Data: 17/09/2003 07:32:50
De: Anderson
IP: 200.158.12.152-200.158.12.152
Assunto: Re: Repulblica tcheca
De: Anderson
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Assunto: Re: Repulblica tcheca
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DADOS GERAIS:
REPÚBLICA TCHECA (Ceská Republika). CAPITAL - Praga. NACIONALIDADE - tcheca. DATA NACIONAL - 28 de outubro (Independência). GEOGRAFIA - Localização: centro da Europa. Hora local: +4h. Área: 78.864 km2. Clima: temperado continental. Área de floresta: 20 mil km2 (1995). Cidades principais: Praga (1.193.270), Brno (384.727), Ostrava (322.111), Plzen (168.422), Olomouc (103.372) (1999). POPULAÇÃO - 10,2 milhões (2000); composição: tchecos 94%, eslovacos 3%, outros 3% (1996). Idioma: tcheco (oficial). Religião: cristianismo 43,9% (católicos 39,1%, protestantes 4,3%, Igreja Ortodoxa 0,2%, outros cristãos 0,3%), sem filiação e ateísmo 39,9%, outras 16,2% (1991). Densidade: 129,34 hab./km2. População urbana: 75% (1998). Crescimento demográfico: -0,2% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,19 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 70/77 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 6‰ (1995-2000). Analfabetismo: 0% (1990). IDH (0-1): 0,843 (1998). GOVERNO - República parlamentarista. Divisão administrativa: 72 distritos. Chefe de Estado: presidente Václav Havel (desde 1993, reeleito em 1998). Chefe de governo: primeiro-ministro Milos Zeman (CSSD) (desde 1998). Principais partidos: Social-Democrata Tcheco (CSSD), Cívico Democrático (ODS), União Democrata-Cristã/do Povo Tchecoslovaco (KDU-CSL). Legislativo: bicameral - Senado, com 81 membros; Câmara dos Deputados, com 200 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandatos de 6 e 4 anos, respectivamente. Constituição em vigor: 1993. ECONOMIA - Moeda: coroa (koruna) tcheca; cotação para US$ 1: 38,73 (jul./2000). PIB: US$ 56,4 bilhões (1998). PIB agropecuária: 4%; PIB indústria: 39%; PIB serviços: 57% (1998). Crescimento do PIB: 0,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 5.150 (1998). Força de trabalho: 6 milhões (1998). Agricultura: trigo, beterraba, cevada, batata, lúpulo. Pecuária: bovinos, suínos, caprinos, aves. Pesca: 20,9 mil t (1997). Mineração: carvão, linhito. Indústria: alimentícia, bebidas, equipamentos de transporte, máquinas, metalúrgica, produtos eletroeletrônicos (domésticos). Exportações: US$ 26,3 bilhões (1998). Importações: US$ 28,7 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Eslováquia, Federação Russa, Itália, Áustria, Polônia. DEFESA - Efetivo total: 59,1 mil (1998). Gastos: US$ 1,1 bilhão (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (061) 242-7785, fax (061) 242-7833, e-mail: zu_brasilia@loreno.net - Brasília, DF. O PAÍS - Localizada numa área montanhosa da Europa Central, a República Tcheca nasceu da divisão pacífica da Tchecoslováquia, no início dos anos 90. Seu território, formado pela Morávia e pela Boêmia, corresponde à parte ocidental do antigo país. Praga, a capital, é um tradicional centro de cultura e artes da Europa e desde a queda do comunismo recebe intenso fluxo de turistas. Declarada patrimônio da humanidade, a cidade reúne exemplares da arquitetura gótica e barroca, como a Catedral de São Vito, no interior do Castelo de Praga, residência oficial do presidente. Com uma das economias mais desenvolvidas do extinto bloco socialista, a nação se destaca na produção de automóveis, cerâmicas, tecidos e cervejas. Mais da metade das exportações destinam-se à União Européia (UE), bloco ao qual planeja se incorporar nos próximos anos. Os tchecos enfrentam sérios problemas ambientais decorrentes da emissão de gases tóxicos pelas indústrias e usinas de energia. HISTÓRIA - A República Tcheca tem raízes nas antigas Boêmia e Morávia. Povos eslavos dominam a região no século VII e são cristianizados no século VIII. O Reino da Morávia deixa de existir no século XI e sua parte ocidental é anexada à Boêmia. No século XV, após uma guerra religiosa, os hussitas (partidários do reformador protestante João Hus, queimado por ordem da Igreja de Roma) instalam uma monarquia eletiva. Em 1556, a Boêmia integra-se ao Sacro Império Romano-Germânico e, depois, ao Império Austro-Húngaro. Em 1618, 30 mil famílias protestantes são obrigadas a deixar o país. Em 1848, a onda revolucionária que sacode a Europa traz para a Boêmia a abolição da servidão e as liberdades individuais. No fim da Primeira Guerra Mundial, a derrota austro-húngara ocasiona a independência de tchecos e de eslovacos, que se unem em 1918 para formar a Tchecoslováquia. Em 1938, o Pacto de Munique (entre Inglaterra, França, Alemanha e Itália) determina que o país entregue à Alemanha a região dos Sudetos, cujos habitantes têm origem alemã. Hitler ocupa os Sudetos no mesmo ano e, em 1939, anexa toda a Tchecoslováquia. Em 1945, os soviéticos libertam a nação. Os comunistas dão um golpe em 1948, e o Estado fica sob a influência da União Soviética (URSS). A partir de 1966, fortes manifestações por reformas democráticas resultam na Primavera de Praga, reprimida pela URSS em 1968. Revolução de Veludo - Em 1989, as reformas do líder soviético Mikhail Gorbatchov propiciam, na Tchecoslováquia, a Revolução de Veludo, assim chamada pela maneira pacífica das mudanças. A ampla pressão popular pela libertação do dramaturgo Václav Havel, líder da oposição democrática, leva à renúncia do presidente Gustáv Husák em novembro de 1989. Havel assume a Presidência provisoriamente, e Alexander Dubcek, líder da Primavera de Praga, dirige o Parlamento. Em 1990, Havel é confirmado na Presidência. Na Eslováquia, toma corpo a campanha pela separação dos dois países. Havel, contrário à secessão, renuncia em julho de 1992; em novembro é aprovada a divisão do país. Fim da Tchecoslováquia - Em 1o de janeiro de 1993 surge a República Tcheca. Havel é eleito presidente, e o reformista Václav Klaus torna-se primeiro-ministro. As privatizações ganham impulso. Nas eleições gerais de maio de 1996, as primeiras desde a divisão, a coalizão governista de centro-direita é derrotada pelo Partido Social-Democrata (CSSD), de centro-esquerda, mas Klaus forma um governo de minoria. Ele renuncia em 1997 e é substituído por Josef Tosovsky, sem vínculo partidário. Em dezembro, Havel é operado de câncer no pulmão. Havel é reeleito presidente em janeiro de 1998. Com a saúde debilitada, submete-se a novas cirurgias. Em março, o país inicia conversações para aderir à UE. Nas eleições legislativas de junho, a vitória do CSSD representa a primeira guinada à esquerda desde o colapso do comunismo. Milos Zeman, do CSSD, torna-se primeiro-ministro, num governo de minoria. Em março de 1999, Havel ratifica o ingresso do país na OTAN em outubro, um relatório da UE critica a lentidão das reformas tchecas e destaca que o país tem o pior desempenho entre os seis países candidatos a aderir à organização antes de 2005. a UE também protesta contra o tratamento dado às minorias e exige a demolição de um muro construído para separar a comunidade tcheca da cigana na cidade de Usti nad Labem. o presidente Havel e grupos ciganos caracterizam a obra de racista, e os vereadores locais acabam votando por sua demolição. O país resolve, em novembro, a disputa com a Eslováquia sobre a divisão de propriedades da antiga Tchecoslováquia. Apesar da oposição de vários segmentos políticos, um acordo estabelece a devolução das reservas de ouro da Eslováquia depositadas no banco central tcheco, a troca de ações entre o banco tcheco e um eslovaco e o pagamento simbólico da dívida eslovaca. Ciganos - Em abril de 2000, o Centro dos Direitos dos Ciganos Europeus entra com uma ação contra a República Tcheca na Corte Européia dos Direitos Humanos, acusando o país de praticar discriminação racial no sistema educacional. Um estudo revela que nas escolas especiais tchecas para alunos com dificuldades no aprendizado a proporção é de 27 ciganos para cada um de outra etnia. |



