Data: 05/10/2003 17:53:21
De: Adalberto
IP: 200.158.12.175
Assunto: Re: Hungria, cultura, geografia...
De: Adalberto
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Assunto: Re: Hungria, cultura, geografia...
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REPÚBLICA DA HUNGRIA (Magyar Köztársaság).
Capital - Budapeste. Nacionalidade - húngara. Data nacional - 20 de agosto (Dia da Constituição). GEOGRAFIA - Localização: centro-sul da Europa. Hora Local: +4h. Área: 93.033 km2. Clima: temperado continental. Área de floresta: 29 mil km2 (1995). Cidades principais: Budapeste (1.838.753), Debrecen (205.032), Miskolc (176.629), Szeged (159.133), Pécs (158.607) (1999). POPULAÇÃO - 10 milhões (2000); composição: húngaros 90%, ciganos 4%, alemães 3%, sérvios 2%, outros 1% (1996). Idioma: húngaro (oficial), alemão, eslovaco, ucraniano, sérvio, esloveno, croata, hebraico. Religião: cristianismo 88,6% (católicos 63,1%, protestantes 25,5%), sem filiação e ateísmo 11,4% (1997). Densidade: 107,49 hab/km2. População urbana: 64% (1998). Crescimento demográfico: -0,4% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,37 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 67/75 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 10%@ (1995-2000). Analfabetismo: 0,6% (2000). IDH (0-1): 0,817 (1998). GOVERNO - República parlamentarista. Divisão administrativa: 19 condados e a Capital. Chefe de Estado: presidente Ferenc Macl (independente) (desde 2000). Chefe de governo: primeiro-ministro Viktor Orban (Fidesz-MPP) (desde 1998). Principais partidos: Federação dos Jovens Democratas-Cívico Húngaro (Fidesz-MPP), Socialista Húngaro (MSzP), Aliança dos Democratas Livres (SzDSz), Fórum Democrático Húngaro (MDF). Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 386 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1949 (com emendas em 1989). ECONOMIA - Moeda: forint; cotação para 1 US$: 273,00 (jul./2000). PIB: US$ 47,8 bilhões (1998). PIB agropecuária: 6%; PIB indústria: 34%; PIB serviços: 60% (1998). Crescimento do PIB: 0,5% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 4.510 (1998). Força de trabalho: 5 milhões (1998). Agricultura: trigo, milho, beterraba, cevada, batata. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 21,9 mil t (1997). Mineração: gás natural, carvão. Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, química, petroquímica (plástico), construção. Exportações: US$ 23 bilhões (1998). Importações: US$ 25,7 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Federação Russa, Áustria, Itália, Holanda, EUA. DEFESA - Efetivo total: 43,3 mil (1998). Gastos: US$ 647 milhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (061) 443-0836, fax (061) 443-3434, e-mail: huembbrz@uninet.com.br - Brasília, DF. O PAÍS - Sem saída para o mar, a Hungria ocupa a maior parte da Grande Planície Húngara, no centro-sul da Europa, delimitada a leste pelos Alpes e a oeste pelos montes Cárpatos. O rio Danúbio cruza o país de norte a sul e divide sua capital em Buda (parte alta) e Peste (parte baixa). Importante centro de trocas na Idade Média e "segunda capital" do Império Austro-Húngaro, Budapeste possui museus e construções monumentais, com destaque para o bairro do Castelo de Buda. As termas turcas, típicas da cidade, são herança do 1582domínio turco-otomano . Nas estepes do sudeste do território existem criações de cavalos conhecidas mundialmente. Antigo satélite da União Soviética (URSS), a Hungria alcança bons resultados na transição para o livre mercado, assegurando uma vaga no primeiro grupo de países ex-comunistas candidatos a aderir à União Européia (UE). Pela mesma razão, ingressa na aliança militar ocidental, a Otan. A população húngara desfruta um dos mais elevados padrões de vida da região. HISTÓRIA - A Hungria é formada por descendentes dos magiares, cavaleiros oriundos das margens do rio Volga que, no século IX, expulsam eslavos e germânicos. Fundam um reino e convertem-se ao 3071cristianismo no século X, sob o reinado de Estêvão I. O país perde parte de seu território para os turco-otomanos em 1526. Os invasores são expulsos no século XVII, quando a Hungria é anexada ao Império Austríaco dos Habsburgo. Em 1867 passa a fazer parte do Império Austro-Húngaro. Guerras mundiais - No final do século XIX, os húngaros tornam-se minoria em seu próprio Estado, com a intensa imigração de romenos no leste e de eslovacos no norte. Após a derrota do Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra Mundial, a Hungria é desmembrada e perde territórios para a Romênia , Iugoslávia e Tchecoslováquia. O país passa por uma fase de instabilidade política depois da guerra. Em 1919, Bela Kun instaura um regime comunista que dura quatro meses. Em 1920 é restaurada a monarquia. A Hungria se alia à Alemanha nazista na II Guerra Mundial e recupera parte dos territórios perdidos. Em 1944, a URSS expulsa os nazistas e ocupa a nação, que volta a ter as fronteiras de 1918. Comunismo - A transformação do país em área de influência soviética ocorre de maneira gradual. Em 1946 é eleito um presidente não comunista, Zoltán Tildy, mas o poder de fato é exercido pelos soviéticos. Os comunistas vencem as eleições de 1947 com 22,7% dos votos e, no ano seguinte, obrigam os social-democratas à fusão dos dois partidos. O 5170comunismo é oficializado na Hungria em 1949 sob a liderança de Mátyás Rákosi, que institui a censura e elimina brutalmente a oposição. Com a morte do ditador soviético Josef Stálin, em 1953, Rákosi é substituído por Imre Nagy, de linha mais moderada. Nagy tenta uma abertura política e é destituído pela ala dura do Partido Comunista (PC), em 1955. Em outubro do ano seguinte, uma rebelião popular apoiada pelo Exército reconduz Nagy ao poder. O novo governo, em coalizão com não comunistas, proclama a neutralidade da Hungria, extingue a censura, abre as fronteiras e retira o país do Pacto de Varsóvia. Invasão soviética - Em novembro de 1956, tropas soviéticas invadem o território húngaro e destituem o governo. János Kádár é instalado no poder pela URSS, e Nagy é preso e executado. O longo governo de Kádár, entre 1956 e 1988, garante estabilidade e crescimento. Suas medidas econômicas liberalizantes tornam a nação precursora da perestroika - reformas adotadas em meados da década de 80 pelo presidente soviético Mikhail Gorbatchov. A abertura se acelera em 1989, impulsionada por gigantescas manifestações. Nagy é reabilitado, e seu novo funeral reúne 300 mil pessoas. Em outubro, o PC se dissolve e reconstitui-se como Partido Socialista Húngaro (MSzP). O país abandona o comunismo, e, em 1990, a oposição chega ao poder com a vitória do Fórum Democrático Húngaro (MDF). Em 1994, há uma grande manifestação, em Budapeste, em que se protestam contra o aumento do desemprego e as medidas de austeridade recém-implementadas. No ano seguinte, o governo acelera o programa de privatizações, promove demissões no funcionalismo público e a redução de gastos sociais. A Hungria pressiona Romênia, Eslováquia e Iugoslávia para que concedam maior autonomia às minorias húngaras. Por sua vez, os 800 mil ciganos do país ganham um órgão legislativo autônomo, eleito em 1995. O país inicia o processo de conversações para adesão à UE em 1998 e tem chance de ser admitido até 2003. As eleições de maio de 1998 são vencidas pelos oposicionistas da Federação dos Jovens Democratas-Cívico Húngaro (Fidesz-MPP) e do MDF. Viktor Orban, líder do Fidesz-MPP, assume como primeiro-ministro. Em fevereiro de 1999, o Parlamento aprova o ingresso da hungria na Otan. O país serve de base para a organização militar ocidental durante os bombardeios contra a Iugoslávia, ocorridos entre março e junho com o objetivo de interromper os massacres contra os albaneses na província sérvia de Kosovo . Em 2000, a Hungria é abalada por duas catástrofes ambientais: em janeiro, o vazamento de cianureto de uma mina de ouro da Romênia envenena as águas dos rios Tisza e Danúbio, que atravessam o território húngaro, afetando a pesca, a irrigação e o consumo de água; em abril, o transbordamento de vários rios provoca destruição e prejuízos no leste do país. Em agosto, toma posse o novo presidente do país, o político independente Ferenc Macl, escolhido no mês anterior pela Assembléia Nacional. |



