Data: 12/09/2003 08:23:02
De: Diego
IP: 200.158.12.190-200.158.12.190
Assunto: Re: Mexico
De: Diego
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Assunto: Re: Mexico
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DADOS GERAIS:
ESTADOS UNIDOS MEXICANOS. CAPITAL - Cidade do México. NACIONALIDADE - mexicana. DATA NACIONAL - 5 de fevereiro (Dia da Constituição); 16 de setembro (Independência); 20 de novembro (aniversário da Revolução). GEOGRAFIA - Localização: sul da América do Norte, noroeste da América Central. Hora local: -3h. Área: 1.972.547 km2. Clima: tropical (maior parte), árido tropical (N), de montanhas. Área de floresta: 554 mil km2 (1995). Cidades principais: Cidade do México (aglomerado urbano: 16.908.000 em 1996; cidade: 9.815.795 em 1990); Guadalajara (1.633.216), Netzahualcóyotl (1.233.868), Puebla (1.122.569), Monterrey (1.088.143), León (1.042.132), Juárez (1.011.786) (1995). POPULAÇÃO - 98,9 milhões (2000); composição: eurameríndios 60%, ameríndios 30%, europeus ibéricos 9%, outros 1% (1996). Idioma: espanhol (oficial), línguas regionais (principal: náhuatl). Religião: cristianismo 94,6% (católicos 89,7%, protestantes 4,9%), judaísmo 0,1%, sem filiação 3,2%, outras 2,1% (1990). Densidade: 50,14 hab./km2. População urbana: 74% (1998). Crescimento demográfico: 1,6% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 2,75 filhos por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 69,5/75,5 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 31‰ (1995-2000). Analfabetismo: 9% (2000). IDH (0-1): 0,784 (1998). GOVERNO - República presidencialista. Divisão administrativa: 31 estados e 1 distrito federal. Chefe de Estado e de governo: presidente Vicente Fox (PAN) (desde dezembro de 2000). Principais partidos: Revolucionário Institucional (PRI), Ação Nacional (PAN), da Revolução Democrática (PRD). Legislativo: bicameral - Senado, com 128 membros; Câmara dos Deputados, com 500 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandatos de 6 e 3 anos, respectivamente. Constituição em vigor: 1917. ECONOMIA - Moeda: peso novo mexicano; cotação para US$ 1: 9,75 (jul./2000). PIB: US$ 393,5 bilhões (1998). PIB agropecuária: 5%; PIB indústria: 27%; PIB serviços: 68% (1998). Crescimento do PIB: 2,5% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 3.840 (1998). Força de trabalho: 38 milhões (1998). Agricultura: café, algodão em pluma, cana-de-açúcar, tomate, milho, trigo, sorgo, feijão, batata, frutas cítricas. Pecuária: bovinos, suínos, eqüinos, aves. Pesca: 1,5 milhão t (1997). Mineração: petróleo, gás natural, sal, prata zinco, cobre. Indústria: automobilística, alimentícia, bebidas, siderúrgica, química, máquinas (elétricas), extração e refino de petróleo. Exportações: US$ 117,5 bilhões (1998). Importações: US$ 129 bilhões (1998). Parceiro comercial: EUA. DEFESA - Efetivo total: 175 mil (1998). Gastos: US$ 3,8 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Apec, Banco Mundial, FMI, Grupo do Rio, Nafta, OCDE, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (061) 244-1011, fax (061)443-6275, e-mail: embamexbra@brnet.com.br - Brasília, DF. O PAÍS - Situado na América do Norte, a maior parte do território mexicano é formada por cadeias montanhosas, com a porção norte desértica e o sul tomado por florestas tropicais. A capital, Cidade do México, é uma das regiões metropolitanas mais populosas do mundo, com graves problemas ambientais e de segurança pública. A origem do país remonta às civilizações pré-colombianas dos maias e astecas, que até o século XV dominam a região. Ainda hoje é forte a presença indígena na vida mexicana, tanto na cultura quanto na composição da população. Nas artes, o país destaca-se na pintura, com uma tradição de muralistas dedicados a temas sociais. O México é o palco da primeira revolução popular do século XX, que resulta na implantação, em 1929, do regime político mantido até 2000. A vitória do candidato oposicionista Vicente Fox nas eleições presidenciais encerra sete décadas de hegemonia do Partido Revolucionário Institucional (PRI). Abalado por uma crise financeira em 1994, o país reergue sua economia nos últimos anos, beneficiando-se da prosperidade trazida pelas chamadas maquiladoras - montadoras norte-americanas que cruzam a fronteira em busca de custos menores de produção após a implantação do Acordo de Livre Comércio das Américas (Nafta). Na mão oposta, grande número de mexicanos imigra clandestinamente para o sul dos EUA, atraídos por melhores empregos. Apesar do crescimento, permanecem os fortes contrastes entre o norte, desenvolvido, e o sul, bem mais pobre. As precárias condições de vida da população indígena e camponesa da região levam à eclosão de uma rebelião armada no estado de Chiapas, em 1994. HISTÓRIA - Antes da chegada dos espanhóis, os maias, toltecas e astecas ocupam a região onde hoje fica o México. Os maias, civilização agrícola cujos ancestrais remontam ao século XV a.C., erguem pirâmides e criam um calendário. Por volta de 1325, os astecas fundam Tenochtitlán (atual Cidade do México) e consolidam um poderoso império. Entre 1519 e 1521, a civilização asteca, sob o reinado de Montezuma II, é arrasada pelo conquistador espanhol Hernán Cortés. Os remanescentes dos maias na península de Yucatán são dominados em 1526. O México passa a integrar o Vice-Reino da Nova Espanha, cuja riqueza se apóia na exploração de prata nos séculos XVII e XVIII. A corrupção e o autoritarismo da metrópole alimentam o descontentamento dos crioulos, descendentes de espanhóis nascidos no México. Agustín de Iturbide aclama-se imperador em 1821, mas é deposto dois anos depois. Em 1824, um Congresso Constituinte proclama a República mexicana. Perda de territórios - O general Antonio López de Santa Anna, que depôs Iturbide, domina a política mexicana nos 30 anos seguintes. Ele não consegue impedir a independência do Texas em 1836 e sua anexação aos EUA em 1845, o que provoca uma guerra entre os dois países (1846-1848). Derrotado, o México perde ainda os territórios da Alta Califórnia, do Novo México, de Utah, de Nevada, do Arizona e o oeste do Colorado. Em 1857, o ministro da Justiça, Benito Juárez, introduz uma Constituição liberal que transfere o poder dos crioulos para os mestiços (descendentes de índios e espanhóis) e expropria as terras da Igreja. A resistência dos conservadores mergulha a nação na guerra civil (1858- 1861), vencida pelos liberais. Juárez recusa-se a pagar a dívida externa mexicana e o país é invadido por ingleses, espanhóis e franceses. Estes últimos se apossam da capital, coroando o arquiduque austríaco Maximiliano de Habsburgo, imperador do México. Em 1867, a Monarquia é derrubada e Maximiliano fuzilado. Durante a ditadura do general Porfirio Díaz, entre 1876 e 1910, o Estado se estabiliza como exportador agrícola e mineral, mas a classe média e os camponeses são marginalizados. Revolução mexicana - Em 1910, o liberal Francisco Madero, candidato à sucessão de Díaz, é preso e derrotado em eleições fraudulentas. A insurreição de Madero dá início à Revolução Mexicana. Rebeldes do norte, chefiados por Pascual Orozco e Pancho Villa, camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, e milícias liberais vencem as forças federais. Madero é proclamado presidente. Revolucionários que exigem reforma agrária rompem com Madero em 1913. O general Victoriano Huerta depõe Madero (que é assassinado) e instala uma ditadura. As tropas de Zapata, de Villa e dos constitucionalistas de Venustiano Carranza mobilizam-se contra Huerta, que renuncia em 1914. Novos conflitos levam Villa e Zapata a unirem-se contra Carranza, que recebe o apoio dos EUA. Tropas norte-americanas lançam em 1915 uma expedição contra Villa em território mexicano. Carranza prepara a Constituição de 1917, de tendência anticlerical, que nacionaliza os recursos minerais e devolve as terras comunais aos índios. Zapata é assassinado em 1919, a mando de Carranza. O general Álvaro Obregón derruba Carranza e é eleito presidente em 1920, consolidando a revolução. Villa é assassinado em 1923. Monopólio do poder - Obregón é substituído em 1924 por Plutarco Elías Calles. Em 1929, Calles funda o Partido Revolucionário Nacional (PRN) - rebatizado em 1946 de Partido Revolucionário Institucional (PRI), que se torna o virtual partido único do México. O general Lázaro Cárdenas, presidente entre 1934 e 1940, aprofunda a reforma agrária e nacionaliza as empresas de petróleo. Seus sucessores afastam-se da tradição revolucionária. Nas décadas de 1950 e 1960, o país se desenvolve. A prosperidade gera uma classe média urbana que lidera reivindicações democráticas. Em 1968, o presidente Gustavo Díaz Ordaz massacra dezenas de estudantes que protestavam na praça de Tlatelolco, na capital. Moratória - Para controlar as tensões, tanto o governo de Luis Echeverría, entre 1971 e 1976, como o de José López Portillo, de 1977 a 1982, expandem os gastos públicos. Com o objetivo de reduzir o déficit externo, o México adota um plano de estabilização proposto pelo FMI. A dívida externa cresce com a queda das exportações de petróleo e com a alta dos juros internacionais, levando o país a decretar a moratória em 1982. O presidente Miguel de La Madrid implanta um programa econômico austero e em 1988 congela salários e preços. Integração com os EUA - Em 1988, Carlos Salinas de Gortari, candidato do PRI e arquiteto das reformas econômicas, é eleito presidente. A vitória é considerada fraudulenta por seu principal adversário, Cuauhtémoc Cárdenas (dissidente esquerdista do PRI e filho do ex-presidente Cárdenas). No governo Salinas, uma reforma constitucional permite a venda dos ejidos (fazendas comunais) a empresas agrícolas, e a maioria das estatais é privatizada. Com a abertura indiscriminada às importações, cresce o déficit da balança comercial. Em 1993, o México ingressa no Nafta e atrai centenas de maquiladoras, montadoras americanas, principalmente de eletroeletrônicos. Rebelião em Chiapas - Coincidindo com a entrada em vigor do Nafta, em janeiro de 1994, um grupo de camponeses indígenas denominado Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) deflagra uma rebelião armada no estado sulista de Chiapas - o mais pobre do país. Os combates com as forças oficiais deixam 145 mortos. Inicia-se um diálogo entre o governo e os rebeldes - comandados pelo líder zapatista subcomandante Marcos -, que exigem mudanças sociais e econômicas na região. O PRI é abalado pelo assassinato de seu candidato à Presidência, Luis Donaldo Colosio, e de seu secretário nacional, José Francisco Ruiz Massieu. Mesmo com suspeitas de envolvimento de membros do PRI nos crimes, o partido oficial consegue eleger presidente Ernesto Zedillo Ponce de León. Efeito tequila - No final de 1994, a fuga de investimentos de curto prazo se intensifica no país. Com déficit na balança comercial e forte queda das reservas, o governo desvaloriza o câmbio, congela salários e reduz os gastos públicos. Em nove dias, 8 bilhões de dólares deixam o país. A desvalorização do peso mexicano chega a 40%. Numa reação em cadeia, conhecida como efeito tequila (tequila é a bebida tradicional mexicana), caem em todo o mundo as cotações dos títulos dos países emergentes. Para evitar uma crise mundial de liquidez, os EUA ajudam o México, mas exigem a renda do petróleo mexicano como aval do empréstimo. O México fecha o ano de 1995 com uma retração de 6,9% em seu produto interno bruto (PIB). Com a retomada do crescimento (7% em 1997), Zedillo tenta combater o desemprego e recuperar o consumo interno, mas a crise financeira que se inicia em 1997 na Ásia faz cair o valor do peso mexicano, dificultando o controle da inflação. Crise na hegemonia do PRI - Em 1996 e 1997, o PRI continua envolvido em escândalos, entre os quais a prisão de Raúl Salinas, irmão do ex-presidente Salinas. Nas eleições de 1997, Cuauhtémoc Cárdenas, do centro-esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD), torna-se o primeiro prefeito eleito da capital e seu partido se transforma na segunda força política no Congresso. A oposição obtém 261 das 500 cadeiras da Câmara dos Deputados, acabando com 68 anos de maioria absoluta do PRI. O PRI reergue-se em 1998 e elege sete dos dez governos estaduais em disputa. A oposição denuncia fraudes. Impasse em Chiapas - O EZLN rompe as negociações com o governo em setembro de 1996, meses depois de ter assinado um esboço de acordo para dar maior autonomia às comunidades indígenas. Em 1997, zapatistas marcham em direção à capital, onde lançam seu braço político, a Frente Zapatista de Libertação Nacional. Em Chiapas, paramilitares liderados por chefes locais do PRI são responsabilizados pelo atentado frustrado, em novembro, contra o bispo Samuel Ruiz, mediador do diálogo de paz na região, e pelo massacre de 45 indígenas simpáticos ao EZLN. O Exército reforça sua presença no estado em 1998 e uma nova rodada de conversações entre o governo e o EZLN não produz avanços. Drogas - A Casa Branca amplia as pressões sobre o México, porta de entrada de grande parte das drogas consumidas nos EUA. Uma ação antidrogas realizada pelos EUA em território mexicano, a Operação Casablanca, leva o governo Zedillo a protestar em maio de 1998 contra a ingerência norte-americana. Um relatório da polícia suíça, divulgado em setembro, destaca o papel de Raúl Salinas no tráfico de cocaína no México - recebeu suborno e contribuições de traficantes para a campanha do irmão. Salinas é condenado, em 1999, a 50 anos de prisão, por planejar o assassinato de José Francisco Ruiz Massieu e por participação no narcotráfico. Em abril, a polícia mexicana prende o ex-governador de Quintana Roo, Mario Villanueva Madrid, acusado de tráfico de drogas. O número 2 do cartel de Juarez, Juan José Quintero Payán, é preso em novembro. Mario Ruiz Massieu, ex-procurador-geral da República detido nos EUA desde 1995 sob a acusação de envolvimento com o narcotráfico e na morte do próprio irmão, José Francisco, suicida-se, em setembro de 2000, pouco antes de ser submetido a julgamento, no Texas. Ajustes e crescimento - Zedillo realiza cortes no orçamento - 2,5 bilhões de dólares em 1999 - e adota outras medidas que equilibram as contas públicas, mas prejudicam a população. Em janeiro, o governo elimina o último subsídio à alimentação, para a tortilla, panqueca de milho que é a base da dieta das camadas mais pobres. O governo também estabiliza a moeda - o peso flutua livremente - e controla a inflação. Os ajustes e a expansão das exportações saltam de 60 bilhões de dólares em 1994 para 137 bilhões de dólares em 1999 e impulsionam o crescimento. A previsão para 2000 é de 4,5%, uma das maiores taxas da América Latina. O motor da recuperação econômica é a parceria com os EUA - destino de 80% das exportações mexicanas -, proporcionada pelo Nafta. Procurando alternativas à dependência econômica em relação à potência vizinha, Zedillo firma um acordo de livre comércio com a União Européia em março de 2000. Derrota histórica do PRI - A oposição fracassa na tentativa de encontrar um programa e um candidato únicos às eleições presidenciais de julho de 2000. O Partido da Ação Nacional (PAN) indica Vicente Fox, ex-presidente da Coca-Cola, e o PRD opta por Cuauhtémoc Cárdenas. O economista liberal Francisco Labastida vence as prévias internas do PRI, em novembro de 1999. A ampla reforma no sistema eleitoral promovida por Zedillo garante um pleito sem fraudes, qualificado como o mais limpo na história do país. Vicente Fox vence com 43,4% dos votos, contra 36,9% para Francisco Labastida. Sua vitória rompe 71 anos de hegemonia do PRI. O presidente eleito, cuja posse está prevista para dezembro de 2000, promete formar um gabinete com a participação de todos os partidos e aproximar-se de outros blocos comerciais, como o Mercosul. Fox tem à frente a missão de promover uma verdadeira transição democrática no país, já que o PRI está infiltrado em todas as instituições mexicanas. Embora nenhum partido tenha conquistado a maioria absoluta nas duas casas do Parlamento, também renovado, o PRI é o mais votado: obtém 209 assentos na Câmara dos Deputados (contra 208 do PAN) e 60 no Senado (contra 46 do PAN). |



