Data: 16/09/2003 08:07:52
De: Adalberto
IP: 200.158.12.27-200.158.12.27
Assunto: Re: Jamaica
De: Adalberto
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Assunto: Re: Jamaica
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DADOS GERAIS:
JAMAICA (Jamaica). CAPITAL: Kingston. NACIONALIDADE: jamaicana. DATA NACIONAL: 6 de agosto (Independência) GEOGRAFIA - Localização: centro da América Central, mar do Caribe. Hora local: -2h. Área: 10 991 km2. Clima: tropical. Área de floresta: 2 mil km2 (1995). Cidades principais: Kingston (103 771), Spanish Town (92 383), Portmore (90 138), Montego Bay (83 446), May Pen (46 785) (1991). POPULAÇÃO - 2,6 milhões (2000); composição: afro-americanos 75%, eurafricanos 13%, indianos 1%, outros 11% (1996). Idioma: inglês (oficial), inglês dialetal. Religião: cristianismo 53,1% (protestantes 42,7%, católicos 10,4%), rastas 3%, sem filiação e outras 43,9% (1995). Densidade: 236,56 hab./km2. População urbana: 55% (1998). Crescimento demográfico: 0,9% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 2,5 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 73/77 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 22‰ (1995-2000). Analfabetismo: 13,3% (2000). IDH (0-1): 0,735 (1998). GOVERNO - Monarquia parlamentarista. Divisão administrativa: 14 paróquias. Chefe de Estado: rainha Elizabeth II do Reino Unido, representada pelo governador-geral Howard Felix Hanlan Cooke (desde 1991). Chefe de governo: primeiro-ministro Percival J. Patterson (PNP) (desde 1992, eleito em 1993 e reeleito em 1997). Principais partidos: Nacional do Povo (PNP), Trabalhista da Jamaica (JLP), Movimento Nacional Democrático (NDM). Legislativo: bicameral - Senado, com 21 membros indicados pelo governador-geral (13 em consulta com o primeiro-ministro e 8 com o líder da oposição); Casa dos Representantes, com 60 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos. Constituição em vigor: 1962. ECONOMIA - Moeda: dólar jamaicano; cotação para US$ 1: 42,18 (jul./2000). PIB: US$ 6,4 bilhões (1998). PIB agropecuária: 8%; PIB indústria: 34%; PIB serviços: 58% (1998). Crescimento do PIB: 0,2% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 1 740 (1998). Força de trabalho: 1 milhão (1998). Agricultura: cana-de-açúcar, banana, café, frutas cítricas, cacau. Pecuária: bovinos, suínos, caprinos, aves. Pesca: 11,4 mil t (1997). Mineração: bauxita, alumina. Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, refino de petróleo, vestuário, metalúrgica (alumínio). Exportações: US$ 1,3 bilhão (1998). Importações: US$ 3 bilhões (1998). Parceiros comerciais: EUA, Reino Unido, Trinidad e Tobago, Japão, Canadá, Noruega. DEFESA - Efetivo total: 3,3 mil (1998). Gastos: US$ 43 milhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, Caricom, Comunidade Britânica, FMI, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (202) 452-0660, fax (202) 452-0081, e-mail: emjam@sysnet.net - Washington D.C., EUA. O PAÍS - Cerca de 85% da população da Jamaica, a terceira maior ilha do Mar do Caribe, na América Central, descende dos escravos negros trazidos da África no período colonial. Essa origem africana é marcante na cultura do país, em manifestações como o reggae, gênero musical resultante da fusão de ritmos afro-jamaicanos com o blues e o soul, e o movimento religioso rastafari, que prega a liberação do uso da maconha, a superação da opressão contra os negros e considera a África a sua pátria. Grande parte do território jamaicano é montanhoso, com vales profundos e despenhadeiros escarpados. No oeste, estende-se um planalto coberto de florestas tropicais. Há na ilha vários mananciais e fontes termais, razão pela qual foi chamada "Xaimaca", terra das águas, pelos índios arauaques, seus habitantes nativos. O turismo é a mais importante fonte de receitas da Jamaica, que recebe milhares de visitantes atraídos pelas paisagens e pela boa infra-estrutura hoteleira. A ilha é também importante ponto de passagem de navios de cruzeiro que navegam pelo mar do Caribe. Em segundo lugar vem a exportação de bauxita, minério do qual é o terceiro maior produtor mundial. O alto índice de desemprego (15,9%) e o tráfico de drogas têm contribuído para o aumento da violência no país. HISTÓRIA - Descoberta por Cristovão Colombo em 1494, a ilha é colonizada pelos espanhóis e passa para o domínio britânico em 1655. Os índios arauaques, nativos da ilha, são dizimados pelos espanhóis. Estes se utilizam de escravos africanos para iniciar o cultivo de cana-de-açúcar, intensificado depois pelos ingleses. A Jamaica serve de base estratégica para o combate dos soldados e piratas britânicos contra o império espanhol na América. Apoiada na monocultura açucareira, a ilha empobrece com a abolição da escravatura, em 1833, e vive em crise social por várias décadas. Após 1930 surgem os sindicatos e o movimento pela independência, sob a liderança de Norman Manley, fundador do Partido Nacional do Povo (PNP), e de Alexander Bustamante, do Partido Trabalhista da Jamaica (JLP).Em 1959, a nação adquire autonomia interna e, entre 1958 e 1961, integra a Federação das Índias Ocidentais. Em 1962 torna-se independente, associando-se à Comunidade Britânica. Reformas econômicas - O JLP ganha as eleições de 1962 e de 1967, mas perde as de 1972 para Michael Manley (filho de Norman, do PNP). Seu governo dá ênfase às reformas sociais e nacionalizações e se aproxima do bloco soviético. A melhor distribuição de renda favorece o acesso dos negros a empregos bem remunerados e universidades. Embora o país não conquiste estabilidade, por causa da queda internacional dos preços do açúcar e da bauxita, Manley é reeleito em 1976. Os altos índices de desemprego e a estagnação econômica provocam onda de criminalidade que leva Manley a decretar estado de emergência nacional que vigora até o ano seguinte.Em 1980, ele se recusa a adotar medidas de austeridade propostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), convoca eleições e é derrotado. Seu sucessor, Edward Seaga, do JLP, segue a política do FMI e se aproxima dos Estados Unidos (EUA). A Jamaica participa, em 1983, da invasão norte-americana de Granada e rompe relações com Cuba. O desemprego cresce. A desvalorização do dólar jamaicano e a retirada de subsídios aos produtos agrícolas provocam nova onda de manifestações e violência. O preço dos gêneros alimentícios e as tarifas de energia elétrica e gás aumentam entre 50% e 100%. Em setembro de 1988 o furacão Gilbert arrasa a agricultura jamaicana e destrói mais de 100 mil casas. É a maior catástrofe natural da história da Jamaica. O sucesso do governo Seaga em obter ajuda internacional de emergência não impede o descontentamento popular com a situação crítica do país nos meses seguintes. Em 1989, o oposicionista PNP vence as eleições. Michael Manley volta ao poder e, ao implementar as determinações do FMI, entra em conflito com os sindicatos e os trabalhadores. Doente, Manley renuncia em 1992. Seu substituto, Percival Patterson, continua no governo após a vitória do PNP nas eleições de 1993. A inflação e o déficit comercial provocam uma sucessão de greves em 1995. No ano seguinte, Patterson aumenta em 60% o salário mínimo e tenta um acordo entre empresários e sindicatos, mas a crise econômica se agrava. Nas eleições de 1997, o PNP vence pela terceira vez consecutiva. Ao iniciar seu terceiro mandato, em janeiro de 1998, Patterson propõe que a Jamaica inicie um processo político para transformar-se em república dentro dos cinco anos seguintes. Nas eleições de setembro, o PNP ganha o controle dos 13 conselhos municipais. No entanto, o governo continua a enfrentar a pressão dos grupos de defesa dos direitos humanos para acabar com a pena de morte e crescentes índices de violência e criminalidade. Na capital, Kingston, ocorrem tumultos contra a crise econômica e a repressão policial. A onda de crimes é atribuída às brigas entre gangues de traficantes de drogas e à deportação - pelos governos dos EUA, Canadá e Reino Unido - de criminosos jamaicanos condenados. Em 1999, intensificam-se os protestos em todo o país. Em abril, sete pessoas morrem em manifestações contra o aumento do preço dos derivados de petróleo. O governo reduz o acréscimo pela metade e, em julho, decreta estado de emergência. As relações entre EUA e Jamaica - em tensão nos últimos anos, devido às crescentes exigências norte-americanas de erradicação do cultivo de maconha - têm sensível melhora a partir de 1999, com a criação de grupo binacional de cooperação no combate à droga. Em fevereiro de 2000, o governo da Jamaica lança um pacote de medidas para acelerar o programa de privatizações e estimular a economia. No mesmo mês, o Parlamento determina a quebra gradual, num prazo de três anos, do monopólio estatal das telecomunicações. |



