Data: 11/10/2003 08:55:54
De: Anderson
IP: 200.158.12.103
Assunto: Re: Re: Tudo sobre o japao
De: Anderson
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Assunto: Re: Re: Tudo sobre o japao
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JAPÃO(Nippon).
CAPITAL: Tóquio. NACIONALIDADE: japonesa. DATA NACIONAL: 11 de fevereiro (fundação do país); 23 de dezembro (aniversário do imperador). GEOGRAFIA - Localização: leste da Ásia. Hora local: +12h. Área: 372 819 km2. Clima: temperado continental (N) e subtropical (S). Área de floresta: 251 mil km2 (1995). Cidades principais: Tóquio (aglomerado urbano: 27 242 000 em 1996; Cidade: 7 966 195 em 1995), Osaka (aglomerado urbano: 10 618 000 em 1996; Cidade: 2 602 352 em 1995); Yokohama (3 307 136), Nagoya (2 152 184), Sapporo (1 757 025), Kyoto(1 463 822), Kobe (1 423 792) (1995). POPULAÇÃO - 126,7 milhões (2000); composição: japoneses 99%, coreanos 1% (1996). Idioma: japonês (oficial). Religião: xintoísmo e religiões derivadas 51,3%, budismo 38,3%, cristianismo 1,2%, outras 9,2% (1992). Densidade: 339,84 hab./km2. População urbana: 79% (1998). Crescimento demográfico: 0,2% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,43 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 77/83 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 4‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5% (2000). IDH (0-1): 0,924 (1998). GOVERNO - Monarquia parlamentarista. Divisão administrativa: 47 prefeituras. Chefe de Estado: imperador Akihito (desde 1989). Chefe de governo: primeiro-ministro Yoshiro Mori (PLD) (desde 2000). Principais partidos: Liberal Democrático (PLD), Liberal, Democrático do Japão, Novo Komeito, Comunista Japonês, Social-Democrata do Japão. Legislativo: bicameral - Casa dos Conselheiros, com 252 membros (metade renovável a cada 3 anos); Casa dos Representantes, com 480 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandatos de 4 e 6 anos, respectivamente. Constituição em vigor: 1947. ECONOMIA - Moeda: iene; cotação para US$ 1: 105 (jul./2000). PIB: US$ 3,8 trilhões (1998). PIB agropecuária: 2%; PIB indústria: 37%; PIB serviços: 61% (1998). Crescimento do PIB: 1,5% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 32 350 (1998). Força de trabalho: 68 milhões (1998). Agricultura: arroz, batata, repolho, beterraba, frutas cítricas. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 6,7 milhões t (1997). Mineração: calcário, enxofre, asfalto natural. Indústria: máquinas, equipamentos de transporte, produtos eletroeletrônicos, siderúrgica (aço e ferro). Exportações: US$ 387,9 bilhões (1998). Importações: US$ 280,5 bilhões (1998). Parceiros comerciais: EUA, China, Coréia do Sul, Austrália, Taiwan (Formosa). DEFESA - Efetivo total: 242,6 mil (1998). Gastos: US$ 37 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Apec, Banco Mundial, FMI, G-7, OCDE, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (061) 242-6866, fax (061) 242-0738, e-mail: info@japao.org.br - Brasília, DF. O PAÍS - Por sua localização, no extremo leste da Ásia, o Japão tornou-se conhecido como terra do sol nascente. Formado por quatro ilhas principais e 3 mil ilhas menores, é extremamente montanhoso, o que dificulta a agricultura e contribui para que 67% do território ainda seja coberto por florestas. A pequena quantidade de terra arável, aliada ao extenso litoral, leva ao desenvolvimento da maior indústria de pesca do mundo. O país é também um dos mais competitivos fabricantes e exportadores de produtos eletrônicos e de automóveis, o que o transformou em segunda potência econômica, atrás apenas dos Estados Unidos, com uma renda per capita de 32 mil dólares. O país tem a menor taxa de mortalidade infantil mundial - apenas quatro crianças em cada mil morrem antes de completar 1 ano. Duramente atingido pela crise financeira asiática, depois de 1997, o Japão começa a se recuperar em 1999, graças a pesados investimentos estatais e à reestruturação do sistema bancário. Após a II Guerra Mundial , o Japão tem suas instituições reconstruídas em moldes ocidentais. Muito da tradição milenar,no entanto, é mantido. O xintoísmo e o budismo permanecem como religiões com o maior número de seguidores. E a mulher continua com um papel mais submisso que nas nações ocidentais. A população é bastante homogênea - apenas 1% não descende de japoneses. HISTÓRIA - O Japão é herdeiro de uma civilização que remonta ao século VII a.C. No século IV, o clã Yamato unifica os vários estados do país sob um imperador. No século VI, o país invade a Coréia, que vivia sob forte influência chinesa, e assimila muito de sua cultura. Apesar disso, os japoneses mantêm-se durante séculos relativamente isolados do exterior. No século XII, o crescimento da aristocracia militar (os samurais) abala a monarquia. O território passa a ser dominado por xoguns, senhores feudais que permanecem no poder até o século XIX. Os primeiros contatos do Japão com o Ocidente datam do século XVI, quando missionários portugueses formam uma pequena comunidade cristã no Estado. Em 1603, o xogum Tokugawa Leyasu estabelece a capital em Edo (atual Tóquio), proíbe o cristianismo e fecha o país a estrangeiros. Nos 250 anos seguintes, o único ponto de contato com o Ocidente é um pequeno posto comercial em Nagasaki. Imperialismo - Na segunda metade do século XIX, o Japão abre os portos ao comércio externo. Em 1868 começa a Era Meiji: assume o imperador Mutsuhito, que abole o feudalismo. Apesar da resistência ao imperialismo ocidental, no final do século o país dá início à própria expansão. Vence a China na Guerra Sino-Japonesa (1894-1895), em que disputa o controle da Coréia. Com a vitória militar, recebe as ilhas de Taiwan (Formosa) e dos Pescadores, além de volumosa indenização. Por manter o interesse na Coréia, o Japão entra em guerra com a Rússia (1904-1905). Novamente vitorioso, consolida-se como potência e inicia sua expansão imperialista. Exerce influência sobre a Mandchúria (na China), Coréia - transformada em colônia em 1910 - e Sakalina (ilha que hoje pertence à Federação Russa). O Japão apóia os Aliados na I Guerra Mundial e obtém vantagens no Tratado de Versalhes. Nos anos 20, a crise econômica abre caminho para o nacionalismo de direita, que se torna dominante no governo. Em 1931, o Japão invade a Manchúria, onde estabelece, em 1934, o Estado-fantoche do Manchukuô, cujo testa-de-ferro é Pu Yi, o último imperador chinês. Segunda Guerra Mundial - O governo militarista japonês alia-se à Alemanha e à Itália em 1940 e ocupa a Indochina francesa no ano seguinte. A expansão militar coloca o Japão em choque com os EUA. Em dezembro de 1941, os japoneses realizam um ataque-surpresa e destroem a esquadra norte-americana ancorada em Pearl Harbor, no Havaí. O Japão toma o sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico Ocidental, mas é derrotado pelas forças aliadas e retira-se das áreas ocupadas. A rendição só acontece em setembro de 1945, após a explosão das bombas atômicas jogadas pelos EUA nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Os norte-americanos ocupam o Japão até abril de 1952 e impõem uma Constituição e um sistema de governo nos moldes das democracias ocidentais. O Japão assina, em 1954, um tratado de defesa mútua com os EUA, que inclui a instalação de bases militares norte-americanas. As instituições políticas conservam, porém, certas características anteriores, como a tradição de lealdade ao chefe. A combinação desse traço cultural com um sistema clientelista garante o domínio do Partido Liberal Democrático (PLD) a partir de 1955. Corrupção e máfia - Denúncias de corrupção e sucessivos escândalos acompanham a vida política japonesa desde a renúncia e a prisão do primeiro-ministro Kakuei Tanaka em 1974, mas não põem fim à hegemonia do PLD. Em janeiro de 1989, morre o imperador Hiroíto, no trono desde 1926, substituído pelo filho Akihito. Em 1993, novas revelações de corrupção provocam cisão no PLD. Dois grupos dissidentes aliam-se a outros partidos e formam um governo, mas a fragilidade da coalizão leva a seu colapso. Em 1994, o Japão tem seu primeiro chefe de governo socialista, Tomiichi Murayama, cujo partido se une ao PLD. Em 1996, o PLD volta ao poder, com a inesperada renúncia de Murayama. O novo primeiro-ministro é Ryutaro Hashimoto. Disputa comercial - Nos anos 80, irrompe um conflito comercial com os EUA por causa do protecionismo japonês e do desequilíbrio da balança comercial entre os dois países, desfavorável aos norte-americanos. Medidas de estímulo à importação e de desregulamentação do mercado financeiro são adotadas pelo governo japonês em 1986, mas o superávit comercial do Japão se mantém. Em 1987, o presidente norte-americano, Ronald Reagan, proíbe a importação de diversos produtos japoneses. Recessão - O Japão enfrenta uma crise de grandes proporções nos anos 90. O crescimento da década anterior - assentado na acelerada automação da indústria - levara os bancos a dispor de muitos recursos, que, investidos no mercado imobiliário e na Bolsa de Tóquio, propiciam a supervalorização de ativos (imóveis, ações etc.), conhecida como bolha especulativa. A crise chega ao ápice em 1991, em meio a intenso movimento de venda dos ativos, cujos preços desabam, dificultando o pagamento dos empréstimos feitos. Sem conseguir receber os créditos, o setor bancário é o mais prejudicado. No decorrer da década, o PIB japonês apresenta um baixo crescimento. O país não acompanha a revolução tecnocientífica da informação e das telecomunicações, que leva à criação de empresas gigantes nesse setor, sobretudo nos EUA. Nos últimos anos, enfrenta a concorrência acirrada não só dos EUA, mas também da Coréia do Sul e de outros Tigres Asiáticos. Em 1997, os efeitos da crise financeira no Sudeste Asiático se fazem sentir no Japão, grande investidor na região. A quarta maior instituição financeira do país, a Yamaichi Securities, vai à falência e provoca queda nas principais bolsas de valores. No primeiro semestre de 1998, o governo aumenta os gastos públicos para estimular o consumo e reativar os bancos. Inicialmente, a economia não mostra sinais de melhora e o iene registra em junho a cotação mais baixa em oito anos - obrigando os EUA a injetar 2 bilhões de dólares no país. Também decidido a combater o desemprego, em novembro de 1998 o governo aprova uma verba de 200 bilhões de dólares para a criação de 1 milhão de postos de trabalho. Nas eleições para a renovação de metade das 252 cadeiras da Câmara Alta, em julho, o governista PLD conquista 44 delas, somando 102, e o recém-lançado Partido Democrático do Japão obtém 27 vagas, somando 47. O resultado leva à renúncia de Hashimoto, substituído por Keizo Obuchi, também do PLD. Obuchi conquista maioria na Casa dos Representantes com a adesão do Partido Liberal, em janeiro de 1999. É a primeira união das forças conservadoras desde a cisão do PLD, em 1993. Entre julho e agosto, o primeiro-ministro consegue incluir na Constituição a retomada da tradicional bandeira do Japão - com o sol vermelho sobre fundo branco - e o Hino Nacional, rejeitados por parte da população, que os considera símbolos do sistema imperial e militarista. Fusões de bancos - A crise no setor bancário domina o debate político no país. Pacotes de saneamento e recapitalização do sistema financeiro, com a utilização de recursos públicos, são lançados em outubro de 1998 e março de 1999. A nacionalização de empresas em dificuldades e o incentivo às fusões, medidas centrais, geram temor de demissões em massa, de redução de salários e de fechamento de agências. Em agosto de 1999, o Industrial Bank of Japan, o Fuji Bank e o Dai-Ichi Kangyo Bank anunciam uma aliança que, se concretizada, dará origem à maior instituição do mundo no setor. A associação deverá estar concluída em 2002. No mesmo mês, o Asahi e o Tokai comunicam o início de um processo de fusão previsto para se estender até 2001. Recuperação - A economia japonesa começa a dar sinais de melhoria no primeiro semestre de 1999. O PIB cresce 2% entre janeiro e março e 0,2% entre abril e junho. O afluxo de investidores eleva, a partir de maio, a cotação da moeda japonesa em relação ao dólar. Até setembro, a alta é de 15%. Em novembro, é anunciado um novo pacote de 16 bilhões de dólares, para reativação da economia. O dinheiro destina-se principalmente à infra-estrutura de telecomunicação e a obras de apoio aos idosos. Em maio, um plano de emergência oferece às empresas privadas 6,5 mil dólares em dinheiro público, para cada novo posto de trabalho gerado. O PIB cresce 4,2% entre abril e junho de 2000. É inaugurada, em junho, a Nasdaq japonesa, bolsa que negociará ações de empresas de alta tecnologia. Em setembro, o governo lança novo pacote econômico no valor de 36 bilhões de dólares. O Japão supera os EUA, tornando-se o maior emissor mundial de títulos da dívida pública. Acidente nuclear - O pior acidente nuclear da história do Japão ocorre em setembro de 1999, na usina de Tomaikura, a 140 km de Tóquio. A JCO, empresa controladora da usina, admite sérias falhas de segurança no manuseio de urânio. O vazamento radioativo - de nível 4, numa escala de 1 a 7 - contamina 55 pessoas, três delas de forma grave. Eleição - Keizo Obuchi sofre um derrame cerebral em abril de 2000 e morre no mês seguinte, aos 62 anos. Eleições realizadas em junho dão ampla vitória ao PLD, que conquista 233 das 480 cadeiras na Casa dos Representantes. O novo primeiro-ministro, Yoshiro Mori, articula um amplo governo de direita, com o Novo Partido Conservador e o Novo Komeito. A Justiça condena à morte, em primeira instância, em junho, Yasuo Hayashi, um dos cinco dirigentes da seita Aum Shinrikyo, acusados de lançar gás venenoso sarin em uma saída do metrô de Tóquio, em 1995. O governador de Osaka, Isamu Yamada, é condenado a 18 anos de prisão e a pagar multa equivalente a 101 mil dólares, em agosto, por assédio sexual contra uma jovem partidária política. A imperatriz Nagako, esposa do imperador Hiroíto, morre em junho de 2000, aos 97 anos. No mesmo mês, morre o ex-primeiro-ministro Noburu Takeshita, aos 76 anos, um dos arquitetos do modelo político japonês. |



