade mais justa,
igualitária e visivelmente humana, o respeito às diferenças é um ponto crucial na construção de uma
sociedade mais humana, da qual a percepção de humanidade, se edifique na heterogeneidade, porque
" o que nos faz mais semelhantes ou mais humanos são as diferenças".
O presente trabalho vem com uma proposta de provocar a efetivação das Políticas Públicas, por
percebermos que essas, não são aprovadas por lei e por admitimos ainda que temos um débito
histórico, uma dívida do Brasil para com as populações negras.
Falta dividi em subtemas (pedir orientação ao professor).
Síntese sobre a política de expansão territorial da Europa
Descreve-se a História da politica de expansão territorial da Europa, em linhas como uma conquista
brutal, dotada de fatos e conflitos em geral, inicia-se com os primeiros humanos até os dias atuais.
Podemos considerar que a presença do Homo Sapiens no continente Europeu é antiga, dá-se de 35 000
a.c. (antes de cristo), porém o escrito mais velho feito sobre a Europa é Ilíada, do escritor Homero, da
Grécia Antiga, datado de 700 a.c. alguns acontecimentos marcaram esta época, a Republica de Roma
fora construída em 509 a.c., e monopolizada no império de Otaviano, o novo em meadas do primeiro
século. Mas somente no século IV a religião cristã foi aceita, por causas de sucessivos confrontos com
bárbaros e a praga, o império acabou-se dividindo em Oeste e leste, dando inicio a chamada idade
media que se instaurou no centro de Europa Ocidental. No entanto o Império Bizantino continuou o
brilho da civilização conflagrando na região Leste. Por séculos a Igreja ocidental e oriental e o governo
eclesiástico mantiveram acirrados confrontos, gerando em 1054 o cisma, logo em seguida a separação
antes em 451, dando continuidade as cruzadas da região oeste, tentando recuperar a região oeste dos
invasores Muçulmanos. Neste mesmo período o feudalismo iniciava o período de precariedade no
entanto os mongóis invasores traziam consigo a peste negra. Em 1453, ocorre a queda do muro de
Constantinopla e também a descoberta do n ovo mundo em 1492, tendo por idealizadores espanhóis e
portugueses. Na verdade o continente europeu desperta no período medieval e com os ensinamentos
clássicos sendo descobrimentos novamente. O Renascimento deu-se continuidade com a Reforma
Protestante de Martinho Lutero Frade Alemão que tinha ideias que iam de encontro com as ideias da
supremacia papal. Houve amis a guerra que durou 30 anos, denominada guerra dos 30 anos, mais
Tratado de Vestfália e o ciclo glorioso constituíram a sustentação para um novo momento da história de
grande extensão e por fim a corrente filosófica do Iluminismo.
Outro marco neste processo foram: a revolução industrial, que iniciou na Grã-Bretanha, possibilitando a
todos o acesso ao material industrializado, possibilitando a todos a independência dos produtos de
subsistência. Além das colônias na América, o império britânico também se partilhou, tentado colocar
um representante, ou seja, um governo. Muitas mudanças ocorreram e foi com Revolução Francesa,
que houve realmente uma transformação na politica da Europa, onde muitos gritavam “Liberté, Egalité,
Fraternité ".
Seguindo esta história o Francês Napoleão Bonaparte, tomou conta e transformou a base da sociedade
por causa da guerra que durou até 1815. Aumentava o número de pequenos proprietários, Franceses e
do Reino Unido e com isso ganhavam direito ao voto, isso tudo valorizava os sindicalistas e a
veemência dos socialistas, conseguindo assim em 1848, instaurar a Revolução na Europa. Em outros
países como a Áustria-Hungria, a escravidão foi abolida neste mesmo ano, já a escravidão Russo foi
abolida logo em seguida em 1861. Outras nações como as balcânicas ganharam suas liberdades do
império Otomano. Em 1870 e 1871, a Itália e o seu Reino e a Alemanha o seu império foram criados
a partir de principados, após a guerra de Franco-Prussiana. Todos estes acontecimentos geraram
inúmeros conflitos, por todas as partes da terra, todos procuravam um lugar onde pudessem ter
tranquilidade, a paz tão sonhada, dando inicio a Primeira Guerra Mundial. Com o colapso da guerra os
Russos garantiam a população “Paz, Pão e Terra”. A Alemanha foi primeiro, arrasada com o Tratado de
Versalhes e depois viu a sua economia ser aniquilada com tamanha tristeza e ainda com o inicio de
uma nova guerra. Vence o capitalismo e o comunismo e perde o facismo, dando inicio a uma novíssima
ordem no mundo denominada de Guerra Fria. A união soviética, dividiu o extensão de livre comercio da
Europa Ocidental. Cai o murro de Berlim em 1989, a Europa assinou um moderno tratado de paz,
totalizando em 2007, aproximadamente 27 países considerados europeus.
Os acontecimentos que ocorreram na expansão territorial da Europa, se constituíram fatores
fundamentais para as grandes transformações ocorridas no decorrer da história da humanidade. Um
novo olhar começava a surgir sobre a inteligência do homem e sobre o espaço geográfico da terra,
acontecia aí a revolução comercial, uma unificação do s mercados d a Europa, da Àsia, da Àfrica e da
América.
As mudanças: Declínio da Itália; a modificação da base da economia do mar mediterrâneo para o
atlântico; a formação do Sistema Colonial; grandes concorrência e fluxo de cobres para o continente
europeu vindo da América; a permanecia da servidão, agora com reflexo do capitalismo; a Europa
sendo o centro do mundo; e por fim o acumulo de bens, resultando no ideal primitivo do capitalista e
do seu ideal de organização social.
Em suma, descrever em linha do tempo a história da expansão territorial da Europa é verificar que os
acontecimentos ocorridos neste processo histórico, contribuíram e contribuem significativamente para o
modelo de sociedade que temos hoje. Os moldes daquela época estão em raizadas e muitos no
contexto politico, cultural, social e econômico de nossa formação social, capitalista, escravocrata e
preconceituosa.
Falta citação (para enriquecer mais).
FORTALECIMENTO DOS ESTADOS NACIONAIS
Um povo num estado nacional pode ter a sua identidade, modificada de acordo com os fatos ocorridos,
acompanham os acontecimentos e podem se da de forma lenta ou rápida demais, sendo influenciados
pelas guerras, por mudanças locais ou mesmo mundial em um período de tempo flexível e
indeterminado, tornando-se razões de grandes transformações no processo histórico de uma nação.
No século XI, podemos considerar um período da história em que os senhores feudais e o clero
detinham todo o poder sobre as riquezas e sobre as ordens militares e as leis eram feitas segundo a
suas vontades, tendo na figura do rei um mero membro do reino da época, porém, esse contexto,
muda no momento em que há as negociações de comercio e o aumento dos centros urbanos.
Nesse período muda, o discernimento do que seria realmente riqueza e começa a dar importância não
só para os grandes latifundiários, mas também para a moeda, riqueza que daria possibilidade de
acumulo ou de troca e venda de outras mercadorias de bens e consumo.
As cidades e as novas tecnologias também atraiam os servos, que fugiam da opressão, contribuindo
para a diminuição do domínio dos senhores feudais. O ditado popular da época “o ar da cidade liberta”.
No entanto, a divisão politica atrapalhava o desenvolvimento do comercio, porque não tinha leis de
como e nem de onde utilizar as moedas, como controlar o preço, os pesos, na ânsia de manter o ritmo
acelerado das trocas de comercio, mas também não tinham objetos de medidas de massa. Esse modelo
econômico crescia rapidamente e os burgueses europeus, então decidiram apostar na unificação do
poder real. Criando um único poder militar a exercício do estado, garantindo assim hegemonia
monarquica. Com o intuito de que com o mercantilismo , criaram-se um conflito em burguesia em
ascensão e a nobreza poder da época.
Com isso Estado, ganhava força, tronando-se único, sua política era desenvolver o comercio a
economia como um todo, que era de onde chegavam às divisas do estado. Por outo lado tentava
manter a ordem social hierarquizada, onde os nobres e o clero detinham maior poder e status social.
Com o estado e com as medidas que estavam sendo tomadas, começaram a enfraquecer tanto o
feudalismo, como os senhores. O rei por sua vez, agia encontro com a nobreza, porém mantia a
tradição, mas inseria pagamentos e da justiça, tudo a custas do estado.
O processo de criação do estado centralizando os poderes da nobreza se deu em um período logo e
com grandes dificuldades. Muitas medidas foram tomadas para dificultar a criação dos mesmo, primeiro
os “tribunais de apelação”, este dava oportunidade a toda pessoa livre, recorrer um tribunal feudal,
após ser condenado. Outra foi criado os juízes itinerantes, que faziam justiça no reino em geral, e
também as “ordenações reais”, eram leis validadas para o reino como um todo. Com todos esses
conflitos, a realeza, foi ultrapassando o poder da nobreza e da igreja(os tribunais eclesiásticos),
colocando partir destes o poder judiciário no total controle do Estado absoluto.
No entanto, este processo de centralização do estado, não acontecia com a mesma intensidade nos
outras regiões. A Itália e a França são exemplos, pois foram os dois últimos países unificando-se
somente no século 19.
No entanto, não nós deteremos aqui a abordar as características de cada acontecimento, mas é d4e
suma importância lembrar que s limites e demarcações utilizados para cada reino, se formou num
conceito entre outros de identidade cultural, histórica, econômica e linguística, entre os habitantes da
diversas regiões. Por fim, a base de criação do estado, após a crise feudal, foi o conceito de nação.
A concretização do estado se deu, momento em que transações políticas e de produção, que eram a
base do feudalismo se enfraqueceram, mesmo a nobreza ainda tivesse algumas regalias com a
cobrança de pedágios e com o domínio de poucos tribunais.
Resultado guerra, fome e a peste negra
O crescimento da população europeia, ou seja, o aumento demográfico, passam por duas justificativas
que hora não abrange tal realidade, a primeira o aumento significativo da agricultura ou a extensão de
áreas de cultivo. Vale ressalta que do século 11 ao 13, a pratica de derrubadas de arvores para a
criação de áreas de pastos e plantio eram crescente. E um problema que se criou foi à fome, faltava o
que comer e este constituiu um dos problemas mais sérios que a Europa enfrentou naquela ocasião.
Porém no século seguinte, a abundancia como recompensa, devido as alterações climáticas houveram
chuvas e secas fora da época, resultado da má conservação e da falta de preservação da natureza. O
equilíbrio entre a produção da zona rural e o e consumo da zona urbana, foram interrompidos; chegaria
um novo tempo, as pessoas migrando para as cidades e pouco desenvolvimento da plantação rural.
o crescimento da população se deu de forma irregular, sem infraestrutura, as pessoas chegavam e iam
se apropriando de terrenos que por falta de espação físico, só conseguiam ver o sol por alguns minutos,
não havia, coleta de lixo esgoto, só becos, periferias em lugares tão estreitos, pois não havia terrenos
suficientes.
As condições precárias de vida quase sub-humanas, junto com dejetos, escarneço, lixões, estercos,
fezes e a precariedade e escassez de alimentos, contribuirão para a proliferação de animais como
(ratos), transformando em um a lugar propicio a distribuição da peste negra (peste bubônica), sendo o
motivo do falecimento da metade da população geral do subcontinente.
Com a diminuição no numero de trabalhadores camponeses, os nobres foram brigados a pagar pelo
trabalho, em tempos em que o comercio já era a atividade primordial, se tratando em economia,
mesmo em detrimento a crise, os trabalhadores lutavam pelo ingresso nas variedades de mercadoria
que rodeava o continente Europeu.
Temos ainda outra visão dos acontecimentos desta época, um enredo contado e recriado pelo
imaginário popular, um modo particular de escritores (autores), dom romantismo, expressarem seus
pensamentos, através de um mundo, de contos de fadas, com castelos, e com belas princesas, contido
dentre folclore e do imaginário dos artistas e do povo e repassada às histórias, mas que fugiam
totalmente da realidade vividas pelas pessoas daquela época.
A reflexão que fazemos sobre a criação dos estados nacionais, vai além do sucesso ou do insucesso,
ou mesmo de inicio ou fim de uma era, é importante frisar, todos os acontecimento ocorridos no
decorrer deste processo são validos e merecem nossa consideração para analise e estudos é neste foco
que iremos compreender como se deu o caminho da história, das práxis contemporâneas, que no
entanto jamais podem ser consideradas como extraordinárias e únicas.
Falta citação( para enriquecer mais).
Las Casas “o defensor dos índios”
Entre os vários pensadores e idealistas da causa indígena, destacam-se dois que com suas luzes
filosóficas, definem uma época e uma história que constituem um período muito importante para a
história, são Bartolomé de Las Casas (1484/15660), denominado como ”defensor dos índios”,
influenciou a Amarica e toda a história do século XVI, politico atuante, defendeu os indígenas.
Bartolomé de Las Casas, sempre foi contra o modo de vida trágico que viviam os índios, usando suas
obras para denunciar e repudiar, incorporando artefatos do cristianismo com nefastos da colonização.
Para Las Casas, era imperceptível o fim e o maltrato dos índios, incluindo a intimidação e o extermínio
que era feito pelos espanhóis naquela época.
Quando se tratava sobre a união dos julgamentos realizados a partir dos indígenas ressaltando sobre o
diálogo duradouro entre os homens, o mesmo apoiava a equidade entre os mesmos, não aceitando de
forma alguma a diferenciação feita entre o que denominavam de atrozes(selvagens) ou afáveis e bem
criados. Nas suas pregações e ao evangelizar o frei, pregava a propagação pacifista como meio de
união, apontando outros caminhos possíveis para os debates recorrentes entre ser civilizado e ser
selvagem.
As suas obras fundamentam-se e designam-se comumente, com informações do cristianismo e
também com um olhar trágico da colonização, fazendo parte das referencia utilizadas e estudadas ate
os dias atuais.
A história e desempenho de Las Casas no século XVI, mostra a intimidade da sua vida com a conquista.
O que interessa mesmo é que o “defensor” se edifica como uma lenda, parte de desbravador de
fortunas a catequizador e bispo, sensibilizando-se com o sofrimento humano.
Se apropriando de uma fala politica, defendia os indígenas, destacando-se com uma história decisiva e
cruel. Tendo como foco narrativo a tragédia em que em diferentes momentos da história ele fez uso
dela. Porém o instrumento que Las Casas usou para consagrar os índios como vitimas e para justificar
a ruina e para livra-los das intimidações a direção foi à redenção segundo a Bíblia.
Segundo estudiosos Las Casas elaborou um modelo bíblico atual usado no século XVI. Com o intuito de
tomar a religião como meio para um diálogo e como este seria realizado. Tendo como cenário deste
diálogo a veracidade tão valiosa para o pensamento religioso e para Las Casas.
Foi através desta tomada de decisão que o frade defendia a humanidadew32
sd acima de tudo e criticava a práxis da colônia americana espanhola. O amor como centro é á base do
cristianismo e das ações de Las Casas. Esta tomada de decisão em defesa da liberdade dos índios, se
deve muito a sua vida cristã.
Em fim, sua pretensão era chegar a verdade, indicação uma direção única para o continente americano,
essa direção era a defensa dos nativos, no entanto os seus discurso dizem pouquíssimo sobre os índios
ou povoados, mais são ricos em critica e religiosidade, um ser critico e abençoado Las Casas e sua
crônicas são certezas de debates e discursos que permanecem vivos nos dias atuais.
Sepulvera “o pai do racismo moderno”
O pai do racismo moderno atende pelo nome de Juan Ginés Sepúlveda, também conhecido por “Ginés o
Cordobês” ou ainda como “Gines o amputado”, formado em artes e teologia, doutor, estudou direito,
filosofia, era também historiador e partidário das teorias de Aristóteles “servidão natural” dos “povos
indígenas”, afirmava que os moradores das índias, não eram civilizados e afirmava que os indígenas
viviam em situação de barbarismo.
Político atuante se dedicou na Colonização da Américas e ainda nas reformas religiosas na Europa,
derivado dos movimentos luterano e calvinista. Teve como adversário Erasmo de Rotterdam na teologia
e na filosofia na qual comentava sobre o velho testamento “não há nada de tão absurdo que o hábito
não torne aceitável”(elogiando a loucura), frequentemente contestado por Sepúlvera.
Para Ginés a “História Natural do Homem”, desvenda a realidade: “os povos mais fortes físico e
moralmente sempre dominam povos com valores morais e religiosos inferiores. Mesmo a força dos
romanos de nada adiantou contra a força do evangelho de Jesus. Os povos superiores devem, portanto,
dominar os inferiores para que estes possam evoluir com os conquistadores”. Para Sepulvera era
bárbaro e antireligioso discutir a situação dos índio e trata-los como esdrúxulos, tolos e infantis.
Na lição de TODOROV(TODOROV.1993), para Ginés, com base no filósofo grego, a dominação e a
desigualdade dos índios se justifica, na desigualdade dos índios onde o perfeito deve dominar sobre o
imperfeito, assim como o adulto sobre a criança, o homem sobre a mulher e o clemente sobre o feroz.
“as completas discrepâncias se restringem, para Sepúlvera, a algo que não é uma diferença, a
superioridade/inferioridade, o bem e o mal”.
Para WOLKER (WOLKER. 2004), no ponto de vista de Ginés “a conquista, na verdade, é um ato
emancipatório porque permite ao bárbaro sair de sua barbárie”. E para a realização desse feito admite-
se a violência irracional e a “guerra justa”.
“Na visão emancipadora afirmou alhures, é curioso pois, os povos “subdesenvolvidos” são duplamente
culpáveis. Primeiro, por “serem” inferiores; segundo por “darem motivação” á ação violenta da
conquista ao não acatarem corretamente na “verdadeira Cultura” (WOLKER. 2004)
Neste contexto de Sepúlvera fica explicito facilmente a concepção do colonizador no que intitulamos de
ação civilizatória, questão marcantemente etnocêntrica, merecedora de justificativa coerente, “do
vencedor sobre o vencido, do conquistador sobre o conquistado”, porém nesta época não se tinha uma
visão sobre a inclusão e a alteridade, que seria mais tarde apresentada como reforço pela antropologia
sócio-cultural.
Portanto é de suma importância, realizar, formar, educar e constituir conhecimento, em que os conflitos
esboçados pela violência, o desânimo e a morte dos marginalizados herdado de épocas passadas, seja
tarefa não só de historiadores e cientistas sociais, como o intuito de refletir e construir uma postura, de
formação cidadã. É urgente o momento daqueles que se intitulam de “operadores do direito”, e nessa
conjuntura podemos dizer é importante e definitivo a missão de introduzir nos anais da história e nas
universidades, faculdades, nos programas de ensino, nos anos iniciais, voltados realmente para uma
posição crítica do direito de ser cidadão, aceito prioritariamente como fator social, com o designo de
construir uma sociedade mais humana e com menos desigualdade.
Ginés contextualizou:
No entanto, isso nunca significou o fim da inquisição espanhola no novo mundo, com certeza. E hoje
Sepúlvera é considerado como “o pai do racismo moderno”.
Imprescindível e prioritária é a polemica tomado entre Sepúlvera e Las Casas, debate necessário
momento único na vida e na história do frade dominicano, que configurou um marco para a historia
geral, em uma disputa de questões distintas, em destaques que ilustravam e temas com justificativas
ideológicas para a dizimação dos indígenas, disputas de um direito natural, assim como outras diretrizes
de cunho étnico-religioso, dando ênfase na verdade sobre a dos acontecimentos dos espanhóis nas
índias: e sobre a humildade dos índios. Questões estas ligadas diretamente ao encadeamento histórico
da expansão colonial do século XVI.
Enfim, debater sobre a pessoa humana e sua dignidade em linha do tempo perpassando a criação e
evolução da sociedade é de tamanha complexibilidade e vai além de nossos estudos. É preciso
prolongar e relacionar referencia históricas das mais diversas, enfatizando, relacionando, a as vertentes
de pensadores , escritores, doutores que debatem e discutem e atribuem ao ser humano e a sua
dignidade da sua origem “sagrada” á sua atitude leiga.
I – O MUNICÍPIO DE SÃO DOMINGOS DO CAPIM
MAPA BASE DE SÃO DOMINGOS DO CAPIM: em destaque a Comunidade Remanescente de
Quilombolas Sauá-Mirim
Falta Colocar o mapa.
LOCALIZAÇÃO, ORIGEM E EVOLUÇÃO DO MUNICIPIO E DA COMUNIDADE SAUÁ MIRIM.
São Domingos do Capim localiza-se próximo de Belém a capital do estado do Pará . O acesso pode ser
feito por via marítima e terrestre. É um município geograficamente grande, mesmo depois de já ter
sofrido várias divisões, perdendo grande parte do seu território, dando origem a outros municípios,
como: Bujarú, Concórdia do Pará, Aurora do Pará, Ipixuna do Pará, Rondon do Pará e, outros.
“O município de São Domingos do Capim, está localizado a 130 quilômetros da capital do Estado,
Belém, é situado na parte Leste do Estado do Pará, na mesorregião do nordeste paraense, na
microrregião do Guamá e com as coordenadas geográficas de 01° 40’ 45” de latitude sul e 47° 46’ 17”
de longitude Oeste de Greenwich. Limita-se ao Norte com o município de São Miguel do Guamá, a Leste
com Irituia e Mãe do Rio, ao Sul com Aurora do Pará e a Oeste com Concórdia do Pará e Bujaru”.
(SEPLAN, 1997: 4).
São Domingos do Capim é banhado por dois rios: Guamá e capim, tendo em sua agua a distinção, pois
a as aguas do rio capim são barrentas e as agua s do rio Guamá são escuras, unindo-se em frente á
igreja denominada de São Domingos de Gusmão, um dos pontos turístico e histórico. A localização do
município geograficamente se da em faixa lisa, unido com depósitos de rochas, apresentando na sede
municipal 20 metros de altitude.
O rio mais importa é o Guamá que serve de limite e abrange também parte do município de São Miguel
do Guamá e o Capim que desemboca suas aguas no Rio Guamá, em frente á sede do município.
Segundo estudos São Domingos do Capim , originou-se da principais viagens dos portugueses pelos
rios Capim, Guamá e Guajará.no ano de 1758, Francisco José de Mendonça