Data: 02/10/2003 08:13:49
De: Anderson
IP: 200.158.12.57
Assunto: Re: França
De: Anderson
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Assunto: Re: França
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REPÚBLICA FRANCESA (République Française).
Nacionalidade - francesa. Data nacional - 14 de julho (Queda da Bastilha). GEOGRAFIA - Localização: oeste da Europa. Hora local: +4h. Área: 543.965 km2. Clima: temperado oceânico, mediterrâneo (S). Área de floresta: 150 mil km2 (1995). Cidades principais: Paris (aglomerado urbano: 9.469.000 em 1995; cidade: 2.156.766 em 1991); Marselha (797.700), Lyon (416.263), Toulouse (390.712), Nice (341.016), Nantes (268.683), Estrasburgo (263.896) (1999). POPULAÇÃO - 59,1 milhões (2000); composição: franceses 93,6%, outros europeus 2,9%, outros 3,5% (1996). Idioma: francês (oficial), línguas regionais (bretão, basco). Religião: cristianismo 79,2% (católicos 76,3%, protestantes 2,9%), islamismo 6,3%, outras 14,5% (1992). Densidade: 108,65 hab./km2. População urbana: 75% (1998). Crescimento demográfico: 0,4% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,71 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 74/82 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 6‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5% (2000). IDH (0-1): 0,917 (1998). GOVERNO - República com forma mista de governo. Divisão administrativa: 21 regiões administrativas subdivididas em departamentos. Chefe de Estado: presidente Jacques Chirac (RPR) (desde 1995). Chefe de governo: primeiro-ministro Lionel Jospin (PS) (desde 1997). Principais partidos: União pela República (RPR), União pela Democracia Francesa (UDF), Socialista (PS). Legislativo: bicameral - Senado, com 321 membros eleitos pela Assembléia Nacional e por delegados departamentais e municipais (1/3 renovável a cada 3 anos); Assembléia Nacional, com 577 membros eleitos por voto direto. Com mandatos de 9 e 5 anos, respectivamente. Constituição em vigor: 1958. Territórios administrados: Guadalupe, Guiana Francesa, Ilhas Wallis e Futuna, Martinica, Mayotte, Nova Caledônia, Polinésia Francesa, Reunião, Saint-Pierre e Miquelon. ECONOMIA - Moeda: franco francês; cotação para US$ 1: 6,89 (jul./2000). PIB: US$ 1,4 trilhão (1998). PIB agropecuária: 2%; PIB indústria: 26%; PIB serviços: 72% (1998). Crescimento do PIB: 1,5% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 24.210* (1998). Força de trabalho: 26 milhões (1998). Agricultura: trigo, beterraba, milho, cevada. Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves. Pesca: 829,9 mil t (1997). Mineração: carvão, petróleo, gás natural, minério de ferro, gipsita. Indústria: alimentícia, equipamentos de transporte, química, máquinas, metalúrgica, bebidas, tabaco. Exportações: US$ 304,8 bilhões (1998). Importações: US$ 286,3 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, EUA. DEFESA - Efetivo total: 358,8 mil (1998). Gastos: US$ 39,8 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, G-7, OCDE, OMC, ONU, Otan, EU. Embaixada: Tel. (061) 312-9100, fax (061) 312-9108, e-mail: france@ambafrance.org.br - Brasília, DF. *Inclui Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica e Reunião O PAÍS - Tradicional pólo de irradiação das artes, das idéias e da cultura ocidental, a França é a nação mais visitada do mundo. Recebe anualmente cerca de 70 milhões de turistas, que se dirigem principalmente para a capital, Paris, situada às margens do rio Sena, e arredores. Nessa região se encontram numerosos museus (como o d'Orsay, o Louvre e o Centro Pompidou) e monumentos (Catedral de Notre-Dame, Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Palácio de Versalhes, Praça da Bastilha, entre outros) que atestam o papel central francês no desenvolvimento da civilização ocidental. Nos últimos 150 anos, o país acolheu mais estrangeiros que qualquer outro Estado europeu, especialmente após o colapso de seu império na África e a conseqüente chegada de imigrantes das ex-colônias, sobretudo da Argélia e do Marrocos. Dona do quarto maior produto interno bruto (PIB) mundial, a nação possui modernas indústrias aeroespaciais, de telecomunicações e de biotecnologia. É uma importante exportadora de produtos agrícolas e alimentícios, como seus famosos vinhos e queijos. Destaca-se também como potência militar e nuclear, com significativo arsenal atômico. As usinas nucleares respondem por grande parte da energia elétrica consumida no território francês. No cenário da União Européia (UE), a França consegue ajustar a economia aos padrões exigidos pela unificação monetária e participa do lançamento do euro em janeiro de 1999. HISTÓRIA - No século IX a.C., tribos célticas instalam-se na Gália, que corresponde aproximadamente ao atual território francês. O imperador romano Júlio César derrota os gauleses e conquista a região entre 58 a.C. e 51 a.C. Os romanos dominam a Gália até o final do século V, quando é invadida por tribos bárbaras. Sob o comando de Clóvis I, os francos conquistam todo o país, que se converte ao cristianismo. No século IX, Carlos Magno torna-se imperador do Sacro Império do Sacro Império Romano-Germânico, que abrange as atuais França e Alemanha. Após seu reinado, o império se divide em domínios feudais . Absolutismo - Entre 1337 e 1453, França e Inglaterra envolvem-se numa disputa territorial que fica conhecida como Guerra dos Cem Anos. Sob a liderança de Joana D'Arc - mais tarde queimada como herege em Rouen -, os franceses derrotam os ingleses em Orleans, em 1429. A França sai vitoriosa do longo conflito e conquista possessões do inimigo. Durante o século XVI, sucedem-se inúmeros conflitos religiosos. Em 1572, a rainha Catarina de Medicis ordena o assassinato dos huguenotes (protestantes), episódio chamado de Noite de São Bartolomeu. Em 1598, o rei Henrique IV, fundador da dinastia Bourbon, restabelece a paz religiosa com o Édito de Nantes e enfraquece o poder dos senhores feudais. O prestígio da França cresce no período de influência do cardeal Richelieu , primeiro-ministro do rei Luís XIII entre 1624 e 1642, que consolida o absolutismo e leva o país à guerra contra a dinastia austríaca dos Habsburgo. No reinado de Luís XIV, o Rei Sol (1638-1715), o absolutismo chega ao auge, mas sucessivas guerras expansionistas minam a supremacia francesa na Europa. Durante o governo do rei Luís XV (1710-1774), desenvolvem-se as idéias do iluminismo, que combatem a intolerância religiosa e o absolutismo. Revolução Francesa - Guerras desastrosas e a incapacidade de Luís XVI de enfrentar a crise financeira do Estado desencadeiam em 1789 a Revolução Francesa - revolta dirigida pela burguesia contra a monarquia absolutista. É formada uma Assembléia Nacional, que vota a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, extingue privilégios do clero e da nobreza e elimina as instituições feudais. A França revolucionária entra em guerra contra as monarquias européias. A posição ambígua do rei - agora monarca constitucional - e a reação da nobreza européia radicalizam a revolução. Em 1792 nasce a 1ª República. O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta , condenados por traição após tentar fugir do país, são executados em 1793. O líder político Maximilien de Robespierre e os jacobinos impõem o terror, que primeiro atinge os contra-revolucionários e depois os jacobinos dissidentes. Robespierre é guilhotinado em 1794. Período napoleônico - Um golpe militar do general Napoleão Bonaparte recompõe a estabilidade política em 1799. Bonaparte se faz coroar imperador da França em 1804, sob o título de Napoleão I. Seu governo é autoritário, centralizador e expansionista. As guerras napoleônicas assustam a aristocracia européia, até a derrota de Napoleão por tropas inglesas e austríacas na Batalha de Waterloo (1815). A dinastia dos Bourbon é restaurada entre 1815 e 1830. Uma revolução popular, em 1830, derruba o último Bourbon, Carlos X, e leva ao trono um Orleans, Luís Felipe I. Em 1848, uma nova revolução, que marca o advento do movimento operário na história européia, instaura a 2ª República. Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão, é eleito presidente. Em 1851, ele dá um golpe de Estado e, no ano seguinte, torna-se imperador com o título de Napoleão III. O regime imperial liberaliza-se lentamente e acelera a Revolução Industrial na França. Provocado por Bismarck, chanceler da Prússia, Napoleão III conduz o país à Guerra Franco-Prussiana (1870), na qual é derrotado. Perde a Alsácia e a Lorena para os prussianos, o que leva à derrubada do império e à instituição da 3ª República. Os termos da paz propostos pela Prússia provocam uma insurreição popular conhecida como Comuna de Paris . É estabelecida uma ditadura proletária, reprimida por tropas conservadoras francesas e estrangeiras em 1871, quando mais de 20 mil operários são executados. No final do século XIX, a França, assim como as demais potências industrializadas, busca novos mercados e lança-se à partilha da África. A primeira década do século XX é marcada pelo choque entre os interesses imperialistas europeus, que resulta, em 1914, na I Guerra Mundial . Guerras mundiais - A França sai do conflito devastada economicamente. Entretanto, recupera a Alsácia e a Lorena. A 3ª República é duramente afetada pela crise mundial de 1929. Entre 1936 e 1938, o governo da Frente Popular (coalizão de socialistas e comunistas) amplia os direitos trabalhistas. Em setembro de 1939, a nação declara guerra à Alemanha , depois de Hitler ter invadido a Polônia. Em 1940, tropas alemãs entram em território francês. O país é dividido em duas zonas: uma ocupada pela Alemanha e outra administrada pelo governo colaboracionista (que apóia as forças de ocupação) do marechal Henri Philippe Pétain. De Londres (Reino Unido), o general francês Charles de Gaulle conclama a população para a resistência contra os nazistas. O desembarque de tropas aliadas na Normandia, em junho de 1944, dá início à libertação da França. Era De Gaulle - Eleito presidente em novembro de 1945, o general De Gaulle renuncia em janeiro de 1946, depois que a Assembléia Nacional recusa sua proposta de instaurar uma Presidência forte. A 4ª República, de 1945 a 1958, reconstrói a economia da nação, mas enfrenta guerras coloniais e instabilidade política. Após ter sido derrotada na Indochina, em 1954, a França tenta em vão sufocar a rebelião na Argélia. Em 1958, pressionada pelos militares, a Assembléia Nacional convida De Gaulle para elaborar uma nova Constituição. Nasce a 5ª República. Eleito novamente presidente, De Gaulle negocia a independência argelina e enfrenta a oposição armada de oficiais de direita do Exército. Em 1962, a Argélia declara-se independente. Nessa época, a França afasta-se dos Estados Unidos (EUA) e retira-se do comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A revolta estudantil de 1968 abala o governo, e De Gaulle renuncia no ano seguinte. Seu sucessor, Georges Pompidou, morre de câncer em 1974. Valéry Giscard D'Estaing assume o cargo e implementa entre 1974 e 1981 uma política de modernização econômica. Os anos Mitterand - Em 1981, François Mitterrand derrota Giscard D'Estaing e torna-se o primeiro socialista a chegar à Presidência da França. O primeiro-ministro Pierre Mauroy começa seu governo adotando medidas clássicas da esquerda, como a estatização do sistema bancário. Em 1984, Mitterrand recua. Os comunistas abandonam o governo e Mauroy é substituído por Laurent Fabius, que prioriza o combate à inflação e a integração à Comunidade Econômica Européia (CEE), atual UE. Em 1986, os conservadores ganham as eleições legislativas, e o gaullista Jacques Chirac toma posse como primeiro-ministro. Em 1988, Mitterrand é reeleito para mais um período de sete anos. Cresce a atuação da extrema direita, liderada por Jean-Marie Le Pen, e aumenta o desemprego. O Tratado de Maastricht, que institui a UE, é aprovado por estreita margem (50,9% a 49%) em plebiscito realizado em 1992. Nas eleições parlamentares de 1993, os conservadores obtêm 84% das cadeiras, fazendo de Édouard Balladur primeiro-ministro. Chirac presidente - Na sucessão de Mitterrand, em 1995, os socialistas liderados por Lionel Jospin perdem para o conservador Jacques Chirac. O novo presidente indica Alain Juppé para primeiro-ministro. Em julho tem início uma série de atentados terroristas, que o governo atribui a fundamentalistas islâmicos argelinos. Em menos de dois meses, deixam um saldo de sete mortos e 121 feridos. Com os atentados, cresce a intolerância contra os imigrantes, acentuada após o retorno dos conservadores ao poder. O ano também é marcado por protestos contra a retomada das explosões nucleares na Polinésia Francesa , que prosseguem até janeiro de 1996, quando Chirac anuncia o fim dos testes. O Legislativo aprova, em 1997, a Lei Debré, que dificulta a permanência de imigrantes na França. Socialistas no poder - Chirac antecipa as eleições parlamentares de 1998 para maio de 1997, na expectativa de ampliar a representação dos conservadores na Assembléia Nacional e aprovar com mais facilidade as medidas de austeridade econômica exigidas pela UE. Mas a oposição socialista sai vitoriosa, e seu líder, Lionel Jospin, se torna primeiro-ministro. O programa de governo de Jospin combina a desestatização em setores não estratégicos e a intervenção no mercado de trabalho. O primeiro-ministro lança um ambicioso plano de criação de empregos , começando por subsidiar 350 mil postos públicos. Em 1998 ele consegue a aprovação pela Assembléia Nacional da polêmica Lei Aubry que reduz a jornada semanal de 39 para 35 horas de trabalho. A lei torna-se obrigatória em 2000 para empresas do setor privado com mais de 20 funcionários. Incentiva ainda a fusão de grandes empresas para fazer frente à globalização . Entre outras megafusões, destacam-se em 1999 as da Aerospatiale e da Matra, no setor aeronáutico, e da Elf-Aquitaine e da Totalfina, no setor petrolífero. Essas medidas promovem crescimento de 3,5% no PIB em 2000 e queda no desemprego, de 12,5% em 1997 para 9,6% em 2000, de acordo com o Eurostat, o instituto de estatísticas da UE. Em janeiro de 1999, a França participa do lançamento do euro, a moeda única da UE. A Justiça francesa condena em março de 1999 o ex-ministro da Saúde, Edmond Hervé, por homicídio involuntário no caso da contaminação pelo vírus da Aids de 4 mil pessoas que fizeram transfusão de sangue em 1985. Protestos antiglobalização - Os Estados Unidos elevam em 1999 as tarifas de importação de produtos finos da UE, incluindo o queijo roquefort francês, em retaliação ao boicote europeu à carne norte-americana de bois tratados com hormônio. A decisão afeta a região de Milau, no sul da França, onde o fazendeiro José Bové lidera violentos protestos que culminam na destruição de um restaurante McDonald`s, em agosto. A prisão de Bové por três semanas provoca massivas manifestações de agricultores em todo o país contra os produtos industrializados e o imperialismo americano. Ele passa a ser conhecido mundialmente como um símbolo antiglobalização. Em setembro de 2000, Bové é condenado a 3 meses de prisão. Paz na Córsega - Quatro grupos separatistas da Córsega anunciam em dezembro de 1999 um cessar-fogo, em meio a negociações com o governo de Jospin. Os habitantes da ilha - situada no mar Mediterrâneo - exigem maior autonomia e o reconhecimento da língua corsa como oficial. O primeiro-ministro anuncia em agosto de 2000 um plano para ampliar a autonomia da região e pôr fim aos atos de violência dos separatistas. Os piores incidentes recentes incluem o assassinato do governador da ilha, Claude Erignac em fevereiro de 1998, e ataques a edifícios públicos. Por discordar da proposta de Jospin, o ministro do Interior, Jean-Jacques Chévënement, renuncia no fim de agosto. Crise do petróleo - Com a alta dos preços do petróleo no mercado externo, os caminhoneiros bloqueiam estradas e refinarias em todo o país em setembro de 2000, exigindo uma grande redução nos tributos sobre combustíveis, que chegam a 54,3% do valor do produto. Motoristas de táxi e ônibus, entre outras categorias, aderem ao protesto. Quando a gasolina e o diesel começam a faltar em várias regiões, o governo concorda em reduzir pedágios e impostos, pondo fim ao movimento. As dificuldades de convivência entre um primeiro-ministro e um presidente de partidos diferentes - chamada na França de coabitação - fortalece a campanha pela redução do mandato do chefe de Estado de 7 para 5 anos, para que as eleições parlamentares e presidenciais ocorram simultaneamente. A expectativa é que o eleitorado escolha candidatos da mesma linha política. Com o apoio de Chirac e de Jospin, a medida vai a referendo popular em 24 de setembro e é aprovada por 73,2% do eleitorado. |



