Espaço de contribuição ao debate sobre direitos reprodutivos e sexualidade frente ao posicionamento da hierarquia católica.

10/11/2003 16:52
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.100.110.219-

Re: Absurdos do Vaticano

Maria
Sua colocação é por demais pertinente. Recentemente um religioso, que salvo engano meu, ocupante de alto cargo na hierarquida da igreja católica que veio de público dizer "que camisinha não proteje contra AIDS". Claro que veio dizendo "boca pra fora" que possuía estudos científicos comprovando.
Bem, acho que religiões se praticam na esfera religiosa, ainda que com eventuais reflexos no mundo "extra eclesiástico".
A esse respeito devemos olhar sob a ótica de quem produz conhecimento científico de forma sistematizada e "fiscalizada". Qual seja, a Academia ou instituiçõe de pesquisa científica.
Uma nova verdade científica deve ser referendada pela comunidade "fiscalizadora" e publicada em revistas de reconhecido valor.
Esse tal suposto "estudo" acima citado, não saiu na Nature, nem no New England Journal of Medicine. Se foi publicado em alguma revista, a fonte deve ser sempre citada. Bem, se a fonte não foi citada, talvez seja indicativo de que não foi publicado.
Ficamos diante de um dilema: ou ou tal "divulgador científico é mentiroso" (hipótese grave) ou é totalmente irresponsável (hipótese igualmente grave) por sonegar informações científicas preciosas. Confesso que tivesse sido eu o divulgador de tal informação, não saberia ao certo qual seria a melhor das hipóteses.
Acho que muitos se lembram do célebre "Experimento Ponns e Fleichmann", que ganhou anos atrás um Ig Nobel; prêmio "alternativo" entregue pelo MIT a experimentos que "não podem ou não deveriam ser repetidos". Antes que alguém faça a lembrança eu já adianto que ele foi publicado em revista de prestígio, mas foi logo prontamente desmascarado.
A construção da fé é complexa. A construção do saber científico é igualmente complexa, mas com o atenuante de possuír regras claras e explícitas. Portanto porduz verdades sujeitas a confirmação.
Resta agora saber em qual alternativa o "divulgador científico" se enquadra.
Bem, existe uma  terceira hipótese. Ele pode vir a público e dizer que "foi uma brincadeirinha". Só fico preocupado com o custo dessa tal "brincadeirinha" pois o custo de um paciente soropositivo até vir a óbito é de 1.200.000 camisianhas.(Palestra do Prof. Dr. Ricardo Veronezzi da FMUSP)
Recordo-me aqui de um princípio jurídico "in dubio pro reo" (em caso de dúvida favoreça-se o réu).
Como até onde sei não foi comprovado nenhum mal causado diretamente pelo preservativo (salvo raríssimas reações alérgicas), dou por certo que o candidato a sexo reprodutivo ou recreativo, faça uso do preservativo.
Alerto aqui para não "cair em tentação" de "duplicar a proteção" usando duas camisinhas que o resultado é calamitoso; falando textualmente "é um estouro" (do preservativo, claro).
As verdades científicas tem seu próprio caminhar.
"Do rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se diz violentas as margens que o oprimem" - Berthold Brecht.
[]s em fraterno
Marcus
26/11/2003 11:20
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.100.109.73-

Re: Re: Re: Financiamento fácil e abundante

Marmei
Continuamos no terreno das suposições. As militantes do CDD são acusadas de receberem dinheiro doa MS. Ou talvez de outras entidades. Mas continuamos sem provas disso. Tipo estarem em algum programa de subvenções dessas entidades. Isso tem de aparecer em alguma contabilidade. Aí sim estaremos falando de algo concreto.
E será que quem contribui para essas causas realmente é contra a causa para qual contribui?
Teria sido interessante vc trazer as palavras do Sr. Gates, que não presidente da MS e sim seu proprietário.
Achei legal vc ter citado Milton Freiedman. É literatura de peso, mas não podemos nos esquecer de que existem pessoas e corporações que contribuem acreditando em suas causas. E isso temo todos que respeitar. Contribuir para um causa não significa necessariamente uma transgreção legal.
Agora o que mais me chocou em suas palavras, foi a forma preconceituosa com que tratou as militantes do CDD.
Chama-las de "dondocas que vivem a custa de maridos" denota uma visão preconceituosa da mulher em nossa sociedade, que vc conseguiu expressar em pouquíssimas palavras.
Temos problemas nas relações de gênero que tem raízes históricas profundas. Provavelmente por isso algumas pessoas (infelizmente ainda são muitas) que acham que a mulher deve ser "tutelada por um homem".
Ledo engano dos que assim pensam. Tanto que vemos hoje a mulher assumindo cada vez mais o seu papel na sociedade, muita s vezes como "fêmea provedora" (para usar a antítese da imagem construída para o masculino) e pautando na maioria das vezes por peceitos éticos e morais algumas vezes inimagináveis em um mundo masculino (business world).
A pergunta fica parecendo "Será que as mulheres tem direito de decidir?" Ou numa forma mais preconceitusa "Será que as mulheres tem condições de decidir por si próprias?"
Sim, elas tem esse direito, ainda que nossa construção falocentrica, bio psico histórico social tenha tentado construir de maneira diferente.
Mulheres são seres com existência própria, independente de maridos, companheiros, namorados e outras titulações possíveis.
Será que isso incomoda tanta gente? Será que parece uma "perda de espaço"?
Não vejo assim. Ao negarmos a emergência do feminino, ao negarmos uma autêntica cidadania para a mulher, estamos negando a nós mesmos como seres humanos. Estamos construindo um futuro de equidade neoliberal ao invés de um futuro de igualdade, que em muitos livros sagrados se afirma buscar.
[]s
Marcus
22/09/2003 18:17
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.232.24.92

Re: Religião e Estado

Judite
Eu apenas citei a situação paralela do Ateus praticantes pois acho que eles possuem coisas também a nos ensinar. Desde que nos disponhamos a ouvi-los.
Não considerei como única a decisão de um eventual aborto. Dou por certo que em uma relação as decisões são comumente tomadas a dois, ainda que nesse caso, sob alguns aspectos a decisão da mulher pareça ter mais peso.
Qualquer decisão tomada, cabe ao companheiro ou companheira acompanha-la nesse caminhar que imaginamos todos ser um caminho "espinhoso".
A relação se constrói em um coletivo comumente doméstico, acho que nisso não discordamos, e em momento algum quis dar por unívoca a decisão feminina. Mas sabemos também que em muitos casos nossa sociedade acaba por "empurrar" a mulher para uma decisão solitária.
Sei que a maioria das instituições e até agremiações, fazem lá seu "lobby" por seus interesses nessa nossa chamada democraicia representativa. É lícito e legal. Todos sonham em ter por legitimados seus interesses, muitas vezes mais individuais do que coletivos.
Julgo que para o momento se faz em complicado a busca de um consenso. Se juntarmos em uma sala (claro, primeiro passando todo mundo pelo detetor de metais - r*s)teremos pelo menos 9 opiniões diferentes e uma abstenção.
Sei o quanto é complicado e complexo lidarmos com dogmas, que em algo se assemelham a paradigmas na ciência.
A via teológica é em muito explicativa. Não me recordo agora, mas uma autora da área de História da Ciência a coloca como um princípio místico orientador do saber. No Iluminismo os caminhos parece que se separaram, mais ou menos com os surgimento dos Estados laicos.
Creio que a partir daí algumas visões se tornaram incompatíveis e algumas vezes belicosas.
Fiquei inclusive apreensivo quando li a mensagem da colega de lista Amanda. Achei que eu teria parecido descortês em nosso "embate" (aspas apostas como forma de respeito) quase que diário.
Sabedor da caráter conflituoso de nossas visões/percepções, dou por certo que se faz em dificultoso um senso comum em nossas visões sobre o tema.
Diante disso ofereço o apreço que o beduíno no deserto oferece a quem encontra no deserto. Ofereço, como já ofereci em pvt para a Amanda a oportunidade de um almoço ou jantar, que me encarregarei de preparar (não sou ruim de cozinha!)como prova de apreço, uma vez que em meu entender nenhum rancor justifica a existência humana.
"frater cordis"
Marcus Alexandre
24/09/2003 20:35
De: Amanda
IP: 200.216.151.175-

Um sentimento!


Quando olho, vejo e descubro
Sinto-me cada vez melhor
Porque sinto dentro do peito
À vontade de me tornar maior
E a cada capitulo do livro
Uma nova idéia, diversidades de pensamentos
O redescobrir da vida
O conhecimento das coisas incomuns
Os fatos como são.
E deixo de preocupar-me com rimas, ordens certas, coisas impostas, regras...
E tudo aquilo que me expõem os homens passa a ser antigo e incorreto.
Quando descubro que posso ser eu, que posso descobrir e aprender a ver as coisas de todos os ângulos.
Percebo que minha vida não é uma reta
E que nem sempre o que penso e me ensinam é a coisa certa
E me encontro com o espírito disposto, a alma aberta
Para novas coisas
E a cada coisa, uma nova visão
E a cada nova visão, um novo passo
E a cada passo, a transformação
E de tanto me transforma
Faço de minha vida uma metamorfose
E contrariando a postura que todos exigem
Vou querer ser eu no meu lado individual, bonito, livre de opressões, longe de ser minoria.
Apresentarei-me com um lado novo, critico, autêntico
Não temerei as mudanças que se apresentarem a mim
E quando menos esperar
Estarei mais longe do que sonho
Porque hoje estou longe, bem mais longe de onde estive ontem Não temerei aqueles que me desencorajam
Porque sei que existem os que acreditam em mim
E com minhas pequenas grandes descobertas
Não serei apenas um “modelo” medieval e obrigatório
Serei semente de algo novo e não androcentrico
Serei semente da igualdade, da diversidade, da mudança...
E nesta postura que hoje me apresento
Não serei mais feminina no pensamento
Embora eu saiba que muitos não irão me entender
Serei feminista em comportamento
Esta é a minha vida, a consciência que passo a ter a cada pagina Que me faz crescer, ser maior e sentir o que é de fato viver!
Isso tudo em um processo muito lento, difícil, gratificante
Onde necessitarei de equilíbrio e noção,
Caminhando sempre com os dois pés no chão.        
Amanda Cecília – 19/08/2003
24/05/2004 14:37
De: Roberto
IP: 200.231.25.216-10.70.60.74

ENSINO RELIGIOSO ? CRIACIONISMO !!

Particularmente acredito na necessidade que o ser humano nasce predisposto  a acreditar e "ter uma religião"  !!
Entretanto quando provas científicas se confrontam com "provas de fé" , é fácil notar qual tem mais credibilidade.
A partir do momento que nossos governantes adotam "provas de fé" como parâmetros para políticas sociais, devemos reavaliar a forma que utilizamos nosso voto ! ( q é uma das armas que o povo tem contra essas aberrações  da política )
Segue abaixo uma matéria super interessante da revista ÉPOCA desta semana.
Embora seja extensa, vale a pena perder 5 minutos e ler inteira.
Presbiteriana, eleita com amplo apoio das igrejas evangélicas, a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, reacendeu uma velha disputa sobre a separação entre religião e Estado. Desde o fim de março, metade dos alunos da rede pública, 761.280 jovens a partir de 7 anos de idade, vem tendo aulas de religião. O Ministério da Educação recomenda que essas aulas dêem noções aos alunos sobre o que dizem todas as religiões, sem emitir opinião sobre elas. No Rio, porém, a orientação é diferente - há professores religiosos, que dão aulas sob o ponto de vista de suas crenças. O currículo básico prevê ''reflexões sobre a criação de Deus como um ato de amor'', mas não determina o que realmente será ensinado nas escolas. Pela flexibilidade, parte dos alunos está aprendendo - 145 anos depois de o evolucionista inglês Charles Darwin publicar Origem das Espécies - que o homem foi criado do barro e a mulher veio da costela de Adão. ''Criacionismo não faz parte do programa mínimo de aulas'', diz a coordenadora de educação religiosa da Secretaria Estadual de Educação, a católica Edilea Santos. ''Mas, se o professor quiser falar sobre isso, não temos como saber. Quando ele fecha a porta da sala, só Deus é testemunha'', afirma.
A lei que oferece aulas confessionais de religião nas escolas públicas do Rio vem de 2002, do governo de Anthony Garotinho, marido da governadora. No ano passado, Rosinha abriu concurso para 500 novos professores confessionais - 342 vagas para católicos, 132 para evangélicos e 26 para os demais credos. Hoje, há 793 professores de religião pagos pelo Estado em escolas de 92 municípios do Rio. A política é obra de uma governadora que anunciou em entrevista a O Globo: ''Não acredito na evolução das espécies. Tudo isso é teoria''.
As posições defendidas pela governadora e sua equipe deixaram a comunidade científica em pânico. ''A teoria criacionista, em contraponto ao evolucionismo, não se sustenta. Pode até gerar confusão na cabeça do aluno. É uma propaganda enganosa'', acusa o físico Ennio Candotti, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). ''É uma instrumentalização pouco ética de usar o poder político para impor tendências, induzir à propagação de crenças ou leituras particulares de textos tradicionalmente sagrados.'' A crítica não é contra o ensino religioso, mas contra a pregação de uma crença religiosa como se fosse um argumento científico.
A briga religiosa contra a biologia surgiu em meados do século XIX, quando o naturalista Charles Darwin lançou uma teoria revolucionária para explicar a diversidade da vida. Segundo Darwin, as espécies evoluem a partir de mutações geradas ao acaso. Os indivíduos com características vantajosas, como um pássaro com bico mais afiado ou um peixe com nadadeiras mais fortes, têm mais chances de sobreviver e passar esses traços às próximas gerações. Assim, gradualmente, as espécies vão se transformando. Essa visão foi criticada pelos religiosos desde o início por tirar do homem o status de ''criado à imagem e semelhança'' de Deus, rebaixando-o a um mero macaco aperfeiçoado (o homem tem 98,5% do DNA igual ao do chimpanzé). Desde 1859, quando Darwin lançou seu livro, suas idéias foram sendo em parte comprovadas e em parte aperfeiçoadas por pesquisas - e se tornaram o padrão das Ciências Naturais. Hoje, a teoria da evolução suscita debates na comunidade acadêmica, mas não porque se duvide de sua validade. O que se discute, a partir de novas evidências, são detalhes como qual seria o ritmo da criação de espécies e de que forma alguns fatores - mudanças climáticas, por exemplo - podem acelerar esse processo. Os antropólogos acreditam que nossa espécie é apenas a mais bem-sucedida de um punhado de primatas que, há 6 milhões de anos, se separou do ramo dos macacos atuais. Os humanos de hoje, o Homo sapiens, surgiram entre 250 mil e 150 mil anos atrás.
A maioria das religiões cristãs se adaptou, ao longo do tempo, ao avanço da Ciência. Elas lêem o texto do Gênesis - o livro bíblico que trata da criação do mundo - como um relato simbólico, que não deve ser tomado ao pé da letra. Afinal, era esse o tipo de linguagem que os escribas religiosos judeus usavam por volta do século IX a.C., quando o livro foi escrito. Pensadores católicos ou de várias linhas protestantes de lá para cá reafirmam que a crença não é incompatível com a Ciência, desde que se entenda o relato do Gênesis dentro de seu contexto original. Quem discorda dessa visão são os grupos conhecidos como fundamentalistas - aqueles que defendem a idéia de que a Bíblia deve ser lida de forma literal, como se fosse um livro científico escrito no século XX. O principal hábitat desse grupo, composto de algumas denominações evangélicas, são os Estados Unidos - o país onde o criacionismo nasceu e tornou-se mais difundido. A disputa lá é antiga. Caso célebre foi a condenação, em 1925, de um professor, John Scopes, acusado de ensinar evolucionismo aos alunos. No Estado do Tennessee, onde o fato se deu, o ensino da teoria de Darwin era proibido por lei. Em 1999, o Conselho da Educação do Estado de Kansas também decidiu suprimir a matéria das escolas públicas. Em 2001, ä pressionado pela opinião pública, voltou atrás. Um ano depois, Ohio deixou por conta das escolas a opção de incluir o criacionismo nas aulas de Biologia. Segundo o Instituto Gallup, 90% dos americanos acreditam que Deus desempenhou algum papel na criação. Outras pesquisas apontam que 45% crêem na formação do mundo exatamente como relata o Gênesis. Também é o caso da governadora Rosinha.
Os criacionistas brasileiros são descendentes de uma geração de crentes que tenta encontrar razões científicas para comprovar a história do Gênesis bíblico. Chamados de neocriacionistas, eles não são exatamente do tipo que anda com a Bíblia embaixo do braço para defender suas idéias, mas enxergam Deus nas menores frestas do darwinismo. Em geral aceitam, até certo ponto, a evolução. Não admitem, no entanto, que ela tenha por si só possibilitado o advento de animais e plantas ditos superiores, uma obra de Deus. Esses neocriacionistas, como seus adversários, têm Ph.D. em universidades americanas. O bioquímico americano Duane Gish, por exemplo, vice-presidente do Institute for Creation Research (ICR), já esteve no Brasil cinco vezes, dando palestras até na Universidade de São Paulo (USP). Gish contesta não apenas a teoria da evolução como a mais aceita sobre a origem do Universo, a do big bang - que, mesmo entre os cientistas, é polêmica.
Idéias como a de Gish são disseminadas pela Sociedade Criacionista Brasileira, com mil associados. ''Nosso objetivo é divulgar a idéia no país'', diz o presidente, professor Ruy Vieira. Sem vínculo com nenhuma entidade religiosa específica, a organização traduz e edita livros sobre o tema para todas as faixas etárias. Tem livros até para os alunos do ensino fundamental. Um dos principais focos de ensino criacionista no Brasil é a rede particular de escolas e universidades adventistas. Há cinco anos, o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) montou o Núcleo de Estudo das Origens (NEO) para orientar seus cerca de 4 mil alunos. Dentro do currículo dos cursos de graduação, há um curso chamado Ciência das Origens, ministrado por seis acadêmicos de várias áreas. ''Usamos teorias científicas para provar e fortalecer o criacionismo'', diz Euler Pereira Bahia, reitor da universidade.
Durante o curso, tenta-se apontar falhas da teoria evolucionista. Em uma das aulas, o professor Urias Takatohi mostra slides de uma viagem que ele fez ao Grand Canyon, nos Estados Unidos, para falar de Geologia. São o gancho para que ele diga que aquelas rochas expostas no desfiladeiro não exibem evidências de um período geológico conhecido como ordoviciano, que ocorreu entre 490 milhões e 430 milhões de anos atrás e foi marcado pela explosão de espécies dos mares e pela diversificação na flora dos continentes. ''Isso mostra que pode haver falhas na teoria da evolução'', diz Urias Takatohi, doutor em Física pela USP. Ouvinte atenta, a aluna Andréa Veiga Abreu, de 27 anos, ficou muito satisfeita com a explicação. Filha de pais evangélicos, ela cresceu ouvindo que Deus criou o céu e a terra. Na igreja, recebeu aulas esclarecedoras sobre as passagens bíblicas. ''Na faculdade minha fé está sendo reforçada com exemplos da vida real'', diz Andréa, que está no 3o semestre de enfermagem da Unasp e trabalha no Hospital São Luiz. Já Ingrid Tatiana dos Santos, de 23 anos, no último ano de Biologia, teme não estar se aprofundando o suficiente em conhecimentos essenciais por limitações religiosas. ''O contato com a teoria evolucionista pura, que é importante na minha formação, acontece apenas superficialmente'', reclama a aluna, que ao nascer foi batizada na Igreja Católica.
Durante o curso, tenta-se apontar falhas da teoria evolucionista. Em uma das aulas, o professor Urias Takatohi mostra slides de uma viagem que ele fez ao Grand Canyon, nos Estados Unidos, para falar de Geologia. São o gancho para que ele diga que aquelas rochas expostas no desfiladeiro não exibem evidências de um período geológico conhecido como ordoviciano, que ocorreu entre 490 milhões e 430 milhões de anos atrás e foi marcado pela explosão de espécies dos mares e pela diversificação na flora dos continentes. ''Isso mostra que pode haver falhas na teoria da evolução'', diz Urias Takatohi, doutor em Física pela USP. Ouvinte atenta, a aluna Andréa Veiga Abreu, de 27 anos, ficou muito satisfeita com a explicação. Filha de pais evangélicos, ela cresceu ouvindo que Deus criou o céu e a terra. Na igreja, recebeu aulas esclarecedoras sobre as passagens bíblicas. ''Na faculdade minha fé está sendo reforçada com exemplos da vida real'', diz Andréa, que está no 3o semestre de enfermagem da Unasp e trabalha no Hospital São Luiz. Já Ingrid Tatiana dos Santos, de 23 anos, no último ano de Biologia, teme não estar se aprofundando o suficiente em conhecimentos essenciais por limitações religiosas. ''O contato com a teoria evolucionista pura, que é importante na minha formação, acontece apenas superficialmente'', reclama a aluna, que ao nascer foi batizada na Igreja Católica.
INFELIZMENTE A MATÉRIA É VERÍDICA !! ESTAMOS EXPOSTOS A POLÍTICOS QUE AGEM ASSIM ! QUAL FIM SERÁ O NOSSO ?????
24/08/2003 21:22
De: Rodrigo (rodrigo.livia@ig.com.br)
IP: 200.216.97.29

10 anos de apologia ao crime!

Com certeza nesses 10 anos de Brasil, vocês tem arrastado a marca do sangue de inúmeros bebes, considerando assassinato algo de direito de mulheres desumanas.
É só o que tenho estomago para dizer!!!
09/08/2003 16:00
De: Amanda Cecilia (amandacecilia17@hotmail.com)
IP: 200.147.16.106

A alienação das mulheres

Meu nome é Amanda, tenho 17 anos e sou estudante secundarista. Sou leitora de livros de falam sobre Relações de Genero e Feminismo, faz pouco tempo que me integrei neste meio. Hoje só escrevo aqui para dizer que este univerço feminista ainda é muito resumido, abrange apenas pequena parte das mulheres, quando descobri que é possivel transformar algo passei a ter o sentimento de vida dentro de mim. Queria me integrar mais neste mundo e transformar algo. Acho que a maioria das mulheres são alienadas, todas temos o direito de descobrir isso, embora, este seja um processo muito lento.
Parabens a todas as companheiras feministas!
Amanda.
11/12/2003 09:50
De: Marnei
IP: 200.101.43.130-192.168.0.12

Re: UMA SOLUÇÃO FACTÍVEL !

Concordo que se deve conversar exaustivamente sobre os métodos contraceptivos, explicar como se previnir, como se evita a gravidez, explicar que se deve assumir os atos praticados e suas consequências, explicar que se deve respeitar sempre o próximo, concordo e aplaudo essas iniciativas. Já estou me voluntariando nesse sentido e desejo trabalhar por essa causa cada vez mais.
Mas continuo afirmando que com crime não se pode ter condescendência: matou tem que pagar, roubou, extorquiu, trapaceou, tem que pagar, e pricipalmente matou uma pessoa totalmente indefesa e dependente, TEM QUE PAGAR.
Marnei
10/11/2003 22:14
De: Marcus Alexandre (marcusalexandre@thewaynet.com.br)
IP: 200.100.109.96-

Re: Preservativos

Moacir
Resta saber se o "divulgador científico" da "ineficiência do preservativo" para a contaminação por Aids vai ajudar a tratar dos que eventualmente contraírem o vírus.
Provavelmente não vai "tirar a bunda da cadeira", e vai ficar dizendo que é uma espécie de castigo divino para os que praticaram "sexo não reprodutivo" (ou recreativo, como queiram).
Como falei em consideração anterior, as verdades científicas devem ser referendadas por publicação em revistas de divulgação científica que possuam critérios conhecidos e abertos.
A prática de uma citação bibliográfica sistematizada, contribui e muito na argumentação nos debates.
Vez por outra vc vai encontar aqui gente com argumentações em cima de argumentações e não cita a fonte da publicação científica. Fica parecendo "cunversa de cumadre".
Quanto ao termo que vc usou - conservadorismo - achei que vc foi muito suave diante da gravidade da situação.
Os dados da OMS são alarmantes. Dos dois principais métodos de contágio, o de via sexual é mais sucetível à propaganda de esclarecimento, quando comparado com o grupo de usuários de drogas injetáveis.
A transmissão sexual tem tido alguma redução substancial. Se de repente a galera parte pro "free", provavelmente vai "dançar" muita gente.
Agora me ocorre uma dúvida. Os tais pedófilos de batina usam camisinha?
[]s
Marcus
30/01/2004 20:18
De:
IP: 200.207.17.241

Re: Re: Vaticano

pois a igreja nao deveria dar o peixe e sim ensina-los a pescar orientando-os a usar camisinha e pilulas anti-concepçao e nao coloca-los no mundo sem condiçoes de dar uma vida digna para eles falo isso por experiencia propria pois minha mae colocou no mundo nada mais que oito filhos ela ate tinha vontade de dar o melhor para nos mas nao podia porque o salario do brasileiro sempre foi uma miseria fui humilhada por ser pobre senti na pele será que voce sentiu isso na propria pele?
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