Data: 26/11/2009 19:25:24
De: Munir Massud
IP: 189.124.165.93
Assunto: Re: Pesquisa aponta: parecerista do CFM é doutor, mas na ... (I)
De: Munir Massud
IP: 189.124.165.93
Assunto: Re: Pesquisa aponta: parecerista do CFM é doutor, mas na ... (I)
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Senhor Valter:
Não fui eu quem colocou a qualificação de Doutor no texto publicado. A responsabilidade pela publicação foi do CFM. Mesmo assim, procurei a Secretária do CFM e solicitei que tentasse corrigir a designação, para que pessoas como o senhor não usassem isso como argumento desabonador. Mas não obtive sucesso. Me foi dito que era praxe assim proceder e que o termo se referia à minha condição de médico. Portanto, caro senhor, não fui eu quem pediu, nem informou, nem se referiu, nem insinuou e nem escrevi o conjunto de informações localizadas na parte superior do parecer. Posso provar tudo em juízo. Sua acusação é, portanto, injusta, falsa, maliciosa. Tentei não pensar mais no assunto. No entanto, sua acusação, estranhamente, é colocada pelo Google no topo da lista de ítens que se refere ao meu nome. Quem me procura no Google, encontra sua acusação despropositada e maciosa. Não conformado, pois, escrevi, então, formalmente ao Presidente do CFM e só então fui atendido. Repare V.S.ª que o alvo da sua acusação não deveria ser eu. Deveria ao menos imaginar que eu poderia não ser o responsável. Ademais, chamar de médicos e advogados de "doutores", é comum, e consta de uma tradição que faz encarar com respeito e consideração esses profissionais. Mas, V.S.ª preferiu a versão mais perversa. Se V.S.ª deu tanta ênfase a isso foi certamente porque lhe parecia me desqualificar como parecerista. Usou uma argumentação contra a pessoa na tentativa de desqualificar o que ela afirmava. Não se preocupou com os fatos, com as provas, mas com a pessoa! Só indivíduos desprezíveis moralmente se utilizam desse artifício, denominado argumento ad hominem. Por outro lado, o fato de ter sido escolhido para emitir um parecer, que é corroborado com os mesmos argumentos por pareceres de outros conselhos (Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federam de Enfermagem, Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e ANVISA), por si só, me dispensaria de quaisquer outras distinções acadêmicas, pois no mundo em que habito o que vale é o que é cientifico e eticamente defensável. Nunca apresentaram contra o parecer que emiti qualquer argumento científico, só porcarias, fofocas, agressões, fantasias místicas e depoimentos pessoais que não valem nada perante a ciência. A Medicina moderna é definida como uma profissão científica e humanitária e os médicos não podem se furtar a se conduzir profissionalmente com base nesses preceitos. O que não cientificamente corroborado não é ético. Não posso agir de outra forma que não seja cientificamente. Mas o que V.S.ª esperava esclarecer sobre o assunto com essa alegação? A auto-hemoterapia vai se tornar mais ou menos científica se eu for ou não doutor de douramento? Por que acha V.S.ª que se utilizando de argumento contra a pessoa, desabonaria o valor desses argumentos? Como V.S.ª parece ser pessoa desassistida cientificamente e muito vulgar, eu lhe afirmo que esse seu argumento não vale nada e que sua defesa dessa panacéia não comprovada é que se configura como criminosa, pois pode induzir pessoas a abandonar tratamentos ou a retardá-los, prejudicando-as e mesmo levando-as à morte. Cuidado com o que vai dizer daqui por diante, pois é fácil analisar o seu péssimo caráter pela suas atitudes. |



