Data: 05/11/2003 12:43:55
De: JORNALISTA
IP: 200.221.210.213-
Assunto: Udesc vive um dia de clima tenso
De: JORNALISTA
IP: 200.221.210.213-
Assunto: Udesc vive um dia de clima tenso
Alunos do Centro de Artes decidiram ontem entrar em greve e pedem a suspensão da eleição
PATRICIA RODRIGUES
Alunos e professores do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis, estão em greve desde ontem. Eles reivindicam a suspensão das eleições para o novo reitor marcada para o próximo dia 25. A alegação é que o edital foi feito sem a participação do Conselho Universitário.
A decisão foi tomada ontem pela manhã durante assembléia geral. Às 10h de hoje acontece outra assembléia no Centro de Ciências Agroveterinárias, em Lages. No final da tarde houve tumulto no campus do Itacorubi, na Capital, quando alunos e professores tentaram entregar uma carta aberta para a reitoria. Depois o movimento continuou na SC-404, com a distribuição de folhetos explicando os motivos da greve.
O presidente da Associação de Docentes do Centro de Artes, Esdras Pio Antunes da Luz, garante que a paralisação já atinge 30% da universidade e pode chegar a 60% conforme decisão a ser tomada hoje em Lages.
O reitor da Udesc, José Carlos Cechinel, não acredita na greve. Para ele a manifestação é organizada por um pequeno grupo de professores e alunos com motivações políticas.
"Primeiro, gritaram pelas eleições. Como não conseguiram se organizar, estão contra", disparou. "Foi o mesmo grupo que pediu a intervenção do governador, a CPI e que ainda entrou na Justiça", completou. Na próxima segunda-feira, às 14h, acontece nova reunião aberta da CPI da Udesc, na Assembléia Legislativa.
Por enquanto, somente o diretor geral do Centro de Ciências Tecnológicas de Joinville, Anselmo Fábio de Moraes, se candidatou ao cargo. "Ninguém mais teve coragem de participar das eleições nas condições impostas", disse o professor do curso de Artes Cênicas, Pedro Martins.
Edital não cumpre exigências da LDB
Conforme o professor, o edital está baseado no estatuto da Udesc de 1990, que deveria ter sido modificado há quatro anos e que não está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), como por exemplo a participação do colégio eleitoral.
A LDB estipula que 70% dos eleitores devem ser professores e outros 30% alunos e funcionários. "Mas o edital, baseado num estatuto caduco, diz que dois terços do eleitorado deve ser formado pelo corpo docente e funcionários, e um terço por alunos", diz o professor Esdras. "É mais fácil pressionar os funcionários do que os professores", avalia.
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A decisão foi tomada ontem pela manhã durante assembléia geral. Às 10h de hoje acontece outra assembléia no Centro de Ciências Agroveterinárias, em Lages. No final da tarde houve tumulto no campus do Itacorubi, na Capital, quando alunos e professores tentaram entregar uma carta aberta para a reitoria. Depois o movimento continuou na SC-404, com a distribuição de folhetos explicando os motivos da greve.
O presidente da Associação de Docentes do Centro de Artes, Esdras Pio Antunes da Luz, garante que a paralisação já atinge 30% da universidade e pode chegar a 60% conforme decisão a ser tomada hoje em Lages.
O reitor da Udesc, José Carlos Cechinel, não acredita na greve. Para ele a manifestação é organizada por um pequeno grupo de professores e alunos com motivações políticas.
"Primeiro, gritaram pelas eleições. Como não conseguiram se organizar, estão contra", disparou. "Foi o mesmo grupo que pediu a intervenção do governador, a CPI e que ainda entrou na Justiça", completou. Na próxima segunda-feira, às 14h, acontece nova reunião aberta da CPI da Udesc, na Assembléia Legislativa.
Por enquanto, somente o diretor geral do Centro de Ciências Tecnológicas de Joinville, Anselmo Fábio de Moraes, se candidatou ao cargo. "Ninguém mais teve coragem de participar das eleições nas condições impostas", disse o professor do curso de Artes Cênicas, Pedro Martins.
Edital não cumpre exigências da LDB
Conforme o professor, o edital está baseado no estatuto da Udesc de 1990, que deveria ter sido modificado há quatro anos e que não está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), como por exemplo a participação do colégio eleitoral.
A LDB estipula que 70% dos eleitores devem ser professores e outros 30% alunos e funcionários. "Mas o edital, baseado num estatuto caduco, diz que dois terços do eleitorado deve ser formado pelo corpo docente e funcionários, e um terço por alunos", diz o professor Esdras. "É mais fácil pressionar os funcionários do que os professores", avalia.
| Cronologia |
| Em maio do ano passado terminou o mandato do reitor da Udesc, Raimundo Zumblick, que se candidataria pela terceira vez. |
| Os concorrentes ao cargo, Rogério Braz da Silva e Pedro Martins, entraram na Justiça argumentando que Zumblick não poderia se candidatar novamente. |
| A Justiça suspendeu a eleição e o Conselho Universitário nomeou José Carlos Cechinel como reitor pró-tempore. |
| Um ano depois, em maio de 2003, o governo do Estado interveio e nomeou Diomário de Queiróz, que ficou 40 dias no cargo. |
| O conselho entrou com mandato de segurança para suspender a intervenção e reverter o processo. Cechinel assumiu novamente a reitoria. |
| Cechinel lança o edital para eleições do novo reitor para o dia 25 de novembro. Um grupo inicialmente formado pelos acadêmicos e professores do Centro de Artes (Ceart) entrou em greve ontem. Acadêmicos e professores reivindicam a suspensão das eleições. |
Esta é uma publicação do JORNAL FLORIPA
E-mail: jornal@click21.com.br
Fone: 48 - 9977-7400
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Alunos do Centro de Artes decidiram ontem entrar em greve e pedem a suspensão da eleição
PATRICIA RODRIGUES Alunos e professores do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis, estão em greve desde ontem. Eles reivindicam a suspensão das eleições para o novo reitor marcada para o próximo dia 25. A alegação é que o edital foi feito sem a participação do Conselho Universitário. A decisão foi tomada ontem pela manhã durante assembléia geral. Às 10h de hoje acontece outra assembléia no Centro de Ciências Agroveterinárias, em Lages. No final da tarde houve tumulto no campus do Itacorubi, na Capital, quando alunos e professores tentaram entregar uma carta aberta para a reitoria. Depois o movimento continuou na SC-404, com a distribuição de folhetos explicando os motivos da greve. O presidente da Associação de Docentes do Centro de Artes, Esdras Pio Antunes da Luz, garante que a paralisação já atinge 30% da universidade e pode chegar a 60% conforme decisão a ser tomada hoje em Lages. O reitor da Udesc, José Carlos Cechinel, não acredita na greve. Para ele a manifestação é organizada por um pequeno grupo de professores e alunos com motivações políticas. "Primeiro, gritaram pelas eleições. Como não conseguiram se organizar, estão contra", disparou. "Foi o mesmo grupo que pediu a intervenção do governador, a CPI e que ainda entrou na Justiça", completou. Na próxima segunda-feira, às 14h, acontece nova reunião aberta da CPI da Udesc, na Assembléia Legislativa. Por enquanto, somente o diretor geral do Centro de Ciências Tecnológicas de Joinville, Anselmo Fábio de Moraes, se candidatou ao cargo. "Ninguém mais teve coragem de participar das eleições nas condições impostas", disse o professor do curso de Artes Cênicas, Pedro Martins. Edital não cumpre exigências da LDB Conforme o professor, o edital está baseado no estatuto da Udesc de 1990, que deveria ter sido modificado há quatro anos e que não está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), como por exemplo a participação do colégio eleitoral. A LDB estipula que 70% dos eleitores devem ser professores e outros 30% alunos e funcionários. "Mas o edital, baseado num estatuto caduco, diz que dois terços do eleitorado deve ser formado pelo corpo docente e funcionários, e um terço por alunos", diz o professor Esdras. "É mais fácil pressionar os funcionários do que os professores", avalia.
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Alunos do Centro de Artes decidiram ontem entrar em greve e pedem a suspensão da eleição
