Data: 05/09/2003 21:22:44
De: Diego
IP: 200.232.255.46-200.232.255.46
Assunto: Re: Portugal
De: Diego
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Assunto: Re: Portugal
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DADOS GERAIS:
REPÚBLICA PORTUGUESA (República Portuguesa) CAPITAL - Lisboa. NACIONALIDADE - portuguesa. DATA NACIONAL - 25 de abril (Dia da Liberdade); 10 de junho (Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas); 5 de outubro (Proclamação da República). GEOGRAFIA - Localização: sudoeste da Europa. Hora local: +3h. Área: 91.985 km2. Clima: mediterrâneo (S) e temperado oceânico (N). Área de floresta: 29 mil km2 (1995). Cidades principais: Lisboa (681.063), Porto (309.485), Vila Nova de Gaia (247.499), Amadora (176.137) (1991). POPULAÇÃO - 9,9 milhões (2000); composição: portugueses 99,5%, africanos 0,5 (1996). Idioma: português (oficial). Religião: cristianismo 94,8% (católicos 92,2%, protestantes 1,5%, outros cristãos 1,1%), islamismo 0,1%, sem filiação e outras 5,1% (1995). Densidade: 107,63 hab./km2. População urbana: 61% (1998). Crescimento demográfico: 0% ao ano (1995-2000). Fecundidade: 1,37 filho por mulher (1995-2000). Expectativa de vida M/F: 72/79 anos (1995-2000). Mortalidade infantil: 9‰ (1995-2000). Analfabetismo: 7,8% (2000). IDH (0-1): 0,864 (1998). GOVERNO - República com forma mista de governo. Divisão Administrativa: 18 distritos e 2 regiões autônomas (Açores e Madeira). Chefe de Estado: presidente Jorge Fernando Branco de Sampaio (PS) (desde 1996, reeleito em janeiro de 2001). Chefe de governo: primeiro-ministro António Manuel de Oliveira Guterres (PS) (desde 1995). Principais partidos: Socialista (PS), Social-Democrata (PSD), Partido Comunista Português (PCP). Legislativo: unicameral - Assembléia, com mínimo de 180 membros e máximo de 230 , eleitos pelo sistema de representação proporcional para mandato de 4 anos. Constituição em vigor: 1976. ECONOMIA - Moeda: escudo português; cotação para US$ 1: 210,71 (jul./2000). PIB: US$ 106,7 bilhões (1998). PIB agropecuária: 4%; PIB indústria: 35%; PIB serviços: 61% (1995). Crescimento do PIB: 2,3% ao ano (1990-1998). Renda per capita: US$ 10.670 (1998). Força de trabalho: 5 milhões (1998). Agricultura: trigo, milho, batata, tomate, uva. Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves. Pesca: 229,1 mil t (1997). Mineração: cobre, urânio, granito, calcário, mármore. Indústria: vestuário, têxtil, química, produtos eletroeletrônicos (domésticos). Exportações: US$ 23,3 bilhões (1998). Importações: US$ 38,3 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Espanha, Alemanha, França. DEFESA - Efetivo total: 53,6 mil (1998). Gastos: US$ 2,3 bilhões (1998). RELAÇÕES EXTERIORES - Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, EU. Embaixada: Tel. (061) 321-3434, fax (061) 225-5296, e-mail: portugalbr@uol.com.br - Brasília, DF. O PAÍS - Portugal ocupa o extremo oeste da península Ibérica e faz fronteira com uma única nação, a Espanha. Além da parte continental, compreende ainda os arquipélagos de Açores e Madeira. A extensa costa para o oceano Atlântico, de quase mil km, explica a origem da vocação marítima do povo português. O país formou um vasto império colonial - do qual fez parte o Brasil, porções da África e da Ásia - responsável pela difusão da língua portuguesa pelo mundo. Com a devolução aos chineses de sua última possessão ultramarina, Macau, em dezembro de 1999, a nação retorna às dimensões territoriais que possuía cinco séculos atrás. A antiga cidade portuária de Lisboa, situada no delta do rio Tejo, reúne exemplares da arquitetura manuelina - a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos - que testemunham as glórias descobertas. Movimentado pólo turístico do continente, Portugal também é procurado por causa das praias da costa de Algarve; da paisagem montanhosa ao norte do Tejo, em especial na Serra da Estrela; e dos vinhedos produtores do tradicional vinho do Porto, um dos principais itens de exportação, assim como a azeitona. Embora ainda seja uma das nações mais pobres da União Européia (UE), Portugal experimenta um crescimento econômico surpreendente para os padrões europeus na última década. O país triplica a renda per capita - hoje de 11 mil dólares % - e reduz drasticamente o desemprego. A expansão no setor de serviços é a grande responsável pelo contínuo crescimento do PIB - 3% em 1999. HISTÓRIA - A Lusitânia, como a região era conhecida pelos romanos, é conquistada por Júlio César e Augusto no século I a.C. Os visigodos dominam o território do século V até a chegada dos mouros, em 711. Portugal surge como país na luta pela reconquista cristã da península Ibérica: Fernando de Castela toma Coimbra em 1064; seu filho Afonso VI faz de Henrique de Borgonha conde de Coimbra; o filho de Henrique intitula-se rei Afonso I em 1139 e conquista Lisboa com o auxílio de cruzados estrangeiros em 1147. A soberania consolida-se com a expulsão dos mouros em 1249. Em 1385 sobe ao trono dom João I, da dinastia Avis. Os castelhanos invadem Portugal várias vezes, mas são derrotados na Batalha de Aljubarrota, em 1385, que consolida a independência e a soberania portuguesas. Grandes navegações - Portugal é pioneiro na expansão marítima européia. No século XV, têm início os descobrimentos e as conquistas que formariam o império colonial lusitano. Em 1496, o rei dom Manuel obriga os judeus, cerca de 15% da população, a se converter ao catolicismo, dando origem aos cristãos-novos. No ano seguinte, Vasco da Gama é o primeiro europeu a viajar por mar até a Índia, onde aporta em 1498. Em 1500, Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil. Em 1578, o rei dom Sebastião I morre na Batalha de Alcácer Quibir, na tentativa de conquistar o Marrocos. Dois anos depois, a Espanha se apossa do trono português e dá início a 60 anos de domínio sobre o país. Portugal perde colônias do Extremo Oriente para a Holanda, que também ocupa parte do Brasil. A independência portuguesa é recuperada em 1640, quando João de Bragança se torna rei. Iluminismo português - Um terremoto de grandes proporções, seguido de um maremoto e de um incêndio de vários dias, destrói Lisboa em 1755, deixando 12 mil mortos. A catástrofe afirma a autoridade do Marquês de Pombal, ministro do rei dom José. Pombal reconstrói a cidade e passa a ser, nas décadas seguintes, figura-chave do Iluminismo português. Expulsa os jesuítas, dando início ao processo que levaria o papa a suprimir a Companhia de Jesus em 1773, e põe fim à distinção legal entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Em 1807, Portugal é invadido por Napoleão Bonaparte e a corte transfere-se para o Brasil. Em 1820, a Revolução do Porto obriga o rei Dom João VI a voltar a Lisboa. Dois anos depois, o príncipe herdeiro dom Pedro proclama a independência do Brasil e torna-se seu imperador. Salazarismo - Em 1910, uma rebelião derruba o rei Manuel II e a República é proclamada. Os republicanos adotam leis liberais e anticlericais. Após longo período de instabilidade, um golpe de Estado estabelece, em 1926, uma ditadura militar. Antônio de Oliveira Salazar assume como primeiro-ministro em 1932. Seu regime, inspirado no fascismo, ficaria conhecido como salazarismo. A Constituição de 1933 institui o Estado Novo, no qual se admite um só partido, a União Nacional. Portugal permanece neutro na II Guerra Mundial e é admitido na ONU em 1955. A recusa em conceder independência às colônias africanas estimula movimentos guerrilheiros de libertação. A partir de 1961, Portugal fortalece sua presença militar na África. Em 1968, Salazar sofre um derrame cerebral e é substituído por Marcelo Caetano, ex-ministro das Colônias, que permite partidos de oposição. Revolução dos Cravos - A decadência econômica e o desgaste com a guerra colonial provocam descontentamento nas Forças Armadas. Em 25 de abril de 1974 eclode a Revolução dos Cravos. Oficiais de média patente rebelam-se e derrubam o governo de Caetano. O general António de Spínola assume a Presidência. A população festeja o fim da ditadura distribuindo cravos - a flor nacional - aos soldados rebeldes. Os partidos políticos, inclusive o comunista, são legalizados e é extinta a Pide, polícia política do salazarismo. Portugal mergulha em uma agitação revolucionária. Spínola renuncia em setembro. O governo passa a ser dominado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), fortemente influenciado pelo Partido Comunista. No mesmo ano, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau obtêm a independência. Em março de 1975, após frustrada tentativa de golpe de Spínola, o governo é dirigido por um triunvirato de generais. Inicia-se a estatização de indústrias e bancos, seguida de ocupações de terra. O moderado Partido Socialista (PS), de Mário Soares, vence as eleições em abril. Em novembro, o fracasso de um golpe de oficiais de extrema esquerda põe fim à fase revolucionária. A Constituição de 1976 declara irreversíveis as nacionalizações e a reforma agrária. Em 1976, o general António Ramalho Eanes, comandante das forças que venceram a rebelião de oficiais esquerdistas, é eleito presidente da República. Os socialistas conquistam 35% dos votos nas eleições parlamentares, e Mário Soares forma um governo minoritário - diante da grave crise econômica, Soares renuncia em 1978. Entre 1979 e 1980, o país tem cinco primeiros-ministros. As leis revolucionárias são revertidas em 1982 e eliminam-se as restrições ao capital privado. O Partido Social-Democrata (PSD), de centro-direita, vence em 1985, e Aníbal Cavaco Silva torna-se primeiro-ministro. Opção européia - Mário Soares é eleito presidente em 1986. No mesmo ano, Portugal ingressa na Comunidade Econômica Européia, atual União Européia (UE). Em 1989, a Assembléia retira da Constituição a irreversibilidade das nacionalizações e da reforma agrária. Mário Soares é reeleito em 1991. Em 1995, os socialistas vencem as eleições parlamentares e voltam a assumir o governo, com António Guterres como primeiro-ministro. No ano seguinte, Jorge Sampaio, também do PS, é eleito presidente. Trabalhadores e empresários assinam um pacto com o governo para elevar o salário mínimo e reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais - a mais elevada da UE - para 40 horas em 1997. O objetivo é conter o desemprego. Em outubro de 1998, a UE impõe um embargo à compra de gado e carne de boi de Portugal, após confirmados casos de contaminação pela doença da vaca louca. O país participa do lançamento do euro, moeda única européia, em janeiro de 1999. Os socialistas vencem as eleições parlamentares em outubro, mas não obtém a maioria das cadeiras. Mesmo assim, Guterres consegue manter-se no poder, com um governo de minoria. Em dezembro, Portugal devolve à China a soberania sobre Macau, sua última colônia. Timor Leste - Em março de 1999, Portugal assina com a Indonésia um acordo para a realização de um referendo sobre a independência de sua ex-colônia, Timor Leste, anexada pelos indonésios. A explosão de violência na região provoca, em setembro e outubro, manifestações de solidariedade aos leste-timorenses em Portugal, as mais relevantes desde a Revolução dos Cravos. Em dezembro, o país reata relações diplomáticas com a Indonésia, rompidas após a invasão de Timor Leste, e, em janeiro de 2000, envia 700 homens para a força de paz da ONU nesse território. Os trabalhadores do setor de transportes e os funcionários públicos entram em greve em maio de 2000 contra a política de contenção de aumentos de salários. O movimento prejudica os serviços e leva o governo a conceder reajustes acima do previsto no orçamento. |



