Este fórum é um espaço aberto para as contribuições para a Carta dos Inhamuns, tendo como público os participantes do II Workshop de Turismo: Uma opção sustentável para o semi-árido, bem como outros interessados no desenvolvimento do Turismo no semi-árido.

Tags: carta workshop sedete inhamuns
28/10/2006 21:24
De: Francisco Marcelo de Carvalho Feitosa
IP: 201.18.237.186

Saudações

Levamos nossas saudações ao Prof. Cristian Dennys e ao Sr. Rodrigo Castro por suas apresentações e pela atenção de ambos ao evento.
Um abraço. (Marcelo).
18/09/2006 16:30
De: Tarcísio Araújo Mota
IP: 201.2.112.6

Comentário

O II Workshop foi excelente. Parbenizo o palestrante Dr. Régis Lopes e os organizadores do evento.
Tarcísio (Aluno de Pedagogia da UECE).
22/09/2006 16:08
De: Rodrigo Castro-Associação Caatinga (rodrigocastro@acaatinga.org.br)
IP: 10.5.30.12, 200.253.55.2

Sugestões para a carta dos Inhamuns

Prezados colegas e amigos de Tauá,
Em primeiro lugar eu gostaria de parabenizar os organizadores pelo alto nível das discusões e pelo ótimo nível das palestras do workshop. Agradeço o convite feito e também por ter tido o privilégio de participar deste evento e o prazer por ter recebido tão calorosa recepção dos amigos de Tauá.
Sugestões (baseadas nas discussões feitas durante os dois dias do seminário):
-) Preservar os sítios identificados e permitir o acesso controlado aos mesmos atendendo as exigências legais onde pertinente. Oferecer proteção ambiental ao patrimônio e também proteção para o potencial impacto da visitação.
-) Buscar parcerias para a instalação de núcleo de pesquisas sobre arqueologia/paleontologia em Tauá com o objetivo de trabalhar no aprofundamento dos conhecimentos relativos aos sítios existentes e aqueles a serem mapeados no futuro (Universidades, MCT, DNPM, Prefeitura de Tauá....)
-) Com base nos novos conhecimentos adquiridos através das pesquisas, democratizar estas informações de forma abrangente junto as escolas e comunidade em geral com o objetivo de divulgar o patrimônio existente, sensibilizar para a sua presevação e capacitar para possibilitar a criação de atividades geradoras de renda como no caso de guias/condutores locais-"mostrar os valores da terra primeiro para quem é da terra"
-) Buscar uma forma de turismo sustentável que ofereça ao visitante uma diversidade de opções e atrativos além dos sítios (cultura, gastronomia, ecologia......) oferecendo complementaridade entre as atividades desenvolvidas.
-) Conceber uma estratégia de turismo que leve em consideração os atrativos de Tauá e todo o sertão dos Inhamuns onde está inserido, visando construir um roteiro turístico regional (incluir outros atrativos como por exemplo a Reserva Natural Serra das Almas...)
-) O turismo sustentável deve ser construido em cima de uma perspectiva de baixo investimento financeiro em consonância com a realidade local, buscaando enaltecer os valores e atrativos locais acima da infraestrutura cara e sofisticada. Neste sentido deve-se preferencialmente desenvolver ações na linha do turismo sustentável ou comunitário buscando o envolvimento da comunidade local na oferta dos serviços turísticos como alimentação, hospedagem....
Estou à disposição para levar adiante a discussão.
Atenciosamente,
Rodrigo Castro
Associação Caatinga
16/09/2006 09:57
De: Alexciano de Sousa Martins (alexciano@gmail.com)
IP: 201.18.237.186

Abertura do fórum

Caros Colegas. Este Fórum foi aberto a todos que desejam contribuir com a Carta dos Inhamuns. Participantes e interessdaos no II Worshop de Turismo: Uma opção sustentável para o semi-árido.
08/11/2006 10:24
De: Christian Dennys Monteiro de Oliveira
IP: 200.19.190.153

Sugestão de Inclusão na Carta - Com entender o que é "Científico" em nosso Turismo?

Tradicionalmente as diversas motivações para a prática do turismo contemporâneo tende a dividi-lo em segmentos. Por isso, atualmente, se afirma que a qualidade do planejamento turístico de uma localidade receptora depende dos investimentos do nos serviços voltados a um publico alvo e em conformidade com os atributos do lugar. Assim, "turismo de lazer" deve segmentar lugares voltados à prática do lazer; "turismo ecológico" deve pressupor uma série uma área de conservação e uma série de atividades locais de valorização de sua natureza original. Consequentemente o turismo de pesca, de eventos ou de negócios, entre outros, apresentam-se como formas de segmentar, na paisagem local e regional essas atribuições sociais de maneira mais relevante. Isso pode até não ser um problema significativo.
No caso do "turismo científico", na mesma lógica do turismo chamado "de cultural", a adjetivação ganha um complicador. Não existe aspecto da realidade espacial e material dos lugares isento de transformação em tema científico. Da mesma maneira, é impossível se falar em algo humano e social (e todo turismo o é) que não seja efetivamente "cultural". Então, como pode o turismo cientifico servir de pauta para o investimento sustentável no desenvolvimento de Tauá e região?
Primeiramente, é preciso romper com a leitura preconceituosa. Existem atributos científicos de determinadas áreas do conhecimento, presentes na região, que se destacam em relação a outros atributos não tão específicos. Os sítios paleontológicos e arqueológicos, neste caso possuem mais destaque (e desafio de gestão) para as ciências ambientais do que as fazendas de criação de bode, a rede viária regional, os as políticas públicas da cidade. Entretanto maior destaque não significa exclusividade; muito menos interesse social para o estabelecimento de prioridades científicas.
Outra questão que precisa ficar clara á que o planejamento efetivo do turismo pressupõe serviços, infra-estrutura e rede comunicacional interligada ao s centros emissores. Neste sentido, o Workshop, reconhece que Tauá não pode dinamizar "turismo científico" ou qualquer outro sem ter turismo algum. Turismo não é aventura nem invasão inconseqüente. É fundamentalmente garantia de volta (para o turista) e de conexão permanente (para o receptivo).
Assim, torna-se fundamental enumerar os seguintes pressupostos básicos para responder sobre qual a extensão do científico para o turismo sustentável em Tauá.  
1- Compreende-se como "Científico" os diferentes atributos locais que podem mobilizar pesquisas na região dentro das mais variadas áreas do conhecimento. Envolve, portanto, as ciências ambientais e sociais, básicas ou aplicadas, permitindo a geração de pesquisas empíricas nas áreas naturais ou povoadas que cooperam para o desenvolvimento regional.
2- Os sítios arqueológicos, como principal atributo polarizador do interesse científico não é exclusividade de uma área das ciências nem pode ser tratado de maneira segregada de outros atributos "aparentemente" menos importantes.
3- O "turismo científico" resultante dessas ressalvas corresponde à constituição de um modelo regional de articulação das ciências em prol da cooperação regional. Deve, portanto, ser compreendido como "turismo interdisciplinar", compreendendo a responsabilidade das ciências com a localidade e polarização de um novo modelo de gestão sócio-ambiental.
4- Só será "científico" o turismo em Tauá que respeite as práticas e eventos, aqui realizados integrando-se aos desafios da realidade regional.
5- Para isso, um III Workshop de Turismo Científico Sustentável deve envolver: a) debates locais itinerantes, participação de mais representações sociais e políticas; b) trabalho de campo nas diversas comunidades envolvidas com os sítios arqueológicos e paleontológicos (direta ou indiretamente).
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