De: Redação
IP: 200.221.146.213-
Assunto: Jornal Floripa - Notícias do dia 18/ e 19/07/2004
O candidato a prefeito Dário Berger (PSDB) lidera a intenção de votos para a prefeitura de Florianópolis, conforme pesquisa de opinião pública contratada pela RBS TV e realizada pelo Instituto Ibope entre os dias 13 a 15 de julho.
Na aferição estimulada, Berger obteve 34% da aceitação dos entrevistados. O candidato Sérgio Grando (PPS), vem depois com 19%, seguido por Francisco de Assis Filho (PP) com 10% e Afrânio Boppré (PT), 8%.
Os candidatos Gerson Basso (PV), Gilmar Salgado (PSTU), Osmar Pickler (PTC) e Elpídio Neves (PHS) não tiveram citações. Brancos e nulos somam 13% e não sabe/não opinou, 15%.
O candidato Pedro dos Santos (PT do B) não aparece na pesquisa, pois teve sua candidatura homologada somente na quarta-feira, dia 14.
Berger também lidera na aferição espontânea – quando os entrevistados respondem sem nenhum estímulo – com 17%. Grando recebeu 7%, seguido pelos candidatos Francisco de Assis Filho e Afrânio Boppré, ambos com 4%.
A prefeita Angela Amin (PP) obteve 1% das respostas. Eleitores que ainda não sabem em quem vão votar somam 52%. Brancos e nulos, 13%.
Eleitores apontam a rejeição
O candidato Sérgio Grando está em primeiro lugar, com 29%, no índice de rejeição. O petista Boppré em segundo com 26%, seguido por Francisco de Assis, com 24% e Dário Berger com 17%.
Os candidatos Gilmar Salgado, Elpídio Neves, Gerson Basso e Osmar Pickler são citados por 12%, 11%, 10% e 9% dos entrevistados, respectivamente. Os que não sabem ou não opinaram somam 24%.
Os 406 entrevistados também opinaram sobre quem será o próximo prefeito, independente do voto pessoal. Berger alcançou 45%, Grando, 12%, Assis, 7% e Boppré, 4%. Os outros candidatos não foram citados.
Com informações do Diário Catarinense.
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Fonte: Clic Rbs | 18/07/2004
Concurso - Celesc chama 226 aprovados nesta segunda-feira
Os 226 primeiros classificados no concurso público da Celesc devem se apresentar nesta segunda, dia 19, nas unidades da empresa com a documentação necessária, indicada em edital, para a programação dos exames médicos admissionais.
Um segundo grupo de classificados deve ser chamado aind em julho, a fim de completar as 240 vagas abertas. Em Florianópolis, todos os empregados deverão se apresentar na Administração Central – mesmo aqueles que foram aprovados para a Agência Regional da Capital.
O concurso foi realizado dia 13 de junho pela Fundação de Estudos Sócio-Econômicos da Universidade Federal de Santa Catarina (Fepese). Além dos classificados para ingresso imediato, a empresa agora tem à disposição um cadastro de 7 mil pessoas, válido por dois anos e renovável por mais dois.
Fonte: Clic Rbs | 18/07/2004
2ª edição
Saúde - Falta espaço para reabilitação - Cerca de 500 pessoas com traumas neurológicos são atendidas diariamente, mas ainda há fila.
Recomeço
Dona Rosa Alves de Lima faz fisioterapia na entidade mantida pelo Estado
Foto: Osvaldo Nocetti
F ábio Lima Ferreira, 31 anos, ficou paraplégico depois de capotar o carro em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. Chegou ao hospital conseguindo mexer apenas os olhos, mas, depois de quatro meses de tratamento, recuperou os movimentos da cabeça e ombros e move um pouco o braço esquerdo. Patrícia Martins, 16 anos, trapezista de circo, deixou de andar depois que caiu durante um ensaio, danificando a coluna. Logo ela vai conseguir ficar em pé e andar com auxílio de muletas.
Essas são apenas duas das 500 pessoas atendidas todos os dias pela Associação Santa Catarina de Reabilitação, localizada junto ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, na Agronômica. Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, a instituição é a única em Santa Catarina a oferecer tratamento para pessoas que perderam o movimento em função de traumas neurológicos. A reabilitação é fundamental para que essas pessoas possam realizar atividades cotidianas, como comer e sentar-se numa cadeira, além de inserirem-se no mercado de trabalho. De tão procuradas, as instalações do centro de reabilitação começam a ficar pequenas.
O diretor do centro, Hercílio Ivo Varella, solicitou em fevereiro à Secretaria de Estado da Saúde obras de ampliação das instalações. A socilitação está em análise pela secretaria. O projeto é aumentar a área física do setor de neurologia, dobrando os atuais 77 metros quadrados. O setor passaria a contar com um galpão aberto para treinamento dos cadeirantes, em sessões com o objetivo de habilitá-los a fazer novamente o que os médicos chamam de atividades de vida diária (AVDs). "Vamos ter com isso um atendimento mais qualicado aos pacientes que nos procuram", explica Varella.
O galpão ou ginásio contaria com uma série de equipamentos usados no treinamento dos cadeirantes. Pistas, rampas e uma cesta de basquete seriam instaladas num local com abertura para a paisagem verde em volta, buscando tornar o lugar agradável. "Temos uma preocupação em humanizar o atendimento", explica Varella. Fábio, paciente que freqüenta o centro há quatro meses, concorda. "O pessoal aqui é muito bom, a gente sente que eles se preocupam com o paciente, que eles tratam a gente com dedicação, não só como um trabalho."
O aumento da demanda faz com que as sessões sejam mais espaçadas. De acordo com a direção da associação, o intervalo entre uma sessão e outra de fisioterapia é em média de 15 dias. Os pacientes têm acesso também a hidroterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, acupuntura, assistência psicológica e aplicação de toxina botulínica (para controlar alguns problemas, como espasmos). Os psicólogos também prestam assistência aos familiares dos pacientes, que muitas vezes os vêem como um fardo. O setor de neurologia é o único do Estado, público ou privado, a oferecer esses serviços, devido à complexidade e à necessidade de envolver profissionais de várias áreas.
Reintegrar as pessoas portadoras de deficiência à vida social envolve mais do que permitir que elas voltem a ser capazes de pequenas atividades cotidianas. Reaver a auto-estima e reinserir essas pessoas no mercado de trabalho é fundamental. Para isso, o centro de reabilitação conta com o apoio de entidades como a Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef), com 1,4 mil associados. A Aflodef oferece atividades de esporte e lazer gratuitamente, além de ajudar essas pessoas a conseguir empregos.
De acordo com o assessor da entidade, Moacir Rauber, a Aflodef conseguiu inserir 120 pessoas no mercado de trabalho no últmo ano. "Atualmente temos mais vagas do que podemos preencher, porque nem sempre os candidatos têm a escolaridade necessária, já que a própria condição física muitas vezes limita o acesso à escola", diz Rauber. A Aflodef oferece cursos de informática, alfabetização e solda, para melhorar a qualificação dos candidatos a emprego. Atualmente a lei obriga as empresas a reservar entre 2% e 5% dos postos de trabalho para deficientes físicos.
A Aflodef também oferece atividades esportivas gratuitamente para os associados, por meio de convênios com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estudantes de educação física treinam regularmente equipes de natação, tênis e basquete sobre rodas e bocha, com atletas encaminhados pela Aflodef. Outro convênio semelhante, com o Clube Náutico Riachuelo, permite ainda a prática de remo pelos portadores de deficiência física, também sem custo para os praticantes. "O esporte é a melhor maneira de recuperar a auto-estima dessas pessoas, promovendo a igualdade por meio da competição", afirma Rauber. (CC)
Varella argumenta que a obra é barata - o custo estimado é de R$ 300 mil - e teria grande repercussão social. De quebra, permitiria a ampliação também do setor de ortopedia, que fica no andar de baixo. Esse setor, que atende pessoas que tiveram alguma incapacitação temporária e precisam de fisioterapia para recuperar os movimentos, tem uma demanda maior e precisa urgentemente de ampliação. "Estima-se que 14% da população, de acordo com dados internacionais, tenha algum tipo de deficiência física", afirma Varella. "Por isso, o centro de reabilitação tem um alcance social muito grande", defende.
Criada de 1961, a Associação Santa Catarina de Reabilitação foi transferida para o prédio atual em 1973, e desde então passou por várias ampliações, para atender uma demanda crescente. Uma parceria com os cursos de fisioterapia das univesidades do Estado (Udesc), do Sul de Santa Catarina (Unisul) e do Vale do Itajaí (Univali) permite que a cada dia 20 estagiários prestem atendimento aos pacientes, orientados por professores, ao lado de sete profissionais do quadro da associação. "Essa parceria é vital, não só para manter nossos serviços, como para a formação de profissionais da área", afirma Varella.
Atualmente, o setor de ortopedia atende pacientes dos municípios da Grande Florianópolis. Já o setor de neurologia, que ajuda pessoas com incapacidades permanentes (de origem neurológica) a retomar suas atividades diárias, é procurado por pessoas de todo o Estado. A Associação Santa Catarina é um centro de reabilitação de referência estadual na área de saúde, pedagogia e assistência social para crianças e adultos portadores de deficiências físicas. Além da reabilitação, o centro oferece também o serviço de confecção de próteses de pernas, tudo com cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS), sem custo para o paciente. Os atendimentos são todos feitos com hora marcada. (CC)
Fonte: A Notícia | 18/07/2004
Gente - Afro-descendentes na antiga Desterro - Tese resgata presença dos negros em Florianópolis
A tese de doutorado "Negros em Desterro: experiências de populações de origem negra em Florianópolis", com 312 páginas e que consumiu cinco anos de pesquisa sobre a participação dos afro-descendentes na cidade no final do século 19, defendida recentemente pelo professor Paulino de Jesus Francisco Cardoso, tem um objetivo específico: recuperar para a história as profissões, as relações familiares, os locais de moradia, as redes de solidariedade e os esforços para a conquista da liberdade que os negros daquela época travaram em busca de uma sociedade igualitária.
"É um esforço para tirar do esquecimento ideológico a importância da presença africana na história de Florianópolis. Infelizmente, o que ficou para a posteridade foi a memória republicana, com todos os grupos sociais reconhecidos pela origem, como portugueses e alemães, e os africanos determinados pela cor", revelou Paulino, que tem 37 anos e além de professor de história também coordena o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
A tese revelou que os negros daquela época tinham duas funções. A primeira delas era manter, via serviços pesados, a qualidade de vida da população portuguesa, especialmente a mais abastada. A outra era garantir a existência das desigualdades sociais para que o sistema continuasse funcionando. "Era uma prática antiga na Península Ibérica, que entre os séculos 15 e 18 utilizou mais de 1 milhão de negros para estas funções. Os negros eram o principal produto da pauta de exportações de Portugal, por exemplo", disse Cardoso.
A pesquisa tem como curiosidade as maneiras com que as informações foram coletadas. Dados oficiais como os relatórios de presidentes de província e livros clássicos de história foram pesquisados, mas boa parte do que Cardoso descobriu veio de documentos que até então não tinham sido estudados. Ele analisou relatos de caixeiros viajantes, inventários, processos de tutoria e cartas de alforria.
Fonte: A Notícia | 18/07/2004
Polícia - Investigações exigem técnica e criatividade - Sucesso depende de treinamento e muita habilidade dos agentes envolvidos na apuração
Intuição, técnica, paciência e paixão pelo que faz são algumas características que um policial deve ter para atuar na área de investigação. Misture-se a esses ingredientes um pouco de ousadia, perspicácia, uma boa equipe e até uma "ajudinha extra", como no caso que ficou conhecido como "Da mulher sem cabeça" (ocorrido em Florianópolis, no final de década de 70), que só foi solucionado, segundo o delegado encarregado, "com a ajuda da espiritualidade".
Embora a área investigativa da Polícia Civil (PC) passe por uma fase crítica, como o próprio delegado-chefe da instituição admite, há muitos casos de investigações bem sucedidas, que demandaram tempo e dedicação, e tiveram como desfecho a resolução de casos aparentemente insolúveis. Um deles é o do estupro e assassinato de uma menina de 10 anos, ocorrido em agosto de 2000, solucionado no final do ano passado.
A reportagem de AN Capital ouviu policiais de gerações diferentes e revela algumas peculiaridades dos casos em que trabalharam. Para o novo delegado da 2ª Delegacia de Polícia de São José, com jurisdição numa área que engloba 12 favelas e desde o início do ano registrou 6 mil boletins de ocorrência, Rodolfo Cabral, mesmo com pouco tempo de serviço, pois há quatro meses atuava como advogado, já é possível apontar algumas diretrizes que levem a uma boa investigação.
Para ele, "criatividade e bom senso" são fundamentais. "Tivemos um enxugamento no número de policiais civis. Em 1983, eram 4 mil pessoas. Já em 2004, não chegam a 3 mil funcionários. Isso acabou gerando um problema de falta de pessoal, uma vez que o policial deixou o trabalho de rua para fazer o serviço burocrático. Acredito que com a Central de Polícia isso deva mudar, pois vai se voltar a fazer esse serviço de rua", avalia.
A capacitação dos policiais é outro ponto imperativo, acredita o delegado. "O policial precisa ser bem treinado e receber um salário adequado. Não precisamos de tanto equipamento, mas de muita criatividade". Com relação às dificuldades inerentes ao processo investigativo, ele diz que uma delas é "convencer as testemunhas que são ameaçadas de morte a vir à delegacia para prestar depoimento. Isto acontece, principalmente, nos casos que envolvem homicídio e tráfico de drogas". Ele afirma ainda que o policial também deve estar disposto a voltar atrás e, se necessário, realizar novas diligências, "mesmo que perceba a ausência de uma prova ou perícia somente na hora de relatar o inquérito ao juiz", conclui o delegado Rodolfo Cabral.
Fonte: A Notícia | 18/07/2004
Polícia - "Cadáver do sexo feminino e sem cabeça"
"Cadáver do sexo feminino, com idade entre 20 e 25 anos, sem cabeça, que se encontrava em adiantado estado de decomposição e com os dedos estavam deformados a ponto de ser impossível fazer a identificação dactiloscópica do mesmo", assim estava descrito o corpo encontrado no lago do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na véspera do Carnaval de 1973. O caso, que ficou conhecido como o "o crime da mulher sem cabeça, "foi prioridade da investigação em várias divisões da então Superintendência da Polícia Civil catarinense, mas só foi solucionado sete meses depois. Elói Gonçalves de Azevedo, o policial encarregado do caso, preferiu não revelar o nome dos envolvidos, alegando que o crime ocorreu há muito tempo e o autor já cumpriu a sua pena.
O caminho para chegar ao assassino, cujo único rastro que tinha deixado era um sutiã cor-de-rosa, número 44, da marca Demillus, foi trilhado com "a ajuda da espiritualidade", afirma Elói, na época comissário da Delegacia de Homicídios - já aposentado como delegado desde 2000. Ele conta que o primeiro "sinal" que obteve, um "arrepio que lhe percorreu o corpo", como descreve, foi quando leu pela primeira vez o laudo cadavérico. Elói conta que recebeu "um toque espiritual" de que o autor do homicídio era um policial. Então, repassou a informação a seu parceiro no caso, o comissário José Guaianás Lima. O caso já estava arquivado, não por falta de provas, mas pela ausência de suspeito. Entre um interrogatório e outro, leituras repetidas do inquérito e prestando atenção aos sinais que recebia, o então comissário começou a esclarecer o mistério. A investigação foi feita a pé e com um carro (Fusca) de um parente da vítima, que, no dia em que estava na delegacia falando sobre o desaparecimento, chamou a atenção do policial. Eles conversaram e concluiram de que se tratava da mesma mulher.
Uma boa técnica de interrogatório é fundamental para que uma investigação seja bem sucedida, ressalta o delegado aposentado. Ele chegou até o assassino (um policial militar, que ficou preso por 17 anos) e também ao local onde a cabeça da vítima estava enterrada, utilizando muita intuição na hora de fazer as perguntas ao suspeito. As respostas, conta, já sabia, e o interrogado acabava entrando em contradição. Persistência e participação da chefia da Polícia também são importantes, pondera. O caso do crime da mulher sem cabeça foi relatado no livro escrito por Elói "Quando os mortos pedem justiça", lançado em 2001. (FL)
Fonte: A Notícia | 18/07/2004
Política - Prefeito denuncia desvio de dinheiro - Verba seria para sistema de lixo em Santo Amaro
Santo Amaro da Imperatriz - O prefeito Nelson Isidoro da Silva (PTB) pediu ao ministério público local, à Controladoria-geral da União e à Procuradoria da República que investiguem o destino de CR$ 13,15 milhões - ou R$ 34.638,92 em valores de hoje, corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). Parte desse dinheiro foi repassado em 1994 à Prefeitura do município, a fundo perdido, pelo Ministério do Bem-estar Social, para a construção do Sistema de Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos municipal. O atual prefeito garante que o sistema não existe e nunca houve qualquer obra com este objetivo no endereço apontado nos documentos oficiais.
Apesar disso, a obra foi contratada e paga pela Prefeitura durante a gestão do então prefeito José Rodolfo Turnes (PMDB), conforme documentação encaminhada ao ministério público. Executou as obras a empresa Sub Empreiteira de Mão de Obra na Construção Civil Ramos, que emitiu as notas fiscais números 032 e 033, em 25 de abril de 1994, como comprovante do recebimento integral dos respectivos valores.
Segundo a denúncia, o então prefeito José Turnes e seu secretário de Obras, José Seemann, assinaram, em 25 de abril de 1994, documento no qual declaram "aceitar, em caráter definitivo, a obra referente ao Sistema de Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos, estando tudo dentro das especificações exigidas e de acordo com o Plano de Aplicação previamente aprovado pelo Ministério do Bem-estar Social".
No mesmo dia, a empresa recebeu o dinheiro pelo serviço. Porém, quatro dias mais tarde, o prefeito encaminhou ao ministério esclarecimentos sobre as obras e pediu mais prazo para a execução, explicando que "intempéries climáticas" atrasaram o cronograma.
Outro detalhe curioso é que o alargamento na Estrada de Braço São João, onde estaria instalado o lixão, foi executado, mas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Santa Catarina (DER) e não pelo município, conforme disse o então prefeito. Essas obras, afirma o DER, foram patrocinadas pelo Estado e integram o projeto de microbacias, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O atual prefeito quer que os órgãos competentes apurem as irregularidades e descubram onde foi parar o dinheiro destinado pelo governo federal, além da contrapartida da Prefeitura, para o projeto que nunca foi executado. Enquanto isso não acontecer, o município não pode implantar de verdade um sistema de tratamento de lixo, porque, oficialmente, ele já existe. Por causa disso, a Prefeitura gasta por mês, em média, R$ 43 mil com recolhimento e transporte privado do lixo para o aterro sanitário de Biguaçu.
O ex-prefeito de Santo Amaro da Imperatriz, José Roberto Turnes (PMDB), manifestou estranheza com o fato de o atual prefeito, Nelson Isidoro da Silva (PTB), ter feito a denúncia justamente agora. Nelsinho, como é conhecido o prefeito, era vereador, presidente da Câmara, na época em que Turnes governou o município. "Os comentários dele estão registrados lá", diz Turnes. "Ele dizia que o prefeito Turnes tinha feito mais em dois anos do que os 20 anos dos prefeitos antecessores".
Para o ex-prefeito, o atual "está muito perdido, acuado", em razão de denúncias formuladas contra ele ao Ministério Público local. Segundo Turnes, Nelsinho "não consegue explicar" onde foram aplicados os recursos da Prefeitura. O ex-prefeito, porém, não especificou quais são essas denúncias, mas garantiu que uma comissão parlamentar de inquériro (CPI) está instalada na Câmara para apurar irregularidades da atual gestão.
Sobre as denúncias formuladas agora, o ex-prefeito afirma que, quando for chamado pela promotoria, vai explicar tudo, porque sabe onde os recursos foram aplicados. Segundo ele, todo o dinheiro foi investido no município "e melhorou a vida da população".
Turne, porém, admite ter praticado irregularidades: "Foram vários os desvios de finalidade, mas (os recursos) foram aplicados no município", repetiu. "Tenho certeza de que foram irregularidades, não imoralidades que possam envergonhar a minha família ou as pessoas que trabalharam comigo", sublinhou. A prova disso, aduziu, é o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC), que recomendou a aprovação das contas do município, que a Câmara chancelou sem ressalvas. O TCE, disse, fez uma devassa nas contas antes disso. Para o ex-prefeito, as denúncias não passam de uma "ação política", já que Turnes é candidato a prefeito da cidade este ano.
O ex-secretário de Obras de Santo Amaro da Imperatriz, José Seemann (PMDB), diz não se lembrar do projeto de Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos. Questionado sobre o fato de ter assinado, ao lado do então prefeito José Turnes (PMDB), o Termo de Aceitação Definitiva da Obra, Seemann alega que, naquela época, embora os secretários fossem chamados a assinar documentos, a responsabilidade integral era do prefeito.
Fonte: A Notícia | 18/07/2004
Entrevista / REMY FONTANA - Disputa acirrada na campanha na Capital
Nas eleições municipais deste ano na Capital, os quatro candidatos mais fortes têm chances iguais de serem eleitos. Esta é a avaliação do sociólogo Remy Fontana, professor do departamento de Ciência Políticas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pós-graduação em sociologia pela Universidade de São Pauo (USP) e em ciências políticas pela Universidade de Londres, além de ser dirigente da Escola de Jovens e Cidadania. Nesta entrevista exclusiva, ele faz uma análise do quadro político para o pleito de Florianópolis, que, segundo sua tese, será a mais disputada dos últimos anos, já que os concorrentes são conhecidos do eleitorado da cidade.
ANcapital - O que faz o eleitor decidir por determinado candidato?
Remy Fontana - Não existe um fator único. O que existe são fatores determinantes e estruturantes. Em algumas camadas sociais, a religião é um indutor de voto. Outro determinante é a questão regional, as pessoas têm tendência de votar em pessoas de sua região. No Brasil ainda é pouco comun votar em função dos programas do partido, de suas trajetórias, de seu compromissos. Essa é a política mais adequada. Não digo que no Brasil isto ainda não existe, mas ainda é muito inconsistente. Parece que nenhum partido leva a sério seu programa e muito menos o eleitorado. Uma terceira motivação de voto é o que acontece durante a campanha. Eventuais circunstâncias de campanha podem determinar ao voto do eleitor. Obviamente que as pesquisas e o marketing também influenciam o eleitor.
ANC - Há como prever o comportamento do eleitorado no pleito deste ano, tendo como referência as eleições de 2002?
Fontana - Não. São duas campanhas diferentes. Primeiro, porque a campanha de 2002 foi puxada pelos voto nacional para o presidente da República. Então, aquilo polarizava interesses maiores, buscava cargos mais expressivos do sistema eleitoral. Nesta atual, o interesse é mais local, então, supostamente, os assuntos que vão predominar nessa eleição são os problemas locais. É claro que em alguns municípios, principalmente nas capitais, você tem um eleitorado mais informado e a política nacional é elemento fundamental para definir a opção de voto local. Então, nas capitais é possível, sim, que haja uma ligação na dinâmica da política nacional, especialmente do governo Lula, com as opções que estarão a nível local. Aquela tendência de votar mais em partidos de esquerda, que aconteceu em 2002, que o PT capitalizou, certamente não existe mais. De um lado, isto vem beneficiar o processo político.
ANC - O desempenho dos governos Lula e Luiz Henrique vai influenciar no pleito deste ano?
Fontana - Sem dúvida. O prazo de tolerância que o eleitor geralmente dá aos governantes, que é de um ano a uma ano e meio, está terminando, depois disso, a população quer ver resultados. E isto, principalmente a nível nacional, não vem acontecendo. Já o governador Luiz Henrique está numa situação mais razoavel. Porém, essa situação não refletiu muito nas composições de candidaturas do PMDB. Como é que um governador deixa que seu partido não coloque cabeça-de-chapa nas principais cidade do Estado. Com isto, o PMDB vai sair enfraquecido das urnas.
ANC - O que o candidato pode fazer para melhorar a imagem do político?
Fontana - Entramos numa área que está altamente profissionalizada. Se tem uma coisa que a política brasileira cresceu muito, foi o marketing. Qualquer partido contrata profissionais que têm muita habilidade na área. Tenho muita preocupação com isto, porque essas figuras que colocam técnicas muito avançadas, com produção de imagens e pasteurização de discursos, desviam o debate político mais consistente. O eleitor deve ficar atento para não se deixar envolver por essas imagens, mas sim ficar ligado no perfíl do candidato, na tragetória dele.
ANC - O que o eleitor mais rejeita numa campanha eleitoral?
Fontana - As baixarias. Os candidatos precisam melhorar o nível dos debates. O que mais irrita o eleitor são as promessas sem fundamentos, as apelações.
ANC - Os protestos de estudantes, contra o aumento da passagens de ônibus, terão reflexo no resultado da eleição da Capital?
Fontana - Não há nenhuma dúvida que serão um elemento da campanha. Não serão determinantes, mas indiscutivelmente fortes. O transporte coletivo é algo que diz respeito ao cotidiano das pessoas. O que era pra ser um elemento catalizador da força política da atual administração, se reverteu e vai prejudicar o candidato governista. Fazendo uma avaliação mais cautelosa, algum prejuízo haverá para a candidatura da situação. Mas, também vai depender de como os adversários vão explorar isto.
ANC - O senhor poderia fazer uma análise das candidaturas na Capital?
Fontana - Temos aqui em Florianópolis quatro candidaturas bem estruturadas. São candidatos com boas experiências política e administrativa. Os quatro têm perfil interessantes e bem destintos e os eleitores têm uma boa variedade de opções.
Fonte: A Notícia | 18/07/2004
Eleições - Partidos podem usar postes para propaganda política na Capital
Os partidos políticos poderão utilizar propaganda eleitoral nos postes de iluminação, viadutos e passarelas de Florianópolis. Não podem ser utilizados os postes de sinais de tráfego.
A decisão foi tomada na manhã desta segunda, dia 19, em reunião entre o juiz da 100ª Zona Eleitoral, Samir Oseas Saad, e representantes dos partidos da Capital.
Em 45 municípios de Santa Catarina, um acordo entre o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os partidos políticos definiu que postes, viadutos e passarelas não serão usados para propaganda. Em Florianópolis, onde também se tentou o acordo, houve objeção por parte do PT, PL, PSTU e PC do B.
O limite definido é de duas placas por poste, conforme pedido das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) atendido pela Justiça.
As placas devem ter 40 centímetros por 50 centímetros de tamanho. Também deve ser observada a altura mínima de 3,5 metros do chão.
Placas, estandartes, faixas e assemelhados não podem causar dano, dificultar ou impedir o uso dos postes, bem como o bom andamento do tráfego.
Denúncias de mau uso e irregularidades devem ser encaminhadas para o cartório eleitoral, através dos números (48) 251-3751 e 251-3830.
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Violência - Na Capital, corpo é encontrado com sinais de espancamento
O corpo de um homem de aproximadamente 50 anos foi encontrado pela Polícia Militar na noite de domingo, dia 18, perto do cemitério Jardim da Paz, no bairro Saco Grande. O corpo estava nu e apresentava sinais de espancamento.
Com informações do Diário Catarinense.
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Trânsito - Campanha vai orientar população
Iniciativa do Sest/Senat começa hoje e segue até domingo, Dia do Motorista
A Semana Sest/Senat de Educação no Trânsito começa nesta segunda, dia 19, e segue até domingo, 25, Dia do Motorista, em Florianópolis.
A promoção é do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat).
A abertura será às 16h desta segunda com o início de uma exposição no Beiramar Shopping.
Nesta terça, ocorre a blitz no Posto da Polícia Rodoviária Federal de São José, das 13h30min às 17h30min.
Na quarta, 21, ocorre o Dia da Saúde da PRF, que será realizado no Sest Senat, das 8 às 17 horas.
No Posto de Ratones da Polícia Rodoviária Estadual, na Capital, a blitz ocorre dia 22 de julho, das 13h30min às 17h30min.
No dia 23 encerra a exposição no Beiramar e no dia 24 haverá uma missa de ação de graças.
O Dia do Motorista começa a ser comemorado às 8h, no Aterro da Baía Sul, como uma carreta. Às 10h ocorre a Corrida de São Cristóvão, no trecho desativado da Via Expressa Sul.
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Clima - Tempo ruim deve continuar até terça em SC
O tempo segue instável em Santa Catarina, pelo menos até esta terça, dia 20, com muitas nuvens e chuvas ocasionais, especialmente do Planalto ao litoral.As temperaturas continuam baixas, com chance de elevação a partir de quarta-feira, indicam os meteorologistas.
No centro e norte do Estado, são previstas chuvas mais contínuas e com maior volume. em Joinville, a mínima prevista é de 13°C até quarta.
O mar continua muito agitado com ondas altas durante a maior parte da semana.
Pesca e navegação são desaconselhadas nestas condições.
No fim de semana, a máxima não passou de 17°C no Estado.
Em São Joaquim a máxima foi de 9°C e a mínima, na madrugada de domingo, 1°C. Não houve neve, pois a umidade vinda com a frente fria não foi suficiente.
Com informações da Central RBS de Meteorologia e Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos (Climerh).
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Segurança - Central de Flagrantes já registra 86 ocorrências
Oitenta e seis ocorrências foram registradas na primeira semana de funcionamento da Central de Flagrantes Termos Circunstanciados da Polícia Civil em Florianópolis.
Foram atendidos 66 flagrantes, sendo que a maioria na região central da cidade. Entre principais delitos registrados estão o furto e o uso de drogas.
– Estamos satisfeitos com o retorno da comunidade, que tem nos dado muitas informações – disse o delegado Malus Malinverni.
A central começou a operar no dia 12, mesmo com as obras inacabadas, e foi instalada pela Secretaria de Segurança Pública em um edifício na Avenida Osmar Cunha.
O telefone para denúncias é 147.
As informações são da RBS TV.
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Educação - Profissionais debatem o uso da TV na educação
Começa nesta terça, dia 20, um curso que vai discutir o uso da televisão na educação, o papel do veículo na formação das pessoas e as linguagens usadas pelo meio.
O curso faz parte do Programa Salto para o Futuro da Diretora de Tecnologias Educacionais (Dite), ligada à Secretaria de Estado da Educação. Técnicos de diferentes áreas da educação vão debater o assunto até 31 de agosto, na sede da Secretaria, em Florianópolis.
A diretora de Tecnologias Educacionais, Dulcinéia Beckauser, ressalta que a TV é um meio de comunicação capaz de interferir e mudar hábitos, costumes e comportamentos e até atuar no imaginário de toda uma população desde a primeira infância.
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Justiça - Promotor e juiz divulgam nota oficial sobre seqüestro na Capital
O promotor de Justiça Gercino Gerson Gomes Neto e o juiz de Direito Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto divulgaram nesta segunda, dia 19, uma nota oficial contestando informações divulgadas pelos meios de comunicação no fim de semana.
A mídia estadual reproduziu a fala do pai de uma jovem de 23 anos seqüestrada na sexta, dia 16. Ele acusa de omissão a Justiça da Infância e Juventude pelo fato de um dos adolescentes envolvidos no crime não ter permanecido detido por ser suspeito de homicídio.
Na nota oficial, o Promotor de Justiça e o Juiz de Direito informam que o adolescente não foi recolhido ao Centro de Internamento porque atualmente o Estado não dispõe de local para colocação dos mesmos, estando as unidades de internação lotadas. Os magistrados complementam ainda que a responsabilidade de obter local para internação é do Executivo Estadual.
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Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
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Tecnologia - Brasil e China discutem o uso comercial do satélite sino-brasileiro Acordo que definirá como as imagens serão vendidas deve ser assinado em novembro Brasil e China farão uso comercial das imagens do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres CBERS-2, a partir de setembro, quando se reunirá o comitê de coordenação do programa. O acordo que definirá como as imagens serão vendidas, em função da demanda do cliente, será assinado na China e oficialmente divulgado em novembro, no Brasil. A decisão foi tomada durante a visita que técnicos da Administração Espacial Nacional da China fizeram, na última sexta, dia 16, ao ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos. Segundo o ministro, está definido que internamente o Brasil cederá suas imagens gratuitamente a universidades, institutos de pesquisa, órgãos públicos, prefeituras e empresas de geoprocessamento. Para ter acesso ao produto, basta que o usuário se cadastre no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instituição de pesquisa pública responsável pelo rastreio e controle das imagens obtidas pelo CBERS-2, pelo lado brasileiro. Campos ressaltou que para as vendas externas haverá um ponto de venda único que decidirá quando as imagens serão ofertadas comercialmente e o valor a ser cobrado. – Pode haver alguma demanda que contrarie o interesse nacional de um dos dois países e não seja interessante vender. E quando a imagem for vendida precisamos avaliar o preço, dependendo do tipo de produto que será oferecido. Por exemplo, se as imagens forem fornecidas por um período contínuo ou num momento pontual – explicou. A renda obtida será dividida igualmente entre os dois países. O INPE já recebeu 5 mil consultas de possíveis usuários interessados e a China cerca de 7 mil. O controle do CBERS-2 passará ao Brasil no próximo dia 23. A cada seis meses, há um revezamento no controle do equipamento. Fonte: Agência Brasil | 18/07/2004 Eleições - Ibope mostra a preferência em Florianópolis
O candidato a prefeito Dário Berger (PSDB) lidera a intenção de votos para a prefeitura de Florianópolis, conforme pesquisa de opinião pública contratada pela RBS TV e realizada pelo Instituto Ibope entre os dias 13 a 15 de julho. Na aferição estimulada, Berger obteve 34% da aceitação dos entrevistados. O candidato Sérgio Grando (PPS), vem depois com 19%, seguido por Francisco de Assis Filho (PP) com 10% e Afrânio Boppré (PT), 8%. Os candidatos Gerson Basso (PV), Gilmar Salgado (PSTU), Osmar Pickler (PTC) e Elpídio Neves (PHS) não tiveram citações. Brancos e nulos somam 13% e não sabe/não opinou, 15%. O candidato Pedro dos Santos (PT do B) não aparece na pesquisa, pois teve sua candidatura homologada somente na quarta-feira, dia 14. Berger também lidera na aferição espontânea – quando os entrevistados respondem sem nenhum estímulo – com 17%. Grando recebeu 7%, seguido pelos candidatos Francisco de Assis Filho e Afrânio Boppré, ambos com 4%. A prefeita Angela Amin (PP) obteve 1% das respostas. Eleitores que ainda não sabem em quem vão votar somam 52%. Brancos e nulos, 13%. Eleitores apontam a rejeição O candidato Sérgio Grando está em primeiro lugar, com 29%, no índice de rejeição. O petista Boppré em segundo com 26%, seguido por Francisco de Assis, com 24% e Dário Berger com 17%. Os candidatos Gilmar Salgado, Elpídio Neves, Gerson Basso e Osmar Pickler são citados por 12%, 11%, 10% e 9% dos entrevistados, respectivamente. Os que não sabem ou não opinaram somam 24%. Os 406 entrevistados também opinaram sobre quem será o próximo prefeito, independente do voto pessoal. Berger alcançou 45%, Grando, 12%, Assis, 7% e Boppré, 4%. Os outros candidatos não foram citados. Com informações do Diário Catarinense.
Fonte: Clic Rbs | 18/07/2004 Concurso - Celesc chama 226 aprovados nesta segunda-feira Os 226 primeiros classificados no concurso público da Celesc devem se apresentar nesta segunda, dia 19, nas unidades da empresa com a documentação necessária, indicada em edital, para a programação dos exames médicos admissionais. Um segundo grupo de classificados deve ser chamado aind em julho, a fim de completar as 240 vagas abertas. Em Florianópolis, todos os empregados deverão se apresentar na Administração Central – mesmo aqueles que foram aprovados para a Agência Regional da Capital. O concurso foi realizado dia 13 de junho pela Fundação de Estudos Sócio-Econômicos da Universidade Federal de Santa Catarina (Fepese). Além dos classificados para ingresso imediato, a empresa agora tem à disposição um cadastro de 7 mil pessoas, válido por dois anos e renovável por mais dois. Fonte: Clic Rbs | 18/07/2004 2ª edição Saúde - Falta espaço para reabilitação - Cerca de 500 pessoas com traumas neurológicos são atendidas diariamente, mas ainda há fila.
F ábio Lima Ferreira, 31 anos, ficou paraplégico depois de capotar o carro em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. Chegou ao hospital conseguindo mexer apenas os olhos, mas, depois de quatro meses de tratamento, recuperou os movimentos da cabeça e ombros e move um pouco o braço esquerdo. Patrícia Martins, 16 anos, trapezista de circo, deixou de andar depois que caiu durante um ensaio, danificando a coluna. Logo ela vai conseguir ficar em pé e andar com auxílio de muletas.
Reintegrar as pessoas portadoras de deficiência à vida social envolve mais do que permitir que elas voltem a ser capazes de pequenas atividades cotidianas. Reaver a auto-estima e reinserir essas pessoas no mercado de trabalho é fundamental. Para isso, o centro de reabilitação conta com o apoio de entidades como a Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef), com 1,4 mil associados. A Aflodef oferece atividades de esporte e lazer gratuitamente, além de ajudar essas pessoas a conseguir empregos.
Varella argumenta que a obra é barata - o custo estimado é de R$ 300 mil - e teria grande repercussão social. De quebra, permitiria a ampliação também do setor de ortopedia, que fica no andar de baixo. Esse setor, que atende pessoas que tiveram alguma incapacitação temporária e precisam de fisioterapia para recuperar os movimentos, tem uma demanda maior e precisa urgentemente de ampliação. "Estima-se que 14% da população, de acordo com dados internacionais, tenha algum tipo de deficiência física", afirma Varella. "Por isso, o centro de reabilitação tem um alcance social muito grande", defende. Fonte: A Notícia | 18/07/2004 Gente - Afro-descendentes na antiga Desterro - Tese resgata presença dos negros em Florianópolis
A tese de doutorado "Negros em Desterro: experiências de populações de origem negra em Florianópolis", com 312 páginas e que consumiu cinco anos de pesquisa sobre a participação dos afro-descendentes na cidade no final do século 19, defendida recentemente pelo professor Paulino de Jesus Francisco Cardoso, tem um objetivo específico: recuperar para a história as profissões, as relações familiares, os locais de moradia, as redes de solidariedade e os esforços para a conquista da liberdade que os negros daquela época travaram em busca de uma sociedade igualitária. Fonte: A Notícia | 18/07/2004 Polícia - Investigações exigem técnica e criatividade - Sucesso depende de treinamento e muita habilidade dos agentes envolvidos na apuração
Intuição, técnica, paciência e paixão pelo que faz são algumas características que um policial deve ter para atuar na área de investigação. Misture-se a esses ingredientes um pouco de ousadia, perspicácia, uma boa equipe e até uma "ajudinha extra", como no caso que ficou conhecido como "Da mulher sem cabeça" (ocorrido em Florianópolis, no final de década de 70), que só foi solucionado, segundo o delegado encarregado, "com a ajuda da espiritualidade". Fonte: A Notícia | 18/07/2004 Polícia - "Cadáver do sexo feminino e sem cabeça"
"Cadáver do sexo feminino, com idade entre 20 e 25 anos, sem cabeça, que se encontrava em adiantado estado de decomposição e com os dedos estavam deformados a ponto de ser impossível fazer a identificação dactiloscópica do mesmo", assim estava descrito o corpo encontrado no lago do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na véspera do Carnaval de 1973. O caso, que ficou conhecido como o "o crime da mulher sem cabeça, "foi prioridade da investigação em várias divisões da então Superintendência da Polícia Civil catarinense, mas só foi solucionado sete meses depois. Elói Gonçalves de Azevedo, o policial encarregado do caso, preferiu não revelar o nome dos envolvidos, alegando que o crime ocorreu há muito tempo e o autor já cumpriu a sua pena. Fonte: A Notícia | 18/07/2004 Política - Prefeito denuncia desvio de dinheiro - Verba seria para sistema de lixo em Santo Amaro
Santo Amaro da Imperatriz - O prefeito Nelson Isidoro da Silva (PTB) pediu ao ministério público local, à Controladoria-geral da União e à Procuradoria da República que investiguem o destino de CR$ 13,15 milhões - ou R$ 34.638,92 em valores de hoje, corrigidos pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). Parte desse dinheiro foi repassado em 1994 à Prefeitura do município, a fundo perdido, pelo Ministério do Bem-estar Social, para a construção do Sistema de Coleta e Tratamento de Resíduos Sólidos municipal. O atual prefeito garante que o sistema não existe e nunca houve qualquer obra com este objetivo no endereço apontado nos documentos oficiais.
O ex-prefeito de Santo Amaro da Imperatriz, José Roberto Turnes (PMDB), manifestou estranheza com o fato de o atual prefeito, Nelson Isidoro da Silva (PTB), ter feito a denúncia justamente agora. Nelsinho, como é conhecido o prefeito, era vereador, presidente da Câmara, na época em que Turnes governou o município. "Os comentários dele estão registrados lá", diz Turnes. "Ele dizia que o prefeito Turnes tinha feito mais em dois anos do que os 20 anos dos prefeitos antecessores". Fonte: A Notícia | 18/07/2004 Entrevista / REMY FONTANA - Disputa acirrada na campanha na Capital
ANcapital - O que faz o eleitor decidir por determinado candidato? ANC - Há como prever o comportamento do eleitorado no pleito deste ano, tendo como referência as eleições de 2002? ANC - O desempenho dos governos Lula e Luiz Henrique vai influenciar no pleito deste ano? ANC - O que o candidato pode fazer para melhorar a imagem do político? ANC - O que o eleitor mais rejeita numa campanha eleitoral? ANC - Os protestos de estudantes, contra o aumento da passagens de ônibus, terão reflexo no resultado da eleição da Capital? ANC - O senhor poderia fazer uma análise das candidaturas na Capital? Fonte: A Notícia | 18/07/2004 Eleições - Partidos podem usar postes para propaganda política na Capital Os partidos políticos poderão utilizar propaganda eleitoral nos postes de iluminação, viadutos e passarelas de Florianópolis. Não podem ser utilizados os postes de sinais de tráfego. A decisão foi tomada na manhã desta segunda, dia 19, em reunião entre o juiz da 100ª Zona Eleitoral, Samir Oseas Saad, e representantes dos partidos da Capital. Em 45 municípios de Santa Catarina, um acordo entre o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os partidos políticos definiu que postes, viadutos e passarelas não serão usados para propaganda. Em Florianópolis, onde também se tentou o acordo, houve objeção por parte do PT, PL, PSTU e PC do B. O limite definido é de duas placas por poste, conforme pedido das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) atendido pela Justiça. As placas devem ter 40 centímetros por 50 centímetros de tamanho. Também deve ser observada a altura mínima de 3,5 metros do chão. Placas, estandartes, faixas e assemelhados não podem causar dano, dificultar ou impedir o uso dos postes, bem como o bom andamento do tráfego. Denúncias de mau uso e irregularidades devem ser encaminhadas para o cartório eleitoral, através dos números (48) 251-3751 e 251-3830. Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004 Violência - Na Capital, corpo é encontrado com sinais de espancamento
O corpo de um homem de aproximadamente 50 anos foi encontrado pela Polícia Militar na noite de domingo, dia 18, perto do cemitério Jardim da Paz, no bairro Saco Grande. O corpo estava nu e apresentava sinais de espancamento.
Com informações do Diário Catarinense. Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004 Trânsito - Campanha vai orientar população Iniciativa do Sest/Senat começa hoje e segue até domingo, Dia do Motorista A Semana Sest/Senat de Educação no Trânsito começa nesta segunda, dia 19, e segue até domingo, 25, Dia do Motorista, em Florianópolis. A promoção é do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat). A abertura será às 16h desta segunda com o início de uma exposição no Beiramar Shopping. Nesta terça, ocorre a blitz no Posto da Polícia Rodoviária Federal de São José, das 13h30min às 17h30min. Na quarta, 21, ocorre o Dia da Saúde da PRF, que será realizado no Sest Senat, das 8 às 17 horas. No Posto de Ratones da Polícia Rodoviária Estadual, na Capital, a blitz ocorre dia 22 de julho, das 13h30min às 17h30min. No dia 23 encerra a exposição no Beiramar e no dia 24 haverá uma missa de ação de graças. O Dia do Motorista começa a ser comemorado às 8h, no Aterro da Baía Sul, como uma carreta. Às 10h ocorre a Corrida de São Cristóvão, no trecho desativado da Via Expressa Sul. Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004
Clima - Tempo ruim deve continuar até terça em SC
O tempo segue instável em Santa Catarina, pelo menos até esta terça, dia 20, com muitas nuvens e chuvas ocasionais, especialmente do Planalto ao litoral.As temperaturas continuam baixas, com chance de elevação a partir de quarta-feira, indicam os meteorologistas. No centro e norte do Estado, são previstas chuvas mais contínuas e com maior volume. em Joinville, a mínima prevista é de 13°C até quarta. O mar continua muito agitado com ondas altas durante a maior parte da semana. Pesca e navegação são desaconselhadas nestas condições. No fim de semana, a máxima não passou de 17°C no Estado. Em São Joaquim a máxima foi de 9°C e a mínima, na madrugada de domingo, 1°C. Não houve neve, pois a umidade vinda com a frente fria não foi suficiente.
Com informações da Central RBS de Meteorologia e Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos (Climerh). Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004 Segurança - Central de Flagrantes já registra 86 ocorrências Oitenta e seis ocorrências foram registradas na primeira semana de funcionamento da Central de Flagrantes Termos Circunstanciados da Polícia Civil em Florianópolis. Foram atendidos 66 flagrantes, sendo que a maioria na região central da cidade. Entre principais delitos registrados estão o furto e o uso de drogas. – Estamos satisfeitos com o retorno da comunidade, que tem nos dado muitas informações – disse o delegado Malus Malinverni. A central começou a operar no dia 12, mesmo com as obras inacabadas, e foi instalada pela Secretaria de Segurança Pública em um edifício na Avenida Osmar Cunha. O telefone para denúncias é 147. As informações são da RBS TV. Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004 Educação - Profissionais debatem o uso da TV na educação Começa nesta terça, dia 20, um curso que vai discutir o uso da televisão na educação, o papel do veículo na formação das pessoas e as linguagens usadas pelo meio. O curso faz parte do Programa Salto para o Futuro da Diretora de Tecnologias Educacionais (Dite), ligada à Secretaria de Estado da Educação. Técnicos de diferentes áreas da educação vão debater o assunto até 31 de agosto, na sede da Secretaria, em Florianópolis. A diretora de Tecnologias Educacionais, Dulcinéia Beckauser, ressalta que a TV é um meio de comunicação capaz de interferir e mudar hábitos, costumes e comportamentos e até atuar no imaginário de toda uma população desde a primeira infância. Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004 Justiça - Promotor e juiz divulgam nota oficial sobre seqüestro na Capital O promotor de Justiça Gercino Gerson Gomes Neto e o juiz de Direito Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto divulgaram nesta segunda, dia 19, uma nota oficial contestando informações divulgadas pelos meios de comunicação no fim de semana. A mídia estadual reproduziu a fala do pai de uma jovem de 23 anos seqüestrada na sexta, dia 16. Ele acusa de omissão a Justiça da Infância e Juventude pelo fato de um dos adolescentes envolvidos no crime não ter permanecido detido por ser suspeito de homicídio. Na nota oficial, o Promotor de Justiça e o Juiz de Direito informam que o adolescente não foi recolhido ao Centro de Internamento porque atualmente o Estado não dispõe de local para colocação dos mesmos, estando as unidades de internação lotadas. Os magistrados complementam ainda que a responsabilidade de obter local para internação é do Executivo Estadual.
Fonte: Clic Rbs | 19/07/2004 ------------------------------------------------------ Acesse http://www.jfloripa.cjb.net E-mail - redacao@jornalfloripa.cjb.net |



Aferição do Instituto feita a pedido da RBS TV mostra a tendência do eleitorado