Data: 27/09/2003 20:22:00
De: Diego
IP: 200.158.12.68
Assunto: Re: Áustria
De: Diego
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Assunto: Re: Áustria
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REPÚBLICA DA ÁUSTRIA (Republik Österreich).
CAPITAL: Viena. NACIONALIDADE: austríaca. DATA NACIONAL: 26 de outubro (Independência). GEOGRAFIA - Localização: centro da Europa. Hora local: +4h. Área: 83.859 km2. Clima: temperado continental (maior parte), de montanha (SO). Área de floresta: 39 mil km2 (1995). Cidades principais: Viena (1.606.843), Graz (240.513), Linz (189.073), Salzburgo (143.991), Innsbruck (110.997) (1998). POPULAÇÃO - 8,2 milhões (2000); composição: austríacos 93,4%, iugoslavos 2,5%, turcos 1,5%, alemães 0,7%, outros 1,9% (1996). Idioma: alemão (oficial), esloveno. Religião: cristianismo 82,8% (católicos 78%, luteranos 4,8%), islamismo 2%, judaísmo 0,2%, sem filiação e ateísmo 8,6%, outras 2,7%, desconhecida 3,7% (1991). Densidade: 97,78 hab./km2. População urbana: 65% (1998). Crescimento demográfico: 0,5% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,41 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 74/80 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 6‰ (1995-2000). Analfabetismo: não há (2000) l. IDH (0-1): 0,908 (1998). GOVERNO - República parlamentarista. Divisão administrativa: 9 províncias. Chefe de Estado: presidente Thomas Klestil (OVP) (desde 1992, reeleito em 1998). Chefe de governo: chanceler Wolfgang Schüssel (OVP) (desde 2000). Principais partidos: Social-Democrata da Áustria (SPO), do Povo Austríaco (OVP), da Liberdade (FP). Legislativo: bicameral - Conselho Nacional, com 183 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos; Conselho Federal, com 64 membros eleitos pelas assembléias provinciais. Constituição em vigor: 1920. ECONOMIA - Moeda: xelim; cotação para US$ 1: 14,46 (jul./2000). PIB: US$ 211,8 bilhões (1998). PIB agropecuária: 1%; PIB indústria: 30%; PIB serviços: 69% (1998). Crescimento do PIB: 1,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 26.830 (1998). Força de trabalho: 4 milhões (1998). Agricultura: trigo, cevada, milho, beterraba. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 3,5 mil t (1997). Mineração: minério de ferro. Indústria: máquinas, metalúrgica, alimentícia, madeireira, papel, química. Exportações: US$ 62,2 bilhões (1998). Importações: US$ 68,1 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Itália. DEFESA - Efetivo total: 45,5 mil (1998). Gastos: US$ 1,8 bilhão (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, EU. Embaixada: Tel. (061) 443-3111, fax (061) 443-5233, e-mail: emb.austria@terra.com.br - Brasília, DF. O PAÍS - A Áustria situa-se no centro da Europa, sem saída para o mar. Com mais de dois terços do território tomados pela cordilheira dos Alpes, o país possui numerosas estações de esqui em Vorarlberg e no Tirol. No norte está o vale do rio Danúbio, onde se desenvolve a agricultura. A importância estratégica dessa região, que sempre funcionou como corredor entre o leste e o oeste do continente, explica a existência ali de centenas de fortes, castelos e mosteiros. A capital, Viena, reúne museus e construções barrocas, testemunhas do poder do Império Austríaco, que, sob a liderança dos Habsburgo, floresceu na Europa até o início do século XX. A cidade foi também o centro mundial da música erudita nos séculos XVIII e XIX, graças à atuação de compositores como Mozart, Beethoven e Brahms - tradição preservada hoje com uma extensa programação de concertos e óperas. Desde o final da II Guerra Mundial, a Áustria investe no aprimoramento de sua economia, alcançando alto padrão de vida e desenvolvimento. Em 1995, ao aderir à União Européia (UE), o país rompe 40 anos de não-alinhamento. HISTÓRIA - Ocupada na Antiguidade por celtas, a região é conquistada pelos romanos em 15 a.C. Com a desintegração do Império Romano no século V, o território é invadido por sucessivos povos bárbaros: vândalos, godos, hunos, lombardos e ávaros. Depois de breve estabilidade sob o comando do imperador franco Carlos Magno, a disputa entre nobres germânicos leva à criação do ducado da Áustria, em 1156. No século XV, os Habsburgo tornam-se monarcas do Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria como centro. Os domínios austríacos expandem-se até o século XVIII. As guerras com a França revolucionária, entre 1791 e 1814, provocam perda de territórios e selam o fim do Sacro Império Romano-Germânico. Império Austro-Húngaro - A política de restauração contribui para o fortalecimento do Império Austríaco. Ao lado da Prússia, o país torna-se a maior potência da Confederação Germânica. Com o chanceler Klemens Metternich (1809-1848), alcança o desenvolvimento industrial. Em 1848, a onda revolucionária liberal e nacionalista derruba Metternich. Sob domínio do imperador Francisco José I (1848-1916), a Áustria é expulsa da Confederação Germânica. A unificação da Itália e da Alemanha enfraquece a Áustria, que, em 1867, se une à Hungria para formar o Império Austro-Húngaro, com política interna autônoma, mas com um soberano e políticas externa, financeira e militar comuns. O império reúne um mosaico de povos (alemães, húngaros, tchecos, italianos, eslovenos, poloneses, lituanos, sérvios, croatas e outros) submetidos ao poder central. Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, é assassinado por um estudante sérvio, fato que dá início à Primeira Guerra Mundial. Com as alianças militares que se formam, Áustria, Alemanha e Itália (Tríplice Aliança) enfrentam Rússia, França e Inglaterra (Tríplice Entente). A derrota da Tríplice Aliança em 1918 leva à dissolução do Império dos Habsburgo e à proclamação da República. Os tratados de paz impõem cessão de territórios à Itália, reconhecimento da independência de Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia, além de proibir a união da Áustria com a Alemanha. Segunda Guerra Mundial - Em 1934, o chanceler conservador Engelbert Dollfuss é assassinado numa tentativa de golpe de Estado dos nazistas austríacos. Em 1938, Adolf Hitler (nascido na Áustria) anexa o país à Alemanha, decisão aprovada pelos austríacos em plebiscito. Com a derrota na II Guerra Mundial, a nação é dividida em quatro zonas: norte-americana, britânica, francesa e soviética. As forças de ocupação retiram-se dez anos depois e a Áustria se torna um Estado neutro. Nos anos seguintes, o país vive grande crescimento econômico. Em 1966, a vitória do Partido do Povo Austríaco (OVP), conservador, põe fim a 20 anos de governo social-democrata. As feridas da II Guerra Mundial são reabertas em 1986, com a revelação de que o ex-secretário-geral da ONU e candidato presidencial Kurt Waldheim participou de atrocidades nos Bálcãs, como oficial nazista. Mesmo assim, Waldheim é eleito com 54% dos votos. Adesão à União Européia - Um plebiscito realizado em 1994 aprova a adesão da Áustria à UE, que se dá em 1995. Após vencerem as eleições legislativas de 1995, o OVP e o Partido Social-Democrata (SPO) formam um governo de coalizão. Em abril de 1998, o presidente Thomas Klestil (OVP) é reeleito. Em outubro de 1999, o SPO vence eleições parlamentares com 33,2% dos votos. Com um discurso contrário ao imigrantes estrangeiros, o Partido da Liberdade (FP), do líder de extrema direita Jörg Haider - conhecido por ter defendido publicamente a política trabalhista de Hitler e por ter homenageado veteranos da SS, a tropa de elite nazista, por sua "bravura e coragem" - obtém 26,9% e torna-se a segunda força política. Terceiro colocado, o OVP não refaz a antiga coalizão e, em janeiro de 2000, alia-se a ao partido de Haider para formar o novo governo. O líder do OVP, Wolfgang Schüssel, assume o posto de primeiro-ministro e a extrema direita conquista metade dos ministérios, mas Haider fica de fora. É a primeira-vez que a extrema direita chega ao poder na Europa desde o final da II Guerra. A posse do novo governo gera protestos no país e no exterior. Na tentativa de conter a pressão externa, Haider renuncia à chefia do Partido da Liberdade. Em fevereiro, a União Européia (UE) adota sanções diplomáticas contra a Áustria e seus membros reduzem ao mínimo suas relações com o governo austríaco. As sanções são suspensas em setembro, mas a UE avisa que manterá "sob vigilância" a política de direitos humanos da Áustria. |



