Data: 14/09/2003 18:12:27
De: Anderson
IP: 200.158.255.142-200.158.255.142
Assunto: Re: Por favor...Urgente
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Assunto: Re: Por favor...Urgente
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DADOS GERAIS:
REPÚBLICA DO PERÚ (Republica del Peru). CAPITAL - Lima. NACIONALIDADE - peruana. DATA NACIONAL - 28 de julho (Independência). GEOGRAFIA - Localização: oeste da América do Sul. Hora local: -2h. Área: 1.285.215 km2. Clima: árido tropical (litoral), de montanha (altiplano e cordilheira), equatorial (trecho amazônico). Área de floresta: 676 mil km2 (1995). Cidades principais: Lima (aglomerado urbano: 6.321.173), Arequipa (642.478), Trujillo (588.638), Chiclayo (566.027) (1993). POPULAÇÃO - 25,7 milhões (2000); composição: ameríndios 45%, eurameríndios 37%, europeus ibéricos 15%, outros 3% (1996). Idioma: espanhol, aimará e quíchua (oficiais). Religião: cristianismo 98% (católicos 92,5%, protestantes 5,5%), outras 2% (1989). Densidade: 20 hab./km2. População urbana: 72% (1998). Crescimento demográfico: 1,7% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 2,98 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 66/71 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 45‰ (1995-2000). Analfabetismo: 10,1% (2000). IDH (0-1): 0,737 (1998). GOVERNO - República presidencialista. Divisão administrativa: 25 departamentos capitais, 155 províncias e 1.586 distritos. Chefe de Estado e de governo: presidente Valentín Paniagua (AP) (desde novembro de 2000). Principais partidos: coalizão Peru 2000 (Cambio 90-Nova Maioria e Vamos Vizinho), Peru Possível (PP), Somos Peru (SP), Avancemos (PA), União pelo Peru (UPP), Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra), Ação Popular (AP), da Solidariedade Nacional (PSN). Legislativo: unicameral - Congresso, com 120 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos. Constituição em vigor: 1993. ECONOMIA - Moeda: sol novo; cotação para US$ 1: 3,49 (jul./2000). PIB: US$ 62,7 bilhões (1998). PIB agropecuária: 7%; PIB indústria: 37%; PIB serviços: 56% (1998). Crescimento do PIB: 5,7% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 2.440 (1998). Força de trabalho: 9 milhões (1998). Agricultura: café, arroz, milho, batata. Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves. Pesca: 7,9 milhões t (1997). Mineração: cobre, ouro, chumbo, zinco, prata, petróleo. Indústria: alimentícia, refino de petróleo, têxtil, vestuário, bebidas, produtos minerais não metálicos. Exportações: US$ 5,7 bilhões (1998). Importações: US$ 9,8 bilhões (1998). Parceiros comerciais: EUA, Japão, Suíça, Reino Unido, Alemanha, China, Venezuela, Colômbia, Espanha. DEFESA - Efetivo total: 125 mil (1998). Gastos: US$ 970 milhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, Grupo do Rio, OEA, OMC, ONU, Pacto Andino, Apec. Embaixada: Tel. (061) 242-9933, fax (061) 244-9344, e-mail: embperu@embperu.org.br - Brasília, DF. O PAÍS - Terceiro maior país da América do Sul, o Peru foi sede do Império Inca até a chegada dos espanhóis, no século XVI. Vestígios dessa civilização estão preservados no santuário de Machu Picchu e na cidade de Cuzco, considerados patrimônios da humanidade. Outras atrações são as ruínas de Nazca e o lago Titicaca, situado a 3.810 m de altitude. O território peruano, banhado pelo oceano Pacífico, é dividido em três regiões pela cordilheira dos Andes. O litoral, desértico, concentra as maiores cidades e a capital, Lima. O altiplano andino é povoado predominantemente por indígenas, que formam a maioria da população e se mantêm com uma agricultura de subsistência. A leste da cordilheira fica a Amazônia peruana, onde nascem os rios que formam o Amazonas. O Peru é um dos dois países sul-americanos (o outro é a Bolívia) a adotar como oficiais os idiomas de seus habitantes nativos - no caso o quíchua e o aimará. A agricultura e a mineração são as principais fontes de receita, mas estima-se que o comércio ilegal de coca, da qual o Peru é grande produtor, supere todos os recursos obtidos com as exportações legais. HISTÓRIA - Em 1532, o espanhol Francisco Pizarro destrói a capital sul do Império Inca, atual Cuzco. Três anos depois, funda Ciudad de los Reyes, hoje Lima. Rica em prata, ouro e mercúrio, a colônia é elevada a Vice-Reinado do Peru em 1543. No século XVIII, os indígenas rebelam-se contra a escravidão: Tupac Amaru lidera, entre 1780 e 1783, uma revolta que se estende até o Equador. Em 1819, o argentino José de San Martín inicia a luta contra os espanhóis, derrotados em 1824 pelas tropas de Antonio José Sucre. Independente, o país adota uma Constituição liberal em 1828, e o governo do mestiço Ramón Castilla (1845 a 1862) liberta os indígenas do pagamento de tributos e os negros, da escravidão. Na Guerra do Pacífico (1879-1884), o Peru perde para o Chile o controle das jazidas de nitrato no deserto de Atacama e na província de Tarapacá. Haya de la Torre funda, em 1924, a nacionalista Aliança Popular Revolucionária Americana (Apra), que os militares põem na ilegalidade entre 1931 e 1945 e depois entre 1948 e 1956. Fernando Belaúnde Terry, da Ação Popular (AP), é eleito presidente em 1963 e inicia a reforma agrária, mas entra em choque com o Congresso ao fazer concessões a empresas de petróleo dos EUA. Em 1968, Belaúnde é deposto pelo general nacionalista Juan Velasco Alvarado, que expropria as empresas petrolíferas. Sendero Luminoso - Em 1975, Alvarado é deposto pelo general conservador Morales Bermúdez. O poder é devolvido aos civis em 1979 e Belaúnde reelege-se presidente em 1980. No mesmo ano, o grupo maoísta Sendero Luminoso (inspirado nas idéias do líder comunista chinês Mao Tsé-tung) inicia atividades terroristas em Ayacucho. Alan García (Apra) torna-se presidente em 1985 e limita o pagamento das parcelas da dívida externa a 10% do PIB. Os EUA suspendem a ajuda ao país. A tentativa de estatizar o sistema bancário leva à formação de uma frente oposicionista liderada pelo escritor Mario Vargas Llosa. García abandona o projeto, mas, com a crise econômica (inflação de 3.000% em 1989), cresce o número de greves e o terror senderista. Vargas Llosa perde as eleições presidenciais de 1990 para Alberto Fujimori, do movimento independente Câmbio 90. Empossado, Fujimori impõe um pacote recessivo e outorga aos militares amplos poderes na repressão ao terrorismo. Autogolpe - Em abril de 1992, Fujimori fecha o Congresso e suspende as garantias constitucionais, no episódio conhecido como autogolpe. Em setembro, o governo prende o líder máximo do Sendero, Abimael Guzmán - julgado e condenado à prisão perpétua. Em 1993, aprova uma nova Constituição que possibilita a reeleição presidencial e prevê pena de morte para terroristas. Seguem-se reiteradas denúncias de violação de direitos humanos. Escaramuças na fronteira com o Equador no início de 1995 levam a um confronto armado entre os dois países. Fujimori é reeleito no mesmo ano. Em 1996, três líderes do grupo guerrilheiro Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) são condenados à prisão perpétua. Em dezembro, na tentativa de libertá-los, um grupo invade a embaixada do Japão durante uma festa e toma como reféns mais de 500 convidados. Após meses de negociações, em abril de 1997 a embaixada é invadida por militares, que libertam os 72 reféns restantes e matam os 14 seqüestradores. O regime endurece. O Congresso, alinhado a Fujimori, destitui, em 1997, três juízes contrários à lei que autoriza a segunda reeleição do presidente. Em fevereiro de 1998, a Corte Suprema aprova a pretensão de Fujimori de se reeleger novamente. Em agosto, o presidente afasta o general Nicolás Hermoza Ríos do comando das Forças Armadas - um dos homens mais influentes do país, ao lado do assessor de inteligência Vladimiro Montesinos. Em outubro, um acordo põe fim ao conflito com o Equador. A crise política e econômica leva o país, em abril de 1999, a uma greve geral. Em julho, o Exército captura o mais importante líder do Sendero em liberdade: Oscar Ramírez Durand, ou Camarada Feliciano. Segunda reeleição - Em dezembro, Fujimori anuncia a decisão de concorrer ao terceiro mandato pela coligação Peru 2000. Sob protestos da oposição, a Justiça Eleitoral registra sua candidatura em 1º- de janeiro de 2000. A popularidade do economista liberal Alejandro Toledo, candidato do partido Peru Possível, começa a crescer às vésperas da eleição de 9 de abril. Ex-engraxate de origem indígena e formado nos EUA, Toledo atrai os votos anti-Fujimori. Sem acesso às emissoras de TV de sinal aberto, a oposição denuncia uma fraude para favorecer Fujimori. O resultado do primeiro turno só é divulgado três dias depois da votação, em meio a protestos de rua e intensa pressão internacional. Pelos números oficiais, Fujimori fica a 0,13 ponto percentual da vitória no primeiro turno. Na eleição legislativa, o governo conquista 53 das 120 cadeiras do Congresso. O segundo turno é marcado para 28 de maio, mas Toledo quer adiá-lo para que observadores da OEA verifiquem o programa de computador de contagem de votos. O pedido é rejeitado, e Toledo anuncia o boicote à votação. O presidente obtém 51,2% dos votos no segundo turno. Os votos anulados somam 31,1% e os que favoreciam Toledo (que havia retirado a candidatura), 17,7%. Na semana seguinte, os EUA propõem na OEA uma moção com o objetivo de impor sanções econômicas ao Peru, mas Brasil e México se opõem. Em julho, Fujimori toma posse para o terceiro mandato em meio a protestos liderados por Toledo, que deixam um saldo de seis mortos, após forte repressão policial. Crise na cúpula militar - Em setembro de 2000, são divulgadas imagens de vídeo nas quais o chefe do serviço de inteligência e braço direito de Fujimori, Vladimiro Montesinos, suborna um deputado oposicionista para que passe para a bancada da situação. O escândalo força Fujimori a afastar Montesinos, a anunciar a redução de seu mandato para um ano e a convocar eleições antecipadas para 2001, nas quais se compromete a não participar. Militares descontentes com a destituição de Montesinos fazem ameaças veladas de golpe. Como parte de um acordo para reduzir a tensão política no país, Montesinos foge para o Panamá, onde não consegue asilo. Retorna clandestinamente ao Peru em 23 de outubro, sem que Fujimori conseguisse a aprovação de um projeto de anistia para crimes de corrupção. No mesmo dia, o vice-presidente, Francisco Tudela, renuncia, em protesto. Buscando contornar a crise e afastar rumores de que não controlaria o comando das Forças Armadas, leal a Montesinos, Fujimori demite toda a cúpula militar. Ao mesmo tempo, procura negociar uma saída para seu ex-assessor. Mas a chance de Montesinos livrar-se de um processo na justiça peruana parecia remota com a revelação, em 2 de novembro, de que possui 48 milhões de dólares em contas bancárias na Suíça, provenientes (segundo suspeitas) da lavagem de dinheiro do narcotráfico. Aproveitando uma viagem a Ásia, Alberto Fujimori desembarca no Japão e, no dia 19 de novembro de 2000, apresenta carta de renúncia, em Tóquio, citando como motivo a perda do controle do congresso para a oposição. Afirma também que vai aproveitar sua dupla cidadania para fugir à “perseguição política” que sofre em seu país. O Congresso peruano se reúne em 22 de novembro, não aceita a renúncia de Fujimori e o destitui da presidência por “incapacidade moral”, o que representa a perda de seus direitos políticos. Na mesma sessão, os parlamentares aprovam a renúncia do primeiro-vice-presidente, Ricardo Márquez, abrindo caminho para que o presidente do Congresso, Valentín Paniagua, se torne o novo presidente do Peru. A principal tarefa de Paniagua é realizar eleições presidenciais, antecipadas pela crise política para o mês de abril de 2001. |



