Data: 21/09/2003 07:42:33
De: Anderson
IP: 200.158.12.83-200.158.12.83
Assunto: Re: Re: EUA e Inglaterra
De: Anderson
IP: 200.158.12.83-200.158.12.83
Assunto: Re: Re: EUA e Inglaterra
|
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (United States of America).
Capital: Washington. Nacionalidade: norte-americana ou estadunidense. Data nacional: 4 de julho (Independência). GEOGRAFIA - Localização: centro da América do Norte. Hora local: -2h. Área: 9.372.614 km2. Clima: temperado continental (L), subtropical (SE), de montanha (centro e Montanhas Rochosas), árido tropical (SO), mediterrâneo (costa O), árido frio (NO). Área de floresta: 2.125 mil km2 (1995). Cidades principais: Nova York (aglomerado urbano: 16.390.000; cidade: 7.380.906 em 1996), Los Angeles (aglomerado urbano: 12.576.000; cidade: 3.553.638 em 1996); Chicago (2.802.079), Houston (1.786.691), Filadélfia (1.436.287), Washington DC (523.124) (1998). POPULAÇÃO - 278,4 milhões (2000); composição: euramericanos 84%, afro-americanos 12%, asiáticos 3%, ameríndios 1% (1996). Idioma: inglês (oficial). Religião: cristianismo 85,3% (protestantes 57,9%, católicos 21%, outros cristãos 6,4%), judaísmo 2,1%, islamismo 1,9%, sem filiação 8,7%, outras 2% (1995). Densidade: 29,7 hab./km2. População urbana: 77% (1998). Crescimento demográfico: 0,8% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,99 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 73/80 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 7‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5%. IDH (0-1): 0,929 (1998). GOVERNO - República presidencialista. Divisão administrativa: 50 estados e o distrito de Colúmbia. Chefe de Estado e de governo: presidente George W. Bush (RP) (desde 2001). Principais partidos: Democrata (DP), Republicano (RP). Legislativo: bicameral - Senado, com 100 membros (um terço renovável a cada 2 anos); Casa dos Representantes, com 435 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandatos de 6 e 2 anos, respectivamente. Constituição em vigor: 1789. Territórios Administrados: Porto Rico, Ilhas Marianas do Norte, Atol Johnston, Guam, Ilhas Wake, Ilhas Midway, Ilhas Virgens Americanas, Samoa Americana. ECONOMIA - Moeda: dólar americano. PIB: US$ 8,2 trilhões (1998). PIB agropecuária: 2%; PIB indústria: 26%; PIB serviços: 72% (1998). Crescimento do PIB: 3,2% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 29.240 (1998). Força de trabalho: 138 milhões (1998). Agricultura: tabaco, milho, soja, sorgo, batata, beterraba, trigo, outros cereais. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 5,4 milhões de t (1997). Mineração: petróleo, gás natural, carvão, minério de ferro, minério de cobre, alumina, prata, urânio. Indústria: equipamentos de transporte, alimentícia, máquinas, química, metalúrgica, gráfica e editorial. Exportações: US$ 682,5 bilhões (1998). Importações: US$ 944,3 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Canadá, Japão, México, Reino Unido, Alemanha, China. DEFESA - Efetivo total: 1,4 milhão (1998). Gastos: US$ 265,9 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Apec, Banco Mundial, FMI, G-7, Nafta, OCDE, OEA, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (061) 321-7272, fax (061) 225-9136, e-mail: visaq@americanembassy.org.br - Brasília, DF. O PAÍS - Maior potência econômica e militar do planeta, os Estados Unidos da América (EUA) têm um imenso e diversificado território, com clima predominantemente temperado. Situado na América do Norte, é o quarto país mais extenso do mundo, banhado pelos oceanos Atlântico e Pacífico. A costa leste, região das treze colônias que deram origem à nação, é a mais populosa e industrializada. Na planície central encontra-se sua maior área agrícola.Os recursos naturais dos Estados Unidos, a riqueza de paisagens e de possibilidades econômicas atraíram milhões de imigrantes ao país nos séculos XIX e XX. A identidade nacional dos EUA é construída com a contribuição dos novos habitantes e, ainda hoje, o país se destaca como o principal pólo de imigração internacional. Sua cultura e estilo de vida exercem grande influência global por meio do cinema, da literatura, da música e da TV. A luta pela independência norte-americana, no século XVIII, é um marco de afirmação da república e da democracia no mundo contemporâneo. Ao lado disso, os EUA têm uma história de extermínio dos povos indígenas e de discriminação racial, que atinge em particular os negros descendentes de escravos e os hispânicos de origem latino-americana. O PIB do país é maior que a soma do da Alemanha e do Japão (3° e 2° do mundo respectivamente) 8,2 trilhões de dólares. Sozinha, a nação é responsável por mais de um quarto da produção econômica mundial, o que lhe garante posição central no comércio e no sistema financeiro internacionais. Também oferece um elevado padrão de vida à população, com o terceiro maior índice de desenvolvimento humano (IDH) - atrás apenas do Canadá e da Noruega - e uma das maiores rendas per capita do mundo. Com base em seu poderio, os EUA atuam em conflitos por todo o planeta. HISTÓRIA - A América do Norte é habitada por indígenas seminômades no final do século XV, quando Cristovão Colombo chega ao continente. Entre os séculos XVI e XVII, os espanhóis exploram a Flórida e o Colorado; os franceses percorrem e criam assentamentos ao longo do vale do rio Mississipi; e os holandeses fundam a colônia de Nova Amsterdã - tomada em 1664 pelos ingleses, que rebatizam sua capital como Nova York. Antes, os britânicos já haviam ocupado no leste regiões como Virgínia, Massachusetts, Connecticut e Pensilvânia. Para trabalhar nas colônias britânicas , negros são trazidos da África como escravos a partir de 1619. Independência - O regime de relativa autonomia dos povoadores das 13 colônias britânicas é alterado entre 1764 e 1775, quando a Inglaterra aumenta impostos e restringe as atividades econômicas. Em resposta, as colônias declaram guerra à metrópole em 1775. Em 4 de julho de 1776, é divulgada na cidade de Filadélfia a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, só reconhecida pelos ingleses em 1783. A Constituição dos EUA é escrita e ratificada pelos 13 estados, entrando em vigor em 1789, e George Washington torna-se o primeiro presidente. No século XIX, os Estados Unidos expandem seu território até o Pacífico por meio da compra de possessões, de guerras e da conquista de áreas indígenas. Em 1803, a Louisiana é comprada da França. Em 1819, a Flórida é adquirida da Espanha. Entre 1846 e 1848, na guerra contra o México, os EUA conquistam a extensa região que vai do Texas à Califórnia. Entre 1848 e 1850, a chamada corrida do ouro atrai mais de 80 mil pessoas à Califórnia. Novas migrações para o oeste, de 1850 a 1890, dizimam as tribos indígenas rebeldes. A conquista territorial se estende até o Alasca, comprado da Rússia em 1867. Guerra civil - A prosperidade crescente do novo país aumenta os conflitos entre o norte mais desenvolvido, industrializado e urbano - disposto a abolir a escravidão -, e o sul agrário e escravagista. Em 1860, o abolicionista Abraham Lincoln é eleito presidente e os estados do sul decidem separar-se da União. A Guerra Civil Americana, entre as duas regiões, deixa 617 mil mortos entre 1861 e 1865, quando é vencida pelo norte. A escravidão é abolida, mas as punições impostas aos perdedores após o assassinato de Lincoln, em 1865, criam ressentimentos recíprocos e fortalecem a discriminação racial. Segue-se um período de desenvolvimento industrial e construção de ferrovias que ligam os EUA de costa a costa. A urbanização é reforçada pela chegada de uma gigantesca onda de imigrantes europeus. No final do século XIX, os Estados Unidos emergem como potência imperialista: o arquipélago do Havaí é anexado em 1898; no mesmo ano, na guerra contra a Espanha, são conquistados territórios no Caribe (Porto Rico) e no Pacífico (Filipinas e Guam). Em 1903, os EUA provocam a independência do Panamá (que fazia parte da Colômbia) para obter a posse da Zona do Canal, entre o Atlântico e o Pacífico. Militares norte-americanos também intervêm no México e na América Central em diversas ocasiões. Durante a Primeira Guerra Mundial, a nação envia tropas para lutar ao lado do Reino Unido e da França. New deal - Os conservadores pressionam o Congresso para que adote, em 1920, uma emenda constitucional proibindo a fabricação e a comercialização de bebidas alcoólicas (Lei Seca), o que acaba fortalecendo o contrabando e o crime organizado. A prosperidade econômica do país é interrompida em 1929, quando a quebra da Bolsa de Nova Iorque faz a economia capitalista mundial mergulhar em grave crise recessiva. O democrata Franklin Delano Roosevelt assume a Presidência em 1933 e, durante quatro mandatos consecutivos, até sua morte em 1945 estabelece uma política de desenvolvimento baseada em pesados investimentos estatais para estimular a recuperação econômica. Essa política, chamada de New Deal, ganha impulso com a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial, a partir do ataque japonês à base de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941. O país envia tropas contra as forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Em 1945, para apressar a rendição do Japão, o governo do presidente Harry Truman decide jogar bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáque. Os EUA emergem como a maior potência econômica do pós-guerra. Guerra fria - Dá-se o nome de Guerra Fria à divisão do mundo nas esferas de influência dos EUA e da União Soviética ( URSS ), que fortalecem seu poderio militar. O primeiro embate acontece em 1950, quando os EUA enviam tropas à Coréia para conter a expansão comunista na Ásia. Internamente, o país é varrido pelo macarthismo, uma onda de intolerância contra intelectuais e artistas acusados de comunistas pelo senador Joseph McCarthy. Com a eleição do democrata John Kennedy em 1960, os EUA aumentam os gastos com a defesa e a preocupação com os direitos civis. O governo norte-americano reforça sua posição contra a influência soviética em Cuba e envia os primeiros assessores militares ao Vietnã. Kennedy é assassinado em 1963, e seu sucessor, Lyndon Johnson, consegue aprovar leis contra a discriminação aos negros. Em 1969, astronautas norte-americanos tornam-se os primeiros seres humanos a pousar na Lua, vencendo a corrida espacial travada nos anos anteriores entre EUA e União Soviética. Tem início em 1962 a fracassada intervenção militar norte-americana no Vietnã, que provoca fortes conflitos internos nos EUA. A retirada norte-americana da guerra vietnamita só ocorre em 1973, no governo do republicano Richard Nixon, derrubado pelo escândalo de Watergate em 1974. A assinatura de acordos para a limitação de armas nucleares em 1976 e 1979 marca a política de distensão com a URSS. Entre 1977 e 1980, sob a Presidência do democrata Jimmy Carter, os EUA enfrentam o aumento da inflação e do desemprego e impasses com o Irã sob o poder dos aiatolás. Os republicanos voltam ao poder em 1980 com Ronald Reagan, que adota política de corte de gastos públicos e endurecimento de relações com a URSS e regimes de esquerda, especialmente na América Central e no Caribe. Em 1986 estoura o escândalo Irã-Contras, envolvendo assessores diretos de Reagan, que promovem a venda ilegal de armas ao Irã com repasse do dinheiro aos Contras, guerrilheiros em luta contra o governo sandinista (de esquerda) da Nicarágua. A reeleição de Reagan em 1984 coincide com a ascensão de Mikhail Gorbatchov ao governo da URSS. Em 1987, Reagan e Gorbatchov assinam o primeiro acordo para a destruição de armas nucleares de médio alcance. O vice de Reagan, George Bush, eleito presidente em 1988, continua a política de reaproximação com a URSS até a dissolução do bloco soviético, em 1991. Bush coloca os EUA na liderança de uma coalizão militar de cerca de 30 países para expulsar as tropas iraquianas do Kuweit, na Guerra do Golfo. Governo Clinton - A eleição do democrata Bill Clinton para a Presidência em 1992 põe fim a 12 anos de domínio republicano na Casa Branca (sede do governo norte-americano). Clinton obtém êxito na aprovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), com o Canadá e o México, e na conclusão da Rodada do Uruguai do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt), fortalecendo as exportações norte-americanas. A mediação dos EUA no histórico acordo de Paz de Oslo entre israelenses e palestinos, em 1993, e no tratado que põe fim à Guerra da Bósnia, em 1995, favorece a política externa de Clinton. Internamente, seu governo se desgasta com o escândalo Whitewater - transações imobiliárias irregulares envolvendo o presidente, quando era governador de Arkansas, e sua mulher, Hillary. Em 1994, o Partido Democrata perde, pela primeira vez em 40 anos, o controle das duas casas do Congresso. O atentado terrorista de um grupo paramilitar contra um edifício público em Oklahoma City causa 168 mortes em 1995. Fortalecido pela queda do déficit público, dos índices de desemprego e da inflação, Bill Clinton reelege-se em 1996, mas os republicanos mantêm a maioria no Congresso. O início do segundo mandato é marcado por acusações ao Partido Democrata de receber doações ilegais para a campanha eleitoral. Escândalo sexual -A Suprema Corte dos EUA aceita, em 1997, que o presidente seja julgado por assédio sexual a uma ex-funcionária pública de Arkansas, quando Clinton era governador daquele estado. O presidente nega as acusações e também a denúncia de um caso amoroso com a ex-estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, arrolada como testemunha no processo. Interrogada, Monica inicialmente confirma a versão de Clinton. O vazamento, em janeiro de 1998, de confidências da ex-estagiária sobre seu relacionamento com Clinton leva à instauração de um processo de impeachment contra o presidente. Em juízo, a ex-estagiária reconhece ter mantido relações sexuais incompletas com o presidente, mas nega que tenha sido induzida a mentir no processo da ex-funcionária de Arkansas - rejeitado pela Justiça em abril. Em novo depoimento, Clinton reconhece o caso com a ex-estagiária. A promotoria o acusa de falso testemunho, obstrução da Justiça e abuso de poder, atitudes que comprometem o exercício da função presidencial. A Casa dos Representantes (Câmara) aprova, em outubro, abertura do processo de impeachment, mas a votação no Senado, em fevereiro de 1999, absolve o presidente. A crise financeira iniciada nas nações do Sudeste Asiático, em 1997, não abala o desempenho da economia norte-americana, impulsionada pelo salto tecnológico de sua indústria e por ser o maior pólo mundial de investimentos. Em 1998, o país registra crescimento de 3,9%, inflação controlada e situação de pleno emprego. Em setembro, obtém o primeiro superávit fiscal em quase oito décadas. Política externa - O segundo governo Clinton amplia seus objetivos externos. Em 1998, o presidente visita nove nações africanas e faz a primeira viagem oficial à China desde o massacre da Praça da Paz Celestial (1989). Na Cúpula das Américas, em Santiago (Chile), tenta avançar na implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Em agosto, o país reage prontamente aos atentados terroristas contra embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, lançando ataques simultâneos contra alvos supostamente terroristas no Sudão e no Afeganistão. EUA e Reino Unido lançam em dezembro de 1998 a maior ofensiva militar contra o Iraque desde a Guerra do Golfo, após a recusa de Saddam Hussein em abrir instalações à inspeção da comissão da ONU encarregada de eliminar o arsenal iraquiano de armas de destruição em massa. Em março de 1999, os EUA promovem o ingresso de Polônia, Hungria e República Tcheca - antigos aliados soviéticos - na aliança militar ocidental, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A campanha de Clinton para obter novas adesões ao Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT), assinado então por 152 países e visto como o pilar da política norte-americana de não-proliferação nuclear, perde força depois que o Senado rejeita sua ratificação pelos EUA, em outubro de 1999. Bombardeio à Iugoslávia - Os EUA lideram a campanha de bombardeios da Otan contra a Iugoslávia, entre março e junho de 1999, com o objetivo de defender a população albanesa da província sérvia de Kosovo. O ataque - o primeiro na história da Otan contra uma nação soberana, com fronteiras reconhecidas - ocorre sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). A operação militar termina com a capitulação do presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, obrigado a aceitar o plano de paz que determina a retirada das tropas sérvias de Kosovo, a instauração de um governo interino da ONU na província e o envio de uma força internacional de paz à região, dominada pelos EUA e seus aliados. Impasse no Oriente Médio - Por insistência de Washington, o líder palestino Yasser Arafat e o primeiro-ministro de Israel Ehud Barak retomam o cronograma de retiradas militares israelenses na Cisjordânia em setembro de 1999. As negociações enfrentam novo impasse em 2000, durante reunião em Camp David, mediada por Clinton. Yasser Arafat aumenta a pressão pela criação de um Estado independente na Palestina e os dois lados não chegam a um acordo sobre o status final da cidade de Jerusalém. Boom econômico - Em janeiro de 2000, em seu discurso anual sobre o Estado da União, Clinton anuncia o mais longo período de crescimento econômico ininterrupto de toda a história dos EUA. Uma expansão de 5,3% do PIB no segundo trimestre - considerado surpreendente para uma economia industrializada - marca o nono ano de crescimento contínuo. Dados preliminares mostram que o desemprego baixa em 2000 para o nível recorde de 4,1%. Mas um estudo da Comissão de Orçamento do Congresso, divulgado em setembro de 1999, mostra que, apesar da prosperidade, a diferença de renda entre os cidadãos mais ricos e mais pobres é a maior desde a década de 40. Abalos na "nova economia" - Em abril de 2000, o juiz federal Thomas Penfield Jackson condena a gigante dos computadores Microsoft por ter violado a lei antitruste ao distribuir, como parte de seu sistema operacional Windows, o programa para navegação Internet Explorer. O juiz ordena a divisão da empresa, que hoje detém 70% do mercado de software do país. A Microsoft recorre da sentença. O índice Nasdaq, que estabelece a cotação de ações da chamada ""nova economia"" da bolsa de Nova York, despenca. Sua queda também é impulsionada pela inconsistência no valor das ações do setor de tecnologia e internet, cujas empresas encontram-se supervalorizadas no mercado. Cerco ao tabaco e aos transgênicos - Em setembro de 1999, o governo norte-americano dá início a um processo contra cinco fábricas de cigarros, requerendo indenização pelos gastos de saúde pública com doenças provocadas pelo tabagismo. Um tribunal do Distrito de Colúmbia acata, em maio de 2000, ação contra a Monsanto, produtora de alimentos geneticamente modificados, os chamados transgênicos. A empresa foi acusada de violar a lei antitruste para baixar artificialmente seus preços e comercializar produtos potencialmente perigosos para a saúde humana e o meio ambiente. Em maio de 2000, o estado de New Hampshire torna-se o primeiro a abolir a pena de morte desde que a punição foi reintroduzida no país por decisão da Suprema Corte, em 1976. Falha em julho, pela terceira vez consecutiva, o teste do escudo antimíssil orçado em mais de US$ 10 bilhões. O projeto, que deve estar finalizado em 2005, tem sido alvo de protestos de vários países, entre os quais China e Federação Russa. Na interpretação de Moscou, o desenvolvimento do escudo viola os acordos de desarmamento. Em setembro de 2000, um tribunal do Novo México ordena a libertação do cientista de origem taiwanesa, Wen Ho Lee, funcionário do Laboratório Nuclear de Los Alamos. Ele estava preso desde meados de 1999, quando foi acusado de passar segredos militares para a China. Eleições 2000 – Nas eleições primárias, que definem o candidato democrata à Presidência, Al Gore vence o ex-astro do basquete e ex-senador Bill Bradley. Seu adversário, do Partido Republicano, é o governador reeleito do Texas, George X. Bush, filho do ex-presidente, que derrota nas primárias o senador e herói da Guerra do Vietnã John McCain. Em julho, na Filadélfia, a convenção republicana confirma a chapa com Bush para a Presidência e Dick Cheney – ex-secretário de Estado de George Bush durante a Guerra do Golfo – como vice. Duas semanas depois, em Los Angeles, a convenção democrata define a chapa do partido com Al Gore e o senador Joseph Lieberman, um judeu ortodoxo, como vice. Suspense na apuração – Um impasse sem precedentes na história dos EUA deixa em suspense o resultado da eleição ocorrida em 7 de novembro. Até o dia 13, não se sabia o nome do 43º presidente norte-americano. Bush e Al Gore aguardavam o desfecho da recontagem dos votos na Flórida. Apuradas as urnas de 48 dos 50 estados (e do distrito de Colúmbia), Al Gore contava com 260 delegados e Bush com 246. Nesse cenário, os 25 votos da Flórida passaram a decidir quem seria o novo presidente. Inicialmente, Bush venceu nesse estado, obtendo a maioria no Colégio Eleitoral. Mas diante da vitória apertada (menos de 0,5% dos votos), a legislação local obrigou a recontagem, adiando a definição. Com o impasse, abrem-se possibilidades de outros estados (onde a diferença também foi pequena) recontar seus votos. Ou ainda de os dois candidatos recorrerem à justiça questionando os resultados. Ao contrário da maioria das democracias, o pleito nos EUA, é indireto, ou seja, vence quem obtiver pelo menos 270 votos de um colégio eleitoral com 538 delegados. Cada estado possui um número de delegados proporcional a sua população. Os eleitores, na verdade, escolhem o presidente votando nos delegados já comprometidos com as chapas dos candidatos. De acordo com as apurações preliminares em nível nacional, Al Gore tinha uma vantagem de cerca de 200 mil votos populares em relação a Bush. Caso esses números se confirmem e Bush vença no Colégio Eleitoral, ele se torna o único presidente a chegar à Casa Branca no século XX sem a maioria do sufrágio popular. Tal contradição é possível porque o candidato com mais votos num estado (mesmo por pequena margem) leva todos os delegados. Resultado das eleições presidenciais – Em 14 de dezembro de 2000, após 36 dias das eleições e várias batalhas judiciais, a Suprema Corte proíbe, por 5 a 4, nova contagem dos votos da Flórida. Com a decisão, Bush assegura a maioria de 271 entre os 538 votos do Colégio Eleitoral. Al Gore admite a derrota mas critica a decisão da Justiça norte-americana; enquanto Bush discursa pregando “reconciliação e união”. O Colégio Eleitoral se reúne em 18 de dezembro de 2000 e ratifica o republicano George W. Bush como o novo presidente dos Estados Unidos. Novo congresso – O Partido Republicano perde espaço, mas mantém a maioria no Congresso eleito. Na Casa dos Representantes, inteira renovada, conquistam 220 dos 435 assentos, contra 211 dos democratas (duas vagas estavam indefinidas). No Senado, com 34 cadeiras em disputa de um total de 100, a nova bancada republicana somava 50 representantes, contra 49 dos democratas (uma vaga estava indefinida). A primeira-dama Hillary Clinton obtém uma vaga no Senado, por Nova York. Terrorismo - Em Setembro de 2001, ataques terroristas de grande violência, assolam os Estados Unidos, culminando com a destruição completa do World Trade Center, símbolo do poder e orgulho dos americanos - ambas as torres foram atingidas por aeronaves Boeing 757 e Boeing 767 - e parte do Pentágono, além de outra aeronave destruída na Filadélfia. As aeronaves eram de empresas norte-americanas (United e American Airlines) e o governo federal iniciou uma caçada mundial aos terroristas, provavelmente ligados a grupos muçulmanos (como o milionário saudita Bin Laden) residentes no Afeganistão. Milhares de vidas se perderam e, somente no WTC pessoas de 42 nacionalidades diferentes faleceram. No mês de Outubro, os Estados Unidos, apoiados inicialmente pela Grã-Bretanha e posteriormente pela França, Alemanha, Canadá, Itália e Austrália, começam um ataque por terra, ar e mar ao Afeganistão, numa caçada sem precedentes ao terrorista saudita Osama Bin Laden. A ofensiva tem apoio da ONU e da quase totalidade dos países do mundo. |



