Data: 07/09/2003 14:08:19
De: Dimas
IP: 200.158.12.15-200.158.12.15
Assunto: Re: Canadá
De: Dimas
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Assunto: Re: Canadá
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ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O CANADÁ :
DADOS GERAIS: CANADÁ (Canada). CAPITAL - Ottawa. NACIONALIDADE - canadense. DATA NACIONAL - 1º de julho (Independência). GEOGRAFIA - Localização: norte da América do Norte. Hora local: -2h. Área: 9.970.610 km2. Clima: temperado continental (maior parte), subpolar (N), de montanha (região das Montanhas Rochosas, O). Área de floresta: 2.446 mil km2 (1995). Cidades principais (aglomerados urbanos): Toronto (4.263.757), Montreal (3.326.510), Vancouver (1.831.665), Ottawa (1.010.498), Edmonton (862.597), Calgary (821.628), Québec (671.889) (1996). POPULAÇÃO - 31,1 milhões (2000); composição: britânicos 40%, franceses 27%, outros europeus 23%, grupos étnicos autóctones 2%, outros 8% (1996). Idioma: inglês e francês (oficiais). Religião: cristianismo 83,5% (católicos 45,2%, protestantes 36,4%, ortodoxos 1,9%), judaísmo 1,2%, islamismo 0,9%, sem filiação 12,5%, outras 1,9% (1991). Densidade: 3,12 hab./km2. População urbana: 77% (1998). Crescimento demográfico: 1% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,55 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 76/82 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 6‰ (1995-2000). Analfabetismo: menor do que 5% (2000). IDH (0-1): 0,935 (1998). GOVERNO - Monarquia parlamentarista. Divisão administrativa: 10 províncias e 3 territórios. Chefe de Estado: rainha Elizabeth II do Reino Unido, representada pela governadora-geral Adrienne Clarkson (desde 1999). Chefe de governo: primeiro-ministro Jean Chrétien (LPC) (desde 1993, reeleito em 1997 e novembro de 2000). Principais partidos: Liberal do Canadá (LPC), Conservador Progressista (PCP), Quebequense (PQ). Legislativo: bicameral - Senado, com 104 membros indicados pelo governador-geral; Casa dos Comuns, com 301 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos. Constituição em vigor: 1982. ECONOMIA - Moeda: dólar canadense; cotação para US$ 1: 1,48 (jul./2000). PIB: US$ 580,6 bilhões (1998). PIB agropecuária: 2,4%; PIB indústria: 30,5%; PIB serviços: 67,1% (1992). Crescimento do PIB: 2,2% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 19.170 (1998). Força de trabalho: 16 milhões (1998). Agricultura: trigo, cevada, outros cereais. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Pesca: 1 milhão de t (1997). Mineração: zinco, urânio, amianto, níquel, sais de potássio, petróleo, gás natural, cobalto, cobre. Indústria: equipamentos de transporte, alimentícia, papel e derivados, química, produtos eletroeletrônicos, metalúrgica. Exportações: US$ 214,3 bilhões (1998). Importações: US$ 206,2 bilhões (1998). Parceiros comerciais: EUA, países-membros da UE, Japão. DEFESA - Efetivo total: 60,6 mil (1998). Gastos: US$ 6,6 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Apec, Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, G-7, Nafta, OCDE, OEA, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (061) 321-2171, fax (061) 321-4529, e-mail: brsla@dfait-maeci.gc.ca - Brasília, DF. O PAÍS - Segundo maior país do mundo em extensão, atrás apenas da Federação Russa, o Canadá localiza-se no extremo norte da América do Norte e é banhado por três oceanos: o Pacífico, o Atlântico e o Ártico. É a nação com mais elevado índice de desenvolvimento humano (IDH) do planeta. Grande parte da população canadense concentra-se ao longo dos 6 mil km de fronteira com os EUA, no sul. Ali estão os Grandes Lagos e o rio São Lourenço, o mais importante do país. Na parte oeste ficam as Montanhas Rochosas e, no leste, a maioria das principais cidades. O norte é uma vasta região gelada, de lagos, rios largos e sinuosos, vegetação rasteira de tundra e florestas de coníferas, onde neva de seis a nove meses por ano e vivem menos de 2% dos habitantes. O Canadá tem uma economia desenvolvida e diversificada. É o maior produtor mundial de zinco, níquel e urânio. Os EUA são seu principal parceiro comercial e é significativa a participação norte-americana no controle acionário das empresas canadenses. Colonizado inicialmente pela França, passa a ser controlado pelo Reino Unido no século XVIII. A dualidade lingüística e cultural do Canadá mantém-se até hoje e é fonte de conflitos. A província de Québec, que abriga dois terços dos habitantes de língua francesa, reivindica autonomia em relação ao restante da nação. Além dos indígenas e dos inuits (erroneamente chamados de esquimós), também há no país grandes colônias de europeus - poloneses, ucranianos, italianos, portugueses, alemães, escandinavos - e asiáticos de diversas procedências, em virtude das recentes imigrações. HISTÓRIA - A região é descoberta em 1497 por Giovanni Caboto (conhecido também como John Cabot), explorador italiano a serviço do rei inglês Henrique VII. Caboto desembarca próximo a Terranova, na ilha de Newfoundland, e reivindica o território para a Coroa britânica. A colonização, no entanto, tem início com os franceses, em 1554, quando Jacques Cartier chega ao golfo de São Lourenço. Em 1629, os ingleses tentam conquistar Québec - cidade fundada em 1608 -, mas só começam a se instalar na região dos Grandes Lagos em 1717. As tropas da França e da Inglaterra lutam entre si no Canadá por quase 80 anos, como reflexo de seus embates na Europa. Em 1759, as forças inglesas conquistam Québec e, em 1763, um tratado de paz reconhece o controle britânico sobre todo o país. Mesmo derrotados, os colonos franceses preservam seus direitos. A Lei de Québec, de 1774, permite que mantenham sua língua, seus costumes e suas leis civis. Expansão territorial - A expansão para o oeste é impulsionada por caçadores de peles e aventureiros, que exterminam a maior parte dos indígenas, até a chegada da expedição de Alexander Mackenzie à costa do Pacífico, em 1793. Em 1841, o Reino Unido unifica as colônias de Ontario e Québec como província do Canadá. A incorporação dos demais territórios é gradativa. O marco inicial da independência é o British North America Act, de 1867, que cria um Poder Legislativo nos moldes do Parlamento britânico, porém subordinado ao Reino Unido. Após participar da Primeira Guerra Mundial, o Canadá é aceito, em 1919, como membro autônomo da Liga das Nações. A separação completa-se em 1931, quando a subordinação do Parlamento canadense ao britânico é abolida. Separatismo em Quebec - As reivindicações por autonomia dos separatistas da província de Québec crescem após a Segunda Guerra Mundial. Em 1969, o Canadá adota o francês como língua oficial, ao lado do inglês. A maioria dos quebequenses, no entanto, rejeita em referendo tanto um projeto de independência (1980) como uma proposta do governo federal de conceder maior autonomia à província (1992). Em 1995, os separatistas são derrotados em novo plebiscito por apenas 50 mil votos de diferença. Após a eleição do líder pró-independência Lucien Bouchard para primeiro-ministro de Québec (cargo equivalente ao de governador), o poder central tenta equilibrar as forças nomeando dois políticos contrários à secessão para seu ministério. A frente anti-separatista de Québec se amplia em março de 1998, quando o conservador Jean Charest renuncia à chefia nacional de seu partido e passa a comandar o Partido Liberal do Canadá (LPC) na província. O LPC obtém 43,7% dos votos nas eleições locais de novembro, e o Partido Quebequense (PQ), de Bouchard, 42,7%. Embora reeleito, Bouchard perde força ao pleitear um novo referendo. Adesão ao Nafta - O país intensifica os laços econômicos com os EUA no governo do conservador Brian Mulroney, iniciado em 1984. O tratado de livre comércio entre as duas nações, assinado em 1988, é o primeiro passo para a adesão canadense ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), oficializada em 1994. Altos índices de inflação e desemprego fazem despencar a popularidade de Mulroney, que renuncia em 1993. Nas eleições subseqüentes, seu partido é derrotado, perdendo 153 das 155 cadeiras que possuía no Parlamento. O líder do vitorioso Partido Liberal do Canadá (LPC), Jean Chrétien, torna-se primeiro-ministro e adota uma política de austeridade. O bom desempenho da economia leva Chrétien a antecipar as eleições, realizadas em 1997. O LPC mantém a maioria no Parlamento - embora com uma vantagem de apenas quatro assentos - e os separatistas de Québec perdem o comando da oposição. Chrétien amplia os gastos sociais em 1998, e o desemprego cai para 7,6% em junho de 1999, a menor taxa em nove anos. Em setembro, Chrétien nomeia Adrienne Clarkson, uma refugiada chinesa nascida em Hong Kong que chegou ao Canadá em 1942, como 26ª governadora-geral do Canadá, em substituição a Romeo LeBlanc. Retorno dos sequestradores - Após longa campanha do governo de Ottawa, a Justiça brasileira expulsa do país e repatria, em novembro de 1998, os cidadãos canadenses David Spencer e Christine Lamont, integrantes do grupo que seqüestrara em São Paulo, em 1989, o empresário Abílio Diniz. As relações entre o Canadá e o Brasil são abaladas pela disputa entre a empresa brasileira Embraer e a canadense Bombardier, concorrentes no mercado mundial de aeronaves de pequeno porte. Ambas se acusam de receber subsídios oficiais para exportação. A pedido da Bombardier, o caso é examinado pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Em agosto de 2000, a OMC condena o Brasil a retaliações comerciais do Canadá no valor de 1,3 bilhão de dólares, em virtude dos subsídios do Programa Brasileiro de Estímulo à Exportação (Proex) na venda de aviões da Embraer. Com a condenação, o governo canadense poderá barrar, até 2005, compras de produtos brasileiros no valor estipulado. Em março de 2000, a Casa dos Comuns aprova novas regras e procedimentos para Québec - ou qualquer outra província - separar-se da Federação Canadense. A nova lei amplia o poder central e restringe o das províncias, em matéria de secessão, gerando protestos dos separatistas quebequenses. Em 29 de setembro morre em Montreal, aos 80 anos, um dos líderes da campanha separatista, o ex-primeiro-ministro Pierre Trudeau, membro do Partido Liberal e chefe do país de 1968 a 1979 e de 1980 a 1984. |



