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Data: 12/09/2003 08:33:39
De: Diego
IP: 200.158.12.190-200.158.12.190
Assunto: Re: Austria e pais de gales
DADOS GERAIS:
REPÚBLICA DA ÁUSTRIA (Republik Österreich).
CAPITAL: Viena.
NACIONALIDADE: austríaca.
DATA NACIONAL: 26 de outubro (Independência).
GEOGRAFIA - Localização: centro da Europa. Hora local: +4h. Área: 83.859 km2. Clima: temperado continental (maior parte), de montanha (SO). Área de floresta: 39 mil km2 (1995). Cidades principais: Viena (1.606.843), Graz (240.513), Linz (189.073), Salzburgo (143.991), Innsbruck (110.997) (1998).
POPULAÇÃO - 8,2 milhões (2000); composição: austríacos 93,4%, iugoslavos 2,5%, turcos 1,5%, alemães 0,7%, outros 1,9% (1996). Idioma: alemão (oficial), esloveno. Religião: cristianismo 82,8% (católicos 78%, luteranos 4,8%), islamismo 2%, judaísmo 0,2%, sem filiação e ateísmo 8,6%, outras 2,7%, desconhecida 3,7% (1991). Densidade: 97,78 hab./km2. População urbana: 65% (1998). Crescimento demográfico: 0,5% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,41 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 74/80 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 6‰ (1995-2000). Analfabetismo: não há (2000) l. IDH (0-1): 0,908 (1998).
GOVERNO - República parlamentarista. Divisão administrativa: 9 províncias. Chefe de Estado: presidente Thomas Klestil (OVP) (desde 1992, reeleito em 1998). Chefe de governo: chanceler Wolfgang Schüssel (OVP) (desde 2000). Principais partidos: Social-Democrata da Áustria (SPO), do Povo Austríaco (OVP), da Liberdade (FP). Legislativo: bicameral - Conselho Nacional, com 183 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos; Conselho Federal, com 64 membros eleitos pelas assembléias provinciais. Constituição em vigor: 1920.
ECONOMIA - Moeda: xelim; cotação para US$ 1: 14,46 (jul./2000). PIB: US$ 211,8 bilhões (1998). PIB agropecuária: 1%; PIB indústria: 30%; PIB serviços: 69% (1998). Crescimento do PIB: 1,9% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 26.830 (1998). Força de trabalho: 4 milhões (1998). Agricultura: trigo, cevada, milho, beterraba. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 3,5 mil t (1997). Mineração: minério de ferro. Indústria: máquinas, metalúrgica, alimentícia, madeireira, papel, química. Exportações: US$ 62,2 bilhões (1998). Importações: US$ 68,1 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Itália.
DEFESA - Efetivo total: 45,5 mil (1998). Gastos: US$ 1,8 bilhão (1998).
RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, EU. Embaixada: Tel. (061) 443-3111, fax (061) 443-5233, e-mail: emb.austria@terra.com.br - Brasília, DF.
O PAÍS - A Áustria situa-se no centro da Europa, sem saída para o mar. Com mais de dois terços do território tomados pela cordilheira dos Alpes, o país possui numerosas estações de esqui em Vorarlberg e no Tirol. No norte está o vale do rio Danúbio, onde se desenvolve a agricultura. A importância estratégica dessa região, que sempre funcionou como corredor entre o leste e o oeste do continente, explica a existência ali de centenas de fortes, castelos e mosteiros. A capital, Viena, reúne museus e construções barrocas, testemunhas do poder do Império Austríaco, que, sob a liderança dos Habsburgo, floresceu na Europa até o início do século XX. A cidade foi também o centro mundial da música erudita nos séculos XVIII e XIX, graças à atuação de compositores como Mozart, Beethoven e Brahms - tradição preservada hoje com uma extensa programação de concertos e óperas. Desde o final da II Guerra Mundial, a Áustria investe no aprimoramento de sua economia, alcançando alto padrão de vida e desenvolvimento. Em 1995, ao aderir à União Européia (UE), o país rompe 40 anos de não-alinhamento.
HISTÓRIA - Ocupada na Antiguidade por celtas, a região é conquistada pelos romanos em 15 a.C. Com a desintegração do Império Romano no século V, o território é invadido por sucessivos povos bárbaros: vândalos, godos, hunos, lombardos e ávaros. Depois de breve estabilidade sob o comando do imperador franco Carlos Magno, a disputa entre nobres germânicos leva à criação do ducado da Áustria, em 1156. No século XV, os Habsburgo tornam-se monarcas do Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria como centro. Os domínios austríacos expandem-se até o século XVIII. As guerras com a França revolucionária, entre 1791 e 1814, provocam perda de territórios e selam o fim do Sacro Império Romano-Germânico.
Império Austro-Húngaro - A política de restauração contribui para o fortalecimento do Império Austríaco. Ao lado da Prússia, o país torna-se a maior potência da Confederação Germânica. Com o chanceler Klemens Metternich (1809-1848), alcança o desenvolvimento industrial. Em 1848, a onda revolucionária liberal e nacionalista derruba Metternich. Sob domínio do imperador Francisco José I (1848-1916), a Áustria é expulsa da Confederação Germânica.
A unificação da Itália e da Alemanha enfraquece a Áustria, que, em 1867, se une à Hungria para formar o Império Austro-Húngaro, com política interna autônoma, mas com um soberano e políticas externa, financeira e militar comuns. O império reúne um mosaico de povos (alemães, húngaros, tchecos, italianos, eslovenos, poloneses, lituanos, sérvios, croatas e outros) submetidos ao poder central. Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, é assassinado por um estudante sérvio, fato que dá início à Primeira Guerra Mundial. Com as alianças militares que se formam, Áustria, Alemanha e Itália (Tríplice Aliança) enfrentam Rússia, França e Inglaterra (Tríplice Entente). A derrota da Tríplice Aliança em 1918 leva à dissolução do Império dos Habsburgo e à proclamação da República. Os tratados de paz impõem cessão de territórios à Itália, reconhecimento da independência de Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia, além de proibir a união da Áustria com a Alemanha.
Segunda Guerra Mundial - Em 1934, o chanceler conservador Engelbert Dollfuss é assassinado numa tentativa de golpe de Estado dos nazistas austríacos. Em 1938, Adolf Hitler (nascido na Áustria) anexa o país à Alemanha, decisão aprovada pelos austríacos em plebiscito. Com a derrota na II Guerra Mundial, a nação é dividida em quatro zonas: norte-americana, britânica, francesa e soviética. As forças de ocupação retiram-se dez anos depois e a Áustria se torna um Estado neutro. Nos anos seguintes, o país vive grande crescimento econômico. Em 1966, a vitória do Partido do Povo Austríaco (OVP), conservador, põe fim a 20 anos de governo social-democrata. As feridas da II Guerra Mundial são reabertas em 1986, com a revelação de que o ex-secretário-geral da ONU e candidato presidencial Kurt Waldheim participou de atrocidades nos Bálcãs, como oficial nazista. Mesmo assim, Waldheim é eleito com 54% dos votos.
Adesão à União Européia - Um plebiscito realizado em 1994 aprova a adesão da Áustria à UE, que se dá em 1995. Após vencerem as eleições legislativas de 1995, o OVP e o Partido Social-Democrata (SPO) formam um governo de coalizão. Em abril de 1998, o presidente Thomas Klestil (OVP) é reeleito.
Em outubro de 1999, o SPO vence eleições parlamentares com 33,2% dos votos. Com um discurso contrário ao imigrantes estrangeiros, o Partido da Liberdade (FP), do líder de extrema direita Jörg Haider - conhecido por ter defendido publicamente a política trabalhista de Hitler e por ter homenageado veteranos da SS, a tropa de elite nazista, por sua "bravura e coragem" - obtém 26,9% e torna-se a segunda força política. Terceiro colocado, o OVP não refaz a antiga coalizão e, em janeiro de 2000, alia-se a ao partido de Haider para formar o novo governo. O líder do OVP, Wolfgang Schüssel, assume o posto de primeiro-ministro e a extrema direita conquista metade dos ministérios, mas Haider fica de fora. É a primeira-vez que a extrema direita chega ao poder na Europa desde o final da II Guerra. A posse do novo governo gera protestos no país e no exterior. Na tentativa de conter a pressão externa, Haider renuncia à chefia do Partido da Liberdade. Em fevereiro, a União Européia (UE) adota sanções diplomáticas contra a Áustria e seus membros reduzem ao mínimo suas relações com o governo austríaco. As sanções são suspensas em setembro, mas a UE avisa que manterá "sob vigilância" a política de direitos humanos da Áustria.
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PAÍS DE GALES FAZ PARTE DO REINO UNIDO ( INFORMAÇÕES GERAIS )

DADOS GERAIS:
REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA E IRLANDA DO NORTE
(United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland).
CAPITAL - Londres.
NACIONALIDADE - britânica.
DATA NACIONAL - 1ª quinz. de junho (aniversário da rainha).
GEOGRAFIA - Localização: oeste da Europa. Hora local: +3h. Área: 244.100 km2. Clima: temperado oceânico. Área de floresta: 24 mil km2 (1995). Cidades principais: Londres (7.187.300), Birmingham (1.013.400), Leeds (727.400), Glasgow (619.700), Sheffield (531.100) (1998).
POPULAÇÃO - 58,8 milhões (2000); composição: ingleses 82%, escoceses 10%, irlandeses 2%, galeses 2%, outros 4% (1996). Idioma: inglês (oficial), galês (País de Gales), gaélico (Irlanda do Norte e Escócia). Religião: cristianismo 80% (católicos 21%, anglicanos 20%, presbiterianos 14%, metodistas 5%, batistas 3%, outros cristãos 17%), islamismo 11%, sikhismo 4%, hinduísmo 2%, judaísmo 1%, outras 2% (1990). Densidade: 240,88 hab./km2. População urbana: 89% (1998). Crescimento demográfico: 0,2% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,72 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 74,5/80 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 7‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5% (2000). IDH (0-1): 0,918 (1998).
GOVERNO - Monarquia parlamentarista. Divisão administrativa: Inglaterra - 8 regiões subdivididas em condados; Escócia - 9 regiões e 3 zonas de autoridade insular; País de Gales - 8 condados; Irlanda do Norte - 6 condados. Chefe de Estado: rainha Elizabeth II (desde 1952). Chefe de governo: primeiro-ministro Anthony (Tony) Blair (Partido Trabalhista) (desde 1997). Principais partidos: Trabalhista, Conservador. Legislativo: bicameral - Casa dos Lordes, com 1.290 membros em maio de 1999 (representantes da nobreza e do clero); Casa dos Comuns, com 659 membros eleitos por voto direto para mandato de no máximo 5 anos. Constituição: não há Constituição escrita. Territórios administrados: Anguilla, Bermudas, Gibraltar, Ilhas Cayman, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, Ilhas do Canal, Ilha de Man, Ilhas Pitcairn, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas, Malvinas, Montserrat, Santa Helena e dependências, Território Britânico do Oceano Índico.
ECONOMIA - Moeda: libra esterlina; cotação para US$ 1: 0,66 (jul./2000). PIB: US$ 1,4 trilhão (1998). PIB agropecuária: 2%; PIB indústria: 31%; PIB serviços: 67% (1998). Crescimento do PIB: 2,2% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 21.410 (1998). Força de trabalho: 30 milhões (1998). Agricultura: trigo, cevada, batata, beterraba. Pecuária: bovinos, ovinos, suínos. Pesca: 1 milhão de t (1997). Mineração: carvão, gás natural, petróleo, calcário. Indústria: alimentícia, equipamentos de transporte, máquinas (não elétricas), química, metalúrgica. Exportações: US$ 272,9 bilhões (1998). Importações: US$ 315,2 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, EUA, França, Holanda (Países Baixos), Japão, Itália, Bélgica.
DEFESA - Efetivo total: 210,9 mil (1998). Gastos: US$ 36,6 bilhões (1998).
RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, G-7, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (061) 225-2710, fax (061) 225-1777, e-mail: information@reinounido.org.br - Brasília, DF.
O REINO UNIDO - O Reino Unido compreende as três nações que ocupam a ilha da Grã-Bretanha - Inglaterra, País de Gales e Escócia - e a Irlanda do Norte, situada no nordeste da ilha da Irlanda. Também chamada de Ulster, a província é palco de um violento conflito entre católicos e protestantes, que se encaminha para uma solução pacífica em 2000. Berço das instituições parlamentares modernas e da Revolução Industrial, o Reino Unido mantém, até o século XX, um dos maiores impérios da história, alcançando os cinco continentes. Possui relações estreitas com a maioria das ex-colônias por meio da Comunidade Britânica. Ainda no plano externo, destaca-se pela aliança geopolítica com os Estados Unidos - com os quais liderou os recentes bombardeios contra o Iraque e a Iugoslávia - e como membro do Grupo dos Sete (G-7), o grupo das nações mais ricas do mundo, no qual tem participação decisiva no fluxo global das finanças e do comércio. Com avançado parque industrial e dinâmico setor de serviços, o Reino Unido hesita em adotar o euro, a moeda única da União Européia (UE), que substituirá a libra esterlina, símbolo da nacionalidade britânica.
DIVISÃO ADMINISTRATIVA:
Inglaterra - Ocupa o centro e o sul da Grã-Bretanha e, historicamente, desempenha papel preponderante no Reino Unido. Seu nome vem dos anglos, tribo germânica que se estabelece na região no século V. A diversidade étnica atual da Inglaterra (cerca de 15% de não brancos) origina-se de migrações de habitantes das ex-colônias britânicas, como indianos, paquistaneses, africanos e caribenhos. Um dos principais centros financeiros do mundo, Londres é sede do poder político, exercido nas Casas do Parlamento, em Westminster, desde o século XIX. O inglês, língua originária da região, é o idioma oficial do país e o segundo mais falado no mundo, difundido pela colonização britânica.
Escócia - Localizada no norte da Grã-Bretanha, a Escócia é dominada pelas Terras Altas, a principal cadeia montanhosa do Reino Unido. Os escotos, de origem celta, chegam à região no século VI. Em 1314, Robert Bruce torna a nação independente da Inglaterra e assume como rei Robert I. Jaime IV da Escócia (Jaime I da Inglaterra) herda o trono inglês em 1603 e unifica as duas Coroas. Em 1707, Escócia e Inglaterra unem-se politicamente num Parlamento, com sede em Londres. A autonomia escocesa volta a ser pleiteada nos anos 70. Plebiscito realizado em 1997 aprova a criação de uma Assembléia regional para decidir sobre questões fiscais e administrativas. As primeiras eleições ocorrem em 1999 e os trabalhistas formam a maior bancada. A Escócia é um dos maiores fabricantes europeus de aparelhos eletrônicos. Tem ainda destaque na produção têxtil e de bebidas de qualidade - o uísque é o segundo item de exportação.

País de Gales - Gales situa-se numa região montanhosa a oeste da Inglaterra. Mantém-se como reduto de povos celtas até o século XIII. Em 1282, o rei inglês Edward I conquista o território. Seu filho, Edward II, recebe o título de príncipe de Gales - até hoje outorgado ao herdeiro mais velho do monarca britânico. No século XVI, o país é anexado à Inglaterra e só amplia sua autonomia em meados do século XX. Um referendo em 1997 aprova a instituição de uma Assembléia regional, responsável por questões domésticas. Nas primeiras eleições, em 1999, os trabalhistas saem vitoriosos. Importante centro minerador de carvão, Gales responde por um terço da produção britânica de aço. A Lei da Língua Galesa, aprovada em 1993, estimula a difusão do idioma, hoje falado por 19% da população.
Irlanda do Norte (Ulster) - A província norte-irlandesa é a única parte da ilha da Irlanda integrada ao Reino Unido. O restante do território constitui a República da Irlanda, território de maioria católica, independente desde 1949. A região foi colonizada por ingleses e escoceses. Seus descendentes, na maioria protestantes, representam 58% da população e defendem a manutenção dos laços políticos com o Reino Unido (por isso se denominam unionistas). Os católicos, 42% dos habitantes, lutam pela independência e posterior unificação com a Irlanda. Os conflitos entre as duas comunidades agravam-se nos anos 60, com o reinício das ações do Exército Republicano Irlandês (IRA), guerrilha católica que passa a promover ataques terroristas na ilha da Irlanda e na Inglaterra. O governo britânico intervém militarmente em 1972, retira a autonomia da Irlanda do Norte e assume as funções política e administrativa. A violência do IRA e de grupos paramilitares protestantes debilita a economia e afasta iniciativas de paz até o fim da década de 90. Um acordo de paz é assinado em 1998 e a autonomia da província é restaurada no ano seguinte.
HISTÓRIA - As ilhas britânicas são ocupadas pelos celtas no século VIII a.C. A presença romana começa em 55 a.C. e vai até o século V, quando tribos germânicas (anglos, saxões e jutos) invadem a região - conquistada, no século VIII, pelos vikings . Em 1066, os normandos ocupam a Grã-Bretanha. Em 1215, nobres ingleses impõem ao rei a magna carta, que limita seu poder em benefício dos senhores feudais. Para tomar decisões, os monarcas têm de consultar o Parlamento, formado por representantes do clero e da nobreza. Com a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), a Inglaterra perde possessões na França e mergulha num violento conflito interno: a Guerra das Duas Rosas (1453-1485), disputa pelo trono entre as famílias York e Lancaster. A paz é obtida por Henrique VII, que reina entre 1485 e 1509. Ele inaugura a dinastia Tudor e restabelece a autoridade real sobre a nobreza e o clero. No trono de 1509 a 1547, Henrique VIII aproveita-se do fato de o papa não autorizar seu divórcio e rompe com a Igreja Católica. Apodera-se das propriedades do papado e funda a Igreja Anglicana, da qual se torna chefe.
Revolução gloriosa - Divergências religiosas e tributárias levam o rei Charles I, no poder de 1625 a 1649, a dissolver o Legislativo. Uma rebelião na Escócia, em 1640, faz com que ele convoque o Parlamento. Este, porém, se recusa a votar recursos para reprimir o movimento. O resultado é uma guerra civil entre as forças monárquicas e as parlamentares, lideradas por Oliver Cromwell. A vitória de Cromwell leva à proclamação da República em 1649 e à execução do rei.
A monarquia é restaurada em 1660. Os novos soberanos tentam, em vão, fortalecer o poder real. Em 1688, Jaime II é deposto pela Revolução Gloriosa, que consolida a monarquia constitucional. Em 1707 forma-se o Reino Unido, que agrupa Inglaterra, Escócia e País de Gales. A Irlanda integra-se em 1801. A Revolução Industrial, no século XVIII, torna o país a maior potência mundial. No governo da rainha Vitória, de 1837 a 1901, conquista territórios na África, na Ásia e na Oceania. Também experimenta revoltas sociais e reconhece os sindicatos.
Guerras mundiais - Sob a liderança do primeiro-ministro, Lloyd George, o Reino Unido sai vitorioso da Primeira Guerra Mundial. Em 1923 forma-se o primeiro governo trabalhista. Em 1936, o rei Eduardo VIII abdica para se casar com a norte-americana Wallis Simpson. O trono é ocupado por seu irmão George VI. Em 1939, tropas de Hitler invadem a Polônia. Reino Unido e França declaram guerra à Alemanha. Em 1940, o primeiro-ministro, Neville Chamberlain, é substituído por Winston Churchill, que chefia um gabinete de guerra formado por conservadores e trabalhistas. Duramente bombardeado pelos alemães, o país vence a Segunda Guerra Mundial, com os EUA e a União Soviética (URSS). Em 1945, Churchill perde a eleição para o trabalhista Clement Atlee, que estatiza indústrias. Os conservadores voltam ao poder em 1951. No ano seguinte, George VI morre e é sucedido pela filha, Elizabeth II. Liderados por Harold Wilson, os trabalhistas retornam ao governo em 1964. Em 1970, o conservador Edward Heath torna-se primeiro-ministro, e, três anos depois, a nação ingressa na Comunidade Econômica Européia, atual UE. Os trabalhistas voltam ao poder em 1974, com Harold Wilson e, depois, James Callaghan.
Thatcherismo - Em 1979, os conservadores, conduzidos por Margaret Thatcher , derrotam os trabalhistas. Nos anos 80, a maior parte do setor público é privatizada, os sindicatos se enfraquecem e o desemprego cresce. No mesmo período, o país descobre petróleo no mar do Norte. Em 1982, fortalecida pela vitória na Guerra das Malvinas contra a Argentina, Thatcher vence as eleições. Entre 1984 e 1985, enfrenta, sem fazer concessões, uma greve de mineiros que se estende por mais de um ano. Consolida, assim, o apelido de Dama de Ferro e abre caminho para a vitória eleitoral de 1987. A introdução de um novo imposto predial faz a opinião pública voltar-se contra Thatcher, alvo de duras críticas. Em 1990, ela renuncia e é substituída por John Major, também conservador.
Vitória trabalhista - Nas eleições de maio de 1997, o Partido Trabalhista elege 419 parlamentares, contra 165 dos conservadores. É a maior derrota dos conservadores em 90 anos - eles governavam havia 18 anos. Tony Blair assume como primeiro-ministro. Proclamando-se líder de uma terceira via - entre a social-democracia e o liberalismo -, Blair reduz gastos sociais e, em janeiro de 1998, anuncia cortes na Previdência. Ele mantém a decisão de o país adiar a adesão ao euro - moeda da União Européia.
Em agosto de 1997 morre em um acidente de carro em Paris a princesa Diana , divorciada desde 1996 do príncipe Charles, herdeiro do trono. Comparecem a seu funeral 1 milhão de pessoas, e a cerimônia é transmitida pela TV ao mundo inteiro.
Em Agosto de 1999, o premiê britânico comemora a mais baixa taxa de desemprego em duas décadas (4,5%). No plano externo, participa dos bombardeios contra o Iraque, em 1998, e do ataque da Otan contra a Iugoslávia, entre março e junho de 1999. Parlamentos autônomos são eleitos no País de Gales e na Escócia em maio de 1999. Em outubro, a Câmara dos Lordes extingue o direito de voto de 750 lordes hereditários. É o primeiro passo para o fim da categoria, existente há mais de 700 anos.
Paz na Irlanda do Norte - Após meses de conversações, em abril de 1998 católicos e protestantes norte-irlandeses assinam um acordo de paz do qual participam Reino Unido e Irlanda e que abre caminho para a solução de um conflito que em 30 anos matou mais de 3,5 mil pessoas. O tratado prevê a criação de uma Assembléia autônoma no Ulster (sob controle britânico) e a nomeação de um Executivo com representantes católicos e protestantes. Também determina a libertação de presos políticos e a deposição de armas pelos grupos guerrilheiros. A presença do Exército britânico diminui na província. O acordo é aprovado em referendos realizados no Ulster e na República da Irlanda. Em junho, os partidos políticos que apóiam os acordos de paz conquistam a maioria (80) dos assentos na eleição para o novo Parlamento do Ulster. O líder do Partido Unionista do Ulster (UUP, protestante), David Trimble, e o dirigente católico John Hume, do Partido Social Democrata e Trabalhista, ganham o prêmio Nobel da Paz, em outubro.
Em 30 de novembro de 1999, o Parlamento britânico aprova a devolução dos poderes ao Ulster, administrado pelo poder central de Londres desde a década de 70. Essa decisão deveria encerrar uma das últimas etapas do processo de pacificação entre os nacionalistas católicos e os unionistas protestantes. Entretanto, em fevereiro de 2000, Londres retoma o controle direto da província. O motivo é a relutância do Exército Republicano Irlandês em desarmar-se. Após decisão do IRA de aceitar a inspeção internacional de seus depósitos de armas escondidos, a autonomia é restabelecida em maio. Em agosto, as tropas britânicas são enviadas às ruas de Belfast depois do assassinato de dois membros da milícia Associação de Defesa do Ulster, parte do principal grupo protestante da Irlanda do Norte.
Em janeiro de 2000, uma epidemia de gripe atinge o Reino Unido e provoca crise no sistema de atendimento hospitalar e previdência social, com falta de leitos inclusive nas unidades de terapia intensiva. Em cada 100 mil pessoas, 400 contraem a doença, e, em algumas regiões da Escócia, 10% dos habitantes estão infectados.
Em fevereiro de 2000, Ken Livingstone, da ala esquerdista do trabalhismo (contrária às reformas liberais de Blair), é derrotado na convenção para a escolha do candidato do partido nas eleições para prefeito de Londres, em maio - a primeira por via direta da cidade. Ele se lança candidato independente e sai vencedor, impondo um duro revés político a Blair.
Pinochet - Em 2 de março de 2000, o governo britânico recusa o pedido de extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet para a Espanha, com base em exames médicos atestando que ele não tem condições físicas e mentais de ir a julgamento. Pinochet, que fora detido em Londres em outubro de 1998, a pedido da justiça espanhola, que quer julgá-lo por crimes contra a humanidade, é libertado e volta ao Chile no dia seguinte.
Imigrantes ilegais - Em junho, são descobertos no porto sulista de Dover os corpos de 58 imigrantes chineses, mortos sufocados num caminhão frigorífico quando tentavam entrar ilegalmente no país. O governo reforça a ação da polícia contra as gangues que traficam imigrantes.
Família real - No mesmo mês, pesquisas apontam que o apoio à família real inglesa cai para seu nível mais baixo nos tempos modernos, indicando que apenas 44% da população - a maioria acima dos 55 anos de idade - acredita que estaria pior sem a monarquia. No final da década de 80 e no início dos anos 90, esse índice era de 70%.
Em agosto, em uma atitude inédita, a Agência Central de Informações dos Estados Unidos (CIA) envia ao tribunal escocês documentos secretos que incriminam os dois líbios acusados do atentado ocorrido em dezembro de 1988, quando uma bomba causou a queda de um avião da Pan Am na cidade escocesa de Lockerbie, matando 207 pessoas.
Paraísos fiscais - No final de junho de 2000, territórios britânicos aparecem em lista do Grupo de Ações Financeiras (GAFI), ligado à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que denuncia governos que facilitam a lavagem de dinheiro e sonegação. Os que não estiverem dispostos a mudar seu sistema até junho de 2001 ficam sujeitos a sanções econômicas. Entre os paraísos fiscais acusados, estão os territórios de Anguilla, Bermudas, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas, Montserrat, Gibraltar e Ilha de Man.


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Em resposta a:
  • Austria e pais de gales (ANDREA - 12/09/2003 03:48:11)

  • Respostas:
  • Re: Re: Austria e pais de gales (irani marcia - 31/05/2007 15:29:29)

  • Re: Re: pais de gales (tatiane massignan - 31/10/2007 15:49:49)


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