Data: 20/09/2003 19:05:08
De: Anderson
IP: 200.158.255.237-200.158.255.237
Assunto: Re: Chile
De: Anderson
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Assunto: Re: Chile
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DADOS GERAIS:
REPÚBLICA DO CHILE (Republica del Chile) CAPITAL – Santiago NACIONALIDADE – chilena DATA NACIONAL: 18 de setembro (Independência). GEOGRAFIA – Localização: sudoeste da América do Sul. Hora local: -1h. Área: 756.626 km2. Clima: de montanha (interior), árido tropical (litoral N), mediterrâneo (litoral centro), temperado oceânico (litoral S). Área de floresta: 79 mil km2 (1995). Cidades principais: Santiago (4.640.635), Concepción (362.589), Puente Alto (363.012), Viña del Mar (330.736), Valparaíso (283.489), Talcahuano (269.265) (1997). POPULAÇÃO – 15,2 milhões (2000); composição: europeus ibéricos e eurameríndios 95%, ameríndios 3% (arauncãs e aimarás), outros 2% (1996). Idioma: espanhol (oficial). Religião: cristianismo 89,9% (católicos 76,7%, protestantes 13,2%), sem filiação e ateísmo 5,8%, outras 4,3% (1992). Densidade: 20,09 hab./km2. População urbana: 85% (1998). Crescimento demográfico: 1,4% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 2,44 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 72/78 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 13‰ (1995-2000). Analfabetismo: 4,3% (2000). IDH (0-1): 0,826 (1998). GOVERNO – República presidencialista. Divisão administrativa: 12 regiões subdivididas em províncias e uma área metropolitana. Chefe de Estado e de governo: presidente Ricardo Lagos Escobar (PS) (desde 2000). Principais partidos: Socialista do Chile (PS), Democrata-Cristão (PDC), União Democrata Independente (UDI), Renovação Nacional (RN). Legislativo: bicameral - Senado, com 47 membros (9 nomeados) com mandato de 8 anos; Câmara dos Deputados, com 120 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1981. ECONOMIA – Moeda: peso chileno; cotação para US$ 1: 525 (jul./2000). PIB: US$ 78,7 bilhões (1998). PIB agropecuária: 7%; PIB indústria: 30%; PIB serviços: 63% (1998). Crescimento do PIB: 7,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 4.990 (1998). Força de trabalho: 6 milhões (1998). Agricultura: trigo, aveia, cevada, milho, feijão, beterraba, alho, uva, semente de colza, semente de girassol. Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves. Pesca: 6,1 milhões de t (1997). Mineração: cobre, ouro, prata, molibdênio, minério de ferro, nitrogênio, minério de manganês, chumbo, carvão. Indústria: alimentícia, metalúrgica. Exportações: US$ 14,9 bilhões (1998). Importações: US$ 18,8 bilhões (1998). Parceiros comerciais: EUA, Japão, Bélgica, Luxemburgo, Brasil, Alemanha, Argentina, Reino Unido. DEFESA – Efetivo total: 94,5 mil (1998). Gastos: US$ 2,9 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES – Organizações: Apec, Banco Mundial, FMI, Grupo do Rio, Mercosul (membro associado), OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (061) 322-5151, fax (061) 322-2966, e-mail: embchile@zaz.com.br - Brasília, DF. O PAÍS - País do sudoeste da América do Sul, o Chile vive grande tensão política a partir 1998, quando o ex-ditador Augusto Pinochet é preso no Reino Unido a pedido da justiça da Espanha, que o acusa de crimes contra a humanidade. Em 2000, aos 84 anos, Pinochet é autorizado a voltar para casa por "razões humanitárias". Encravado entre a cordilheira dos Andes e o oceano Pacífico, o país possui o território mais estreito do mundo - sua largura máxima é de 175 km, 25 vezes menor que a extensão, de 4,3 mil km. Apresenta diferentes paisagens, como o Deserto de Atacama (o lugar mais seco do planeta), no norte, a região dos lagos, no centro-sul, as geleiras e os arquipélagos da Patagônia, no extremo sul, e a tropical ilha de Páscoa, no oceano Pacífico. Sua população é bastante homogênea: cerca de 95% dos chilenos são mestiços de indígenas e europeus. A maioria vive na parte central do país, sendo 39% na região metropolitana da capital, Santiago. Há uma significativa minoria de origem alemã no sul do país. Detentor da menor taxa de mortalidade infantil e do mais alto índice de desenvolvimento humano (IDH) da América do Sul, o Chile é uma das nações socialmente mais desenvolvidas na região. A exportação de cobre - do qual é o maior produtor mundial -, frutas e produtos derivados de pescado é sua principal fonte de receitas. HISTÓRIA - O norte é ocupado pelos índios atacamas até o século XV, quando passa ao domínio dos incas. O sul é controlado pelos araucanos e no extremo sul vivem os fueguinos e os patagões. A serviço da Espanha, Fernão de Magalhães cruza o estreito que hoje leva seu nome e chega ao Chile em 1520. O espanhol Pedro de Valdivia conquista em 1541 o Vale Central e funda Santiago. A capitania geral ali instalada, subordinada ao Vice-Reino do Peru, não consegue dominar os descendentes dos incas e araucanos. Independência - No início do século XIX, Bernardo O'Higgins começa a luta pela independência, obtida graças ao apoio do general argentino José de San Martín - que cruza os Andes com seu exército e derrota os espanhóis na Batalha de Maipú, em 1818. O'Higgins governa ditatorialmente até 1823, quando renuncia. Nos dez anos seguintes, os liberais federalistas (partidários de maior autonomia para as províncias) se revoltam contra o poder central. Diego Portales promulga uma nova Constituição em 1833, e o país vive um período de tranqüilidade e progresso. O êxito repete-se na política externa: vitorioso na Guerra do Pacífico (1879-1884), o Chile recebe do Peru a região de Atacama, rica em minérios, e a Bolívia perde sua única saída para o mar. Entre 1920 e 1930, o presidente Arturo Alessandri promove reformas sociais. Em 1938, uma frente popular formada por socialistas, comunistas e centristas elege presidente Pedro Aguirre Cerda, que é sucedido por governos conservadores. De 1964 a 1970, Eduardo Frei, do Partido Democrata-Cristão (PDC), dá início à reforma agrária e à nacionalização negociada e gradual da indústria do cobre. Governo socialista Salvador Allende, da Unidade Popular (aliança de socialistas, comunistas e cristãos de esquerda), elege-se em 1970 com 34% dos votos. Seu governo nacionaliza mineradoras norte-americanas e é alvo de uma campanha de desestabilização promovida pelos Estados Unidos (EUA). Em meio à agitação social, um golpe militar depõe Allende, que se suicida no palácio presidencial de La Moneda em 1973. Regime militar - Uma junta chefiada pelo general Augusto Pinochet assume o poder, dissolve os partidos políticos e inicia um período de censura à imprensa e repressão a oposicionistas. A violência brutal do regime deixa milhares de mortos, desaparecidos e exilados. Em 1981, uma nova Constituição institucionaliza o regime militar. Redemocratização - A recessão causada pelo ajuste econômico alimenta a oposição, que volta a se manifestar nas ruas a partir de 1983. Em 1987 é aprovada a reorganização de partidos políticos, exceto os marxistas. A derrota de Pinochet em 1988, no plebiscito sobre sua permanência no poder por mais oito anos, dá início à transição para a democracia. A oposição une-se na coalizão Acordo pela Democracia e, em 1989, elege presidente o democrata-cristão Patricio Aylwin. Mas a Constituição de 1981 permite a Pinochet manter-se até 1998 à frente do Exército, com poder sobre as três Forças Armadas e o apoio de nove senadores por ele nomeados. Em 1990 crescem as exigências de investigação das violações de direitos humanos pelos militares. Mas nem a divulgação, em 1991, de uma lista com o nome de 2.279 mortos pelo regime abala o poder de Pinochet. Estabilidade econômica - Em 1993, o democrata-cristão Eduardo Frei Ruiz-Tagle (filho do ex-presidente Frei) elege-se presidente, mas o essencial da política econômica do período militar é mantido. O país atravessa um período de grande crescimento econômico e liberalização, com abertura acentuada de seu mercado. Em 1995, Frei propõe ao Congresso mudanças na Constituição que ampliem sua autoridade em relação ao comando militar. O projeto é derrotado no Senado. Cerco a Pinochet - Em março de 1998, o general Augusto Pinochet deixa o comando do Exército e assume uma cadeira vitalícia no Senado - prerrogativa garantida na Constituição de 1981 -, em meio a protestos. Em outubro, o ex-dirigente é preso em Londres, onde estava em tratamento médico. A detenção se dá em cumprimento a um pedido da justiça espanhola, que pretende julgá-lo por crimes contra a humanidade. Seus adversários salientam que há base para a prisão nos tratados internacionais de direitos humanos da ONU . O governo chileno protesta, alegando que o general possui imunidade diplomática - ou seja, não pode ser processado fora do Chile. No país, registram-se conflitos entre partidários e opositores do ex-ditador. No segundo turno das eleições presidenciais, em janeiro de 2000, Ricardo Lagos (Partido Socialista), elege-se com 51% dos votos - pouco mais que os 48% obtidos pelo direitista Joaquín Lavín. O novo presidente, primeiro socialista a dirigir o Chile desde a queda de Allende, recebe de Frei um país dividido pelo caso Pinochet - naquele momento, ainda sob detenção no Reino Unido e sob ameaça de ser extraditado para a Espanha. Em junho, após várias tentativas de diálogo para aliviar a tensão política, militares chilenos firmam acordo com o governo em que aceitam dar informações sobre 1.100 desaparecidos durante a ditadura de Pinochet. Retorno do ex-ditador - Ao fim de uma batalha jurídica internacional, durante a qual o Reino Unido chegara a autorizar, em abril de 1999, a extradição de Augusto Pinochet para a Espanha e depois a suspendera, o ministro britânico Jack Straw, do Interior, acata recomendação de uma equipe médica e decide libertar o ex-ditador, permitindo que retornasse ao Chile. Os últimos recursos judiciais, da França e da Bélgica, contra a libertação, são rechaçados pela justiça britânica em fevereiro e março de 2000. Após 503 dias em prisão domiciliar em Londres, Pinochet retorna ao Chile em 3 de março de 2000 e é recebido por comandantes militares, que desafiam ordem do governo para não se manifestar sobre o caso. No Chile, onde há mais de 150 processos criminais contra o ex-dirigente, a Corte Suprema decide, em agosto, cassar sua imunidade parlamentar, condição que o cargo de senador vitalício lhe garantia. |



