A Região Sul é destaque positivo praticamente em todos os seguimentos econômicos, no setor industrial não é diferente. Ocupa, atualmente, o segundo lugar do percentual nacional nesse setor da economia, o volume comercial corresponde a 21% do total nacional, dessa forma é superado somente pela Região Sudeste.
Na região estão inseridos diferentes tipos de indústrias, no entanto, as atividades que mais predominam é a produção têxtil e alimentícia, essas utilizam como matéria-prima a produção agropecuária desenvolvida na região.
As indústrias estão instaladas em locais estratégicos, perto das fontes de matérias-prima, nas áreas de produção pecuária estão os parques produtivos no seguimento de frigoríficos, curtumes, laticínios, já em áreas de produção agrícolas se encontram instaladas fábricas de óleos vegetais, produção de trigo, produção de sucos e as vinícolas. Essa junção entre produção agropecuária e industrial é denominada de agroindústria.
As indústrias da Região Sul estão regularmente distribuídas ao longo do território, elas são encontradas em pequenos centros urbanos e médios, no entanto, naturalmente as áreas que concentram a maior parcela das indústrias estão nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Curitiba e nordeste de Santa Catarina, na qual se encontra Joinvile, Blumenau, Brusque, além dos parques industriais nas cidades de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, no Paraná, já no Rio Grande do Sul as principais cidades são Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas.
Um dos importantes fatores para o desenvolvimento industrial na Região Sul é o potencial energético, devido às usinas hidrelétricas instaladas na região, o relevo de planalto facilitou a construção das mesmas, dessa forma a abundância de energia elétrica facilita o abastecimento do setor produtivo industrial.
Novas perspectivas para a indústria do sul
Até os anos 70, as atividades econômicas desenvolvidas na Região Sul estavam vinculadas à produção primária, especialmente em produtos da agricultura e pecuária.
Doravante, nessa etapa a região ingressou em um intenso processo de industrialização em diferentes seguimentos, logo se tornou o segundo pólo industrial do país.
Mais tarde, no fim dos anos 80 e início dos anos 90, não houve um crescimento expressivo, desse modo o parque industrial do nordeste quase que o superou. Porém, o crescimento do setor industrial ocorreu recentemente, com a migração de investimentos no setor, que proporcionou a instalação de empresas nacionais e estrangeiras que produzem automóveis, peças, suprimentos de informática, eletrodomésticos e bebidas.
Os incentivos para a instalação de diversas empresas na Região estão diretamente ligados aos benefícios fiscais oferecidos pelos estados inseridos no contexto e todo o conjunto de infra-estrutura que facilita a circulação de mercadorias, capitais e pessoas, além da proximidade com os parceiros comerciais do MERCOSUL (Argentina, Uruguai e Paraguai).
Com todos esses aspectos, o sul se encontra em uma condição privilegiada em relação ao restante do país, a região estabelece uma homogeneidade do setor industrial e isso favorece o crescimento igualitário dentro do território.
Interessantíssima esta pergunta. Mexeu comigo no sentido de repensar toda a história folclórica. MInha filha está preparando um trabalho para a faculdade sobre este tema e ao me perguntar sobre o que deveria questionar, pois seu professor quer que durante a apresentação do trabalho, seja levantada uma polêmica, que faça com que os alunos busquem respostas.
Ela pensou em levar paa a sala de aula a questão da sinestesia, da cumplicidade, da emoção, enfim esse sentimento que o folclore causa e pelo qual as pessoas se agrupam na "construção" do folclore e na sua manunteção ao longo da história.
Portanto, se alguem puder ajudá-la nessa pesquisa, agradeço desde já.
Abraços
Data: 08/09/2007 13:38
De: Paulo Santos (dsmpaulosantos
@hotmail.com)
IP: 217.129.109.31
Assunto: Re: Re: BESCLORE
Tal e qual a amiga que conheci à 20 anos? sempre com a resposta na ponta da lingua, estou completamente solidario contigo; foi por amor a uma camisola e a uma bandeira bem representada
a de " Portugal " e ao eterno amor que temos e sempre teremos que é a musica tradicional portuguesa
que: gozamos, brincamos, choramos e vivemos intensamente pelas coisas boas e más que passamos
para mim sempre esteve, está e sempre estará no meu coração o GRUPO BESCLORE.
Muitos beijos para ti e criançada e um grande abraço para o teu maior,
Paulo Santos
PS: Gostaria de ver aqui publicadas as fotos do inicio do BESCLORE
de qualquer forma são de mérito revelas analizadas e estudadas.
Data: 18/06/2007 13:11
De: LINO MENDES (lino_mendes
@portugalmail.pt)
IP: 82.155.160.87
Assunto: Colaboração
Gostava de colaborar com alguns trabalhos sobre "cultura tradicional"
Como fazer?
Lino Mendes
Rancho Folclórico de Montargil
Gosto deste tipo de pessoas que,como diz o Sr.Lep, tem uma grande dor de corno.
È ridiculo ver alguem falar quando o ciume e/ou a angustia toma conta de si, fazendo assim deixarse despresar e caminhar para um nivel tao baixo,sem saber os porquês.
Vendo este tipo de comportamento neste tipo de "foruns" leva-me a dizer que á muita que deveria estr calada pois quando fala só diz bosta de vaca(parecer mais ligeiro).
Felizmente conheço e falo com alguns dos componentes do Grupo Danças e Cantares Besclore, e se eu estivesse no lugar dessas pessoas ficaria triste por saber que existe (ainda) este tipo de pessoas, que mais paresem uns primatas em faze de aprendizagem(coitados)...e que não conseguem destinguir o bem do mal. E assim falam como lhes apetese,nao é Sr.(nem devia ser tratado como tal)F.Ferreira?
Tenho pena que ainda exista este tipo de "rivalidades" . E sabe que mais Sr.F.Ferreira,em muitos anos de folclore é raro ter visto um Grupo;rancho;movimento seja lá o que for, a representar tao bem as nossas tradiçoes minhotas como o Besclore. (nao querendo desprezar muitos dos bons grupos bem tradicionai que existem)
Resumindo: Sr.F.Ferreira o Sr. com os aninhos que deve de ter ja deveria ter juizo,se ainda é novinho tem muito que aprender.
Desculpe alguma coisinha,
Eu
Ps: sei que esta questao já foi á muito debatida,mas como eu estava aqui a "navegar" neste forum nao quis deixar passar este pequena tristeza.
sou uma pessoa que pertence a um grupo de folclore da beira baixa e gostava de saber tudo o que pudesse sobre o folclore da beira baixa mais propriamente da zona de Castelo Branco.
gostava se saber sites onde posso procurar algo sobre folclore. isto tem como fundamento na minha prova de aptidão profissional. o meu obrigado pelo tempo dispensado.
Estimados Folcloristas Cibernautas
Informo que o Novo endereço do Fórum do Folclore Português é o seguinte: http://www.freeboards.net/?mforum=folcport
Um abraço
Albino Dias - Moderador do Fórum do Folclore Português
Cara amiga Josefina.
Ainda não foi desta que vi o vosso Grupo.É raro ter tempo para ver televisão e muito menos há hora do programa Praça da Alegria.
Fiquei todavia muito satisfeito com essa passagem pela TV por várias razões:
Primeiro porque tenho apreciado o seu empenhamento e humildade para procurar ajuda. Quem assume este comportamento há-de certamente produzir um bom trabalho.
Segundo porque é importante dinamizar mais o Folclore do Alto Alentejo. As "saias" são das melodias mais bonitas do nosso Folclore e, embora sejam dançadas noutras regiões é no Alentejo que assumem a sua plenitude.
Outro ex-libris do Alto Alentejo eram os Balhos, com os cantadores e as cantadeiras integrados na dança e cantando ao desafio.
Era neste desafio que se peddois ou mais rapazes lutavam pela sua pretendida,era assim que se pedia namoro e se acabavam alguns. Era aqui, através do despique, que a resposta aceitava ou dava o primeiro sinal de encorajamento. Era aqui que, a cantar, se fazia a "crítica" aos costumes ou aos acontecimentos da aldeia ou da região, etc. etc. .
Não sei se há mas, ainda não vi nenhum Grupo recriar em palco esta situação. Eu sei que não é fácil, mas com o rescurso a microfones de lapela (e não é dificil "escondê-los" no colete ou na blusa, é fácil recriar estes "balhos" e fazer ouvir as vozes.
Por último, a satisfação de ouvir os comentários favoráveis de pessoas cuja opinião me habituei a respeitar, em relação a um Grupo que me despertou interesse desde o princípio e de quem tenho boas referências vindas "do povo" desde que aceitaram o meu convite para ir a Juromenha e onde deixaram óptima imagem.
Parabens ao Grupo e em especial a si Josefina, pelo seu entusiasmo e pelo seu interesse em aprofundar as raízes da nossa cultura alentejana.
Nota: Discordo do Arlindo no que respeita às botas de "cano alto" pois ainda hoje são usadas até com roupa de passeio.
Quanto aos safões e às "calças" feitas com a saia, para ir à monda, à ceifa ou à azeitona, já posso estar mais de acordo. Contudo lembraria que chegados ao "Monte" após o trabalho e apesar do cansaço, não eram essas "calças" ou os safões que evitavam um pé-de-dança, se acaso se proporcionava.
Um grande abraço.
Juntos, conseguimos incutir uns nos outros, que o essencial é ter a preocupação de dançar, tocar e cantar, despreocupados e chegamos à conclusão que resulta.
Quanto aos brincos da Nicete já estão na ourivesaria a arranjar.
As saias trocadas... entendi, sim Sr. Arlindo.
O “ti” Joaquim Luís, quando teve a gentileza de nos ensinar o modo de bailar as saias trocadas, cuja melodia toda a gente mais velha da aldeia sabia trautear disse não se lembrar propriamente dos “pontos” e explicou-nos que não havia de ser problema – saias são saias, e quaisquer pontos, desde que quadrem dão para cantar as saias. Geralmente o cantador que principia, ao lançar a primeira cantiga (1ª quadra) deternina o assundo das mesmas - namoros, ciumes, saudades, ofensas mutuas, trabalhos agricolas, ao patrão, ao manageiro, etc e também frequentemente relacionadas com a terra, principalmente quando se deslocavam para outras povoações ou herdades vizinhas. Uns faziam as cantigas no momento outros cantavam “obra feita”.
Posteriormente chegaram-nos estas cantigas (quadras) recolhidas segundo a presidente da direcção e fundadora do grupo, no lar da terceira idade. Tratando-se de pessoas que dificilmente aceitam de bom agrado opiniões contrárias ao que tem como certo, à semelhança de outras situações já sei que vou ter dificuldades de fazer entender a questão, mas pelo menos e como me aconselha, vamos tentar saber da veracidade da recolha.
Relativamente aos apetrechos, refere-se certamente, no nosso caso, ao uso dos safões utilizados precisamente para dar maior autenticidade e representatividade ao traje, tal como a ceifeira usa nas actuações as saias feitas em calções para demonstrar como eram usadas durante os trabalhos agrícolas, certamente que as mulheres também não iriam para os “balhos” de “calças feitas” nem de chapéus… de qualquer maneira dá que pensar.
Mais uma vez obrigado pela seu parecer, que sem dúvida contribui para o bem do nosso grupo e do folclore ao geral.
Ao Sr. Albino, pela atenção e preocupação de nos alertar relativamente aos brincos o meu obrigado e em nome do meu grupo, e também pelas v/ as felicitações e apreciação que de algum modo nos incita e estimula a tentar seguir o melhor caminho
Quanto ao meu nome, reparei, mas não liguei. Daí não vem mal ao mundo, não se preocupe. O importante estava lá, que é a v/ opinião
Em nome do “meu” grupo , muito obrigado e um abraço
Josefina
Patrícia.
Não sabe a localidade ou a região de origem dos seus familiares?.
Seria sempre mais fácil encontrar alguma pista.
Olá Josefina,
finalmente vi o filme da v/ actuação na rtp 1. E gostei principalmente da v/ humildade e alegria que levaram para a televisão.Gostei muito de ver os sorrisos nas bocas dos executantes do seu rancho. Nota-se ali algum treino especifico, muito importante e que várias vezes tenho chamado a atenção. Afinal é tão fácil dançar e sorrir ao mesmo tempo, não é.
Quanto à parte técnica de apresentação e representação, o amigo Albino, como bom observador que é, nem eu faria melhor, notou logo a falta dos brincos nas orelhas da Nicete.
A Josefina já lhe respondeu. Quanto aos meus reparos, que já se tornaram famosos, digo-lhe que tomaria eu que todos os ranchos com apenas 2 anos de existência estivessem como o seu. Muito bem andaria o folclore. É um bom exemplo para alguns ranchos que andam a mostrar miséria por aí há mais de 20 anos, sem sintomas de mudança ou alteração.
Parabéns pelo bom trabalho que vem efectuando.
Quanto ao resto, bem, há sempre um mas, não é verdade. Aquilo que vou dizer a seguir não é só para o seu rancho, pois se fôsse falaria consigo em privado, mas eu quero que outros escutem e participem se for caso disso. Aquelas "saias trocadas" com que entraram não estarão mesmo "trocadas" no tempo? Para mim pareceram-me quadras escritas por alguém, por ser bonito e natural enaltecer as qualidades da terra, neste caso de Casa Branca. É que raramente as quadras expontâneas eram sequencionais, seguidas, sem esquecer nenhum detalhe da terra, entende?
Só alguém escrevendo levava a "eito" todos os detalhes daquilo que a terra tinha de importante para falar. Geralmente estas quadras eram escritas para marchas, cortejos, etc.
Agora só tem de tentar saber a veracidade desta recolha. Se estiver correcta, em frente.
Também já aqui escrevi em tempos as minhas duvidas quanto aos homens envergarem durante as danças os seus apetrechos de trabalho, tais como os polainites, os aventais, os gabões, as botas de cano alto, etc. etc.
Sem pretender ser mais papista que o papa, em meu entender, ninguém ía para os bailes com esses apetrechos. Eu acho que os homens deveriam fazer o mesmo que fazem com os utensilios que levam para cima do palco. Poderiam ir assim trajados no desfile, para dar uma maior autenticidade e realismo do traje que envergam, mas depois tirar todos esses extras para a dança.
Enfim, são apenas algumas ideias que cada um recebe como bem entender.
E é só Josefina. Acredite que fiquei muito contente e sensibilizado por ver um dos "meus" ranchos na televisão.
Um abraço para si e cumprimentos a todos os seus elementos,
Arlindo Dos Santos
Caro Rui Marques,
pelo menos ficamos mais aliviados, é que uma certa vez,numa situação identica mandei um e-mail ao cuidado do politico Pacheco Pereira, a sic responde a dizer que o recado ia ser passado,e que agradeciam a minha preferência pela estação.Só não me explicaram para que caixote do lixo ia ser passado.
um abraço
Lourenço Nogueira
Salvaterra de magos
Caro amigo Lourenço Nogueira,
são estes ignorantes que mais sobressaiem na nossa sociedade. Pelo bocado do artigo que aqui escreveu, e do qual eu não tinha conhecimento, o Sr. João Braga chamou de "burros" os portugueses sem se dar conta que o maior burro é ele!
Quanto ao tema do artigo fica para análise de cada um, mas quanto ao facto de ter usado o termo "folclore" no meio da mensagem que pretendeu transmitir, só demonstra a sua total ignorância! Mas pior do que isso, é que esta personagem tem um programa de televisão no Canal 2 da RTP.
Sobre quê? Fado, claro está, a música que é o orgulho nacional mas que só tem tradição em Coimbra e Lisboa. O que mais me preocupa nem é o programa, é a escolha da RTP! Em tanta gente com algum nível e bom senso vão escolher o João Braga! (?????)
Mas, não é só ele! Na altura em que esteve cá o tal barco, houve um debate na RTP moderado pela grande jornalista Fátima Campos Ferreira. No meio de algumas bacoradas dos nossos políticos a Dr.ª Zita Seabra diz que a presença desse barco em Portugal é puro folclore político, ao seu lado outro deputado do qual não me recordo o nome, num acto de gozo diz: "é, é folclore político". Espantados? Eu não, são os nossos políticos!!!
Espantado fiquei depois, quando a Dr.ª Fátima Campos Ferreira, que julgo a sua formação académica ser ligada à História, pergunta: "Então os Sr.s acham que é folclore político" e virou-se para os outros deputados presentes!
Fui aos arames, no dia seguinte, liguei o computador, mail para a RTP, ao cuidado de Fátima Campos Ferreira e...aqui vai!
Só lhe expliquei donde vem o termo folclore, disse-lhe que deviam ter mais respeito e cuidado quando falam, porque o folclore move milhares de pessoas neste país, e como ela tem oportunidade de estar com tantos deputados que lhe dê um bocado de educação e cultura geral!
Só que estas situações conduzem-nos a outras questões:
- falta de um organismo que represente o folclore e faça ouvir a sua voz no meio da classe política
- as rivalidades que existem entre alguns grupos folclóricos
- a falta de apoio técnico a muitos grupos, para que, se os mesmos quiserem, consigam representar as suas regiões com o maior rigor possível
- a falta de legislação para que não seja possível criarem-se grupos folclóricos "por dá cá aquela palha"!
Depois queixamo-nos da falta de qualidade?
Uma coisa é certa, tenho conhecimento de um Rancho Folclórico que se encontra legalmente constituído, onde a tocata (ou outro nome que lhe queira-mos chamar)nunca se engana! Só se a cassete se estragar! E recebem algum apoio do município a que pertencem! E melhor, ainda conseguem arranjar actuações!
Bom, na minha opinião ficava melhor sem cassete!
Mas pergunto... é com exemplos destes que vamos conseguir melhorar o panorama folclórico nacional?
Com os melhores cumprimentos
Rui Marques
O Joao Braga é um Fadista e infelizmente é uma pessoa conhecida...
Data: 25/09/2004 09:08
De: Lourenço Nogueira
IP: 212.55.154.146-81.193.130.245
Assunto: Ignorante!!!
Caros amigos,
é comum vermos o folclore mal tratado, também é frequente vermos o termo folclore ser achincalhado pela classe politica,que a estes eu até dou uma pequena desculpa porque se calhar a maioria até desconhece a existência do movimento folclórico,chocante foi ter lido o pequeno artigo que mais adiante colocarei aqui na integra,da autoria de uma pessoa que se diz preservadora da cultura Portuguesa, neste caso na área do fado que é parte integrante da nossa cultura, que tal como o folclore é "simbolo" das nossas gentes. Este "grande" senhor do fado e figura publica, Sr. João Braga, teve este infeliz comentário: "- Acho que portugal está cada vez mais moderno. Agora só nos falta o barco da cocaína,da heroina, dos pedófilos e da eutanásia. Acho que poucas pessoas estarão de acordo com este FOLCLORE provocado por um barco de prostitutas e chulos sociais, que vêm explorar a ingenuidade da população Portuguesa." - 07/09/04 , é no minimo de uma ignorância absurda um comentário destes, de uma pessoa ligada a estas coisas da cultura,lamentável.
Desculpem este desabafo mas cada vez que aparece um comentário destes,fico com uma revolta que nem imaginam.
Um abraço
Lourenço Nogueira
Salvaterra de Magos
Data: 23/09/2004 07:29
De: José Artur Brito
IP: 193.136.177.1-193.136.182.71
Assunto: Re: Tocatas!
Caros Amigos,
agora que a poeira assentou, está na hora de cuspir a que ficou na boca e começar a falar de coisas mais a sério... como por exemplo esta questão que o Arlindo coloca!!
Na minha terra, Covas (Vila Nova de Cerveira), que fica "ao baixar da Serra d'Arga" como diz a cantiga, o termo «tocata» nunca foi utilizado. Sempre que se pretende referir a algum agrupamento musical de carácter folcórico ou, no caso mais específico dos ranchos folclóricos, referir à sua parte musical, os termos utilizados são «Rusga» ou «Estúrdia».
Dirão os mais entendidos que estes termos musicais estão associados a organizações musicais diferentes, que caracterizam coisas diferentes e que não se referem propriamente à vulgo "tocata" dos ranchos folclóricos. Contudo, devo referir, que o povo não empregava (não emprega!! pelo menos na minha aldeia...), os termos correctos porque alguém lhos ensina, nem emprega os errados por ser ignorante, emprega-os sim porque foi sempre assim que se referiu à parte de um rancho (organizado ou não, para uma brincadeira ou para a ida a uma romaria).
Quem ler o Veiga de Oliveira certamente dirá que além de rusga e estúrdia há também a chula ou a ronda, mas na minha região (e inclusivamente noutras que tive oportunidade de estudar como Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Paredes de Coura), a parte musical do rancho folclórico, é referida sempre como rusga ou estúrdia. Reinforço a questão que este termo é empregue aos agora organizados agrupamentos folclóricos, mas era inicialmente utilizada para se referir à parte musical que acompanhava os romeiros para a romaria, ou aos instrumentos presentes num serão no fim de uma "esfolhada" ou uma "vessada".
Como diria o «outro», "na minha farruntcha-se assim"... Um abraço e até breve,
José Brito - Lisboa
Estimados colegas e amigos
Como todos devem ter já reparado, o acesso ao Fórum tornou-se praticamente impossível em determinadas horas do dia, especialmente ao fim da tarde e durante a noite.
Na tentativa de melhor agilizar o acesso ao Fórum, o portal do Folclore Português decidiu proceder ao descarregamento e armazenamento em arquivo da maior parte da informação nele contida, acreditando ser a totalidade desta informação acumulada a grande responsável por esta situação. Nesse sentido, estão a ser copiadas e apagadas do Fórum todas as mensagens anteriores ao mês de Julho do corrente ano. Oportunamente será criado um espaço no Portal onde esta informação será disponibilizada para consulta e permanecerá como património documental do Portal do Folclore Português. Das 1097 mensagens que foram acumuladas na totalidade existem actualmente 719 e começa já a notar-se muito menos dificuldade na abertura do Fórum. Acreditamos que com o decorrer deste trabalho muito poderá melhorar ainda.
Um abraço a todos
Albino Dias – Moderador e Gestor do Fórum
Data: 22/09/2004 05:35
De: Arlindo Santos - opovoacantar@hotmail.com
IP: 213.13.248.151-
Assunto: TOCATAS!
Bem, acabadas as polémicas (pelo menos para mim), vamos ao trabalho.
E começo por pôr à discussão deste fórum a utilização da palavra TOCATA para definição do grupo de tocadores de um rancho ou grupo.
Será que TOCATA era a designação correcta utilizada antigamente pelo povo?
Posta a questão, vamos às respostas.
Um abraço
Arlindo Santos
Amigo Marcelo, perdoe-me a familiaridade nas afinal o Folclore é também um círculo de amigos.
Não posso ajudar muito em relação à "giga" como instrumento mas, é verdade que já ouvi referência à giga como instrumento mas não conheço nenhuma região onde isso seja generalizado.
Contudo, não me admira que isso possa acontecer e penso que uma pista a seguir é a explorar a partir da "selha", que eu também já referi na minha primeira intervenção, e cujo formato se assemelha de facto a um violino.
Lamento, mas de momento não posso ajudar mais, porque não tenho informação concreta.