Data: 26/09/2003 16:12:30
De: Dimas
IP: 200.158.255.77
Assunto: Re: HAITI (URGENTE)!!!
De: Dimas
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Assunto: Re: HAITI (URGENTE)!!!
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ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O HAITI :
REPÚBLICA DO HAITI (République d'Haïti/Repiblik Dayti). CAPITAL - Porto Príncipe. NACIONALIDADE - haitiana. DATA NACIONAL - 1º de janeiro (Independência). GEOGRAFIA - Localização: centro-leste da América Central, mar do Caribe. Hora local: -2h. Área: 27.400 km2. Clima: tropical. Cidades principais: Porto Príncipe (884.472), Carrefour (290.204), Cap-Haïtien (102.233) (1996). POPULAÇÃO - 8,2 milhões (2000); composição: afro-americanos e eurafricanos 96%, europeus meridionais 3%, outros 1% (1996). Idioma: francês e crioulo (oficiais). Religião: cristianismo 92,6% (católicos 68,5%, protestantes 24,1%), outras 7,4% (1995). Densidade: 299,27 hab./km2. População urbana: 34% (1998). Crescimento demográfico: 1,7% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 4,38 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 51/56 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 68‰ (1995-2000). Analfabetismo: 51,4% (2000). IDH (0-1): 0,440 (1998). GOVERNO - República com forma mista de governo. Divisão administrativa: 9 departamentos subdivididos em distritos e comunas. Chefe de Estado: presidente Jean-Bertrand Aristide (FL) (desde novembro de 2000). Chefe de governo: primeiro-ministro Jean-Marie Chérestal (desde março de 2001). Principais partidos: Organização do Povo em Luta (OPL), Movimento da Organização do País (MOP), Família Lavalas (FL). Legislativo: bicameral - Senado, com 27 membros (1/3 renovável a cada 2 anos); Câmara dos Deputados, com 83 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandatos de 6 e 4 anos, respectivamente. Constituição em vigor: 1987. ECONOMIA - Moeda: gourde; cotação para US$ 1: 19,70 (jul./2000). PIB: US$ 3,9 bilhões (1998). PIB agropecuária: 30%; PIB indústria: 20%; PIB serviços: 50% (1998). Crescimento do PIB: -1,7% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 410 (1998). Força de trabalho: 3 milhões (1998). Agricultura: café, cana-de-açúcar, banana, milho, batata-doce, arroz. Pecuária: eqüinos, bovinos, caprinos, aves. Pesca: 5,6 mil t (1997). Mineração: mármore, argila, calcário. Indústria: alimentícia, siderúrgica (ferro e aço), têxtil, petroquímica (plástico e borracha). Exportações: US$ 175 milhões (1998). Importações: US$ 797 milhões (1998). Parceiros comerciais: EUA, Japão, França, Canadá, Itália, Bélgica. DEFESA - Gastos: US$ 47 milhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OEA, OMC, ONU, Caricom. Embaixada: Tel. (061) 248-6860, fax (061) 248-7472 - Brasília, DF. O PAÍS - O Haiti ocupa o oeste da ilha de Hispaniola, no mar do Caribe (no leste fica a República Dominicana). É a nação mais pobre e a de menor índice de desenvolvimento humano (IDH) das Américas. Cerca de metade dos habitantes é analfabeta e só 24% têm acesso a serviços de saneamento básico. Seu território, bastante montanhoso, apresenta duas grandes cordilheiras, que se estendem de leste a oeste. O litoral é recortado pelo golfo de Gonâve e concentra várias ilhas. Embora apenas um terço do solo seja arável, a agricultura é a base da economia, com destaque para o cultivo de café, o principal produto de exportação. Primeira colônia da América a libertar os escravos, o Haiti possui uma população predominantemente negra, com um pequeno grupo de mulatos - mestiços de africanos e europeus - que forma a elite do país. A influência africana é marcante em práticas religiosas, como o vodu, semelhante ao candomblé. Apesar de o francês ser um dos idiomas oficiais, ele é falado por menos de 20% dos haitianos. A grande maioria usa o crioulo, língua que mistura elementos de espanhol, inglês, francês e dialetos africanos. HISTÓRIA - A ilha de Hispaniola é descoberta por Cristovão Colombo em 1492. De início, os espanhóis ocupam apenas seu lado oriental. No final do século XVI, quase todos os índios arauaques, seus primitivos habitantes, foram dizimados. A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, é cedida à França pela Espanha em 1697 e renomeada Saint Domingue. No século XVIII, torna-se a mais próspera das colônias francesas. Ex-escravos no poder - Influenciados pela Revolução Francesa, os escravos - a maioria da população - se rebelam em 1791 e conquistam a liberdade em 1794. Ao mesmo tempo, o ex-escravo Toussaint L'Ouverture organiza um exército que expulsa as forças inglesas e espanholas de toda a ilha, que fica sob domínio francês. Em 1801, Toussaint é nomeado governador vitalício e promulga uma Constituição, mas é preso e enviado à França, onde morre. Os generais Jacques Dessalines e Alexandre Pétion expulsam definitivamente os franceses em 1803, e a independência é conquistada em 1804. Dessalines proclama-se imperador e é assassinado em 1806. O país se divide em dois, e a parte oriental (atual República Dominicana) é retomada pela Espanha. Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer reunifica a ilha, mas é derrubado em 1844. Em defesa de seus interesses comerciais, os Estados Unidos (EUA) ocupam o Haiti entre 1915 e 1934, favorecendo a elite mulata local. Duvalierismo - A eleição do médico negro François "Papa Doc" Duvalier para presidente, em 1957, põe fim ao domínio dos mulatos e inaugura um regime baseado no terror dos tontons macoutes (bichos-papões), sua guarda pessoal, e no vodu. Presidente vitalício a partir de 1964, Papa Doc extermina a oposição e persegue a Igreja Católica. Sua morte, em 1971, conduz à Presidência seu filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc. Ao fim de 15 anos de governo autoritário e corrupto, crescem os protestos populares, e Baby Doc foge para a França, em 1986, deixando no poder uma junta chefiada pelo general Henri Namphy - só em 1998 o Haiti pede sua extradição à justiça francesa. Aristide deposto - Sob nova Constituição, realizam-se eleições presidenciais livres em 1990, vencidas pelo padre esquerdista Jean-Bertrand Aristide. Empossado em fevereiro de 1991, Aristide é deposto em setembro em um golpe de Estado liderado pelo general Raoul Cédras. A ONU e os EUA impõem sanções econômicas ao Haiti para forçar a volta de Aristide. Mas soldados norte-americanos com mandado da ONU para preparar o retorno do presidente constitucional são impedidos por grupos paramilitares de desembarcar no Haiti, em 1993. O êxodo barca no Haiti, em 1993. O êxoto crescente de refugiados haitianos para os EUA leva o governo norte-americano a insistir no regresso de Aristide. Em 1994, o Conselho de Segurança da ONU decreta bloqueio total ao país. Intervenção norte-americana - Os militares acertam com os EUA para deixar o poder em troca de anistia, e tropas norte-americanas entram no Haiti. Aristide reassume a Presidência, escolhendo Smarck Michel para primeiro-ministro. Em 1995, o comando das tropas de ocupação é transferido para a ONU, e o Exército haitiano é dissolvido. O Movimento Lavalas (FL) - coalizão de três partidos ligados a Aristide - ganha a maioria das cadeiras no pleito legislativo de 1995 e elege para presidente René Préval. Novo governo - A posse de Préval, em 1996, é a primeira no Haiti em que um presidente eleito entrega o poder a um sucessor escolhido nas urnas. Préval nomeia o economista Rony Smarth primeiro-ministro, mas a taxa de desemprego se aproxima de 70% e a fome se alastra. Aristide, que anunciara a intenção de concorrer à Presidência em 2000, deixa a coalizão governista Lavalas e funda o movimento Família Lavalas. Menos de 10% dos eleitores votam nos pleitos legislativos de 1997 e Smarth renuncia ao cargo. O Legislativo, comandado por Aristide, rejeita, em 1998, três indicações da governista Organização do Povo em Luta (OPL) para o cargo de primeiro-ministro. O impasse se prolonga até dezembro, quando o Congresso aprova o nome do ministro da Educação, Jacques Édouard Alexis. Em junho, o conselho eleitoral anulara os resultados das eleições de 1997, e Préval marca os dois turnos do novo pleito para 1999. Apesar de persistirem os altos índices de criminalidade, os EUA retiram, em 1999, seus últimos 480 militares do Haiti. As eleições parlamentares são adiadas por duas vezes, até que se realizam em maio e junho de 2000. A Família Lavalas obtém 16 das 19 cadeiras em disputa nas eleições parciais para o Senado e conquista 16 assentos no primeiro turno das eleições para a Câmara. A oposição, com o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), acusa o FL de fraudar o pleito e convoca o boicote ao segundo turno, que se realiza em julho com 90% de abstenção. A FL termina conquistando a quase totalidade dos assentos da Câmara. |



