Espaço de contribuição ao debate sobre direitos reprodutivos e sexualidade frente ao posicionamento da hierarquia católica.

01/11/2003 10:56
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.100.109.128-

Re: Para Amanda e Marcus

Sr Pedro
Sua explicação vem de encontro ao que já era suposto. A vinculação a alguma agremiação que faz colocações teleguiadas.
Daquelas que ensinam seus pupilos a exigirem respeito por suas causas e a ignorarem qualquer forma de respeito por causas que lhe sejam diversas.
Mas isso é uma característica humana. Vai lá fazer o que? Vez por outra tem maluco no grande irmão do norte que vai colocar bomba em clínica de aborto legal. Justifica que tem de matar para evitar matança!
O Sr. "Arbusto" vaí lá no Irque e mata um bocado de gente dizendo que é para não haver mais mortes. Vai lá entender o que ele tem na cabeça. Bem, nós imaginamos. (risos)
Qualquer radicalismo perigoso. E a permanência na pura retórica é prejudicial ao entendimento.
Uma curiosidade é que nunca vi as C do CDD se colocando contra organizações tipo a Pró que vc falou de Goias. Elas dão um exemplo de respeito. Agora vai lá saber se os "Pró" pósitos são de respeitar.
[]s
Marcus
30/10/2003 08:13
De: Marnei
IP: 200.101.43.130-192.168.0.12

É Amanda, a razão encontra razões que a racionalidade desconhece!

É Amanda, a razão encontra razões que a racionalidade desconhece!
Quando a pessoa quer acreditar "cegamente" em algo, não existe contra argumentação que a faça enchergar a realidade, a história se repete continuamente. O ser humano sempre busca explicações ilógicas para aquilo que se deseja desesperadamente crer, mesmo diante das mais puras evidências. É pena.
Mas fique você e os defensores da morte indiscriminada de bebês sabendo, que a nossa luta pela vida dos inocentes continuará mais forte ainda, impulsionada pela cegueira irracional de alguns.
Marnei
17/11/2003 01:46
De: Helder (heldersr@bol.com.br)
IP: 170.224.224.38-200.163.29.46, 1

Má abordagem

Como estava comentando com uma amiga:
[00:07] eu acho que os caras nn entederam bem, ou a igreja se expressa mal
[00:07] a igreja nao devia se posicionar contra a camisinha em si
[00:07] mas devia enfatizar a castidade
[00:08] do jeito que eles falam, parece que a igreja acha que pode sair transando de qquer jeito, porém, sem camisinha
[00:08] quando na verdade a doutrina prega é a castidade, e com a castidade a camisinha é desnecessária
25/06/2005 00:44
De: Kinsen
IP: 201.9.230.57-

Visão pela doutrina

Reprodução Assistida, Células-Tronco e Clonagem Humana: Uma Reflexão Baseada em Kardec
Questionado recentemente a respeito da relação entre pesquisas com células-tronco e o Espiritismo, elaboramos algumas reflexões sobre o tema baseadas na obra de Kardec. A questão da posição espírita sobre pesquisas com células-tronco é uma das que merecem reflexão e não se encontra resposta definitiva. Mas é a dúvida que impulsiona o progresso. Quem não se angustia, não evolui.

           Existem perguntas cujas respostas não são imediatas, e, quando ocorrem, elas são provisórias até que novos fatos e descobertas possam corrigi-las ou aperfeiçoá-las. Este é o mote da ciência e, se o Espiritismo deseja ser enquadrado dentro do campo científico, precisa conviver com tais dúvidas e estar disposto a se modificar frente a novos conceitos. Caso contrário permanecerá apenas importante dentro do campo religioso e abrirá portas para que outra doutrina ocupe seu lugar.

Sobre o Espiritismo ser favorável ou contra a pesquisa sobre células-tronco, esta é uma pergunta que nem haveria razão de existir. Quem se posiciona são as pessoas. O Espiritismo é uma filosofia e, como tal, reflete sobre as questões humanas. Pode-se questionar se o Espiritismo é ciência ou não (próprio Kardec teve dúvidas a respeito disso), mas é fato que ele surgiu através de uma pesquisa observacional realizada por Allan Kardec. Ora, um conhecimento que se originou a partir de um trabalho de campo jamais poderia questionar qualquer tipo de experimentação que se coloque dentro dos limites éticos.

Nosso mundo se desenvolveu muito desde a passagem de Kardec pela Terra e novos conhecimentos foram incorporados à nossa rotina. É preciso refletir com consciência a respeito de muitos deles, e caso se deseje um posicionamento pessoal baseado no conhecimento espírita, apoiar-se sabiamente nos textos básicos que definem o Espiritismo. Jamais poderíamos imaginar o espírita contrário a qualquer pesquisa científica, desde que respeitados os limites éticos de cada uma. Isso vale para a pesquisa com células-tronco embrionárias. Kardec, um pesquisador, é bem claro sobre o seu posicionamento a respeito da ciência na obra “A Gênese”. Afirma que, caso em algum momento a ciência venha a desmentir alguma afirmação feita por ele, quem deveria se modificar era o Espiritismo e não a ciência. Só assim a fé por ele proporcionada poderia encarar a razão face a face em qualquer época da humanidade. Caso contrário seria apenas mais uma religião dogmática.

Sobre a questão da existência ou não de um Espírito no momento da fecundação assistida, não há nada que prove ou desminta que no momento da fecundação, fora do útero materno, exista um Espírito encarnante. O que Kardec coloca é que, quando há um Espírito encarnante, este se liga ao corpo no momento da fecundação, através de uma expansão do seu perispírito. Mas não afirma que em toda fecundação exista um Espírito e nem que esta deva ocorrer exclusivamente dentro do útero. Ainda mais, diz-nos que em muitas ocasiões o feto se desenvolve apenas pelo seu lado biológico, sem Espírito encarnante, originando natimortos. A justificativa apontada para isso seria uma necessária provação para os pais.

Portanto, a fecundação fora do útero materno seria possível tanto para um feto com Espírito encarnante como para um destinado a não sobreviver.

Por outro lado, Kardec não afirma em nenhum momento que apenas no momento da fecundação o espírito pode se unir ao corpo. Ele afirma que no momento da fecundação isso ocorre, mas não somente neste. Este raciocínio deve ser aplicado caso a clonagem humana seja possível, o que não o é até o momento. Caso ela não seja realmente possível, uma explicação poderia ser extraída deste conceito: a impossibilidade de ligação do complexo perispírito-espírito com o corpo. Caso a clonagem seja possível, novos conhecimentos espíritas precisam ser incorporados à doutrina sobre um momento alternativo que o espírito possa se unir ao corpo, sendo isso uma verdade.

Também entendemos que o fato da fecundação se dar fora do útero não interferirá em nada no processo de encarnação, pois este ovo gerado será implantado no útero materno e se desenvolverá normalmente. Kardec afirma que o processo de encarnação só se completa no momento do nascimento. Ainda mais, com o aperfeiçoamento das técnicas reprodutivas, espera-se que o processo de gerar novas vidas seja mais aperfeiçoado e menos sujeito a erros, como os que ocorrem de maneira natural. O progresso deve trazer o benefício de gerar novas vidas com menos dor, menos sofrimento, menos angústia e menos erros.

Alguns ainda imaginam o absurdo de espíritos ficarem “congelados” com os embriões destinados à reprodução. Ora! Kardec já informava que a ligação do complexo perispírito-espírito com o corpo se completa por ocasião do nascimento. Baseado neste conceito, se o embrião não se desenvolver e, portanto, não oferecer condições de vida, não poderia haver a permanência do complexo perispírito-espírito no corpo físico.

As questões sobre reprodução assistida, células-tronco e clonagem humana são intrigantes e levam ao debate. Não há respostas definitivas para nenhuma delas, mas entendemos ser as apresentadas bastante plausíveis dentro da lógica de Kardec.
24/08/2003 20:29
De: Marcus Alexandre
IP: 200.232.24.85

Cumprimentando

Acompanho via jornais algumas colocações do Católicas pelo Direito de Decidir, da quais compactuo. Fico feliz pela atuação da Organização que abre um espaço para se discutir assuntos que nas maioria das vezes nos são empurrados goela abaixo como verdades únicas.
Infelizmente vivemos em um mundo de desigualdades e preconceitos.As questões de gênero somente em tempos recentes puderam aflorar e começara a ter um debate lúcido de dignificante para a mulher. E vejo no CDD uma posição de defesa dígna de nota.
A caminhada por certo será longa. Acho que vcs tem caminhado a passos largos e de maneira corajosa. Contam com o meu irrestrito respeito e consideração por trilham um caminho que desde muito deveria ter sido trilhado.
A ação de vcs não é apenas corajosa; ela diginifica  toda a espécie humana.
Parabéns pelo trabaho
Marcus Alexandre
22/04/2006 17:40
De: GLIMAR HIPOLITA FELICANA DE FREITAS
IP: 200.225.243.54-

Ministro cursos

Olá ministro curso de capacitaçãoes com oficinas: Relações humanas igrejas , escolas e outros grupos todas as idades : Minha formação .Pedagoga Pós graduada em: Educação e em Educação Religiosa .Teologa ,e Habilitação Plena em Educação Religiosa.
22/09/2003 13:42
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.232.24.83

Re: Dogmas, pesquisas, SUS, etc

Judite
Pelo que posso deprender de suas colocações, os "infiéis" que ousam ter a liberdade de decidir devem "cantar em outro terreiro". Isso implica em respeitar as decisões que tais "infiéis" tomem em seu "terreiro".
Quanto a sermos livres para pertencermos a algum mecanismo de religação ou a outro, ou até a nenhum, é um direito claro que cabe a todos nós. Conheço de Ateus Praticantes a Católicos praticantes que são extremamente coerentes com seus quesitos pessoais (agrego aqui os de fé dos segundos), sendo tradicionalmente mais liberais os primeiros.
E não consigo considerar um pior ou melhor que o outro apenas por sua consciência exteriorizada.
Não questiono a validade de vínculos religiosos. Afinal já prestaram algumas vezes grandes serviços e também em outras oportunidades serviços que envergonham inclusive a espécie humana. Bem, sei que os erros são frutos de seres humanos.
Concordo que as pesquisas do DATASUS, eventualmente possam conter alguma imperfeição, assim como dou por certo que estão contando com a sua ajuda para o aprimoramento das pesquisas. Mas de qualquer modo precisamos falar a partir de números e não a partir de "maiorias" e outros termos que parecem esconder o que não desejamos mostrar e apenas desvelam o que nos parece correto aos nossos olhos. Não conheço o DATASUS tão por dentro para condenar ou atuar na sua defesa. Mas de pronto não o condeno por ser serviço público pois temos serviço público atuando em pesquisas de primeiro nível no país.
Se dentro de algum credo, como vc mesma diz, "Em questões de consciência, a lei da maioria não conta", devo esclarecer que isso deve valer dentro dos que "professam a tal consciência". Ou teremos de adotar um quadragésimo quarto dogma do tipo "todos tem de respeitar nossos valores e nós não devemos respeitar os valores dos outros, que forem diferentes dos nossos".
Uma vez um Ateu praticante me argumentou que Ateus não fazem Inquisições, não atiram em Cátólicos em Belfast nem jogam aviões no WTC. Não creio que eles sejam um exemplo que seja negativo.
Os dogmas foram escritos e interpretados por nós humanos. Será que com isenção e sem olhar para seus próprios valores?
[]s
Marcus Alexandre
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