Data: 05/10/2003 17:20:55
De: Dimas
IP: 200.158.12.175
Assunto: Re: País da Suécia
De: Dimas
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Assunto: Re: País da Suécia
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REINO DA SUÉCIA (Konungariket Sverige).
CAPITAL: Estocolmo. NACIONALIDADE: sueca. DATA NACIONAL: 6 de junho (Dia da Bandeira). GEOGRAFIA - Localização: norte da Europa. Hora local: +4h. Área: 449.964 km2. Clima: temperado frio (maior parte) e subpolar (N). Área de floresta: 244 mil km2 (1995). Cidades principais: Estocolmo (736.113), Göteborg (459.593), Malmö (254.904), Uppsala (187.302), Lidköping (131.948) (1998). POPULAÇÃO - 8,9 milhões (2000); composição: suecos 92%, finlandeses e lapões 8% (1996). Idioma: sueco (oficial), finlandês, lapão. Religião: cristianismo 89% (Igreja da Suécia 86,1%, católicos 1,9%, pentecostais 1%), outras 11% (1995). Densidade: 19,78 hab./km2. População urbana: 83% (1998). Crescimento demográfico: 0,3% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,57 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 76/81 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 5‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5% (2000). IDH (0-1): 0,926 (1998). GOVERNO - Monarquia parlamentarista. Divisão administrativa: 21 condados e 288 distritos municipais. Chefe de Estado: rei Carl XVI Gustaf (desde 1973). Chefe de governo: primeiro-ministro Göran Persson (SdAP) (desde 1996). Principais partidos: Trabalhista Social-Democrático (SdAP), Moderado (MS), da Esquerda (Vp), Democrata-Cristão (Kd). Legislativo: unicameral - Riksdag (Parlamento), com 349 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1975. ECONOMIA - Moeda: coroa sueca; cotação para US$ 1: 8,85 (jul./2000). PIB: US$ 226,5 bilhões (1998). PIB agropecuária: 2%; PIB indústria: 30%; PIB serviços: 68% (1994). Crescimento do PIB: 1,2% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 25.580 (1998). Força de trabalho: 5 milhões (1998). Agricultura: beterraba, batata, trigo, outros cereais. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 364,1 mil t (1997). Mineração: minério de ferro, cobre, chumbo, zinco, urânio. Indústria: equipamentos de transporte, alimentícia, máquinas (não elétricas), papel e derivados, siderúrgica, produtos eletrônicos (televisores e rádios), química. Exportações: US$ 84,7 bilhões (1998). Importações: US$ 68,2 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Reino Unido, Noruega, EUA, Holanda ( Países Baixos). DEFESA - Efetivo total: 53,1 mil (1998). Gastos: US$ 5,5 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, EU. Embaixada: Tel. (061) 443-1444, fax (061) 443-1187, e-mail: swebra@tba.com.br - Brasília, DF. O PAÍS - Situada no norte da Europa, a Suécia é a maior e a mais populosa nação da península escandinávia. O país possui perto de 100 mil lagos e, a oeste, a cadeia montanhosa dos Alpes Escandinavos, que o separa da Noruega. Recifes e fiordes caracterizam a costa sudeste - região da capital, Estocolmo -, encravada em um arquipélago rochoso e espalhada por várias ilhas. A economia sueca, uma das mais prósperas da Europa, baseia-se na exploração da madeira e de seus derivados. O país é sede de multinacionais de automóveis, produz ferro em quantidade e tornou-se, na última década, um dos líderes na produção de equipamentos de telefonia. Impostos elevados financiam um vasto programa social que garante aos suecos alto padrão de vida. Nos últimos anos, porém, o governo tem cortado benefícios para equilibrar as contas públicas. HISTÓRIA - Os suiones - povo que habita a região do lago Mälarem - são governados por um monarca absolutista no século I. Por volta do século VI, os suecos conquistam os vizinhos do sul, os gotar. No período viking (séc. IX-séc. XIII), estendem sua influência pela Rússia até o mar Negro. Unem-se a dinamarqueses e noruegueses em incursões pela Europa Ocidental. O cristianismo é introduzido em 829 pelo monge Santo Ansgar. Entre 1150 e 1160, Eric IX elimina os outros cultos do país e lança uma cruzada contra os pagãos da Finlândia, anexando-a ao Reino da Suécia. Em 1319, a Suécia e a Noruega são unificadas pelo rei norueguês Magnus VII. Guerras e conquistas - Para enfrentar a Liga Hanseática, organização mercantil alemã, a rainha dinamarquesa Marghrete une, em 1397, os reinos da Suécia e da Noruega ao da Dinamarca. O reinado de Gustavo I, de 1523 a 1560, é marcado pelo fim da união com os dois países vizinhos, pelo rompimento da Suécia com a Igreja Católica e pela formação da Igreja Luterana sueca. No reinado de Gustavo II, entre 1611 e 1632, a Suécia torna-se uma potência e se expande em guerras contra Rússia, Polônia e Áustria. Carlos XII, após uma série de vitórias em conflitos com Estados vizinhos, inicia uma desastrosa invasão da Rússia, que termina com a rendição dos suecos em Poltava (1709). Entre 1805 e 1809, a Suécia participa da aliança contra Napoleão Bonaparte, perde o restante de seus territórios alemães para a França e a Finlândia para a Rússia. O rei Gustavo IV é derrubado e estabelece-se uma Monarquia constitucional. Em sua última grande guerra (1813-1814), o país volta-se novamente contra Napoleão. Em 1814, a Dinamarca cede a Noruega à Suécia. Ao subir ao trono, em 1818, Carlos XIV dirige a nação com uma política de neutralidade. A união com a Noruega é desfeita pacificamente em 1905. Em 1924, o Partido Socialista, liderado por Hjalmar Branting e Rickard Sandler, inicia reformas sociais. Austeridade - Os social-democratas permanecem no governo quase ininterruptamente de 1932 a 1976. Em 1982, liderados por Olof Palme, voltam ao poder. Palme é assassinado em 1986 e sucedido por Ingvar Carlsson, também do Partido Trabalhista Social-Democrático (SdAP). Nas eleições gerais de 1991, uma coalizão conservadora, chefiada por Carl Bildt, assume o governo. Bildt reduz impostos e gastos públicos, privatiza estatais e defende a entrada da Suécia na União Européia (UE). Em 1994, eleições gerais recolocam os social-democratas no poder, com Carlsson como primeiro-ministro. Em novembro, uma estreita maioria de 52,2% aprova em plebiscito o ingresso do país na UE em 1995. O novo governo adota um plano de austeridade para enfrentar o déficit orçamentário e adequar-se à UE. Em 1996, Carlsson renuncia e é sucedido por Göran Persson, também do SdAP. No final dos anos 90, o país tem superávit orçamentário e atravessa uma fase de crescimento acima da média européia. No entanto, o corte de benefícios sociais causa insatisfação popular. Nas eleições gerais de setembro de 1998, os social-democratas vencem, mas obtêm a pior votação em 70 anos: 36,6%. Persson forma uma coalizão com o Partido Verde e o da Esquerda, ambos contrários à adoção da moeda única européia, o euro. A questão será decidida em plebiscito, a ser marcado. Na reformulação do ministério, em setembro de 1999, o país passa a ter pela primeira vez maioria feminina no governo: 11 dos 20 ministros são mulheres. Persson corta, em novembro, gastos com equipamentos militares, adequando o sistema de defesa nacional ao programa de ajuste fiscal do governo. Quarenta cidades suecas preparam, em julho de 2000, um plano para diminuir a adesão de jovens aos grupos neonazistas, responsáveis por atos de violência cada vez mais freqüentes. Em setembro, os caminhoneiros aderem aos protestos ocorridos em toda a Europa contra o aumento dos preços dos combustíveis e bloqueiam por alguns dias o acesso aos principais portos suecos. Eles se opõem aos planos do governo de elevar em 10% o imposto sobre o diesel. Persson não recua e culpa as empresas petrolíferas pelos altos custos do produto. |



