Data: 23/11/2003 13:04:36
De: Dalmo (djlegal10000@yahoo.com.br)
IP: 200.151.112.66-
Assunto: Re: Marrocos
De: Dalmo (djlegal10000@yahoo.com.br)
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Assunto: Re: Marrocos
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Economia A economia marroquina é uma economia moderna, aberta aos investimentos externos e conta com alguns fatores que incentivam a entrada do capital estrangeiro. Entre esses fatores destacam-se, um sistema bancário eficiente, uma bolsa de valores com mecanismos de funcionamento evoluídos, uma política econômica liberal além de um sistema tributário moderno. O Acordo de Parceria entre Marrocos e a União Européia, assinado em novembro de 1995 e vigorando a partir do mês de março de 2000, é um marco importante na economia marroquina, na medida que o mesmo permite a sua inserção na economia mundial com base na parceria objetiva, na reciprocidade e no desenvolvimento. Este acordo possibilitará a médio prazo, a capacitação das empresas marroquinas visando torná-las competitivas e prontas para enfrentar os novos desafios. Ocupando uma posição estratégica no ponto de encontro entre os continentes africano e europeu, o Marrocos fica próximo do maior centro comercial do mundo (A União Européia). Os investimentos por setor Setor Porcentagem : Bancário 29 Industrial 19,7 Holding 11,8 Imobiliário 7 Comércio 6 O código de investimentos estabelece apoio financeiro e isenção de alguns tributos em favor das empresas que optam por investir em setores e regiões prioritárias para o governo. A zona "off-shure" de Tanger oferece algumas vantagens como forma de incentivo aos bancos e às empresas que se instalam nesta zona. Os acordos para evitar a dupla tributação e as convenções bilaterais que garantem os investimentos. Em 1993, Marrocos aderiu as disposições do artigo VII do estatuto do fundo Monetário Internacional sobre à convertibilidade de sua moeda (o Dirham) nas transações correntes relativas a importação, exportação, transporte, seguros e assistência técnica... Com a implementação do programa da privatização, o Marrocos deu inicio a uma nova fase de sua economia, marcada pela adoção de medidas mais liberais. A privatização de 112 estabelecimentos econômicos (75 empresas e 37 hotéis). Agricultura A agricultura é um dos setores vitais da economia do Marrocos. Oferece emprego à metade da população ativa do país, e participa com 17% no PIB. Os grandes acontecimentos que marcaram a história da agricultura marroquina constituem etapas decisivas no desenvolvimento e na modernização deste setor, são eles: O lançamento de projetos de construção de presas para a irrigação, distribuição de terras dentro do programa da reforma agraria, promulgação do código de investimentos, realização de um grande número de unidades agro-industriais e a criação e institutos para a formação profissional no setor agrícola. A superfície do país è estimada em 71 milhões de hectares, das quais 40 milhões são destinadas à agricultura. Atualmente, estão sendo exploradas 70 grandes barragens, cuja capacidade é de 10 bilhões de m3. As grandes barragens como a da "Unidade" e "Hachef" aumentarão a capacidade do armazenamento para 14 bilhões de m3. O objetivo do governo é irrigar 1 milhão de hectares de terras, para alcançar a auto-suficiência alimentícia e promover a exportação dos produtos agrícolas. Atualmente, a área total destinada ao plantio dos grãos está em torno de 890.500 hectares. Pesca Estendido ao longo dos 3500 Km de costa, o litoral do Marrocos é conhecido por ser uma das zonas com a maior concentração de pescado do mundo, razão pela qual a pesca marítima é uma das atividades econômicas mais importantes da economia do país. Após a ampliação de sua Zona Econômica Marítima de 70 para 200 milhas em 1981, o Marrocos passou a dispor de uma zona marítima de aproximadamente 1,1 milhão de Km², com uma capacidade de produção estimada , segundo dados do (FAO) em 1,5 milhão de toneladas de peixe renováveis anualmente. O Marrocos é o primeiro produtor de pescado na África, a frente da África do Sul, Senegal, Gana e Nigéria, e ocupa atualmente o 25° lugar na escala mundial. Isso se deve ao grande volume de sardinhas pescadas, cujo Marrocos é o primeiro produtor e exportador mundial, com 47% de toda a produção global, estimada em 1 milhão de toneladas. Grande gerador de empregos, com 400 mil postos diretos e indiretos, o setor de pesca marítima constitui um polo econômico e social importantíssimo , em razão das oportunidades de desenvolvimento que oferece para as regiões litoranias. As unidades de transformação de produtos do mar no Marrocos são num total de 258, cuja qualidade, principalmente das sardinhas, é reconhecida mundialmente. No total de todas essas unidades, 209 exportam todo que produzem para a Europa e outras distinações. As unidades terrestres de produção têm uma atividade diversificada.Ela congelam, condicionam, fabricam farinha e óleo de peixe, fazem o tratamento das algas marinhas e Produzem enlatados. O litoral marroquino é um verdadeiro reservatório de recursos marítimos que permite ao país conseguir uma importante receita em divisas. Com uma exportação no valor de 800 mil US$ em 1998, a contribuição dos produtos de mar nas vendas externas é de 15%. Quanto aos produtos alimentícios, este numero alcança um total de 56% de todas as vendas do gênero. Além do seu potencial, o setor de pesca marítima no Marrocos é incumbido de desempenhar o principal papel na política nacional de desenvolvimento econômico e social. Ele é cobiçado por muitos parceiros, sobre tudo os europeus. Vários acordos foram assinados entre Marrocos e a União Européia, pelos quais a frota comunitária teve acesso à Zona Econômica Marítima do Marrocos, em troca de compensação financeira equivalente a 150 milhões de dólares por ano, conforme as clausulas do ultimo acordo firmado em 1995, expirado em 30 de novembro de 1999. Recusando qualquer possibilidade de renovação do referido acordo, em razão da degradação de suas espécies marítimas, o Marrocos propõe ao seus parceiros outras vias de cooperação, que poderão ajudar a fazer deste setor um polo de desenvolvimento econômico e social. Os principais portos de pesca são: Agadir, Tan-Tan, Essauira, El Jadida, Casablanca, Safi, Mohammedia, Kenitra, Larache, Tanger, El Huceima, Nador, Laayoune, Dakhla. EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO PESQUEIRA 1990 - 1999 Anos Em Toneladas 1990 568.771 1991 600.082 1992 554.936 1993 628.116 1994 750.686 1995 852.048 1996 625.195 1997 782.893 1998 708.479 1999 733.696 Industria Marrocos é atualmente um dos poucos países em desenvolvimento cuja exportação industrial representa cerca do 70% das vendas ao exterior. A repartição da produção por setor demostra o predomínio das industrias agro alimentícia e química, com participação respectiva de 34% e 31% na produção industrial. O restante, ou seja 35%, está dividido entre o setor têxtil, as industrias metalúrgica, mecânica, elétrica e eletrónica (I.M.M.E). Evolução dos investimentos industriais 1996 1997 Setor 1996 1997 Agro alimentícia 2.238 2.233 Têxtil e couro 1.918 1.911 Química 2.938 3.862 I.M.M.E 662 763 Investimentos globais 8.114 9.170 (em milhões de dirhams - 10 dirhams=1 dólar) Energia Por não ser um país produtor de petróleo, o Marrocos é dependente da importação de más de 90% de suas necessidades deste produto e seu derivados. A estratégia do Estado neste campo se articula ao redor de dois eixos principais: Suprir a demanda energética nas melhores condições em termos de custo e segurança. A introdução da energia no mundo rural e o desenvolvimento de energias renovadas. As ações mais importantes tomadas durante os últimos anos têm permitido ao país conseguir um abastecimento estável em energia, e empreender reformas para a reorganização e a reestruturação do setor energético, com objetivo de adaptá-lo ao novo contexto econômico nacional e internacional. Setor mineiro O setor mineiro ocupa um lugar de destaque na economia marroquina. Responsável por 30% das receitas provenientes das exportações e oferece emprego para mais de 116.600 pessoas. Para fazer frente aos desafios e às exigências do mercado, foram feitas algumas reformas compatíveis com a estratégia da abertura do setor para os investimentos privados. Faz parte desta estratégia o Plano de Desenvolvimento Mineiro elaborado em 1997, e que estabelece como meta essencial o incremento do setor mineiro a base de uma política de fomento Fosfato Marrocos possui 3/4 das reservas mundiais de fosfato. E o primeiro exportador mundial e o terceiro produtor depois dos Estados Unidos e da Rússia. O Estado através de sua empresa (Office Cherifienne des Fosfates / OCP), instituída em 1920, é o único explorador deste setor. Os principais centros de produção são : as minas de Khouribga, Yousoufia, Bem Grir e Boukraa. Outros minerais Estão explorados através do Centro de pesquisas e de Participações Minerais(B.R.P.M). Criado em 1928, este centro é responsável pela administração e exploração do setor mineiro a exceção do Fosfato. Produção mineral 1996 1997 1996/1997 Total Produção 22.273.667 24.630.970 10,58 Fosfato 20.792.000 23.084.000 11,02 Outros 1.481.677 1.564.970 4,41 Antártica 505.600 376.300 -25,57 Ferro 11.842 6.644 -43,89 Cobre 37.623 37.344 -0,74 Zinco 29.466 27.719 -5,93 Cobre ao AG 95.900 103.800 8,24 Magnésio químico 165.393 245.794 48,61 Fluorina 282.537 324.747 14,94 Sal 5.033 4.933 -1,95 Baratina 17.223 24.430 41,85 Cobalto 3.169 4.935 -7,45 Ghassoul 12.659 4.845 -61,73 Bentonita 39.680 49.633 25,08 Pirophilita 12.739 2.950 -76,84 Perita 2.174 1.398 -35,69 Telco 2.174 1.398 -35,69 Águas Minerais 114.592m³ 127.826m³ 11,55 Transporte O setor de transportes constitui uma atividade de importância relevante na economia do país . Contribui com 15% das receitas orçamentárias do Estado. Telecomunicações O Marrocos possui uma das maiores redes de telecomunicações na África, graças a sua infra-estrutura e a qualidade de seus serviços. Com a implantação de novas tecnologias, a rede das telecomunicações foi submetida a uma transformação considerável resultando na conexão do Marrocos com mais de 150 países. Turismo O turismo é um setor que ocupa um lugar prioritário e preponderante no plano governamental de desenvolvimento, devido ao seu impacto econômico e social. Este setor registrou desde 1996 uma atividade notável após três anos consecutivos de estagnação. Neste ano, a entrada dos visitantes estrangeiros alcançou a cifra de 1.801.165, registrando um aumento de 8,7%. Os turistas europeus ocupam o primeiro lugar entre os visitantes do Marrocos, com 1,3 milhões de pessoas, sendo que os franceses e os alemães constituem a grande maioria com 7,9%. Os turistas que visitaram Marrocos segundo a nacionalidade Turistas 1995 1996 1997 1998 1999 Franceses 424.378 499.730 585.154 632.845 813.089 Espanhois 199.133 196.511 218.782 226.897 256.411 Alemães 162151 212.538 224.456 240.463 228.676 Britânicos 128.916 103.082 91.753 117.023 146.081 Norte Americanos 80.168 77.356 87.571 95.980 129.751 Italianos 101.212 91.485 122.525 117.230 126.513 Holandeses 45.245 42.300 52.427 66.616 82.132 Belgas 44.234 44.737 61.159 75.170 88.464 Suiços 25.586 29.514 28.164 36.370 82.132 Sauditas 26.957 28.081 27.890 30.605 32.891 Tunizianos 27.689 28.622 29.838 28.113 28.201 Japoneses 17.206 16.064 18.333 21.375 23.467 Total 1.527.877 1.637.972 1.823.448 2.001.346 2.353.658 Artesanato O artesanato tradicional é um componente cultural de extrema importância no desenvolvimento social do Marrocos. Suas raizes mergulham na história do país. E nossos artesãos produziram, ao longo dos tempos, obras de arte de uma beleza exuberante. É a arte que marca a personalidade dos marroquinos, e se faz presente na vida quotidiana de cada um deles, por meio da arquitetura tradicional, decoração, objetos de arte e objetos de artesanato de muita utilidade. Apesar do avanço tecnológico e industrial que domina, quase por inteiro, a vida moderna, O Marrocos é entre os países que ainda conserva uma intensa atividade artesanal, cuja proteção e zelo pela continuidade constituem metas prioritários na ação governamental destinada à este setor. Nas principais cidades marroquinas, reserva-se para as atividades artesanais ruas e bairros inteiros, geralmente localizados na "medina" parte antiga da cidade, onde predominam algumas atividades que , as vezes, dão o nome aos próprios bairros ou ruas, como por exemplo "Sefarim" na cidade de Fés onde se trabalha apenas o cobre, ou o bairro de "El Kharrazim" na cidade de Tetouan onde se trabalha exclusivamente o couro na forma de bolsas, carteiras e almofadas ect... Da mesma forma que esses bairros ou essas ruas se destacam por trabalharem algum tipo de artesanato, as grandes cidades são conhecidas também pelo fato de concentrarem alguns tipos de produção artesanal. As principais matérias trabalhadas artesanalmente são a madeira, o metal, o cobre, o couro, a pedra , a argila e lã. Também destacam-se as cidades de Marrakech, Fés, Safi, Tetouan, Tanger, Rabat e Meknés como maiores centros urbanos que aglomeram um grande numero de artesãos, que produzem todos os objeto de arte artesanal. Entre todos os objetos ou as atividades artesanais a arte da tapeçaria é a mais antiga de todas. Em Marrocos, existem dois tipos de tapetes que se dividem em vários gêneros Os tapetes rurais: São os tapetes berberes do Médio Atlas (Azrou), os tapetes de Zaer (Oulmés), os tapetes de Chichauá (Marrakech) e os tapetes de Ait Uaurguite (Uarzazat). Os tapetes das Cidades: Estes são conhecidos como tapetes da cidades de Rabat, Meknés, Fés e Marrakech. |



