TRAUMAS

Prezados amigos,

Este artigo tem por objetivo, a informação e orientação sobre traumas psicológicos, adquiridos na fase de desenvolvimento da personalidade do Ser humano.

Espero contribuir, de alguma forma, nos esclarecimentos desse importante assunto.

Luiz

Como nascem os traumas:

DA GESTAÇÃO AO NASCIMENTO

Em determinado momento da fecundação do "Ser" humano, quando as células que compõe o cérebro estão se multiplicando, já existe as chamadas sensações externas, que são captadas pelo feto. O bebe consegue distinguir afeto ou rejeição, já compartilha os sentimentos diretos da mãe e do ambiente externo, naturalmente não consegue interpretar as palavras, mas já consegue distinguir sentimentos (medo, angústia, depressão, rejeição, amor, carinho, paixão, afeto, etc.), com seu desenvolvimento e acostumado no seu pequeno mundo, quando ao nascer (ou seja sair do ambiente que se encontrava dentro da mãe para o mundo exterior), constatamos que ocorre certo trauma, pois é o desligamento definitivo do ambiente que permaneceu no período de gestação, motivo pelo qual ninguém se recorda do momento do nascimento, ficando as informações armazenadas nas profundezas de sua mente inconsciente.

O bebe até um determinado período de vida somente capta as energias a sua volta e vai crescer sob influencia direta dessas energias, que repercutirá na sua formação psicológica e do seu "Eu", constatamos na fase da adolescência e adulta que pessoas dotadas de equilíbrio mental foram bem geradas e aquelas que são desequilibradas foram mal geradas, até mesmo rejeitas.

A formação psicológica de um indivíduo, independe do conhecimento cultural, educacional, religioso, social dos pais, constatamos que pessoas bem geradas (amadas e desejadas desde sua fecundação), são dotadas de certo equilíbrio mental.

É comum encontrar mães com traumas de parto, esse tipo de trauma deve-se ao fato de a mãe ser uma pessoa muitas vezes psicologicamente despreparada, desmotivada, insegura, algum trauma ou medo ocasionado por um condicionamento no passado pode estar vindo a tona, (um simples comentário de um parto mal sucedido pode desencadear danos psicológicos profundos), normalmente esse tipo de trauma causa rejeição ao bebe, que fatalmente vai refletir na sua vida adulta. O fato do nascimento de um bebe, normalmente causa um fator estressante e de ansiedade profunda na mãe.

É aconselhado que além do acompanhamento médico, seja feito um acompanhamento psicológico rigoroso junto as gestantes. É recomendado que as gestantes busquem terapias voltadas à auto - estima e confiança, relaxamentos físicos e mentais, busquem positividade nas conversas e diálogos, evitem absorver conteúdos contundentes e traumáticos mostrados pela TV, noticiários ou até mesmo conversa de comadres, o período de gestação deve ser encarado com paz, tranqüilidade e amor. Ouvir musicas calmas e relaxantes é aconselhado. Os pais devem conversar com o pequeno "Ser", são momentos especiais, onde deve-se transmitir muito carinho e amor. O apoio do futuro papai e da família é fundamental para segurança psicológica da gestante e do bebe.

 

 

 

TRAUMAS NA INFANCIA (primeira fase):

A primeira fase da infância é marcada pelo desenvolvimento dos órgãos dos sentidos, que rapidamente vão aguçando a medida que os dias passam, ao tempo que a capacidade de armazenar informações em sua mente é cada dia maior, tornando o alicerce de sua personalidade. No início a comunicação da criança com as pessoas a sua volta é através do choro, por ele, podemos claramente saber se sente fome ou algum desconforto, e já é iniciado o processo de condicionamento e indução, o simples fato de colocar uma chupeta na boca da criança, estamos induzindo-a para se acalmar, funciona como um tranqüilizante, e a criança se habitua de tal forma que depois de algum tempo, fica difícil tirar a indução (o vício de chupeta), dando inicio a uma verdadeira guerra mental, a criança entra em conflito consigo mesma, pelas forma com que os adultos tratam uma simples chupeta, que para a criança representou durante certo tempo de sua vida os momentos de paz e tranqüilidade, esta forma de indução (chupeta) denominamos condicionamento externo, onde utiliza-se um objeto para atingir sensações psicológicas. O simples fato de tirar ou pressionar a criança a largar da chupeta, vai gerar traumas profundos, tornando essa criança insegura, medrosa, introvertida no futuro, existe no entanto, métodos de tirar um determinado vicio, fazendo um recondicionamento mental, que não seja traumático, e quando chegar o momento da criança largar o vício ela mesma vai se conscientizar e saber o momento exato, sem traumas, abandonar a indução, e o melhor método é mostrar que outras crianças dormem, brincam, vivem sem a chupeta, faça desse momento (de abandonar o vicio), um ato heróico para criança, pois vai marca-la por muito tempo.

Nesta fase, é muito importante observar e tomar cuidado com tudo que estiver ao redor da criança, tanto no ambiente interno da casa (quarto, banheiro, cozinha, etc.), como no ambiente externo da casa (quintal, rua, bairro, etc.), principalmente com as pessoas que a cerca. O desenvolvimento físico, mental e emocional da criança é muito rápido, ela capta e assimila tudo, se adaptando a nova realidade biológica. Nos primeiros meses de vida o conhecimento dos objetos é pela boca, motivo da criança levar tudo que está ao seu alcance para a boca, mais tarde surge a "curiosidade", e como a criança nessa fase dá muito trabalho, então é comum a intervenção dos adultos......"isso não pode!!!!........não faça isso!!!!!!", a criança quer tocar, mexer, manejar, sentir a consistência, experimentar de tudo, então é mais fácil dizer "Não !!!", essa reação contínua dos pais inibi o processo de conhecimento da criança, e como, no futuro, quando essa criança crescer, poderá ter o senso de criação, crítica e avaliação das coisas?, como ela poderá se tornar uma pessoa empreendedora, e bem sucedida na vida?, se ela foi tolhida na infância e perdeu muitas oportunidades para experimentar, com sua curiosidade, coisas novas, em muitos casos são ensinadas negativamente, tornando pessoas temerosas em situações desconhecidas. O "não" é uma palavra comum dirigida as crianças, deve ser dita como forma de orientação ..."você não pode fazer isso porque....", pois a criança ainda não consegue distinguir o certo do errado, mostrando o porque do "não", a palavra "não" é usada como bloqueio de uma ação, e um simples "não" pode causar certos traumas e inseguranças. Por estar numa fase de descoberta da vida, a criança possui muitas dúvidas e incertezas, deve ser sempre orientada de forma positiva e construtiva.

 

A capacidade de uma criança copiar e inventar é muito grande, ela após o primeiro ano de vida molda-se facilmente as situações, a forma de comunicação já é diferente, sabe pedir mostrando, indicando, gritando ou balbuciando, o adulto deve saber interpretar a comunicação de uma criança, e se colocar no lugar dela, a atenção e o carinho em todas as fases da vida é muito importante, principalmente aos pequeninos que dependem exclusivamente de nós adultos para sobreviver, uma criança exige uma atenção muito grande dos adultos, pois o futuro dela depende diretamente dessa atenção e dedicação transmitida na infância.

A infância é a fase da vida que o indivíduo constrói se alicerce mental, influenciado diretamente pelo meio em que vive, facilmente condicionado e induzido. É a fase da construção da personalidade, observa, analisa tudo e todos, se espelha nas pessoas mais próximas, não tem a capacidade de assimilar o que é certo ou errado. Se uma criança cresce no meio de influencias más ou negativas, com certeza, no futuro, ela vai ser determinada por personalidade agressiva e ruim, ao contrário das crianças que crescem em lares harmoniosos e de bom relacionamento familiar, cercadas de amor e energias positivas, estas por sua vez, sentiram a segurança nos pais, terão na escola melhores rendimentos e quando adultos serão dotados de mais equilíbrio emocional.

É importante ressaltar que as crianças captam mais as reações pela comunicação não - verbal das pessoas que a cerca, que propriamente as verbais, os sentimentos e as emoções transmitidas dos adultos são captados pela criança através do tom da voz, gestos, olhares, alterações fisionômicas, então, não adianta dizer que está feliz, se realmente está triste, se está tranqüila, se na realidade está nervosa, esses parâmetros incorretos dos adultos causam conflitos, incertezas e inseguranças na criança.

Filhos que acompanham e presenciam as desavenças, brigas e desequilíbrio emocional de pais, num ambiente de tensão, muitas vezes sendo a criança o motivo do desentendimento, serão na fase adulta inseguras, desmotivadas, incrédulas, ciumentas, agressivas, medrosas, violentas, etc. Os ajustes de um casal devem ser feitos longe das crianças, ( problemas no trabalho, na família, com amigos, etc.), pois os sentimentos afetivos e a ligação direta da criança com os pais são automáticos. É fragrante quando entram na fase escolar e não conseguem se adaptar, compreender e assimilar. Se um casal não consegue uma harmonia no Lar, mantendo desamor, desrespeito, ódio, desconfiança, etc., fatalmente teremos uma criança desajustada no futuro, com sintomas de insegurança, tensão e desajustes emocionais. O diálogo construtivo é a melhor forma de educar e orientar uma criança, a repreensão agressiva gera trauma, instabilidade emocional, irritabilidade, incompreensão dos fatos, inibição da criança, medo, angústia, revolta, refletirá diretamente na personalidade do indivíduo quando adulto.

Pais que deixam seus filhos com babás, estranhos da família ou em creches por tem integral, durante um longo período de tempo, sentiram mais tarde que o filho recebeu doses de informações até mesmo indevidas e errôneas por permanecer longo período de tempo em convivência junto à pessoas despreparadas, até mesmo com problemas, dos mais diversos tipos, que jamais dará a mesma atenção e o mesmo amor dos pais para o bebe. Pais que, por diversos motivos, não estão possibilitados de permanecer juntos ao bebe em tempo integral é aconselhado que seja entregue para os avós, irmãos ou tios a guarda temporária, pelo menos nessa fase inicial da vida, que a criança necessita de maior atenção e afeto. Ao contrário, quando uma baba ou estranhos permanecem a maior parte do tempo junto da criança, oferecendo uma dose de carinho muito maior que os pais, essas crianças tenderam a certa rejeição aos pais no futuro.

Uma criança que se sente desamparada pelos pais, e são submetidas a sofrimentos longos, sentem-se rejeitadas e angustiadas. Com o passar do tempo o sofrimento passa mas a angustia permanece na mente da criança. Todas as vezes que os pais se ausentarem ela chorará, pois novamente se sentirá insegura e abandonada, o sentimento de angústia virá a tona novamente, e num processo inconsciente, todas as vezes que sentir o menor indício dessa sensação, irá recorrer a vários truques, como, choros, manhas, rebeldia e até mesmo vômitos, isso é sinal que a criança terá fortes tendências de possuir doenças nervosas. Observe sempre que quando a criança é bem tratada por alguém, imediatamente ela abre os braços e salta para o colo da pessoa, ao contrario, quando ela é mal tratada, se esquiva imediatamente.

Crianças que absorvem horas e horas o conteúdo projetado numa tela de TV, sem notar, todas as informações assimiladas pela mente vão refletir psicologicamente mais tarde. A TV é uma grande porta de entrada de informações, induções e condicionamentos, haja visto o campo do modismo(moda), e do comportamento sexual (liberalismo), que vem se acentuando a cada dia, responsável pela mudança de comportamento dos seres humanos. Uma criança que está na sua formação de personalidade, pode facilmente ser influenciada por personagens da TV. Muitas vezes os pais preferem seus filhos vendo uma TV, pois os aquieta, no entanto, naquele momento em que a criança não está perturbando, pode estar sendo induzida de forma negativa, por cenas que fatalmente implicará na sua formação psicológica, para comprovar é fácil, compre uma roupa do super herói preferido da criança, observe o que acontece......no instante que ele coloca a roupa sua personalidade se altera, já é o inicio de um desvio de personalidade. Infelizmente fica tudo registrado na sua mente inconsciente, que se projetará em algum momento na fase adulta.

As crianças devem ser orientadas quanto o "medo" de certas coisas vitais como: se queimar, se afogar, cair de uma escada ou janela, etc., nunca serem instigadas ao "medo" de superstições, fantasmas, raios, ventos, chuvas, etc., tanto o "medo" como a "coragem", podemos dizer que são contagiosos, os adultos passam facilmente para criança, diante de uma situação, como uma tempestade, devemos demonstrar para a criança tranqüilidade e calma, não tremer, nem invocar santos, ensine simplesmente encarar a fúria da natureza, sem temê-la.

São os adultos que determinam e constituem a verdadeira forma do Lar, escolhem o local onde morar, os tipos de leituras da casa (revistas, livros, jornais), o tipo de musica (relaxante, romântica, rock, etc.), os assuntos de conversas ( futebol, novelas, tragédias, crimes, vida alheia, etc.), tendo todas essas informações como fonte excepcional na higiene mental da criança.

Lembre-se que nas primeiras fases da vida os pais são os verdadeiros mestres e o Lar a grande escola da criança, é preciso limitar e evitar os assuntos contundentes e traumáticos trazidos de fora para dentro do Lar.

A orientação e o diálogo dos pais e educadores é uma importante missão na construção da personalidade da criança. Uma boa educação é sinônimo de uma boa "informação"

Crianças agredidas e/ou abusadas sexualmente, na fase adulta, mesmo que inconsciente, causará transtornos psicológicos e conflitos graves de personalidade. Infelizmente, são inúmeros os casos, é cada vez mais crescente o número de crianças abusadas e molestadas sexualmente até mesmo por pais, irmãos, tios, primos, babas, etc.

 

Os traumas adquiridos na infância são mais difíceis de serem solucionados, por permanecerem no plano subconsciente ou inconsciente; na fase adulta, o indivíduo se adapta a sua conduta ou comportamento, se acomoda com os traumas, mesmo sabendo que estão lhe atormentando, até que chega um momento que tudo vem a tona, e as pessoas entram no processo de ansiedade, estresse, depressão, compulsividade, fobias, etc., levando até mesmo a insanidade ou a falta de vontade de viver.

Por mais grave que tenha sido a ação de uma criança, jamais puni-la ou castigá-la, o diálogo é a melhor forma de mostrar porque a criança errou, isso gerará na criança uma "confiança" muito grande na pessoa que está do seu lado, e em si própria, do contrário ela, com o tempo, encobertará seus erros com mentiras, até mesmo culpando os outros por seus atos, refletindo esse comportamento na sua vida adulta.

A saúde mental de uma criança, está ligada diretamente ao carinho, amor, atenção, respeito e educação recebida nos primeiros meses de vida. É comum os pais se preocuparem com a alimentação adequada e as vacinas do bebe, infelizmente, muitas vezes, não se dão conta da saúde mental, que são tão importante quanto a alimentação. No decurso da vida, existem os sofrimentos evitáveis e os inevitáveis, a atenção permanente junto ao bebe pode evitar os sofrimentos e os inevitáveis devem ser tratados com menos traumas e fobias possíveis.

Os adultos devem fazer de tudo para evitar a angustia e a fadiga dos bebes, evitar o contato deles em ambientes agitados, de grande tumulto e barulhentos (festas e eventos), isso pode ser evitado, observe que uma criança quando vai a uma festa, normalmente ela fica agitada durante a noite, existe o momento certo para introduzir o bebe em ambientes festivos e barulhentos, assim como exibi-lo para as pessoas. Uma febre, pode ser inevitável, nesse momento, tente descobrir a causa e resolve-la o mais breve possível, sempre com muita calma, carinho e tranqüilidade.

A educação sexual dos filhos inicia-se bem cedo. Qual deve ser o comportamento dos pais perante os filhos?. Observamos - pais que evitam se expor nus para os filhos, estes tendem a serem mais curiosos, quanto a sexualidade, com vergonha ou falta de liberdade para dialogar sobre o assunto "sexo", aprendem serem inibidos para o assunto, normalmente, buscam na rua as informações, sempre distorcidas e maliciosas. Aconselhamos que os pais hajam naturalmente, na presença dos filhos, dando liberdade para os banhos de portas abertas, na hora de se vestir, de forma natural e não pejorativa, assim existirá maior abertura para o diálogo sobre comportamento sexual com os filhos, educando-os corretamente, assim não fica na mente da criança a idéia maliciosa, que fatalmente mais tarde repercutirá de forma positiva, no momento que a criança despertar para a vida sexual.

O processo de educação e disciplina envolve muitas vezes a austeridade de conduta dos pais para com os filhos, na primeira fase da vida não é aconselhado bater ou castigar as crianças, nem mesmo intimidá-las, incutindo medo, orienta-las e transmitir segurança e confiança é o correto; na segunda fase da infância, (quando a criança domina a coordenação motora para andar), se necessário for, esgotando todos os recursos, os pais poderão agir com mais rigor (veremos mais a frente)

 

 

 

 

Agora tente se analisar – voltar no tempo e se ver criança, (procure um lugar tranqüilo) como era seu comportamento ?, e o comportamento dos adultos com relação a você ?, creio que chegará a muitas conclusões !, normalmente os fatos estão no nível de inconsciência e jamais serão lembrados, mas as energias emanadas das pessoas para você, tanto de amor como ódio (positiva e negativa) estarão claras na sua mente, é só fechar os olhos e fazer uma viagem até sua infância. Visualize cada pessoa que lhe marcou a infância, uma de cada vez. Se algo, durante esse tempo todo está te perturbando, desde a infância, é o momento de você fazer uma auto-análise, perdoar as condutas e os comportamentos das pessoas com relação a você, isso desbloqueará sua mente, soltando as amarras mentais que lhe perturbam. Em contrapartida as pessoas que serviram de alicerce na sua infância, lhe dedicando atenção e amor, também devem ser recordadas, pois elas serão eternamente sua fonte de inspiração de vida.

 

 

TRAUMAS NA INFANCIA (segunda fase):

A Segunda fase da infância é marcada com o domínio e controle da coordenação motora, de comunicação, onde a criança interage com o meio ambiente em que está, é a fase das descobertas, da curiosidade, do tentar fazer tudo sozinha. Com os primeiros passos, vem os primeiros tombos, nesse momento, o amparo de uma pessoa adulta é importante, a palavra "cuidado" é dita freqüentemente, mas a criança não entende, ela tem que experimentar, observe uma criança ao descer um degrau na porta, primeiramente ela observa, em seguida ela tenta dar um passo e cai, tenta outras vezes, continua caindo, se ela for orientada a sentar no degrau para em seguida atingir o nível mais baixo, ela consegue......mas ela observa as outras pessoas que passam pelo degrau sem cair, então ela por sí só tenta outras vezes, e ela descobre que apoiando no batente ela consegue passar pelo degrau (obstáculo), tenta outras vezes, até adquirir auto- confiança e consegue com êxito, assim a criança sente segurança e o equilíbrio necessário, com isso aprendeu e conseguiu superar um dos primeiros obstáculos da vida, dessa forma ela vai tentando até adquirir mais firmeza nos passos até que consegue pular o degrau.

A criança deve saber gradativamente enfrentar as mais diversas situações, e é errando que se aprende, é comum os pais gritarem com as crianças nessa fase, pois é mais fácil gritar que parar um pouco e orientar, perante um comportamento alterado dos adultos, a criança se sente intimidada para superar os obstáculos, fica irritada e até mesmo agressiva, se uma criança é orientada perante situações, desde a infância, ela tende a crescer sentindo confiança nos mais velhos, será segura e destemida no suas ações no futuro.

Nessa fase a criança dispõe de uma energia muito grande, cada dia que passa absorve mais e mais informações, já inicia o processo de comunicação com os demais da casa, tímida ainda com pessoas e lugares estranhos, quando deseja alguma coisa, mostra, aponta, pede, se irrita facilmente por não saber se comunicar direito, muito apegada a mãe (devido a amamentação), já não dorme direito a noite, os pais normalmente ficam mais estressados.

É hora de desmamar !, a criança já absorveu todos as anticorpos necessários para sua sobrevivência, a mãe já está estressada, noites a fio com o sono interrompido, o pai anda carente do afeto da esposa, é um momento difícil para todas as partes, a melhor maneira de desmamar é fazer a criança sentir certa aversão ao seio da mãe, utilizando método caseiro (amassa-se 2 folhas de Boldo comestível, o liquido é passado no seio – o amargor da planta fará com que a criança sinta aversão ao seio – essa aplicação deve-se repetir durante alguns dias), em 3 ou 4 dias a criança já não mais procura o seio materno, ao contrário que normalmente se faz, isolando-se a criança da mãe, dessa forma ela se sentirá completamente rejeitada pela mãe, gerando profundos traumas, ela crescerá insegura, constrangida, tímida, introvertida, medrosa e até mesmo ciumenta. Enquanto que com o emprego do Boldo no seio, a criança sentirá repúdio apenas ao seio, não pela mãe. É aconselhado o Boldo caseiro também para retirada da chupeta, umedecendo o bico da chupeta no Boldo amassado, dessa forma a criança sentirá que a chupeta está ruim, certamente ela poderá associar o sabor amargo do seio materno.

E como anda o relacionamento entre os pais nessa fase?

É natural o distanciamento afetivo entro os pais, pois toda a atenção vai para a criança, o tempo passa, muitas vezes, por falta de atenção da mulher para o marido, em inúmeros casos, ele busca os prazeres fora do casamento, é uma fase crítica, onde o esclarecimento é muito importante e necessário para não ocorrer a separação do casal. A grande maioria de casais separados, culpam os filhos pela separação, claro que não é bem assim, principalmente quando a vinda do filho foi planejada.

Uma vez que a criança já entende e consegue transmitir seus desejos e sentimentos, basta ver os pais tentando uma reconciliação, uma simples troca de carinho até mesmo o fato dos pais andarem de mãos dadas na rua, é motivo para a criança correr e separa-los; essa reação se dá pelo fato de a criança se sentir insegura, ela entende que a mãe é somente dela, desde a gestação ela sente mais a energia da mãe, a criança possui sensibilidade aguçada, o simples fato dos pais caminharem pela praça de mãos dadas é motivo para despertar ciúmes, ela sente que a mãe está dividindo o carinho que deveria ser dela com o pai. Os pais devem agir naturalmente perante o filho, não tentando despertar ciúmes na criança, é hora do pai ter uma participação maior junto a criança demonstrando e dedicando maior atenção e afeto – dessa forma a criança sentira segurança tanto no pai como na mãe, diminuindo o sentimento de egoísmo para com a mãe, deve haver uma compensação de afeto, não gerando trauma. Vale salientar que essa fase de formação mental da criança, repercutirá até os últimos dias de sua vida.

(Este artigo está em fase de conclusão)

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